43 - A Trilha do Diabo;
"Rastejando através de minha pele. Sentindo seus olhos frios e mortos. Roubando a minha vida." Breaking Benjamin — Dance With The Devil.
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A primeira pessoa que Taehyung matou foi uma uma mulher, que fora responsável por uma parcela de traumas em sua falecida esposa — sua inexperiência não o levou a muito, apenas a estrangulou depois de invadir o apartamento, apertou com força, sentindo a resistência alheia falhar até parar por completo, os olhos abertos evidenciaram a morte, a pupila cobrindo a íris e o corpo desfalecido abaixo de si. Feito isso, o segundo ato foi correr até o banheiro e vomitar tudo o que comeu durante o dia, até sentir a garganta queimar devido ao suco gástrico do estômago.
Fazia poucos meses desde que sua filha fora sepultada — o luto lhe dominava e o ódio pela humanidade, pela vida lhe embrulhava o estômago, estava cansado de chorar e aquele ato impensado o deixou em pânico.
Saiu do apartamento desnorteado, a inércia não impediu sua mente de lhe torturar, pois aquilo era crime, era errado e não traria nem Yuna nem sua filha de volta, mas o deixou aliviado, sentia ter vingado a sua mulher.
Num quarto de hotel, Taehyung deitou no tapete egípcio e chorou, as mãos tremendo e a imagem do desespero daquela mulher e do quanto sua raiva foi capaz de tirar uma vida, seu coração doía e aquelas emoções conflituosas eram infernais, sufocava.
Taehyung gritou, as veias salientes marcaram o pescoço avermelhado pelo esforço — os soluços e o vazio o engoliu de uma só vez.
Ainda sentia o cheiro de erva doce em sua pele, o cheiro da Yuna, passou a usar ao perdê-la ainda que não combinasse consigo — a saudade massacrava, tudo era supérfluo e inútil, tudo o levava ao futuro desastroso, desde pequeno a sentença havia sido dada.
Dali em diante, tudo mudou para algo pior.
Taehyung havia criado prazer nas mortes, na tortura, compreendendo que tinha maestria, inteligência e fome por quem entrava em seu caminho — como um demônio vindo a Terra para alimentar-se sem conseguir de fato exaurido a gana maldita e maligna.
Como todo ser humano falho, Kim por incontáveis vezes foi acometido a doses infelizes de emoções, onde bebia em quantidades altas, fumava quase dois maços de cigarro, na companhia de músicas melancólicas e de um passado que jamais voltaria — meses avançaram, anos se passaram e no tempo atual, o moreno novamente se sentiu vulnerável.
Era difícil conciliar o humano do desumano, sua doença gerava conflitos internos, e isso acontece com frequência, o deixando sem sono e sem fome alguma, era tarde demais para compreender com exatidão que aquilo era culpa, era vontade de ser o mesmo garoto que foi com sua ex mulher. Um homem falho e traumatizado mas que ainda tentava todos os dias ser feliz e fazer quem amava feliz — mesmo que fosse um dos piores homens do mundo e não merecia sequer estar vivo.
Sentado no sofá, na mesma posição a horas, o moreno deixava a mente fluir, como num pré filme, inúmeros anúncios, modos diferentes e sensações únicas — a dor era visível em seus olhos escuros devido a pouca luz, a sua frente, na cama grande, Jungkook dormia, abraçado a um travesseiro, os cabelos grandes cobriam parte do rosto e o rosto estava parcialmente coberto, o edredom cobria sua nudez; era lindo.
O estômago doía implorando por comida a dias, não recordava quando foi sua última refeição, talvez a semanas, não sabia — precisava criar um plano, um que pudesse tirar de vista Yoongi e os outros.
A desconfiança da falta de notícia do garoto foi um tremendo erro mal contabilizado, devia ter conversado, instigado Jeon a contatar amigos e família e não levá-lo a Itália, ao menos não daquele jeito, como se pudesse escondê-lo do mundo inteiro.
A depressão já estava num ápice incurável, a sociopatia tão aparente como um veneno desgraçado, buscando de modos incansável destruí-lo — traços bipolares que passou a afogar com o álcool, e o estresse pós traumático que o colocou numa fantasia doentia de que tinha que fazer aquela mulher ter uma menina. Uma situação que poderia ter sido resolvido com adoção, mas seus anseios desenfreados o fizeram crer que Amber tinha de pagar pelo erro do marido maldito que após matar sua filha e notar o desaparecimento da mulher, tirou a propria vida sob o efeito de álcool e drogas.
Piscou duas vezes ao perceber o farfalhar do lençol com o movimento adormecido de Jeon, sob a luz amena da pequena lâmpada do abajur, admirou a pele macia e pálida, o contraste das curvas alheias no tom alvo daquilo que o cobria, as coxas grossas e cintura fina — sem sombra de dúvidas ele era uma obra de arte, um homem que não merecia ter tudo tirado de si, de ter o grande amor de sua vida morto em seus braços.
Ninguém merece viver uma tragédia.
Taehyung não merecia tudo o que teve de passar, contudo, merecia as consequências do que passou a fazer logo após — largando o copo de whisky vazio no aparador médio de base arredondada de vidro escuro, ficou de pé, sem saber se a tontura era devido a falta de alimentação ou estava levemente bêbado. Seminu, deitou na cama, tomando cuidado para não acordar o mais novo, o tecido frio em contato com sua pele o arrepiou, no bolso da calça de algodão pegou o anel, aquele anel que deveria selar um destino que tanto foi planejado por Jungkook, o laço que daria a união eterna para dois homens que se amavam irrevogavelmente desde novos — a jóia bonita brilhava um pouco em contato com a luz alaranjada, era delicado e suave, certamente o policial procurou o anel de noivado perfeito para um homem perfeito aos seus olhos que antes possuíam uma galaxia e que agora era só um buraco negro.
Guardando o objeto, respirou fundo, despertando de sua inércia ao sentir a palma quente acariciar seu peito nu — Jungkook se aconchegou ali, apoiando a cabeça em seu coração, ouvindo as batidas lentas, quase preguiçosas de um órgão que precisava parar o mais rápido possível, sem saber o que fazer, acariciou os cabelos alheios, enquanto a outra palma livre acariciava o braço que havia enlaçado em sua cintura.
A paixão era sentida sem culpa, todavia, o amor foi o gatilho infindo para suas orbes marejar, as lágrimas escorrerem e o medo o tornar frágil, tirar a posse de alguém inabalável e destemido — tornando-o submisso e refém de seu tormento.
A trilha do diabo consistia em fatores que nem sempre poderia prever, ser inteligente de nada valia quando o amor o fazia cego, criando momentos que jamais aconteceria, sensações que jamais serão sentidas e uma família que nunca poderia ter.
Com a madrugada já em seu momento final, Taehyung ainda estava acordado, a falta de sono e o choro silencioso mediante a uma mente confusa e barulhenta, os primeiros sinais do amanhecer veio sorrateiro.
Jeon despertou, esperando a visão adaptar a claridade, os raios solares banhavam metade de seu corpo, sentando na cama procurou por Taehyung que ali não estava — fazendo sua higiene matinal, tomou um banho rápido e vestiu uma boxer preta e a camisa do mais velho que o cobria até as coxas e saiu com as pernas nuas, encontrando-o na mesa já posta e ele como de praxe, glorioso em vestes claras mas com o rosto pálido, apreciando o café sem açúcar enquanto observava a cidade.
— Bom dia, Tae. — saudou, abraçando-o por trás.
O sorriso quadrado era bonito mas triste, puxou o menor e afastou um pouco a cadeira para acomodá-lo em seu colo.
— Bom dia, meu anjo.
Ambos estavam num ótimo hotel, haviam chego e Kim optou por isso antes de irem a uma residência na qual comprou recentemente.
— Vamos para casa, hoje?
— Vamos, estão ajeitando algumas coisas, iremos as duas da tarde. — avisou, servindo chá de frutas vermelhas para seu garoto.
— Tudo bem.
No silêncio tranquilo, Taehyung o deixou sozinho para comer, mandou uma mensagem breve que foi respondida em segundos — voltando a sala principal, ficou parando, Jungkook cantarolava e dançava, os cabelos se movendo e a serenidade em seu rosto bonito e calmo.
Uma calmaria que Taehyung mantinha atenção absoluta constantemente.
— Anjo? — o menor se virou, ainda sorrindo. — Preciso resolver o problema na empresa, fique aqui e me ligue caso precise. Tentarei não demorar.
— Tá. Trás doces? Por favor?
— Claro, qual ?
— Qualquer um. Acordei com vontade.
— Tudo bem, amor. Voltarei com seus doces.
Jungkook avançou para beijá-lo, sendo segurado pela cintura e puxado, o ósculo fora rápido mas tirou toda a sanidade do mais velho. Beijar Jeon é como beijar um anjo, um celestial que fora corrompido por um demônio — esta analogia não estava tão errada assim.
Saindo do quarto rumou até o elevador, ajeitando o sobretudo escuro, avisou aos seguranças para não permitir a entrada de ninguém que chegasse procurando por Jeon, era impossível, no entanto, melhor prevenir.
Em um carro alugado, dirigiu até o endereço usado para emergências — uma fábrica abandonada longe o suficiente para não ser alvo de uma possível busca. Parando o carro já dentro do local, desceu ao encarar seu informante, jogando o sobretudo dentro do carro, ajeitou o blazer escuro, a camisa de gola alta e preta o deixava tão sombrio quanto.
— VOCÊS PERDERAM ELE DE VISTA! — gritou, a voz grossa foi estrondosa como trovões anunciando tempestade.
— Senhor! Me perdoe, Yoongi estava acompanhado, o seguimos, tentamos ao máximo e ele conseguiu fugir. — explicou temeroso.
— NÃO QUERO SABER! PORRA! ELE VAI ESTRAGAR TUDO. — esmurrou a pilastra rachada pelo tempo.
— O que podemos fazer? — o medo palpável em estar diante da morte o fez quase urinar nas vestes velhas, era um lacaio e tinha de obedecer, pelo dinheiro que foi dado para cumprir tal serviço.
— Ele está neste endereço. Reúna quantos homens possíveis, mas mate esse filho da puta. E quem estiver com ele. — ordenou, entregando-lhe o papel com o endereço que havia conseguido na madrugada. — Se falhar, irei comer seu coração. — ameaçou sem dar espaço para outras interpretações.
Voltando ao veículo, deu ré em alta velocidade, fazendo um cavalo de pau e retornando para cidade, as mãos grandes apertando o volante e a raiva o deixando a centímetros de um colapso nervoso.
A sacola bonita continha diferentes tipos de doces, um pequeno buquê estava ao lado, no banco do passageiro — o romantismo não era forçado, apenas quis agradar, queria deixar o menino feliz. Era um maldito doente e a ciência disto o fazia rir em demasia.
Um ordinário sem escrúpulos algum.
No sinal vermelho paralisou ao ver uma mulher atravessando a faixa de pedestre, o susto e o arrepio quase o fez sair do carro e ir atrás — parecia tanto com Yuna, sempre que estava a beira do precipício tinha alucinações. Via sua mulher em outras, sentia o cheiro dela quando estava sozinho, quase como se a alma dela estivesse buscando meios incansáveis de puxá-lo para a luz, quando o inferno lutava para mante-lo na escuridão — a buzina no carro atrás o fez volta a si, notando o sinal já verde, engolindo em seco, voltou a dirigir sentido ao hotel onde está hospedado.
O cheiro gostoso de sândalo o recebeu assim que abriu a porta de madeira branca, Jungkook lia um livro, sentado na varanda, aquecido pelo sol e a pele brilhosa e cabelos úmidos pelo recém banho — um pouco nervoso fez barulho de propósito para que o mais novo o notasse.
— Chegou! — animou-se, largando o livro e correndo até o moreno. — para mim?
— Sim, doces e flores.
— Obrigado, são lindas, eu amei. — beijou a trave dos lábios alheios.
— Está cheiroso, tomou outro banho?
— Sim, na banheira, queria relaxar mais um pouco e estava entediado, desculpe.
— Não se desculpe amor. O quero confortável, sabe disso. — acariciou o rostinho corado pelo calor. — Coma alguns doces que trouxe, uns eu conheço e outros me foi dito que eram um pouco exóticos.
— Ah! Vou comer. — sorriu, ja tirando a caixa delicada da sacola. — Quer?
— Não, vou tomar um banho e logo podemos ir para casa.
Jungkook assentiu, sentando no sofá em posição indígena e comia feliz os doces. Taehyung livrou-se das roupas enquanto seguia para o banheiro, o cheiro do mais novo ainda estava empregado mas era gostoso de sentir, o deixava são.
Banhava-se várias vezes ao dia pelo simples fato de sentir desconforto em sua própria pele, se sentia sujo pelo que fazia e a água era uma tentativa de purificar, esfregou a pele com força, deixando avermelhada — a tontura o levou a se apoiar na parede, chorando e querendo gritar e implorar para qualquer um que tirasse seu coração e o esmagasse, que tirasse dele a sensação infernal de estar na pele de outra pessoa, de estar aprisionado num corpo que não merecia.
Alguns minutos depois saiu do anexo, a toalha em volta do quadril, o cabelo úmido pingando, as gotas escorrendo pelo peitoral e abdômen — de costas, a tatuagem da cobra negra em meio às rosas em tinta preta era distinta na pele amorenada das costas largas e musculosas. Diante ao espelho viu Jungkook, as bochechas coradas e olhar levemente envergonhado.
— Tá tudo bem?
— S-sim.
— Precisa de alguma coisa?
— De você, preciso de você. — aproximou do maior, apoiando as mãos no peitoral, deslizando os dedos até a nuca, o prendendo numa bolha intensa e sexual. — Por favor, Tae.
— Você é insaciável. — sorriu, segurando-o firme, empurrando-o para cama.
A camisa foi tirada e jogada no chão, Jeon tirou a boxer sem se sentir envergonhado pela nudez, pelo tesão marcando sua pele e pelo membro duro já úmido pelo pré gozo, abriu as pernas e o convidou a se banquetear.
Taehyung foi tomado pela fome, tirou a toalha e subiu na cama, ficando de joelhos entre as pernas do seu garoto — segurando o pau duro pela base, com o indicador recolheu o líquido transparente, fazendo movimentos circulares, espalhando pela glande, sentindo a fisgada gostosa pelos gemidos manhosos, com o dedo melado levou a entrada dilatada, espalhando e enfiando o dedo em seguida, arrancando um gemido alto, o corpo bonito arqueado e a respiração pesando e o desejo lascivo o deixando inerte em seu próprio desejo.
— Mova-se. — ordenou rouco, enfiando mais um dedo.
Jungkook acatou submisso, rebolando, indo para frente e para trás, chamando por ele, implorando por alívio — Taehyung observava, o maxilar trincado e os luzeiros escuros o admiravam sem pudor.
— Tae! — gemeu desesperado. — Quero dentro, vem, por favor. — implorou, tirando os dedos dele de dentro de si e o puxando.
Colocando as pernas em seus ombros, Taehyung o segurou pelo pescoço, posicionando o pau duro como pedra, pincelando, lubrificando a entrada com seu próprio líquido.
— Taehyung! — chorou, as lágrimas escorrendo e o pele ardendo, o clamor por alívio foi o estopim para o mais velho o entrar com força.
O corpo deu um solavanco e Taehyung o segurou com mais força, seu quadril batendo contra a bunda do mais novo, entrando e saindo, intercalando as estocadas entre rápido e lento, firme e devagar — Jeon gemia, arranhando seu braço, segurando seu pulso, mantendo sua mão envolta do pescoço.
— Isso! Oh! Continua. — pediu, engolindo em seco, gemendo alto pelo prazer, pelo membro duro surrando sua próstata.
— Quero que goze gostoso para mim anjo. — afastou a mão trêmula. — Não se toque. Goze assim.
Deixando o menor entrelaçar as pernas em seu quadril, Taehyung sustentou grande parte do próprio peso, lambendo a boca fininha, lambendo a língua deste, chupando a carne molhada e quente, simulando um boquete enquanto dançava dentro dele, arrancando aquele gemido que tanto gosta de ouvir — Jungkook cravou as unhas curtas nas costas largas, arranhando de cima para baixo, enchendo as mãos nas nádegas do moreno, o forçando a ir mais rápido.
— Gostoso do caralho! — rosnou.
O som sexual era alto, assim como a cabeceira da cama batendo contra a parede, o ranger pela força, de como Taehyung o pegava do jeito que queria. O clímax atingiu primeiro o mais novo, o gemido sofrego veio em espasmos e tremores, a porra jorrou contra seu abdômen, sujando ambos, Kim mordeu seu ombro, marcando-o como seu, tirando seu membro e gozando na entrada pulsante e dilatada, admirando sua porra escorrer pela pele corada e suada.
— Eu amo você! — ouviu o menor dizer cansado e satisfeito.
Ele não respondeu, não podia, viu a mágoa nos olhos grandes, saiu da cama e foi até o banheiro, molhando uma toalha pequena, voltando para limpá-lo, tomando-o nos braços e o levando para banhar-se, apenas para se livrar do suor e do gozo.
No início da tarde, após o almoço estavam deixando o quarto de hotel, Jeon cansado cochilou durante o percurso — a chuva rala eacorria pelo vidro, Kim mantinha o olhar fixo na estrada e semblante fechado.
Sem a mínima consciência de que estava sendo observado, afinal, não era omnisciente e omnipresente como demonstra ser — cometia erros.
Erros que podem ser reparados com a morte.
Tudo voltaria a estaca zero em breve, e Taehyung temia voltar a ser sozinho, mesmo ciente de que era o melhor,de que alguém como ele jamais teria um final feliz.
E realmente não teria.
Porque o final da trilha era desastroso.
Ainda pior que no início.
[...]
A mansão jazia numa área privada, a vegetação verde e pinheiros de metros de altura, a estrutura da casa era semelhante a outra que tinha, totalmente de vidro em meio a estrutura branca, num estilo quase vitoriano — o carro foi posto na garagem subterrânea, com cuidado acordou Jungkook que logo acordou pulando do carro para conhecer a residência, como uma criança atentada querendo explorar cada centímetro daquele lugar que parecia uma tremenda fortaleza.
— Cuidado Jungkook. — pediu, tirando as poucas malas do veículo.
— Que lindo! Tudo tão lindo! — elogiou gargalhando, mexendo em cada objeto, admirado pela decoração suave e os tons claros que complementava e dava um ar elegante e tecnológico.
Subindo as escadas de vidro, Taehyung abriu a primeira porta, dando a vista da floresta, a cama bonita, o dossel negro junto a cabeceira — Jeon sentou no tapete, observando a vegetação, tentando ver até onde os pinheiros iam, o quão grandes eram.
— Vou preparar o jantar, algum pedido especial, bebê?
— Macarrão ao molho branco, com bacon e brócolis, ah e camarão também. — sorriu. — Pareço estar grávido, sinto desejos aleatórios. — brincou.
Taehyung sorriu, sentindo as bochechas corarem pelo comentário inocente mas que trouxe sensações estranhas ao mais velho.
— Vou preparar. Explore à vontade, tome cuidado. — avisou. — vou trocar de roupa antes.
Buscou um moletom, não estava tão frio e o aquecedor da cama já estava regulado, então permaneceu sem camisa e colocou a calça.
A cozinha estilo americano em tons brancos combinava com a enorme pedra de mármore do balcão em tons de creme — Taehyung separou os utensílios e alimentos que iria precisar. Cortou o bacon em cubinhos, enquanto o brócolis cozinhava numa panela de vidro, a água do macarrão já estava fervendo; gostava de cozinhar, o deixava calmo e pensativo.
O vinho branco foi aberto, um pouco foi colocado na taça — estava atarefado e não notou ser observado pelo mais novo, que o admirava, o via tão lindo, cozinhando, entretido na excelência com que preparava tudo.
— Posso fazer a sobremesa? — perguntou baixinho.
— Claro, amor. O que vai fazer?
— Banoffee¹
— A vontade, esta é nossa casa. — sorriu.
O cheiro gostoso emprega a cozinha, o cheiro do molho branco regado a vinho parecia delicioso, dava uma harmonização maravilhosa no prato — Jungkook arrumou o balcão para que juntassem dali alguns minutos, o doce estava pronto e na geladeira, o vinho branco foi apreciado enquanto encarava a imensidão da floresta.
Vinte minutos depois estavam jantando, Jungkook gemeu pelo gosto maravilhoso do jantar feito, Taehyung sorriu satisfeito.
Estavam em paz.
Ao anoitecer, estavam na sala, o fogo crepitando na lareira — ambos saborearam a sobremesa, assistindo um filme escolhido pelo mais novo na enorme TV.
— Tae? Você me ama? — perguntou envergonhado, temeroso pela resposta.
— Jungkook.
— Entendo se não me amar. — suspirou. — Tá tudo bem, mas eu te amo, tá? Obrigado por cuidar de mim
Kim odiou-se internamente, acolhendo-o em seus braços, o ninando, tentando dizer aquelas palavras, era bom não dizer — já fizera mal demais a ele, e quando tudo voltar, teria de enfrentar a fúria do policial.
Que viria com força.
Como um lobo demoníaco ansiando por seu sangue e por sua alma.
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Banoffee¹ =
:)
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