1° Capítulo
De repente, uma forte e intensa mágoa aperta-lhe o coração. Ver, ali, na televisão e mesmo à frente dos seus olhos a Torre com o pai do filho de que estava à espera no interior a desmoronar-se que nem um frágil e simples castelo de areia e não poder fazer nada.
Dois rios espessos de lágrimas percorriam-lhe furiosamente o rosto delicado e pálido. Naquele preciso momento o mundo tinha-lhe desabado sobre os ombros e Ashley perdera todas as suas forças, assim como a vontade de viver.
Gustav era apenas mais uma das milhares de vítimas inocentes do maior atentado terrorista da história da Humanidade e o filho que Ashley carregava no ventre, que ia nascer dentro de um mês e que Gustav tanto desejava, já não lhe iria conhecer a voz terna, doce e de anjo que tanto o caracterizava.
Porém, apesar da enorme dor que se apoderara do seu coração, tinha de ser forte. Ashley não se podia deixar ir abaixo e tinha que erguer a cabeça para conseguir criar o seu filho e dar-lhe todo o amor necessário para que ele crescesse saudável e não lhe faltasse nada.
Levantou-se lentamente do sofá, tentando, ao mesmo tempo, suster as lágrimas, e dirigiu-se à cómoda grande do seu quarto. Pegou numa moldura onde estava colocada uma fotografia na qual se podia ver Ashley e Gustav abraçados e a transbordarem felicidade através dos seus sorrisos e, de imediato, vieram-lhe inúmeras recordações à memória: as viagens que faziam juntos, os jantares fora, os passeios à beira-mar ao fim do dia... momentos felizes como esses que nunca mais se voltarão repetir.
*Flashback*
-Sabes que te amo muito? - Perguntava-lhe ela toda feliz da vida.
-Não, não sabia! - Respondia-lhe ele fingindo que não sabia.
-Pois, mas amo-te. E quero ficar contigo para sempre, meu amor! - Salta para o colo dele e rodopiam os dois até ambos se deixarem cair naquele prado verdejante e a rejubilar de vida.
*End of Flashback*
Uma outra lágrima veio-lhe aos olhos e Ashley não resistiu em chorar mais uma vez. Queria recuperar o seu amor, tê-lo são e salvo ao pé de si, mas não sabia como, nenhuma ideia lhe surgia na cabeça. Até que decide poisar a moldura no lugar de onde tinha sido retirada e sai de casa numa atitude muito decidida como quem lhe acaba de surgir uma ideia genial sabendo, já, exactamente o que fazer, como, quando e onde.
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