Sabado 28/10 07h40 Local: Casa do Governador
Dr. Aloísio estaciona o carro na frente da mansão do Governador, que fica numa área nobre de Casa Forte.
O delegado abre a porta do carro, limpa os sapatos melhorando o brilho da graxa. Faz uma ligação e se irrita:
"ainda está em casa!cacete!"
Coloca o celular no bolso direito da calça. O Delegado é um homem branco, cavanhaque vaidosamente cuidado e baixo, todo preto com alguns pelos brancos.
Cabelos grisalhos e bem bem curto. Militar. Esbelto e esguio igual a uma faca. É da polícia civil há 25 anos.
Embora esse não seja o caso mais bizarro, até por que há seis meses vinha participando pela busca do Serial Killer, batizado pela mídia pernambucana de "Assassino dos Dedos" (Há o livro disponível aqui no wattpad).
Mas, numa família de um poderoso político, que teve seu primogênito assassinado brutalmente e agora, com uma filha desaparecida é a primeira vez.
Ao terminar o degrau, a porta se abre sem ele bater. É orientado a seguir pelo corredor. Nas paredes cor de palha livros e mais livros vão passando a sua vista. Olha de relance a imensa casa com móveis de Massarandubas.
Chegando ao final do corredor, mais uma porta se abriu por um dos quatro agentes que estar na frente da porta.
Na sala, dois agentes estão em pé próximo à porta, e mais um ao lado, à janela e ao telefone, Larsson que está próximo governador.
O homem levantou os olhos vermelhos e desolados, e cumprimentou o delegado.
Larson se afastou um pouco e pede que Aloísio sentasse no sofá. Ele continua observar que há mais livros.
" Ele gosta de ler! " .
A sala é redonda, os móveis dessa sala já são feitos em madeira de jacarandá. E o teto tem uma pintura de Brennand. Uma Arte espelhada junta-se a imagem de quem observa.
-Dr. Aloísio , conte-nos o que aconteceu e seus avanços!
-bem... Ajeitando o blazer e olhando para Larsson.
-Por favor, pode falar. Estou destruído de mais! para me importar com palavras. -Fala o governador olhando para Aloísio.
-Acreditamos que a vítima foi Assassinada num ritual satânico.
-Doutor Aloísio, espero que o senhor não me interprete mal. Quando for se referir ao meu filho, chame pelo nome.
-Desculpe-me Senhor. Não era a intenção desrespeita a memória do seu filho.
-Prossiga pede Larsson.
-Cleiton foi assassinado num galpão abandonado da zona norte, onde antes funcionava o Mega box. Ele apanhou bastante.
-Prossiga...-fala o governador notando a cautela do delegado.
-Cleiton teve quatro costelas quebradas o punho direito quebrado, sofreu uma fratura craniana, e por último lhe deram um tiro na cabeça.
Batidas na porta. Um agente abre a porta e anuncia a chegada de Medeiros.
-Há uma moça aqui querendo falar com o governador. O nome é Medeiros.
-É minha agente. Afirma Aloísio olhando para o governador e Larsson. - Continuando...Os três homens que mataram o Cleiton, e a namorada dele foram assassinados logo em seguida.
-Pelo menos isso...-Fala o governador com punho cerrado. - Alguma pista de quem poderia ser o mandante? Qual o progresso da investigação até agora?
A porta abre e Medeiros entra. Um cheiro suave de flores de campo toma conta do local. Todos os olhares convergem à agente.
-Por favor, Medeiros, sente aqui. Fala Larsson. Ele não esperava que fosse uma jovem. Nem muito menos tão jovem... O nome não colaborava com sua aparência. Ela senta entre Aloísio e Larsson que continuar escutando Aloísio informando sobre os avanços da investigação.
Os olhos de larson e Medeiros se cruzam.
" interessante..." Pensa Medeiros que continua escutando o delgado falando do assassinato e passa a olhar em volta da sala. Faz um giro de 180 graus com a cabeça.
-Tudo foi herdado. -Afirma o governador olhando para jovem.
-Desculpe-me Senhor, não entendi. -Responde Medeiros. Todos olham para ela. Aloísio fecha um olho mais do que o outro e pensa:
"que essa menina fez? "
O seu olhar...fala o governador - Estava deslumbrado e ao mesmo tempo inquiridor olhando tudo a sua volta.
" Infelizmente sou assim ". Pensa Medeiros. -
-É tudo muito majestoso. Muito...
-Egocêntrico! Interrompe ao governador, com os olhos dos dois homens da lei em sua direção.
Larson olha sem entender nada para Aloísio, que levanta os ombros, também sinaliza sem nada entender. Medeiros pede para se levantar, começa a olhar a sala e pergunta:
-Há quanto tempo o senhor sabia? Medeiros continuar observando os títulos na imensa biblioteca
-Sabia do que? - O governador a pergunta de Volta.
-Do envolvimento do seu filho com a Seita? Replica Medeiros olhando para o governador. Aloísio aperta o joelho. Larsson para de piscar, olhando o governador que está observando Medeiros que volta a ficar de costas olhando os livros. O governador faz o sinal para larson esperar um pouco.
-Porque você acha que eu sabia?
-Simples. O senhor leu corretamente o sinal corporal de uma estranha em dez segundos. E convenhamos governador. O senhor não estaria na posição que estar, se fosse um homem manipulável, fraco e indeciso.
-Foi uma suposição. - O governador se envaidece, mas, começa a não gostar do rumo da conversa. Medeiros continua a caminhar e olhar os livros que parecem não acabar...
-Desculpe-me, mas o senhor fez uma afirmação e não uma suposição sobre o que passava em minha cabeça. Se fosse dos livros, não haveria tanta decepção na sua voz. Medeiros ri suavemente.
-A sabedoria produz orgulho no devoto. Medeiros virasse para o governador analisa sua expressão e diz:
-Mas, não a exposição. O sábio nunca expõe o quanto sabe, diz meu pai. Governador quanto realmente o senhor sabe? O que ainda não sabemos? - Aloísio e Larsson não acreditam no que estão escutando.
"Aonde ela quer chegar? " Pensar larson.
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