10 anos antes dos atuais acontecimentos
José Júnior caminha rapidamente pelas ruas. A noite está chuvosa. JJ está atrasado para entregar o material à edição do próximo mês da Revista Atualidades.
O editor já ligara umas dez vezes para saber onde ele estava. O atraso não é o seu forte, mas, quando se tem filhos, duas moças com 14 e 15 anos e um menino com 19 anos, o mundo passa a girar em torno deles.
Ao dobrar a esquina, logo ver a torre do prédio da Revista Atualidades que está em crescimento vertiginoso. A revista aborda temas que abrange da Economia até religião, mas, sempre que podem, fazem um furo jornalístico com a maior frieza, ética e imparcialidade.
A última denúncia feita pela revista foi o crescente aumento de pedofilia nas diversas religiões locais, onde rendeu uma repercussão avassaladora e várias ligações com ameaças de morte. No final da investigação foram dez Padres excomungados, outras dezenas de Pastores expulsos, Monges, Gurus e Líderes diversos e das mais diversas denominações estavam envolvidos.
Todos estão presos ou respondendo processos. A revista nasceu da ideia de três amigos José Júnior, André Ricardo e Antônio Almeida. Jornalista, editor e o terceiro, respectivamente, um ricaço que queria dar algum propósito honesto a sua fortuna e investiu pesado na ideia.
"Estou quase lá"
pensa JJ ao entrar no edifício ultramoderno. Coloca o crachá e a porta do elevador abre, digita uma senha de quatro números para então poder subir. No elevador começa a procurar o "Pendrive" . A porta do andar abre e JJ dar um pulo e sai correndo até a entrada da revista. Passa novamente o crachá e coloca o polegar direito para fazer a leitura Digital. Caminhar rapidamente até a sua sala e deixa os arquivos que está carregando e imediatamente segue para a edição. A revista é todo o 12º andar.
Depois da meia-noite, e terminando de fazer a revisão do texto, JJ volta até sua sala, atravessando um corredor de dez metros que vai até sua sala que está escura. Acende uma luminária da mesa e procura sua máquina digital, para poder passar as fotos para o servidor da edição. Poderia fazer ali, mas, havia pedido um sanduíche na lanchonete 24 horas que fica no primeiro andar e como a edição fica perto da entrada, pouparia uma caminhada desnecessária.
JJ sai da sala e volta para edição. Ele não percebe uma presença na penumbra da sala. Depois de finalizar o processo ele come o sanduíche e volta à sala, liga o Ar-condicionado. Quando vai usar o computador...
-Boa noite! - Fala o intruso. JJ dar um pulo da cadeira, se equilibra e caí no chão. Levantasse rapidamente e joga contra o invasor, um vaso que passar por ele sem causar dano. A sala é pequena.
"Como ele entrou aqui?"
-Não estou aqui para lhe fazer nenhum mal, humano. -Falar mais uma vez o intruso com uma voz potente e grossa.
-Quem é você? - Pergunta JJ pegando um estilete. - Vou avisando se der mais um passo, rasgo-lhe sua carne. - O jornalista está com o ar preocupado e o intruso não se mexe. JJ começar acreditar que no espaço de 45 m² não seria fácil se livrar tão facilmente do corpulento.
-O que você quer falar comigo?
-Posso sentar? - Pergunta o Ser. JJ olha mais uma vez para o intruso e fica sem saber o que fazer e pela primeira vez está na situação de sentir-se acuado.
-O que você quer de mim?
-Apenas me ouça! Acredite quando digo que não quero seu mal. Sou guardião da sua família por gerações.
JJ olha para o estranho e sorrir.
"Quem esse idiota Pensa que é ?"
O estranho se mexe calmamente e sentasse no sofá de dois lugares. Cruzar as pernas e fecha o casaco. Ele está vestindo um casaco preto, uma calça preta e uma camisa polo vinho. Seus cabelos estão amarrados para trás e são lisos. Bastantes lisos e mais durados do que qualquer tonalidade que JJ houvesse visto.
-Se você quiser acender a luz fique a vontade. - afirma o estranho. JJ sem tirar os olhos do estranho, acende a luz e forca a porta que continua fechada. Volta para trás da mesa com o estilete na mão. Sentasse e o coloca do seu lado.
Olhando para o intruso observa que as pupilas dos olhos são maiores que o normal, causando um desconforto. O intruso percebe e coloca óculos escuro e então começa a falar:
-Só quero conversar. - JJ continua olhando atravessado e volta a perguntar:
-Você me conhece de onde?
-Conheço sua família há bastante tempo.-Responde o desconhecido
-Nunca me falaram de você!
-Isso não quer dizer que não exista.
-Há quanto tempo você conhece a minha família e quais negócios vocês fizeram? JJ sabia que na sua família existiam uns pedras ruins mas a grande maioria sempre foram pessoas de bem.
-Acredite. Vários anos. Muitos anos na verdade.
-Qual é o seu nome?
-Thell! Meu nome é Thell!
Continua...
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