15° Capítulo [ANTEPENÚLTIMO]

28 de Fevereiro de 2005. Ashley percorre a pé o habitual caminho desde o supermercado até ao prédio onde se situa a sua casa acompanhada pelo filho, Isaac, de 4 anos. Durante o percurso, Ashley é obrigada a fazer um pequeno desvio e passa por uma rua de um bairro social.

Essa rua nunca lhe despertara qualquer sentimento de segurança. Antes pelo contrário, evitava, desde sempre, ter que passar por essa rua. Até parece que consegue ouvir a voz de Gustav quando lhe dizia: Não. Vamos antes por aqui, ‘mor. É mais seguro! e em seguida lhe colocava o braço à sua volta e olhava com desconfiança para os habitantes daquele bairro.

De ambos os lados da rua viam-se vários prédios seguidos e semelhantes e que se agrupavam em vários quarteirões; poucos eram aqueles que não tinham, pelo menos, um graffiti na parede ou várias tiras de fita-cola grossa sobrepostas a tapar um qualquer vidro partido feito na porta da entrada.

De repente, um pequeno grupo de delinquentes, não mais que quatro ou cinco jovens, repara em Ashley e avança confiante e lentamente em direcção a ela. Ashley, aconchega melhor os sacos, agarra com mais firmeza a mão do seu filho e acelera o passo. O grupo continua a segui-la e Ashley acelera ainda mais o passo.

Sempre ouvira falar nos inúmeros assaltos que se costumavam dar naquele bairro problemático, mas nunca pensara que, um dia, pudesse ser ela mais uma vítima desses assaltos. Mas por que é que eu não fui pela outra rua? questionava-se Ashley a si própria.

Ashley continua a acelerar cada vez mais até que vai dar, inconscientemente, a um beco sem saída. Ashley fica aflita e vê o grupo a aproximar-se cada vez mais de si e do seu filho e ela sem ter por onde fugir.

-‘Tás com medo? – Pergunta um deles.

-Nós não te queremos fazer mal! – O grupo aproxima-se dela, obrigando a rapariga a encostar-se à parede. Um deles sorri descaradamente para ela e Ashley teme o pior.

É nestas alturas em que desejava poder desaparecer para escapar a situações como aquela que estava a vivenciar naquele momento. Ashley fecha os olhos com muita força enquanto grita mentalmente: LARGUEM-ME! NÃO ME FAÇAM MAL!!!

***

Isto é sempre a subir! A Viver de Recordações já está na posição #33 na categoria Paranormal!
Obrigada por acompanharem a minha história!

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