32 - Meu Pecado 2;

"Eu estou caindo em cima de você. Me morda, me machuque. Me deixe daquele jeito." BABYDOLL - Ari Abdol.

🔪

A noite estava apenas começando.

E quando Park Jimin começou a dançar.

Ambos ficaram hipnotizados de imediato.

Olhando para aquele anjo.

Dançando para o Diabo...

O coração parecia estar prestes a parar diante a cena que pareceu extremamente sobrenatural — O calor escorria pelas paredes, queimava os corpos ali presentes em pura luxúria e prazer indescritível. Taehyung apertou a cintura de Jeon que gemeu quase como num rosnado doloroso; Jimin dançava com suavidade e sensualidade, seu corpo se movia naturalmente, deixando que a música o levasse ao ápice assim como aqueles que o assistiam sem desviar o olhar.

Taehyung gemeu conforme Jungkook rebolava sobre seu cacete duro, ansiando por alívio que parecia demorar a vir. Kim sorriu ladino, bebericou o vinho, sentindo o doce quase ácido em sua língua, tudo acontecia conforme seu desejo... o casal estar ali, foi por ele ter permitido tudo, sabia que o policial daria um jeito de o rastrear, por este motivo deixou que a localização do seu celular ficasse ativo por vinte minutos — A cobertura foi o local perfeito para executar aquilo, bancar o depressivo e amargurado nunca fora tão delicioso como estava sendo.

Gozar era divino.

— Tae. — Ouviu o moreno dizer, implorando.

— Quieto. — Ordenou, apertando a cintura estreita, desferindo um tapa ardido na coxa alheia.

Jimin sorriu travesso ao fitar os dois, empinou a bunda o suficiente para que vissem a jóia do plug brilhar em meio a pele alva — Taehyung salivou, passou a ponta da língua nos lábios e o chamou com o indicador. Jungkook massageou o pau duro, os lumes escuros queimando como ferro em brasa, o desejo lascivo o deixou insano, com o mais velho não era diferente... o menor se aproximou, o ruído dos saltos batendo leve contra o piso frio e pálido, segurando a guia, puxou-o de modo brusco.

A música parou.

A respiração ofegante podia ser apreciado com veemência, Kim sorriu, mordendo o lábio inferior do loiro, chupando a carne macia e quente, bebendo do gemido manhoso que viera contido e abafado — Jeon se posicionou atrás do namorado, raspando os dedos pelo tecido da calcinha, grunhindo conforme deslizava a língua pelo pescoço, mordendo a área sensível com força, outro gemido viera, este foi alto, declarando a dor gostosa que sentia e o arrepio que deixou o corpo completamente mole.

— O que quer ? Hum? Gosta de joguinhos Jimin? — Questionou o mais velho, trazendo a atenção do loiro.

As mãos menores deslizaram pelos braços de Taehyung, rumando até a nuca, os dedos por entre os fios escuros e ali fechando a palma e puxando com força, sorrindo como um demônio... provocando aquele prazer maldito e profano que vinha das profundezas do inferno.

Quente como o inferno.

— Fique de joelhos e me chupa. — Park ordenou, exigindo um beijo molhado e depravado.

Kim iria se opor, no entanto, ajoelhou-se, passou a língua pelo pau duro ainda coberto pela calcinha, sentindo o gosto do pré gozo ali, Jimin apertou ainda mais a mão envolto dos cabelos do mais velho, numa ordem para que continuasse, que o fizesse gozar.

Jungkook deve os lábios tomados pelos do namorado, dando início a um ósculo que lutava por dominância... sorrindo no beijo, o policial o segurou pelo pescoço, mantendo-o parado, chupou a língua do loiro, simulando um boquete lento, degustativo, Jimin gemeu abafado, massageando o membro duro, enquanto sua língua era sugada da mesma forma que seu pau. Kim não poupou esforços, tinha tudo daquele casal nas mãos, então arrancaria tudo, teria tudo esta noite.

A noite, a mais bela noite.

E Talvez a última noite.

— Aaah. Isso. Assim. Porra! Que língua gostosa. — O loiro se segurava no namorado, tremendo, fodendo a boca do mais velho.

— Continue gemendo para nós, meu bem. — A voz rouca retumbou pelo espaço.

Jungkook engoliu o gemido, a visão jamais seria esquecida por ele. Mantendo a destra no pescoço do loiro, a canhota brincava com o plug, sorrindo orgulhoso, conhecia o namorado o suficiente para saber que aquele estímulo extra o faria encher a boca do mais velho de porra... então retirou o plug, penetrando de novo, de novo e de novo... Jimin suava, o delírio escorrendo por seu rosto em forma de lágrimas quentes e salgadas.

— Vou gozar. Jung-jungkook. Quero seus dedos em mim, bem fundo. — Pediu sôfrego.

Taehyung punhetou mais rápido, chupando a cabecinha inchada e molhada, a canhota massageando as bolas, um fio grosso de saliva escorria pelo lábio do moreno, levando a engolir o máximo que podia.

— Vem putinha. Goza bem gostoso, enche minha boca de porra.

Jimin se segurou, não queria que aquilo acabasse, Jeon sorriu, apertando o pescoço do loiro, próximo do ouvido dele, ordenou:

— Não se segure. Goza. — Jimin gemeu. — Goza agora sua puta. Isso. Grita assim. — Meteu três dedos dentro do loiro. — Goza caralho, tô' mandando você gozar seu filho da puta. — Rosnou, metendo com força.

Violento.

Selvagem.

Em êxtase.

O grito viera mudo, o tremor levou-o a fraquejar. Jimin urrou, gozando forte na boca do mais velho que bebeu até a última gota de porra como se fosse seu divino sangue.

O sangue que tinha mais sede.

Mais.

— Delicioso. — Taehyung elogia, ficando de pé.

Mantendo um pouco do gozo na língua, puxou Jungkook, beijando, permitindo que este desfrute do prazer do loiro junto consigo.

— Sentem na cama. — Park pede, empurrando os dois.

Jimin montou em Taehyung, deixando que este o segurasse firme, os lábios rumaram para o biquinho eriçado do mamilo, o toque da língua enrijeceu o menor, suspirando pesadamente, Jungkook aproveitou, puxando a mão esquerda do loiro para seu pau, para que punhetasse, os gemidos sincronizou, rebolando no cacete do mais velho, Jimin posicionou em sua entrada, não avisou ao sentir, sentindo ser preenchido pelo moreno que gemeu contra seu mamilo, as peles cobertas de suor, se esfregando, causando uma fricção gostosa — Sorrindo perverso, Park num pedido silencioso, Kim começou a fode-lo, estapeando a bunda deste, apertando e surrando sua próstata.

— Filho da p... — As palavras foram silenciadas, seu namorado ficou de joelhos na cama, segurou firme em sua nuca, segurando o pau entre os lábios fartos e inchados.

— Chupa.

— Com prazer.

O policial fechou os lumes, gemeu alto, no entanto, não queria perder a cena, então olhou fixamente para seu namorado, chupando seu caralho com gosto, a saliva escorria por seu membro, Taehyung gemia rouco, entrelaçou os braços envolto da cintura do loiro e meteu com força. O som sexual do quadril se chocando contra a bunda era sensacional... não tardou a retirar o pau e gozar fora, sujando aquela carne avermelhada por seus tapas e apertando, admirando o gozo escorrer.

— Cacete. Filho da puta, gostoso do caralho. — Grunhiu, estapeando a nádega esquerda.

Jungkook gozou pincelando de branco os lábios do namorado.

— Ainda não acabamos. Vem. Fica de quatro para mim.

Taehyung deitou na cama, Jimin fez como ordenado, parte do salto permaneceu fora da cama, Jeon despejou um pouco do lubrificante na entrada dilatada do namorado, massageando a região, sorrindo pelo gemido manhoso, segurando a guia, posicionou o membro, metendo com tudo, o corpo menor arqueou, as unhas curtas cravaram na coxa de Kim.

— Isso. Se fode para mim sua cadela.

Mesmo cansado, Jimin empinou mais um pouco, apoiando o rosto na coxa do maior, enquanto Jeon estava parado, segurando a guia, onde uma parte estava enrolada em sua mão, Park se movia devagar, rebolando e se fodendo naquele pau que o faz querer gozar desesperadamente.

— Tá esmagando meu pau. Porra! — Gemeu o policial, puxando mais a guia.

Taehyung se masturbava, marcando aquilo em sua memória — Seria um crime esquecer algo como aquilo.

Jimin gozou pela quinta vez, o orgasmo o detonou em instantes, Jeon tirou seu pau, satisfeito por ver sua porra escorrendo entre as pernas do namorado. Os saltos foram tirados do menor, as meias foram deixadas na poltrona junto a calcinha.

Taehyung levantou para encher a banheira, Jeon olhou para o relógio ao lado da cama, mal havia notado que estava ali, eram quase cinco e meia da manhã, o céu noturno clareava lentamente, anunciando um novo dia, e os três ainda estavam acordados, devido a rodada extrema de sexo e álcool.

— Traga-o Jungkook.

Jimin resmungou levemente adormecido, agarrando o namorado que o pegou no colo, a água quente e convidativa cobriu o corpo do loiro, Kim o segurou, logo os três ocuparam a imensa banheira — O silêncio dessa vez foi confortável, estavam cansados e satisfeitos.

Depois do banho, Jungkook levou Jimin para outro quarto, deitou-o na cama confortável com lençóis limpos, o cobriu e saiu, encontrando o mais velho bebendo, olhando o sol nascer no horizonte.

Taehyung usava apenas uma bermuda, o tronco permanece despido, a pele amorenada marcada pelas unhas do Jimin, marcas de chupão espalhadas pelo pescoço e peito — Os lumes pareciam distantes, o policial não ousou atrapalhar, conquanto, voltou ao quarto que usaram, pegou suas coisas junto as do Jimin, colocando de qualquer jeito na bolsa.

— Deixe-o dormir por um tempo, Jeon. — A voz rouca e arrastada de Taehyung o assustou, o mesmo não se virou quando falou, pareceu sentir e ouvir a presença e movimento do policial.

— Só vou deixar tudo isso no carro.

— Você está bem?

— Sim. Volto já.

Não estava tudo bem e Kim notou. Terminou sua bebida, ouviu a porta se fechar, caminhou até o segundo quarto, a porta entreaberta deu a visão de Jimin agarrado aos travesseiros, dormindo tranquilamente, o rosto ainda corado pela noite longa — Adentrando em silêncio,

Taehyung ficou olhando para o garoto, notando mentalmente cada nuance única dele.

Desejou matá-lo ali.

Conseguiu vislumbrar nitidamente quebrando o pescoço dele, ceifando a vida de modo indolor, algo que não é de seu feitio.

No entanto, não o faria, não quando Jeon estava tão perto, não quando nada estava ao seu favor — O sexo fora perfeito, funcionavam perfeitamente com isso... poderia sim desencadear um poliamor, entretanto, Taehyung é egoísta.

Ele quer somente Jungkook.

Apenas ele e mais ninguém.

Seus anseios só serão supridos pelo policial.

A morte velava o sono do loiro como um expectador... um apreciador de obras tão antigas quanto o próprio mundo.

Um ruído próximo anunciou a volta de Jeon, Taehyung saiu do quarto fechando a porta, na sala principal, Jungkook retirava da sacola os copos com café expresso junto a outros itens para um bom café da manhã.

— Este é o seu. Sem açúcar. — Falou sem olhar para o mais velho.

— Jungkook.

Este não respondeu.

— Vou esperar alguns minutos até acordar Jimin. Ele gosta disso aqui eu acho. — Dizia olhando as embalagens desatento.

— Jungkook. — Tentou de novo.

As mãos do policial tremiam, a respiração parecia lhe faltar e Kim notou sem demora.

Jeon estava tendo uma crise de ansiedade.

— Ei. — Tentou, desta vez, segurou o punho, virando-o para que olhasse em seus olhos. As orbes escuras estavam marejadas, o tremor reverberou como uma maldita descarga elétrica. — Respire. — A ordem foi ríspida. — Jungkook. Respira. Foi muito para você não foi? — Questionou frígido.

— E-eu não sei. E-eu preciso sair daqui. Desculpe. Vou acordá-lo para irmos. — Se afastou das mãos do mais velho e saiu.

Em cerca de quinze minutos voltou acompanhado, Jimin nada disse, manteve-se em silêncio, ainda sonolento, as roupas largas do namorado cobrindo seu corpo.

Nenhum dos dois se despediu, apenas saiu da cobertura sem olhar para trás. Taehyung não os culpou, jamais o faria, até porque precisaria sentir algo para isso.

Sozinho, Kim Taehyung sorriu largo.

Gargalhou insano, as lágrimas escorrendo pela face que um dia foi sinônimo de felicidade e que agora não há nada além de uma alma queimada pela injustiça e renascido para a vingança.

Se meu lar é onde meu coração está. Então meu coração perdeu todas as esperanças.

E ele perdeu. Há muitos anos.

[...]

O som do mar pôde ser ouvido assim que o motor do veículo foi desligado, Kim saiu da Ferrari, ajeitando o enorme sobretudo negro, o vento frio balançou seus cabelos em direções opostas, caminhando pela orla, seus pensamentos eram bagunçados, vozes infernais atormentando-o.

Os sapatos sociais caros pisaram na areia, olhando para o mar, sentou ali, sem se importar de sujar as vestes que tinham valor absurdo, tirando um cigarro da carteira junto ao isqueiro, o filtro foi posto entre os lábios, a chama queimou a nicotina, tragando devagar, sentindo a fumaça em seu interior, o restante foi solto e levado pelo vento que chicoteia seu rosto.

O cheiro de sal e maresia acalmou a casca que Taehyung denominou ser seu corpo.

Não havia tantas pessoas ali, então a paz reinou por um tempo... não recebeu mensagem do casal, não esperava, conquanto, odiava não saber de algo; todavia, o moreno fumava, imaginando seu próximo passo que seria dali alguns dias, sentia os demônios sussurrar no vento e em seu ouvido sobre — Tão sedentos por sangue quando ele própria, o cigarro queimava, era quase uma premonição, estava preparado para o que viria dali três dias.

Há muito que ser organizado, e ele não teria problemas, afinal, tinha tudo o que quiser e até mais. Tirando um cantil do bolso interno do casaco, Taehyung abriu, tomando o melhor conhaque. Hennessy Richard 700 ml. Sua bela cor âmbar, profunda e calorosa, prediz sua força inegável. Seu aroma enche o nariz com delicadas nuances de flores, condimentos, a noz-moscada e a erva-doce empalidecendo. O poder e a profundidade do aroma é ecoado na boca, onde as especiarias, nomeadamente pimenta, desempenham um papel de apoio fundamental. Em seguida, a estrutura toma forma: notas de couro reunir, juntamente com nozes e frutas cristalizadas.

Sou um jardim de inverno sombrio. Então muitos não se aventuram ou não fazem questão por ser escuro e inabitável. Não existe calor.

Tais palavras ecoaram em sua mente, um lembrete de que algo como ele não poderia viver normalmente, não poderia mudar.

Não havia cura.

Taehyung via-se como um jardim de inverno, conseguia se ver acorrentado à neve, sem forças, encarando um céu fechado e infinito, fadado a viver eternamente na escuridão, no frio que dilacera-o de dentro para fora.

O sol era proibido, tudo o que gritar vida era facilmente proibido de adentrar aquele jardim.

O seu jardim.

O seu jardim secreto.

O mesmo jardim onde jogava as almas condenadas por suas próprias mãos.

O cigarro já havia queimado por completo, o moreno não se encolheu com o frio, o conhaque o aquecia mais do que as roupas elegantes e pesadas — Viver era bom para quem quer viver. Para alguém como ele, a vida era uma doença, era uma praga que merece ser erradicada o quanto.

Quando a bebida acabou, Taehyung levantou, limpando a areia das vestes, guardou o cantil e retornou até o seu carro, ignorando os olhares atentos e arregalados.

Em sua cobertura, no prédio abandonado, Kim pegou alguns comprimidos, tomando tudo de uma vez junto a álcool e deitou-se na cama de cor vinho.

Precisava apagar.

Precisava esquecer por um tempo.

E foi o que fez.

Em segundos foi levado para a inconsciência sem ao menos perceber.

O destino por vezes é traiçoeiro, repleto de obstáculos que levam qualquer um a perdição, rendição ou até mesmo punição.

A paz a muito foi disfarçada por algo tão maldoso quanto, a quem diga que o mundo atualmente obtém um novo deus, um que gosta de queimar a raça humana como uma criança maldosa segurando uma lupa num dia dos raios solares transformando algo inocente, em um ato doloroso e letal.

O diabo caminha sobre a Terra.

E todos sabem seu nome.

Apenas não sabem como ele é.

Ele não é como muitos relatam. Até os fiéis sabem o quanto a beleza do arcanjo caído poderia cegar olhares curiosos, que não estão preparados para ver sua glória.

Mas há dois que viram.

E se apaixonaram perdidamente, sem pesar as consequências.

O diabo está aqui.

E seu nome é Kim Taehyung.

:)

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