O SACRIFÍCIO
Sexta feira 27 de outubro 22h30 (2h30 antes dos assassinatos.)
Cleiton estava angustiado naquela noite. Não deveria estar ali. Perguntava-se porque não escutava as pessoas que queriam seu bem. Sempre achava um jeito irrita-las, nascera com esse dom.
Ele chega cedo ao local da reunião. Havia se separado de Leila ao chegar na reunião, depois que ela foi ao banheiro com duas amigas.
Passado alguns minutos não percebera a demora da namorada e também não estava conseguindo se concentrar direito.
Estava ansioso e com medo. Queria que acabasse logo e sumiriam dali. Nunca mais voltaria. Ele havia prometido isso a Lucas e pela primeira vez cumpriria a palavra.
Todos presentes nessa noite, junto com Cleiton, estavam vestidos com suas capas cerimônias negras e por baixo estavam nus. Eles se reuniam há um ano no Prédio abandonado do Supermercado Mega box e a cada dia mais jovens iriam parar ali.
A juventude estava com sede espiritual, sede de algo novo e poderoso e infelizmente estavam recorrendo ao mau antigo e perigoso.
Todos queriam algo novo, viver perigosamente e sem regras.
A multidão permanecia ali desde as dez da noite, quando entra vestido numa roupa preta e com um imenso pentagrama dourado, desenhado nas costas, Achilla, conhecido como o bruxo da cidade e sacerdote, é ele quem entra puxando um bode.
Para na frente de uma cruz. A imagem fora roubada no final do mês passado, de um templo católico e fora chumbado na parede de cabeça para baixo.
Sem demorar, o bruxo levanta os braços e começa a falar palavrões à imagem. Depois cospe e retorna a xingar. Estão todos em silêncio sepulcral.
O bruxo começa a orar em uma língua desconhecida e andar de costa pelo altar fazendo inversamente o sinal da cruz várias vezes.
Volta a proferir mais blasfêmias contra a imagem e a bater com chicote. Ao terminar Achilla diz:
"Estais morto para nós".
A sua voz é gutural e monstruosa. Deformada e estranha. Com todos ainda em silêncio, o bruxo tira uma adaga prateada. Levanta-a segurando com as duas mãos em sinal de oferecimento e depois a coloca sobre o altar à sua esquerda e diz:
"Nazareno, aquela lançar no teu lado fui eu!"
Depois aperta a adaga fortemente contra a palma da mão esquerda, a puxando bruscamente e fazendo o sangue jorrar pelo fio da navalha.
Cleiton olha aquilo tudo com misto de êxtase e repugnância. Aquela seria a sua primeira participação em um ritual com sacrifício humano. Já participaram com animais, mas, um sacrifício humano seria o primeiro.
Estava excitado. Já não queria sair dali, para logo em seguida sentir a falta de Leila.
O bruxo havia prometido que junto com o sacrifício haveria manifestações espirituais físicas. O sacerdote começa falar:
-Entre aquela que, com sua morte nos revelará o nosso mestre! - Em seguida dois homens nus, usando máscaras de bode entram com uma mulher entre eles, ela está vestida com um grande turbante vermelho.
A multidão de mais de 300 pessoas começam a se alvoroçar. O sacerdote levanta mão pedindo para ficarem quietos. Com a iminência do grande sacrifício a turba se inquieta.
-Revelem o que está oculto! -Fala o Sacerdote com sua voz deformada.
Os dois homens rasgam brutalmente a roupa da mulher a deixando nua.
Seu corpo está talhado com letras místicas, pequenas e vermelhas do próprio sangue de Leila.
Os congregados não conseguem mais ficar quietos. Todos estão delirando. A morbidez da tenebrosa cena continua:
-Assim como essa roupa foi tirada de ti, e está revelando tua nudez glorificada, revela-nos com teu sangue o nosso mestre! - O bruxo começa falando e olhando para a moça.
Depois se dirige para o altar e abrindo seus braços mostra sua mão rasgada pelo punhal que esvai em sangue.
Ele derrama seu sangue dentro a boca de Leila, que está sendo forçada a manter aberta por um dos homens.
Cleiton sente sua respiração faltar pela suas terríveis descobertas a primeira é que Leila será o sacrifício e a segunda é ter reconhecido quem vai oferece-la como tal.
"Eles sabem que fui à igreja!"
Seu solhos estão aterrorizados pela revelação.
"Como pode ser?"
Leila está na sua frente. Há poucos metros. Sua razão começa faltar. O medo inevitável da morte, faz seu coração bate a mil por hora.
"Por que fazer isso com a Leila?"
Achilla olha a sua volta e ver todos delirando com a cena, Cleiton começa a andar entre os congregados e vai tentando se aproximar do altar.
O bruxo continuava falar e a conjurar toda sorte de demônios. Ao chegar próximo do altar, seu coração acelera parecendo que vai sair pela boca.
Ele os ver a deitando no altar. Quatro homens Fortes pegam com dificuldade o animal colocando no altar e por cima de Leila.
A turba começa gritar loucamente o nome de Lúcifer. Cleiton se desespera. Corre na direção do altar e quando está mais próximo, sente duas garras o segurando com bastante força pelas costas.
Ele olha e não ver ninguém. E, Logo em seguida seu corpo é dominado e lançado contra a parede. Ao cair suas entranhas doem.
Cleiton quer gritar, mas a dor ensandecida tampa a sua voz. Novamente ele é erguido e jogado longe batendo com a cabeça no chão.
O sangue brota alucinadamente fazendo-o perder temporariamente os sentidos. Tenta se levantar mas, é atingido. Desequilibrasse e caí.
Seu terror está latente. Uma gargalhada funesta vem das suas costas e ao virar sente uma mão agarra-lo e a bater com sua cabeça contra a parede.
Seus olhos se enchem de sangue... Ao cair de joelhos é novamente agredido e escuta o sacerdote falando alguma coisa...
Seu corpo está sendo quebrado. Sente-se carregado... Os outros vão passando... Sua cabeça está dependurada pelo corpo arrastado.
Sim ele esta sendo arrastado.
Apenas, consegue ver as pessoas passando o seu lado enquanto está pendurado.
Entende que chegou no altar, puxam seu cabelo para trás e o fazem ver Leila sendo estuprada.
Há uma fila no altar. Todos querendo a estuprar. Depois que a machucaram bastante, pegam o Cleiton e o coloca por cima dela.
Seu o corpo já não oferece mais resistência. Ele deseja que acabem logo com isso. Cleiton lembra de sua mãe e pensar como queria beija-la e abraça-la.
Não consegue chorar porque a sua dor é maior que a vontade. Ele sente um jorro quente e viscoso descendo pela suas costas com cheiro acre forte. Era sangue!
O Bode havia sido imolado sobre eles. Cortam o animal em nove pedaços e deixam o sangue rolar sobre eles.
O autor do sacrifício começa falar baixinho:
"Vem!"
Depois mais alto... E mais alto... Em seguida, quase 400 pessoas estão gritando e pisando com força sobre o chão de concreto, enquanto junto com um imenso tambor começam a gritar:
"VEM!"
"VEM!",
"VEM!"
Seguidamente.
O tambor começa aumentar o ritmo da celebração funesta e eles começam a tirar as roupas e começar uma orgia.
Nada mais importa para eles.
Um homem com mais de 2 m de altura, cabelo loiro e liso, sem uma quebra, todo vestido no linho branco, camisa e calça.
Rosto afilado e de olhar estranho... Ele entrar no local. A beleza dele é incomparável e suas asas se parecem a um bronze polido.
Abrem-se, o tornando ainda maior do que parece, o sacerdote ajoelhasse em frente ao ser que coloca sua mão direita na na cabeça do sacerdote e beijo o leal súdito.
Depois de dar uma tapa com as costas da mão e murmurar alguma coisa, saem do local.
Três homens pegam os dois corpos e se dirigem para completar a missão.
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