30 - Incandescente;

"Mesmo que você me afaste, eu continuo queimando por dentro. Mesmo que tudo se torne cinzas, as chamas faíscam. Como uma febre, febre, febre, ah. Quero sofrer por você, quero sofrer por você." FEVER - ENHYPEN

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Aos poucos a rotina foi voltando, Jimin trabalha arduamente sem descanso, Jeon só voltava para "casa" por poucas horas antes de voltar para a delegacia e ali permanecer até o dia seguinte — Park recusou-se a voltar para o apartamento, então juntos alugaram outro já mobiliado, o policial fez uma enorme varredura, retirou quadros e vasos, tudo que poderia esconder alguma escuta; mesmo tendo feito tudo isso, Jungkook continuava para que seu namorado sentisse um pouco de conforto e paz em um lugar novo.

Taehyung não deu as caras por quase duas semanas, não atendia ligações e muito menos respondia mensagens... o casal não ousou se preocupar com o mais velho, fora que não havia tempo para tal coisa.

Depois de uma semana totalmente corrida e exaustiva, o sábado finalmente chegou — Jungkook foi o primeiro a acordar, seus lumes rumaram para o loiro que dormia tranquilamente, o corpo nu estava coberto até a cintura pelo edredom grosso, vê-lo dessa forma deixou o policial levemente nostálgico, recordando-se da época em que conheceu o loiro que antes era ruivo, do sorriso que o fez perder o fôlego e do jeito meigo que escondia seu lado devasso.

A paixão se findou ali, e cresceu dando lugar a um amor que superou diversas dificuldades, enquanto mergulhava fundo nas lembranças boas e ruins, Jeon saiu da cama com cuidado, no relógio na mesinha ao lado da cama, notou ser muito cedo — tomou um banho rápido no banheiro do corredor, vestiu um conjunto de moletom largo, decidindo fazer um bom café da manhã para seu loirinho.

A investigação tem caminhado extremamente devagar, a informação que conseguiu sozinho ainda não revelou ao delegado e por hora não iria, havia diversas pontas soltas e até juntar todas, manteria consigo como uma joia rara.

Dirigindo até a padaria mais próxima, Jungkook apressou-se, comprando tudo o que Jimin gostava de comer, temia demorar e ele acordar e acabar tendo alguma crise; semana passada, a primeira crise aconteceu, Park chorava desesperadamente falando que sentia alguém o vigiando, sendo que não havia absolutamente nada — por vias dúvidas, após uma longa conversa, o loiro aceitou fazer terapia ao menos uma vez na semana, e mesmo assim, todos os dias sem descanso algum, Jeon checava todos os cômodos e todos os objetos até Jimin sentir segurança e entrar no apartamento.

Já de volta, o moreno ajeitou a mesa enquanto a cafeteira trabalhava, o cheiro de café fresco já tomava o pequeno espaço...com tudo arrumado, foi para o quarto, abrindo a porta não encontrou o namorado, o pânico só não se findou porque este ouviu o barulho do chuveiro, sorrindo ladino, Jungkook se livrou das roupas e entrou no banheiro, abrindo a porta de vidro do box tomado pelo vapor quente, com cuidado tocou a cintura fina do loiro, depositando um selar no ombro esquerdo ouvindo-o sorrir baixinho.

— Onde esteve? — Perguntou, virando o corpo para encarar o maior.

— Fui comprar nosso café da manhã bebê. Demorei muito? — Outro beijo foi depositado dessa vez na curvatura do pescoço alheio.

— Não. Mas não gosto de acordar sem te ver.

— Desculpe.

Jeon o puxou para mais perto, selando seus lábios nos do loiro, iniciando um ósculo lento e calmo — grunhiu entre os lábios fartos ao sentir seus cabelos molhados serem puxados.

As mãos do moreno desceu até a carne farta, apertando com força, numa ordem silenciosa para que o loiro gemesse para si, e ele o fez, ao ter o membro já duro pressionado contra o do moreno, um ofegar gostoso trouxe calor em ambos corpos... Jeon o pegou no colo, encostando as costas alheias na parede fria.

— Tão manhoso. — A voz rouca soou rente ao ouvido do menor que grunhiu baixinho, implorando com ações. — Amor, assim posso te machucar.

— Por favor! Eu gosto quando dói. Jungkook. — Gemeu contra a boca fina, mordendo o lábio inferior e chupando com força.

— Cacete! — Apertou ainda mais a bunda farta, abrindo-o, roçando a cabecinha do seu pau na entrada do loiro que ofegou ansioso.

Mordendo o pescoço cheiroso, Jungkook o manteve em seu colo, tomando cuidado para não machucá-lo, posicionou o membro, forçando a entrada, ouvindo um gritinho surpreso do loiro e as unhas curtas cravarem em suas costas.

— Continua. Assim amor. Tão gostoso. — Gemeu mais alto.

— Vou te foder com carinho bebê. Está esmagando meu pau. Caralho.

Voltando a um beijo desesperado, Jeon segurou as coxas do loiro com mais força, Jimin se segurou, gemendo sôfrego enquanto sentia Jeon estocar devagar e forte, intercalando e a cada movimentar seu corpo dava um solavanco, o membro negligenciado espremido contra ambos corpos numa fricção gostosa e excitante.

— Amor. Mais rápido. Ah.

— Assim? — Meteu com força. — Gosta assim? Hum? Que eu te coma com força? Tá doendo? Hum? Filho da puta, gostoso do caralho. — Rosnou, tirando seu pau de dentro do loiro, colocando-o no chão, virando-o para ficar de costas para si... um tapa forte foi desferido na nádega esquerda, Jimin gemeu manhoso, esfregando a bunda no pau do namorado.

A destra rumou para os cabelos loiros, puxando com força moderada, Jeon mordeu o pescoço do menor, chupando a região.

— Jungkook. Me fode. Por favor!

— Só abre a boca para gemer para mim babe. — Ordenou, voltando a penetrá-lo sem aviso.

O som sexual do quadril do moreno se chocando contra a bunda farta fazia todo o tesão queimar, tão Incandescente que as investidas eram mais brutas, ambas respirações entrecortadas, os dedos longos pressionando o quadril do menor, deixando marcas ali junto aos tapas deixando a bunda do loiro numa tonalidade vermelha.

— Porra! Goza para mim bebê. Vem para mim vem. Filho da puta. — Grunhiu ofegante, diminuindo as investidas admirando as reboladas que o deixavam louco.

Jimin tremeu enquanto gozava forte, Jeon movimentou-se devagar até sentir o orgasmo vir, retirou o pau, punhetando até jorrar na bunda farta.

— Está bem amor?

— Sim. Foi muito gostoso, Jungkookie. — Sorriu, relaxado, beijando o maior.

Ambos terminaram o banho juntos, vestiram-se confortavelmente para passar o dia em casa — tomaram café juntos enquanto conversavam sobre a semana.

Durante o dia todo assistiram alguns filmes, almoçaram e fizeram amor, fazendo planos para o futuro, ignorando os problemas ao redor, enquanto Park dormia confortavelmente após mais um filme, Jeon permaneceu acordado, sentindo uma pressão estranha no peito, uma sensação apavorante de angústia, talvez não fosse nada, no entanto, levou em consideração — Namjoon havia mandado mensagem para saber como tudo estava, o policial o respondeu seguido da mensagem de Hoseok que pedia conselhos sobre o que fazer sobre o casamento indo para o ralo, e por cerca de quase uma hora e meia, Jungkook buscou tranquilizá-lo.

No início da noite, o casal decidiu jantar fora, Jimin animado cantarolava no banho, Jeon já estava vestido, trajando as roupas escuras porém impecáveis, o ar gélido o fez pegar um sobretudo escuro e deixá-lo no sofá, olhando para o celular, pensando se mandava ou não mais uma mensagem para Taehyung, o aparelho vibrou, e era ele, numa mensagem curta e breve.

Boa noite! Tá tudo bem.

[ 19:25 p.m ]

Por ler o nome do mais velho o frio se instalou em seu estômago, o arrepiando-o da cabeça aos pés — como de praxe, sua mente voltou para a noite na jacuzzi, o policial não se arrependia, porém, fora um momento em que ele infelizmente se esforçou para esquecer. Jimin ao saber do que houve não achou ruim, mas seu olhar era estranho o que deixou o moreno ainda mais acuado.

— Kookie?! — Ouviu a voz melodiosa de seu namorado soar próximo de si.

— Oi amor. Tá pronto?

Virando-se para olhar o loiro, seus lumes escuros o avaliaram de cima abaixo, a calça jeans agarrada às coxas grossas, a camisa vermelha de botão caindo perfeitamente bem, o par de coturnos... os brincos prateados e uma maquiagem leve que valorizava os olhos que ele tanto amava e os lábios lindos e cheinhos — os anéis dando um toque único ao seu jeitinho único.

Park Jimin era seu anjo.

O homem mais lindo que já vira em toda sua existência.

— Uau. — Assoviou, segurando a mão esquerda deste e o girando devagar. — Está maravilhoso como sempre meu príncipe. Terei de tomar cuidado com você esta noite? Hum? — Brincou, dando um selar estalado nos lábios do loiro, sentindo o cheiro doce e suave que o deixava nostálgico.

— Para com isso. Você também esta muito lindo. Parece um mafioso.

— Sério? Então melhor que você fique atento, então. — Sorriu largo.

— Sempre estou. Vamos?

— Sim. Vou pegar as chaves do carro.

Não tardou para saírem do apartamento, caminhando de mãos dadas pelo corredor extremamente lindo e bem decorado, rumaram para o elevador rumo ao saguão — Jeon o abraçou por trás, beijando o pescoço, inalando o cheiro gostoso e macio, fazendo-o sorrir baixinho, manhoso e prometendo certas promiscuidades ao voltarem para casa.

As ruas estavam bem movimentadas, Jeon dirigia com atenção, a destra apoiada na coxa do namorado, a música baixinha trazia conforto ao casal. No restaurante, a gerente os levou até a mesa reservada, que ficava próximo a um lindo piano preto, o ambiente escuro era acolhedor, Jimin pediu para os dois bebidas sem álcool antes de pedirem algo para comer.

— Está pensativo Kookie. O que foi?

— Não sei. Sinto que algo vai acontecer ou já aconteceu e isso me deixa preocupado. — Admitiu, fitando como se quisesse gravar em sua memória cada traço, cada centímetro do homem diante de si.

O anel de noivado estava dentro do bolso do enorme casaco, mas o momento não parecia propício para fazer tal pedido — e isso deixava o policial extremamente angustiado e frustrado. Odiava quando algo não saia do jeito que anseia e planeja.

— Amor. Não pense tanto sobre isso, está tudo bem, nós estamos indo bem. — Tratou de tranquilizar o namorado.

— Você também não sente? Que algo está faltando bebê? Que parece ter uma sombra tentando adentrar nossas vidas?

Jimin ponderou por alguns segundos, não seria hipócrita em negar, até porque sentia, mas seu jeito era mais intenso, pois sentia que tal sombra tinha desejos por si, por sua alma.

Sua vida.

— Sinto. E por isso tento não ligar, então você também não deve amor. É só uma sensação ruim, pode ser por conta dos nossos dias corridos ou aquilo que aconteceu, mas acredite em mim. Vai ficar tudo bem coelhinho.

— Tem razão. Talvez eu esteja ficando louco ou trabalhando demais.

Park sorriu largo, os olhinhos numa linha fina, era adorável.

— O que acha de viajarmos em nossas férias? Namjoon-hyung ofereceu a casa dele na Suíça. O que acha? — Jeon sugere, olhando o cardápio levemente trêmulo, a pequena caixinha de veludo vermelho parecia queimar no bolso.

— Acho ótimo. Nunca fomos para a Suíça. Vamos nos planejar certinho. Depois da Suíça, vamos para Itália. É o seu sonho também.

— Sim. Faremos isso esse ano então. Só espero resolver o maldito caso e pegar o Serial Killer que tanto esta nos deixando desesperados.

— Não encontraram mais nada? Nenhum rastro ? — Perguntou o loiro após escolher seu jantar.

— Nada. É como se esse homem ou essa mulher fosse um fantasma. Analisamos muitas outras pistas antigas para achar alguma conexão mas não tem nada. Não acredito que haja assassinos tão inteligentes assim, deve haver alguma ponta solta.

— Vai ter. Logo encontram. — Prometeu Jimin.

— Amor. Temo que não irá demorar até o delegado anunciar um toque de recolher. Se isso ocorrer teremos ainda mais dificuldade, não que espero outro assassinato acontecer, mas pode dar certo gatilho para ele ou ela agir de forma mais bruta, atrair mais atenção e uma possível retaliação de todos. — Jeon suspirou com pesar, pois era cansativo a profissão que exerce, onde nem sempre, quase nunca, acaba de modo bom.

— Espero que não chegue a isso coelhinho.

— Eu também.

Com este assunto encerrado, Jeon chamou um dos garçons mais próximos para anotar os pedidos — a conversa seguia calma e serena, desde a pontos turísticos na Suíça e lembranças, a tensão finalmente desapareceu, então os dois ficaram um pouco mais à vontade — durante todo o momento, acompanhado de um bom jantar e melodias suaves, o casal aproveitaram a companhia um do outro da forma que mereciam.

[...]

Taehyung estava sozinho.

Sentado no sofá, numa posição quase petrificada, o olhar totalmente desfocado, o copo ainda contendo conhaque... por dias consecutivos, entrou num debate consigo mesmo, entre fazer e não fazer — medir consequências de seus atos nunca foi um ponto que levou em consideração, já que não era de certo uma questão a levar em pauta.

Matava sem rodeios, e isso nunca interferiu em absolutamente nada.

Em nada, até conhecer o maldito casal.

Odiava que os dois tenham desencadeado emoções que este fez questão de varrer para debaixo do tapete — odiava ter a humanidade levemente ligada, o fazendo questionar suas futuras ações e sofrer antecipada por elas.

Havia dado um tempo deles para pensar, o que não ajudou em quase nada.

Ainda estava no seu dilema.

Voltando para realidade, Kim bebeu todo o líquido de uma só vez, deixou o copo vazio no chão, abriu um pouco mais a camisa social, encostou o corpo no sofá e soltou o ar.

Jeon Jungkook.

Tal nome que tomava sua mente e corpo.

Park Jimin.

Outro que fizera o mesmo, no entanto, de modo diferente — querer e não querer, fazer ou não fazer, maldita seja o ser humano que infelizmente é fadado a ter surtos de humanidade, surtos emocionais e racionais.

Umedecendo os lábios ressecados, Taehyung decidiu agir e foda-se as consequências.

Havia brincado demais então chegou a hora de ter o policial inteiramente para si.

Assim que o momento surgir.

As consequências de nada vale quando não se sente importância alguma.

Kim sorriu largo, o sorriso quadrado marcado por uma sede demoníaca e insaciável — os lumes castanhos e opacos prometendo um futuro inestimável ao lado do seu bichinho de estimação que não tardaria a estar sob seus domínios.

Se em algum momento alguém cogitar que o moreno está apaixonado, devo dizer que estão totalmente enganados.

Não há como uma mente doente e um corpo que apenas existe, nutrir sentimentos tão puros por alguém — amar e ser amado são sensações únicas que acreditando ou não, é só uma vez e Taehyung já amou alguém.

E esse amor ruiu de maneira trágica, como tudo em sua vida desde que viera ao mundo.

Ele sabe que Jungkook não será eterno em sua vida.

E nem ele será eterno.

Então não é plausível tentar ser alguém diferente do que é agora... seria totalmente hipócrita e ridículo.

Assassinos não amam.

Psicopatas não amam.

Nenhum ser humano com tais problemas psicóticos é capaz de amar alguém.

E se um dia amou, foi antes do diabo comer sua alma deixando apenas escuridão e fome insaciável pelo sangue de terceiros.

O Diabo se alimentou dele anos atrás.

E agora ele se alimenta do que chamar sua atenção.

E Jeon chamou a sua.

E Taehyung logo se alimentará até ficar satisfeito.

:)

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