33 - O Devorador de Almas;

"Grite para o diabo... Então eu recebi um texto de Deus. Deus me mandou uma mensagem. Ele disse que só queria conversar. Eu bloqueei o número Dele". SAY PLEASE! - Kim Dracula.

🔪

O cheiro de rosas trouxe o despertar do loiro que sorriu antes mesmo de abrir os olhos, a pele exposta foi aquecida por beijos doces, o hálito quente contra sua pele nua fora como uma brisa quente durante os primeiros indícios da estação calorosa - As orbes vislumbraram um buquê enorme de rosas vermelhas posta no cômodo ao lado da cama; sorrindo fazendo barulhinhos manhosos, Park virou-se para fitar o amor de sua vida.

Jungkook acaricia o quadril deste, dedilhando a pele macia, seus olhos escuros como jabuticabas brilhavam de amor genuíno e orgulho.

Jeon Jungkook amava Park Jimin profundamente.

- Bom Dia amor. - O som rouco da voz do moreno, fora meigo e carinhoso.

- Bom Dia coelhinho.

O mais velho sorriu largo, cobrindo o corpo do namorado com o seu, tomando cuidado para não permitir que todo seu peso o machuque... o ósculo iniciou calmo como o início da manhã, as mãos menores rumaram para os fios escuros, sentindo a maciez e o cheiro gostoso que exalava deste. Jungkook apertou a cintura estreita do menor, suspirando contra os lábios fartos e avermelhados, deslizando a palma para a coxa direita, abrindo-a mais para se aconchegar ali - o que veio tímido e sonolento, mudou para algo quente.

Jimin afastou o edredom, o copo todo nu se enroscou ao do policial, com a ponta da língua fez o percurso dos lábios finos, os olhares sempre transmitindo o que palavras não conseguiam com tanta sinceridade.

Os olhos são o espelho da alma.

E estes mostram o reflexo do amor, do fio vermelho que os conectou desde o primeiro ver. A primeira palavra, o sorriso e tudo que foi permitido naquele momento para que o fio brilhasse em reconhecimento.

- Faça amor comigo?! - Jimin pediu manhoso, gemendo baixinho, sentindo sua dureza ser esmagada pela do moreno.

- Pede de novo amor. - A língua passeou pelo pescoço, percorrendo um caminho do ombro até o lóbulo, chupando, provocando o loiro que se contorcia, implorando por avanços, permitindo as investidas.

- Jungkook. Amor. Por favor! Me faça amor. Me ame. Me tome para você. Por favor!

A respiração descompensada e o líquido transparente sendo expelido, umedecendo a virilha alheia, Jeon sorriu, mantendo o carinho, admirando o rubor no rosto que ele tanto admira e venera - Retirando o short de tactel escura, voltou a beijar o namorado, provando dele como se fosse a primeira vez, os dedos deslizaram pelo corpo menor, segurando a coxa grossa, apertando antes de segurar o pau já duro contra a entrada, esfregando-se ali, sem tirar a atenção dos lábios entreabertos, dos suspiros pesados.

- Amor! - Chamou-o em agonia.

- Posso? - Provocou, mordendo o ombro, rindo do quão sortudo é.

- Pode. Por favor! Me dê. Por favor! -Implora, entorpecido pela excitação, ansioso pelo prazer.

Jeon sorriu deslizando para dentro do loiro que gemeu em alívio e prazer inestimável, os lábios fartos entreabertos, as bochechas coradas... era a melhor visão de todas - Fodendo-o devagar, ambos gemeram em sincronias, os olhos em amor extremo junto aos corpos entrelaçados. Jungkook entrelaçou seus dedos nos do namorado, movendo o corpo, fazendo amor lento e carinhoso.

- Eu te amo. - Jimin diz entre gemidos e respiração entrecortada. - J-jungkook. Amor. - implorou, entrelaçando as pernas envolta do quadril estreito do policial.

- Também te amo.

Juntos encontraram prazer, sorriam entre o beijo, marcando a pele com marcas avermelhadas, mordendo a medida que o tremor do orgasmo se dissipava devagar.

- Amo o jeito que me acorda em datas especiais. - Jimin murmura, dando selares leves no peitoral firme do namorado.

- É? E hoje é um dia especial porque? - Brincou.

- Hoje completamos sete anos de namoro. - Mordeu o mamilo do moreno que grunhiu de dor. - Bobinho. Não brinque assim comigo.

- Desculpe amor. Sim. Feliz sete anos de namoro meu mochi.

Por algumas horas permaneceram na cama, Jungkook fez todas as vontades do modelo, levando-o a clímax intensos, choros em meio ao orgasmo e pedidos dolorosos que eram saciados da melhor forma possível. O amor era assim para eles, o mundinho que criaram a anos antes tem se firmado até então... e assim seria por toda a eternidade.

Jimin estava ciente do jantar que seria dali a algumas horas, Jungkook saiu prometendo voltar logo, devido a uma ligação do delegado precisou ir mesmo a contragosto. Sozinho, escolheu suas roupas, roupas no qual havia comprado a um certo tempo... devido a o clima estar um pouco frio, deixou a calça social em cima da cadeira acolchoada, uma camisa preta gola alta e manga comprida, alguns acessórios e o sobretudo.

Hoje seria um dia especial, pensou entre risos, ajeitando tudo para tomar um bom banho de banheira e preparar-se para ter um jantar com o amor de sua vida.

Por volta das sete e meia, Jeon já tinha chegado e se arrumava no cômodo ao lado. Jimin estava bem vestido, os cabelos loiros penteados de forma que o deixava intimidador e intenso.

O cheiro gostoso de rosa negra junto ao creme acetinado exalava pelo quarto... com calma colocou os anéis, ajeitou o sobretudo, a maquiagem estava leve, o suficiente para deixar o olhar um pouco mais marcante, os lábios gordinhos pintados com gloss de cereja, o favorito do Jungkook.

Pronto, respirou fundo e abriu a porta do quarto, deparando com Jeon trajado num terno todo escuro, segurando um buquê de rosas brancas, se estava nervoso não demonstrou.

- Obrigado. São lindas. Eu amei. - O beijo foi rápido, Park não queria estragar a maquiagem e nem tempo ali, estava ansioso.

- Vamos?

- Vamos. Só irei colocar no vaso e já vamos.

O policial esperou, tomando um pouco do uísque e manter-se calmo para o que havia a tanto planejado - No bolso interno do paletó havia a caixinha de veludo contendo a aliança. O pedido seria hoje.

No elevador Jeon o beijou com cuidado, inalando o cheiro gostoso do namorado, o elogiando a todo instante. Jimin estava lindo.

Ele era lindo, e era todinho seu - No carro seguindo para o restaurante, o mesmo em que foram pela primeira vez ao chegarem na cidade. Era um trabalho infernal conseguir vaga, e Jungkook havia conseguido, há quase seis meses atrás exatamente para o dia de hoje.

Tudo perfeito para um homem perfeito, pensou enquanto dirigia.

No local, Jungkook estacionou no meio fio, sendo o primeiro a descer, dar a volta e abrir a porta para seu namorado, a chave foi entregue ao manobrista, de mãos dadas adentraram o estabelecimento, sendo recebidos por um gerente sorridente e satisfeito, o policial havia pago o suficiente para nada sair errado. A mesa escolhida era ao lado da parede de vidro, dando a visão privilegiada da cidade de Nova York, pareciam estar no topo do mundo.

- Se sente bem amor? - Perguntou o moreno, servindo um pouco de champanhe para o loiro.

- Sim. Aqui é muito caro e quase impossível de conseguir reserva amor. Como conseguiu?

- Garanto que foi difícil, reservei meses antes. Mas valeu a pena.

- Obrigado por isso. Eu amo esse lugar.

- Sei disso.

Os pedidos foram feitos, uma sinfonia suave vinha de um piano próximo, o homem dedilhava os teclados com maestria. Era lindo, transmitia amor e conforto a todos ali presentes - Quando o jantar foi servido a conversa sobre assuntos banais veio, Jimin sorria pelos casos amenos que Jungkook vez ou outra atendia. Onde um em exclusivo fora de um homem em pânico e uma mulher surgindo com uma faca de cortar carne gritando pela delegacia que iria matá-lo.

O motivo não era nada menos do que uma suposta traição. Resumindo, a mulher foi presa, o homem chorou agradecido e ele mesmo bêbado pagou a fiança prometendo fidelidade dali em diante - Park gargalhava comentando outro parecido durante a sessão de fotos na agência em que trabalha.

Num momento tranquilo, Jungkook analisou e admirou seu namorado, perdendo-se nas nuances do loiro, na singularidade, no amor recíproco e nas promessas futuras e fidelidade que o tempo não ousou diminuir.

- Dance comigo? - Ofereceu o moreno, em instantes uma música suave começou e o loiro conhecia. Era a música deles.

- Aceito.

Jimin segurou a mão do moreno e juntos caminharam até a pista de dança, as mãos do policial rumaram para a cintura puxando-o para mais perto - Quando a voz do cantor semelhante ao de Frank Sinatra começou as notas da música I've Gotta You Under My Skin, as lembranças do relacionamento vieram de imediato.

Eu sinto você sob minha pele

Eu sinto você no fundo do meu coração

Tão fundo no meu coração, que você é realmente uma parte de mim

Eu sinto você sob minha pele

- Se lembra da primeira vez em que tentei falar com você ? - Jungkook perguntou nostálgico, guiando o loiro.

- Sim. Também me recordo da sua insistência. - Devolveu num sorriso travesso.

Eu tentei tanto não ceder

Eu disse para mim mesmo: Este romance nunca vai dar certo

Mas por que eu deveria resistir?

Quando, querida, eu sei bem

Que eu sinto você sob minha pele

Jungkook conteve o riso ao responder:

- E você jogou suco de melancia no meu rosto me xingando de brutamontes.

Eu sacrificaria qualquer coisa, aconteça o que acontecer

Pelo prazer de ter você por perto

Apesar de uma voz alarmante

Que chega à noite e repete

Repete no meu ouvido

Jimin encostou o rosto no peitoral do policial, enquanto a voz e a música os envolviam cada vez mais - Jungkook cantou baixinho em seu ouvido.

Você não sabe, tolinho? Você nunca vai sair ganhando

Use sua inteligência, acorde para a realidade

Mas cada vez que eu tento, só de pensar em você

Me faz parar antes de começar

Pois eu sinto você sob minha pele

Os olhos do loiro marejaram com todas as lembranças que jamais esqueceria. Recordou do primeiro encontro, onde Jeon estava nervoso e tudo se tornou um desastre em que os dois sorriram por horas. Lembrou do primeiro beijo às escondidas na casa dos pais do moreno que eram tradicionais e não apoiavam o suposto envolvimento deles.

O primeiro presente, que tornou-se rotina.

Das festas. Dos aniversários. Do primeiro ato de amor. Do primeiro sexo. Do primeiro Eu te amo que viera de um Jungkook choroso e apaixonado. Da primeira briga, do ciúme.

Todas as primeiras vezes foi lembrado pelos dois.

Eu sacrificaria qualquer coisa, aconteça o que acontecer

Pelo prazer de ter você por perto

Apesar de uma voz alarmante

Que chega à noite e repete

E como grita no meu ouvido

Jeon segurou o rosto menor, beijando os lábios cheinhos... houve a troca de olhar.

O fio vermelho que brilhou no primeiro reconhecimento.

O amor à primeira vista.

A paixão avassaladora.

O encontro de almas.

A conexão de almas gêmeas.

Jeon Jungkook o beijou sussurrando a última frase da música contra os lábios do loiro.

- Sim, eu o sinto sob a minha pele. - Em seguida ficou de joelhos diante dele.

Jimin arregalou os olhos ao vê-lo tirar uma caixinha de veludo do bolso interno do paletó, abriu trêmulo, revelando a aliança.

- Park Jimin. Você aceita se casar comigo?

A resposta não viera.

O mundo parou.

Pingos caíram na testa de Jungkook que passou o indicador ali e viu que era sangue.

Os gritos começaram, as pessoas corriam desesperadas e ele, ainda ajoelhado, não conseguiu se mover e não o faria já que o loiro caiu ajoelhado diante de si; a visão veio com o choque.

Park estava morto.

E essa constatação foi apenas uma.

Um tiro.

Um tiro perfeito que acertou a cabeça do loiro.

Segurando-o nos braços a respiração lhe escapou, o caos a sua volta não pode ser notado.

O amor da sua vida estava em seu colo, morto. Os olhos ainda abertos e lágrimas que escaparam no último segundo escorrendo pelo rosto sem vida.

O grito que escapou de sua garganta foi alto, transmitindo tanta dor e desespero que pode ser ouvido a metros de distância - Abraçou Jimin, chorando em tremendo pânico.

- NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. - Gritou de novo, até sua garganta queimar. - MEU AMOR. MINHA VIDA. JIMIN-AH POR FAVOR! AMOR. POR FAVOR! NÃO ME DEIXA. NÃO ME DEIXA. EU TE AMO TANTO. POR FAVOR!

A aliança ainda na caixinha estava caída debaixo da mesa que antes foi ocupada por eles.

Não se sabe ao certo quanto tempo passou, mas quase longe, Jungkook ouviu uma voz o chamando.

- Jeon. Sou eu. O delegado Lorenzo. Jungkook.

A voz soava perto mas o moreno só ouvia distante, como um sussurro ou um grito sendo contido pela corrente de vento.

Ele não notava, mas ninava o loiro, sussurrando palavras que ninguém conseguia ouvir, tremia de modo intenso, a expressão marcada em profunda dor.

- Oficial Jeon. - Lorenzo o chama mais firme, apenas para que os olhos do moreno fossem para ele. - Precisa soltar o corpo. Jungkook. Está me ouvindo.

Jeon ignorou, passando os dedos pela face do loiro, sorrindo, cantando a música do Frank que havia tocado a minutos atrás ou horas, ele não sabia.

- Isolem a área. Quero o nome de todos aqui presentes. Agora. - Ordenou o delegado para outros. - Chamem uma ambulância. Temos duas vítimas sendo uma fatal. Façam uma varredura por todo o prédio e num raio de cinco quadras. VASCULHEM TUDO E ENCONTREM O ASSASSINO AGORA. - O timbre do delegado subiu uma oitava, assustando Jungkook que tampouco se moveu.

- Eu o sinto sob minha pele. Eu te amo. Jimin volta para mim. Você prometeu que seríamos para sempre. Você prometeu pra mim. Não me abandone, não me deixe sozinho amor. Por favor! - Continuou dizendo.

Lorenzo olhava a cena parecendo sentir toda a dor do garoto que mal conhecia - O delegado se ajoelhou ao lado de Jungkook, tentando confortá-lo de alguma forma, o que causou outro grito ensurdecedor e lágrimas desenfreadas.

- Jeon. O IML precisa levá-lo. - Lorenzo diz, não houve resposta dele.

Foi preciso de cinco policiais para conter Jungkook que tentava a todo custo impedir que Park fosse envolvido em alumínio e levado para a ambulância - Por ser mais habilidoso e mergulhado em luto conseguiu se soltar, não o suficiente para Lorenzo intervir e o imobilizar tempo suficiente para que um dos médicos injetasse calmante.

Ajoelhado no chão, sentindo o corpo dormente, observou Jimin sendo levado... Lorenzo permaneceu por perto para contê-lo se preciso.

Uma hora se passou...

Uma hora e meia...

Duas horas.

Jeon Jungkook ficou de pé, o corpo se movendo no automático enquanto o olhar estava perdido.

Ninguém o impediu de caminhar para fora do estabelecimento, Lorenzo deixou claro para todos o deixarem ir. E ele foi.

Saiu do elevador e por fim do prédio, abandonou o carro e andou sem rumo algum, segurando a caixinha de veludo - As lágrimas aquecendo o rosto frio, o corpo não sentia nada, estava entorpecido; o remédio apenas conteve o corpo, mas não o apagou.

As horas não eram notáveis por ele, mas Jungkook a pé, percorreu quase dez quilômetros, chegando por fim a ponte.

Jimin estava morto.

O mataram com um tiro.

Sua mente tentava rebobinar os últimos acontecimentos. Conseguia ouvir a música, o riso do loiro, as lembranças... os sons que ele fazia enquanto faziam amor.

Sua mente era como um filme sem cor e extremamente barulhento aumentando e diminuindo o volume.

O tiro explodiu por sua mente, o corpo queimou em dor e Jungkook gritou de novo.

Lembranças do sequestro vieram também, as mãos tremiam de modo que quase não conseguia segurar a caixinha, não conseguia conter o próprio corpo e o luto que começou a devorar seu corpo de dentro para fora.

"Jungkook, eu falei para você não sair para correr na chuva. Agora está com febre. Irei cuidar de você coelhinho."

"Eu aceito namorar você seu brutamontes."

"Meu amor conseguiu. Agora é policial, estou tão orgulhoso de você coelhinho. Eu te amo."

"Serei um modelo internacional e você meu policial particular. O amor da minha vida."

"Quando nos casarmos, vamos adotar? Meu sonho é ter um menino e uma menininha amor.'

A voz de Jimin ecoava nas lembranças.

Doía como o inferno.

Sentia sua alma queimar.

Estava vivenciando o que mais temeu durante anos.

O coração batia freneticamente, a dor viera de modo que o fez parar e gritar de novo, seus joelhos cederam, a dor não o atingiu, ajoelhado na ponte, Jungkook encostou a testa no concreto empoeirado e chorou.

- JIMIN! - gritou. - CARALHO, ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO.

Soluçando, não se importou quando a chuva forte da madrugada o recebeu.

Ali ele deitou, lamentando por tudo até por sua existência, culpando-se pela morte de Park Jimin.

Só havia um culpado e não era ele.

Ele é tão vítima quanto seu namorado que agora estava estirado numa mesa de ferro.

O remédio foi fazendo efeito à medida que a chuva fria apaziguou a adrenalina.

Jeon Jungkook se entregou à escuridão, antes de perceber que um carro havia parado no acostamento e alguém saia dali.

Kim Taehyung o pegou no colo, levando-o para o veículo sentido a um lugar onde ninguém os perturbariam.

Finalmente Taehyung teria o que sempre quis.

Kim agora tinha Jungkook para si por inteiro e não podia estar mais feliz com tal notícia.

O mesmo demônio que tirou a vida de Park Jimin, agora estava com Jeon em seus domínios.

O causador de toda sua dor era seu salvador.

O futuro era incerto.

Mas ao menos para o milionário tudo estava bem.

Agora poderia moldar Jeon a sua forma.

Fazê-lo para sempre seu.

Dizem que o para sempre é muito tempo, ou que tal frase poderia durar um segundo ou uma vida.

O destino trabalha de formas estranhas e cruéis.

Taehyung só não sabia que naquela noite, havia cavado sua própria sepultura.

:)

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