2° Capítulo

Pegou na mala, saiu de casa e foi a correr desesperada para aquele que, naquele momento, seria o centro das atenções de todo o mundo, na esperança de que Gustav pudesse surgir por entre aquela confusão toda e que lhe dissesse que estava tudo bem e que aquilo não passava apenas de um susto.

Porém, quando lá chegou, não foi isso que aconteceu e o cenário era bastante pior que aquele que Ashley poderia alguma vez imaginar. O caos imperava. Por todo o lado apenas se viam pessoas a fugir desorientadas. Olhou para cima e a primeira coisa com que se deparou ao longe foi a segunda Torre a querer, igualmente, desabar, tal como aconteceu com a Torre Norte, aquela onde se encontrava, por azar, a pessoa que mais amava no mundo.

A Torre caía e uma densa nuvem de pó invadia as ruas gigantes de Nova Iorque. Ashley, em vez de correr e fugir, como fazia toda aquela gente naquele momento, correu antes na direcção oposta, em direcção às Torres, mas fora apanhada por um polícia que tentava manter a ordem nas ruas na medida do possível, dado o alvoroço e a confusão que imperavam nas ruas e nos rostos das pessoas.

-Não pode vir por aqui, é muito perigoso!! Vá antes por ali! - Indicava o polícia, ao mesmo tempo que agarrava na rapariga, impedindo-a de avançar pela rua.

-O PAI DO MEU FILHO ESTÁ ALI!!!! EU TENHO QUE IR LÁ SALVÁ-LO!!! - Proferia Ashley completamente em pânico e quase sem consciência do que estava a dizer.

-Já disse que não pode vir por aqui! - Insistia o polícia.

-MAS O MEU MARIDO ESTÁ ALI!!!! SE NÃO O SALVAM DALI ELE MORRE! - Insistia Ashley igualmente acabando depois por chorar.

-Estamos a fazer os possíveis para salvar o maior número de pessoas. Agora fuja mas é, se quiser salvar-se! - Ashley desistiu mas dentro dela dominava um sentimento de impotência por não ter conseguido feito nada. Deixou-se cair de joelhos ao chão e desatou a chorar que nem uma criança, a quem lhe acabara de ser retirado o rebuçado das mãos, enquanto fitava, ao longe, as duas Torres derrubadas como duas singelas peças de um jogo de dominó.

Parou de chorar e pouco mais lhe restava que conformar-se com a realidade. Já que não conseguia salvar Gustav, que salvasse ao menos o filho dele, que carregava dentro de si há oito meses. Levantou-se com alguma dificuldade e, quando ia a olhar para cima, algo lhe chama à atenção.

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