Segunda 30/10 - 9H20 Local Aeroporto (Após o funeral)

Medeiros não demora muito para chegar ao aeroporto Gilberto Freyre e pegar seu pai.

Do Crematório para o Aeroporto foi rápido. Depois de uns 30 minutos esperando, ele sai da Livraria com duas sacolas com livros novos e se abraçam, saindo do aeroporto em direção ao estacionamento. Medeiros liga para Aloísio e conversam alguns segundos. Eles chegam ao carro e J.J pede a chave e desliga o alarme. O Pai sai dirigindo com Medeiros no passageiro. Ligam o som e está tocando a música do Legião Urbana: "Será", banda que os dois curtem bastante.

[Deveria haver um GIF ou vídeo aqui. Atualize a aplicação agora para ver.]

-Eles são muito bons! - Fala Medeiros

-Verdade...minha banda de Rock Nacional predileta...

-Nossa banda- Eles sorriem.

Os dois Estão indo para o escritório pastoral do Pastor Lucas. Ao olhar pelo retrovisor do carona, Medeiros ver novamente a Chevy Preta. Está com a placa diferente. Alterada. Sem demorar abre o coldre e pega o revolver Buldog e o coloca embaixo da perna direita. Faz com cuidado para não quer alertar o Pai e piorar a situação. Mais a frente, na entrada da Esquina 41, ela não percebe uma moto parada com dois homens. Sua atenção está voltada para o carro preto...J.J vai conversando, falando sobre a viagem, a recuperação do irmão.

-Não se esqueça de me falar quando for para entrar. – Lembra J.J

-ok.

-Ficou monossilábica?estas Preocupada?

-Sim. Mas não é nada demais.

-Não acredito. Você está mentindo. E sempre mentiu muito mal.

-Estou cansada. Um caso atrás do outro e todos dois bastante complicados e com bastante repercussão nacional...

-É verdade. –Fala J.J olhando pelo retrovisor, para, e espera para ultrapassar um carro. – Você deveria viajar. Sumir, descansar.

A moto manobra bruscamente na frente do carro.

-Caramba... - Reclama J.J - A reclamação tira a atenção de Medeiros do carro e a faz olhar para a moto. O carona saca um revolver trinta e oito.

-Abaixa! - Grita Medeiros. Tarde demais - A bala pega em J.J Fazendo grunhir de dor. Com o impacto, ele solta a direção e tira o pé do acelerador, fazendo o carro estancar. Ela não sabe aonde a bala o pegou, mas sente o líquido vital escorrer pela sua barriga e tórax. Medeiros fica sem ação. O oxigênio parece faltar ao cérebro. O mundo parece lhe dar um giro de 360 graus...Uma ira incontrolável começa a encher seu ser. Seus olhos com lágrimas são secados pela palma da mão, e deixa a filha de lado, para assumir o lado policial. A moto está voltando pela esquerda e o carro preto vem pelo lado do motorista.

"Vocês vão pagar caro!"- Promete Medeiros.

O Carro preto abaixa a janela do passageiro e coloca para fora uma doze cano curto com silenciador. Os homens da moto se aproximam também armados.

"Pense! Pense!"- Medeiros fala para si.
Olha novamente à arma e se posiciona para tentar uma ação.

"Se conseguir derrubar a moto, vai ficar mais fácil".

O coração está a mil. Seus olhos não param quietos. A certeza da morte iminente está aumentando a adrenalina. Ela olha para o pai baleado e precisa correr contra o tempo para não morrerem os dois.

"A loja de Conveniência" - Analisa Medeiros. Saindo do carro dará mais chance para seu pai viver e esperar que a sua idéia der errado. Ela sai do carro e corre para dentro da loja de conveniência com arma em punho, na esperança que os bandidos vão atrás dela. Tudo é muito rápido e Medeiros não percebe o que acontece lá fora. Um imenso barulho estronda pela rua. Medeiros sai da loja e ver seu pai fora do carro, com a mão direita embaixo da axila esquerda, encostado na porta assustado com tudo.
-Eles...se...deram mal!-Encostado na porta do carro. Cai de joelho e depois abraça o chão.

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