Capítulo 10 - Almoço Parte 1 - Grissom e uma mini Sidle

Todos exceto Grissom já estavam na casa de Catherine para o tal almoço. Sara que havia levado sua filha e Any, já tinha apresentado as duas aos amigos. Os outros peritos ficaram encantados com a filha de Sara que se mostrou um encanto de criança. Eles não deixaram de notar a semelhança entre ambas.

O pessoal conversava animadamente quando Cath dá uma olha em seu relógio e percebe que já era onze e meia, e nada do Grissom aparecer. A loira comenta com os outros a demora do amigo.

_Será que o Grissom não vem?

_Do jeito que você o intimou duvido que ele não venha. - Warrick comenta sorrindo pra loira.

_Relaxa, Cath. Vai ver aconteceu algo por isso ele deve está demorando. - Greg supôs.

_Toma que ele nem venha.

_Pode parar, Sara. Você querendo ou não se ele não aparecer em meia hora, eu vou buscá-lo e pronto.

_Ah não, Cath! Deixa o Grissom pra lá, está tão bom aqui sem ele.

_Negativo, Sara. Vocês precisam parar com essa implicância. Aposto que se baixassem as armas e se conhecessem melhor, se dariam muito bem.

_Eu também falei a mesma coisa pra ela, só que a teimosa não me dá ouvidos.

_E nem vou dar mesmo, Nick. - resmungou a perita morena.

_Sabia que vocês têm algumas coisas em comum? - Catherine disse lançando um olhar à Sara.

_Só se for o branco do olho e o fato de sermos peritos, porque é só isso que vejo de comum entre a gente.

Warrick e Greg riram dessa resposta de Sara.

_Não adianta, gente. A Sara nunca vai se entender com o Grissom. - sentenciou Greg com um largo sorriso.

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Catherine estava na cozinha fazendo um molho pra massa que havia feito, enquanto isso Any a ajudava lavando algumas louças. As meninas Lindsey e Lívia brincavam com Warrick no jardim. Já Sara, Nick e Greg tinham saído pra comprar mais cervejas e gelo.

A campainha toca e como Catherine estava ocupada no fogão pediu a Any que já havia terminado de lavar as louças, pra que ela gentilmente fosse ver quem era.

A moça foi lá e quando abriu a porta se deparou com uma visão e tanto. Um belo homem estava parado bem a sua frente. Ela o olhou encantada e pensou: “Jesus que homem!”.

Ele era lindo e até parecia àqueles artistas da TV. Inevitavelmente, a babá passeou com os olhos por todo aquele charmoso homem que usava óculos escuros, pois fazia um dia bem ensolarado; vestia uma camisa pólo branca que era bem justa em seus braços um tanto fortes; uma calça jeans escura; calçava sapatos pretos; e quando uma brisa leve veio de encontro ao rosto da jovem, ela pode sentir o perfume mais que agradável que o sujeito exalava.

Assim que ele tirou seus óculos, Any pôde ver com exatidão seus belos olhos azuis e se encantou ainda mais pelo homem. Perguntava-se quem era aquele Deus Grego a sua frente? Ela só olhava e ele percebendo que ela não dizia nada resolveu dizer algo.

_Oi!

_Oi! - Any responde saindo do transe em que estava.

Catherine apareceu na sala e assim que viu quem era o 'visitante', ela foi logo dizendo:

_Até que enfim, Grissom! Se não chegasse em dez minutos, eu já ia a sua casa te buscar.

Any quase caiu pra trás quando descobriu que aquele homem era o tal Grissom, chefe de Sara; o sujeito de quem tanto sua patroa falava que era horrível e insuportável.

Pelas coisas que escutava Sara falar sobre o chefe dela, Any fazia uma visão um tanto errada e até deturpada de Grissom. Ela achava que o homem fosse um velho gordo, talvez um pouco calvo por já ter 50 anos como Sara havia lhe dito; e que ele usasse óculos fundo de garrafa e se vestisse com roupas de velho. Mas pra sua surpresa, ele era totalmente o oposto do que pensava.

Grissom entrou e foi direto falar com Catherine.

Any fechou a porta e ficou os observando.

_Desculpe o atraso, mas tive que levar o Hank ao veterinário. Ele não acordou bem por isso que demorei.

_E o que ele tem?

_Um princípio de resfriado. Mas já foi medicado e logo vai estar melhor.

_Que bom que não foi nada mais sério.

_É... - o supervisor olhou na direção de Any e falou pra Catherine: _Você não vai me apresentar à moça?

Só agora que a loira se tocou que não havia feito isso.

_Mais que indelicadeza minha, me desculpem. Grissom essa é a Any. Ela veio com a Sara. Any esse é o Grissom. Acho que a Sara já deve ter te falado dele.

A babá sorri.

_Já sim. Oi, Sr. Grissom! - meio acanhada ela estendeu a mão pra cumprimentá-lo e ele gentilmente aceitou seu cumprimento.

_Oi, Any. E, por favor, me chame só de Grissom.

_Como quiser. - ela concordou soltando sua mão.

_Grissom fica só um instante com a Any que eu vou só ver a comida que deixei no fogo e já venho. - Catherine  saiu da sala.

O supervisor e a jovem ficaram em um breve silêncio até que Any decide puxar assunto com Grissom.

_Então você é o 'famoso Grissom'?

_Famoso?? - ele olho pra ela sem entender.

_É... Sara vive falando de você em casa.

O supervisor franziu a testa ao ouvir isso.

_Aposto que ela deve falar maravilhas de mim pra não dizer o contrário, não é?

_Acertou! - confirmou com um sorriso a babá.

_Ela é maluca e qualquer dia desses ainda vai me deixar tão maluco quanto ela também.

_Sara é uma ótima pessoa e quando a conhecer melhor vai se dar conta disso.

_Duvido muito... E por falar nessa maluca onde ela está?

Any não deixou de sorrir do jeito como ele se referiu à sua patroa.

_Ela saiu com Nick e Greg pra comprar umas coisas.

Nesse momento, Warrick e Catherine chegam ao mesmo tempo à sala.

_Grissom até que enfim, cara. - Warrick cumprimentou-o com um abraço apertado, pegando o supervisor de surpresa. _Se você demorasse mais um pouco, Cath já ia te buscar. - contou rindo.

_Ela me disse. Cath cadê a Lindsey que eu ainda não vi?

_Ah, ela está lá no jardim. Vai lá com ela e aproveita pra dizer a Linds vir aqui comigo tomar o remédio dela. Já está na hora!

O supervisor assentiu saindo da sala em direção ao lado de fora da casa. Lá onde Catherine disse que a menina estava, ele a encontrou junto com outra menina de cabelos castanhos. As duas estavam perto das plantas olhando algo que ele não sabia o que era.

Grissom aproximou-se de mansinho, sem que elas percebessem e ao chegar um pouco perto delas, parou pra ouvir o que as duas falavam.

_Ela é bonita, mas tenho medo de pegá-la. - confessou a pequena filha de Catherine à mais nova amiguinha.

_Não precisa ter medo. Ela não faz nada. Olha... - a amiguinha de Lindsey pegou com todo cuidado o bichinho que elas olhavam e pôs em sua mãozinha. _Tá vendo, ela não me fez nada.

Curioso já com aquele diálogo  e das duas, Grissom chamou Lindsey.  A menina virou-se pra ele e na hora correu em sua direção lhe dando um abraço apertado.

_Oi, tio!

_Oi, querida. - ele desfez o abraço deles. _O que você e sua amiguinha tanto olham nas plantas?

_Ah, é uma borboleta.

_Hum... Sua mãe disse pra você ir lá com ela.

_Tá bom.

A menina foi de volta até a amiguinha, lhe disse algo e depois foi em direção a casa.

Grissom resolveu aproximar-se da garotinha desconhecida que continuou perto das plantas. Quando chegou perto o suficiente, viu que ela tinha nas mãos uma linda borboleta e que olhava encantada para o bichinho.

_Você gosta de borboletas? - ele agachou-se perto dela.

_Gosto. - ela confirmou olhando pra ele.

_Sabe, eu também gosto de borboletas. - ele resolveu sentar-se ao lado da menina, que havia se acomodado na grama ainda com a borboleta na mão. _Na minha casa tenho alguns quadros delas.

_Eu também tenho, três. - ela fez a quantidade com seus dedinhos miúdos da mão livre.

Grissom olhou para aquela menina e algo nela lhe parecia familiar, só que ele não sabia o que era. O supervisor quis saber mais dela e começou a puxar mais papo com a garotinha.

_Você tem alguma preferida? - ele apontou para o bichinho ainda não mão dela.

_Tenho. É a ... - ela pôs o dedinho indicador no canto da boca e tentava se lembrar o nome. _Ah, eu esqueci o nome agora. Mas é uma laranjada que voa um tantão de distância. Você sabe qual é?

Ele sorriu, pois sabia muito bem qual era, porque sua falecida esposa também amava essa.

_Sei sim, é a Borboleta Monarca.

_Essa mesmo. - a menina sorriu pra ele. _E você tem uma preferida?

_Sim , mas acho que você não a conhece... É a borboleta de vidro.

A pequena abriu um sorriso sapeca.

_Conheço sim, é aquela com as asinhas transparentes.

Grissom ficou abobalhado com a menina. Ela era tão pequena e já conhecia muito bem borboletas.

O que ele não sabia é que desde que ela era ainda menorzinha já demonstrava interesse por borboletas. Seu pai dizia que ela havia herdado da mãe o gosto por tal bichinho. E sempre que encontrava algo relacionado à borboletas, ele comprava pra garota.

_Estou impressionado. Você conhece mesmo borboletas.

_É, a minha mãe também gosta delas sabia? E sabe qual é a preferida dela?

_Não, qual?

_A mesma que a sua. - ela confidenciou baixo como se aquilo fosse um segredo e isso fez Grissom ri do jeitinho dela.

Da janela da casa, Catherine, Warrick e Any observavam o supervisor de conversa com a garotinha.

_Será que ele faz idéia de quem a menina seja? - Warrick indagou olhando curioso a interação do chefe com a filha de Sara.

_Independente disso, acho que a menina conquistou o Grissom, porque nunca o vi conversando tão animado com outra criança que não fosse a Linds. - Catherine estava embasbacada com aquilo.

_A Liv é um doce de criança. Ela é capaz de conquistar qualquer um, só tem um porém... - Catherine e Warrick olharam pra Any à espera do que ela diria. _...Se ele falar mau da Sara pra ela, Liv vai perder toda a doçura e vai mostrar o gênio Sidle dela.

_Essa eu queria ver. O Grissom lidando com uma mini Sara. - as duas mulheres riram do que Warrick disse.

A borboleta que estava na mão de Liv vôo e foi parar numa flor perto deles.

_Sabe que a gente está falando um tempo e eu nem sei o seu nome.

_É, mesmo. O meu nome é Lívia. E o seu como é?

_O meu é Grissom.

A menina arregalou seus belos olhinhos azuis numa expressão de espanto. Ela sabia muito bem quem era o homem a sua frente. Cansou de escutar sua mãe falar dele em casa.

_Você é o limão azedo que a mamãe tanto fala.

Limão azedo?

Só havia uma pessoa em toda a Vegas que lhe chamava assim e ele sabia muito bem quem era.

_Você é a filha da maluca da Sara. - ele concluiu sem medir suas palavras.

_Minha mãe não é maluca. -  a menininha franziu a testa e fez um bico igual ao da mãe.

_Ah, ela é sim.

_Não é não. Você que é chato com ela.

O encantamento da menina por ele evaporou assim que Grissom chamou sua mãe de maluca.

_Sua mãe não lhe deu educação, não? Sabia que é feio falar assim com alguém mais velho?

A garotinha levantou-se, ajeitou seu vestidinho florido e encarou Grissom. Apesar de seus olhos não serem castanhos como os da mãe, ela tinha o mesmo olhar desafiador de Sara e Grissom pode constatar isso assim que olhou bem pra menina.

_Minha mãe me deu sim educação. Só que com limão azedo, ela não funciona. - Liv se foi, deixando Grissom lá sentado com cara de tacho.

O supervisor ficou vendo aquele pingo de gente ir embora e constatou que ela não negava de quem era filha.

_Que ótimo! Ela tem o gênio da mãe! - ele balançou a cabeça. _Concluí que Sidle's e Grissom's não foram feitos pra se entenderem mesmo. - suspirou o homem. _E eu estava até gostando da garota.

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