8° Capítulo
Saíram do estabelecimento e seguiram por uma rua escura e estreita; uma rampa inclinada em que as pedras da calçada brilhavam derivado de ter chovido há umas horas atrás e do luar que incidia sobre as mesmas. Chegaram a uma porta pequena e velha de madeira que há muito necessitava de uma pintura nova e a senhora retirou uma chave grande e ligeiramente pesada do bolso do seu casaco de malha grosseira. Subiram pelas estreitas escadas feitas de madeira e, abriu a porta de um dos quartos e mostrou-lho:
-É aqui! O quarto não é nenhum luxo, mas é aconchegante. Está limpinho e não entra cá chuva nem frio!
-Está muito bom. Para mim e para o meu filho serve perfeitamente! Obrigada! Só não tenho é como lhe pagar! - Lamentou-se Ashley.
-Ai, rapariga! Eu já não te disse para não te preocupares com o dinheiro?! Não tens dinheiro, não pagas, eu também sei como é que as outras pessoas vivem! Isto está difícil para todos, mas também temos que ser uns para os outros! - Explicou-lhe. - Vá, não penses mais nisso! Instala-te mas é e se precisares de alguma coisa, eu estou lá em baixo no café. - Fechou a porta, deixando Ashley e o filho no interior. Ashley poisou de imediato o seu filho na cama e a seguir deitou-se ela também e tentou descansar, pois este dia tinha sido muito longo e demasiado cansativo para ambos.
***
Acordou e levantou-se de imediato. Preparou o pequeno-almoço do filho e a seguir preparou o seu. Arrumou a pouca loiça utilizada, fez a cama e saiu da pensão. Aquele dia iria ser muito ocupado, pois tinha que ir à antiga vivenda em Sintra e de lá não sairia sem falar com os pais.
O caminho foi um bocado mais longo do que Ashley pensava, pois, durante os cinco anos em que esteve ausente, o caminho que costumava fazer para a dita vivenda sofrera algumas remodelações de que Ashley não estava à espera.
Mas ao fim de quase duas horas lá deu com a casa. Estava exactamente na mesma; tal e qual como a deixara há cinco anos atrás quando partiu rumo à aventura e ao desconhecido em Nova Iorque com Gustav. Um casarão enorme, todo ele pintado de cor-de-rosa, com imensas plantas trepadeiras que cobriam grande parte dos muros altos e grossos que mal deixavam antever o que se encontrava para lá dos enormes e pesados portões de ferro impecavelmente pintados de verde-escuro à mão. A moradia encontrava-se junto a um mato escuro e denso e do outro lado da mesma passava uma estrada isolada ladeada por inúmeras árvores gigantes com os seus troncos grossos e que deixavam cair delicadamente as suas alaranjadas folhas ao longo do trajecto.
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