26 - Primeiro Amor;

"Sem você, eu não sou nada. Após o amanhecer, dois de nós recebemos a manhã juntos. Não solte a minha mão para sempre. Eu também não vou deixar a sua." First Love - BTS

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Hoseok estava no banho, Yoongi abriu alguns botões da camisa social preta, em poucos passos estava na varanda do quarto luxuoso que Taehyung havia cedido a eles, a escuridão impediam de enxergar além da propriedade, o breu era tão sufocante quando sua mente que não parada de rebobinar os acontecimentos anteriores, fora os outros que já estava cansado de lidar.

Retirando um cigarro da carteira junto ao isqueiro, o mesmo acendeu, tragando uma longa quantidade de fumaça, na ânsia de que aquele maldito barulho em sua mente diminuísse.

Passos atrás de si o fizeram se virar, vendo a silhueta do marido seminu caminhar de toalha até as roupas que havia separado para dormir, os olhos tristes e opacos encontraram os seus, doía no moreno ver a tristeza que queimava nos olhos deste, visto que a dor e a angústia não combinam com Hoseok, nada deprimente combina com ele. — Notando a tensão, Yoongi apagou o cigarro e voltou, fechando as portas da varanda.

— Precisamos conversar, Jung. — Seu timbre era baixo, cauteloso, como quem sonda um terreno antes de pisá-lo.

Hoseok desviou o olhar, vestiu-se rápido, secou os fios platinados com a toalha e a pendurou no banheiro, sentou na cama e olhava para as mãos, estava nervoso, estava magoado e ninguém podia tirar isso dele.

— Sei que errei com você. Sei que mereço seu distanciamento, mesmo que isso esteja me matando por dentro. — Ouviu-o dizer, a voz grossa ficou embargada em instantes. — Hoba. Diz alguma coisa, grite comigo, bata em mim, só não fique nesse silêncio esmagador. Este silêncio está nos corroendo. — Suplicou, sem avançar um passo em direção a ele, queria tanto, entretanto não podia.

— Estoy cansado. — A voz baixa e pesada junto ao sotaque latino, partiu o coração do moreno. Estava com raiva. Muita.

Yoongi chorou, as mãos pálidas tremiam, a luz crepuscular que vinha da lua, iluminou parte do quarto, a penumbra e a luz amena deu lugar a luz pálida; o erro cometido era grave demais para reparar, a mínima menção desde pensamentos, fez com que os joelhos do moreno fraquejasse, levando-o a cair de joelhos, o coração batia tão rápido, as lágrimas escorriam tão depressa, a muito tempo se odiou, e hoje, o ódio triplicou.

— Não sou digno de tê-lo, sei bem disso Hoseok. Meus erros são irreparáveis, nada justifica o que fiz a você. Trair você nunca me destruiu tanto, nunca me queimou de culpa, me dilacerou de dentro para fora. — Os soluços impediam as palavras de serem ditas uma seguida da outra. — pedir perdão não é o suficiente, estou ciente disso.

Yoongi parou, apoiou ambas mãos no tapete persa, curvou-se diante de seu marido, encostou a testa sobre o tapete, chorando desesperadamente.

— Me perdoe Hoseok. Me perdoe por não cumprir meu papel, por não ter

honrado os votos que lhe fiz diante ao altar. Me perdoe.

Hoseok estava de pé a alguns passos de distância do marido, chorando em silêncio.

— Eu lhe dou o divórcio se assim quiser. — A voz vinha abafada, arrastada.

— Faço tudo o que puder para que não carregue essa dor. Escuridão jamais combinou com você Jung.

Não merece ter sua luz aplacada por ninguém, ainda mais por mim, que prometi amá-lo por toda a eternidade.

Hoseok não conteve a dor e caiu de joelhos diante do marido, o choro irrompeu por sua garganta. — Yoongi levantou o rosto, se segurou para não tocar no sol, não era digno do calor de uma estrela tão flamejante.

— Yo te quiero tanto. Este amor me impide hacer lo que se debe hacer. ( Eu te quero tanto. Este amor impede que eu faça o que deve ser feito. ) —

Sussurrou, batendo contra o peito, gritando internamente para que seu

coração pare de doer. — O que lhe faltou Yoongi? Qual foi o meu erro? O que fiz para que você procurasse fora, o que tinha dentro de casa. Fala no que deixei de me comprometer. FALA!

Min não soube responder, soluçava e tremia constantemente.

— Dígame. Diga por favor. — Implorou agoniado. — Yoongi eu não aguento mais omitir, não suporto guardar para mim. Nenhum dos nossos amigos sabe porque eu não quero que nosso amor seja imperfeito. Não suporto pensar que tudo o que planejei para nós, foi destruído por uma noite. Por uma maldita noite.

O moreno desta vez, permitiu olhar para o marido, sentir a dor dele, se culpando ainda mais por não conseguir apagar aquilo.

— Quando formos para casa, irei me mudar. Cuidarei de todos os papéis Hobi. — Anunciou, engolindo a bile que queimava a garganta. — e garanto que não irei te fazer sofrer nunca mais. Você merece ter a felicidade que não pude lhe dar, não pude porque sou fraco.

O coração já tão frágil, se partiu em milhares de fragmentos diante daquelas palavras.

— Bésame por última vez. Me beija pela última vez. — Pediu se encolhendo.

— Yoonie. — chamou em prantos.

Limpando as lágrimas, se aproximou do sol, deslizando as mãos pelo rosto quente e macio, sentindo o cheiro de baunilha que tanto amava; tudo era diferente com Hoseok, e ele sabe que ao se divorciar do platinado, as trevas lhe farão companhia dali em diante. — Temendo demorar para acatar o pedido sofrido, Yoongi o segurou pela nuca, selando seus lábios nos deste por fim, o ósculo lento, quase desesperado se início numa situação tão deturpada que os dois pareciam querer um afago que não era permitido; a dor da traição marcava a alma por toda eternidade.

Hoseok segurou o choro conforme intensificava o beijo, tentando memorizar o beijo gostoso, a língua quente e macia junto a sua, o ruído que soava do moreno como um leve ronronar felino. — Amava-o tanto que doía. Doía como o inferno.

— Me deixa tê-lo esta noite? Sei que não mereço, mas por favor. — Implorou contra a boca levemente inchada.

— Yoongi. — Sussurrou, fechando os olhos, sentindo os lábios que antes beijava, agora em seu pescoço, as mãos em sua cintura apertando, implorando para reivindicá-lo.

— Por favor. Meu Sol. Você sempre será minha estrela Hope. — Diz baixinho, o hálito quente contra a área sensível, arrepiando-o dos pés a cabeça, forçando a ceder, a gemer por ele, pra ele.

Hoseok se afastou, ficando de pé um pouco atordoado, no mesmo segundo Yoongi fez o mesmo, olhando para o chão, pois até a visão do seu marido parecia ser proibido.

— Faz quase dois meses que não me deixa te tocar, beijar você Hoba. Faz dois meses, que mesmo de forma involuntário, me fez te desejar como um louco. — Soltando o ar prosseguiu. — te ouvir procurando sozinho por prazer me deixou louco, me deixou desesperado por você.

— Para com isso.

— Acha que não te ouço? Que não fico duro apenas de ouvir sua respiração descompensada, os gemidos manhosos, chamando por mim? Hum? — A coragem pareceu ter tomado suas ações, aplacando sua dor, afastando a culpa. — te ouço me chamar, ouço você pedir para que eu o sacie mesmo sabendo que não estou ali. — A cada passo, a distância encurtava, Hoseok não sabia o que fazer a não dar se afastar. — sinto falta de te sentir Hope. De olhar para você, de sorrir conforme seu prazer atingia a estratosfera, de beber do seu gemido a cada estocada.

— Não faz isso.

— Acima do prazer. Sinto falta de tê-lo dançando em mim, de vê-lo rebolando e quicando no meu pau, gritando e chorando pelo prazer que lhe dou.

— Chega. — Rosnou acuado.

Jung parou ao sentir a porta contra suas costas, Yoongi sorriu ladino, os olhos avermelhados pelas lágrimas, queimavam com a luxúria e o desejo que precisou trancar em seu âmago, afogar a vontade que fazia seus ossos vibrar e a pele arder.

— Hoseok. — Ronronou, e o platinado tremeu, pois este também sentia saudades, a diferença é que disfarçava melhor.

— Me deixe te aliviar? Deixe que eu lhe satisfaça da forma que quiser. Pela última vez, deixe-me ser teu. Seja meu também Hobi.

— No consigo. Por favor, no hagas esto más difícil de lo que ya es. ( Não consigo. Por favor, não torna isso mais difícil do que já está. ) — Sua recusa não soou convincente, Yoongi lia muito bem as pessoas, e com seu marido não era diferente, ele soube do pedido implícito por trás, o modo como o corpo pareceu se agarrar a algo para impedi-lo de aceitar, a respiração acelerada, o olhar tão quente quanto sua pele.

Hoseok é lindo em todas as nuances.

Umedecendo os lábios finos, Min sorriu, o sorriso gengival não era singelo, não era carinhoso, este era mais bruto, malicioso, sombrio; ele sorriu como um verdadeiro demônio tentado por um anjo.

— Seu prazer é o único que me importa. Pode dizer não quantas vezes quiser, mas seu corpo está me chamando, sinto a eletricidade que está emanando Hoba. — O apelido carinhoso soou doce, ainda que o olhar fosse tudo menos isso. — vou te fazer chorar, não de angústia, mas de prazer. — A palma esquerda raspou contra o membro duro que marcava o tecido fino da calça de algodão. — Não quero nada além de te fazer gozar. Te sentir que é meu. Permita que eu leve comigo seu cheiro, seu gosto. Você por inteiro.

Este foi o estopim. Os lábios do platinado chocaram-se contra os do moreno, num beijo afoito, desesperado, Yoongi sorriu entre o beijo, puxando-o para mais perto, andando para trás até sentir a cama, inverter a posição e deitar Jung ali; cobrindo o corpo deste com o céu, Min o beijou com devoção, adorando o corpo alheio, o calor, tudo, sugando tudo dele, buscando tirar a dor, tirar o peso de suas malditas ações erradas.

— Você é meu primeiro amor Hoseok. — Falou contra a boca dele, olhando em seus olhos. — e também é o último, porque pretendo te amar até meu último suspiro.

O menor afastou-se, permanecendo entre as pernas do platinado, terminou de desabotoar a camisa, retirando e jogando em qualquer lugar, desafivelou o cinto do jeans negro, mantendo contato visual, por esta noite, Hoseok ainda era seu marido. — Sorrindo, retirou a camisa, revelando a pele alva do latino por quem se apaixonou perdidamente, beijou o pescoço, descendo os lábios até os mamilos enrijecidos pelo frio que adentrou o cômodo através de uma pequena fresta da porta da varanda, cada toque, cada olhar, cada marca que fazia naquele corpo, era uma adoração, uma aclamação ao deus do sol.

— Você é meu deus. E eu sou devoto a você por toda a eternidade Hoseok.

Os dedos longos apertaram sua nuca, pedindo silenciosamente que avançasse, e ele fez, lambeu o mamilo esquerdo, massageando o biquinho devagar, se segurando para não gemer ao ouvir o suspiro alheio, o aperto que sentia em seus cabelos, intercalou de um para o outro, deslizando a destra pelo abdômen do seu deus, adentrando a calça um pouco larga, apertando o pau duro, a cueca úmida pelo pré gozo, Hoseok gemeu alto, suspirando.

— Soplame. Me chupa. — Pediu, os lábios entreabertos, fazendo a melhor composição que o moreno ouvira, tanto tempo sem apreciar que quase chorou.

— Tudo o que você quiser. — Murmurou, descendo ainda mais os lábios, beijando a pele cheirosa e leitosa do seu homem.

Ajoelhado no chão frio, Yoongi terminou de despi-lo, apreciou por alguns segundos a nudez, devorando com os olhos, gravando aquela imagem com ferro e fogo em sua mente e coração. — Para todo o sempre, sua submissão seria dele. Jung Hoseok é o único capaz de tê-lo de joelhos, em todos os sentidos.

Umedecendo os lábios, o moreno lambeu toda a extensão rígida, segurando o membro antes de lamber a cabecinha inchada e chupar, sentindo o gosto dele em sua língua, punhetando devagar para prolongar as sensações gostosas que irradiava por todo o corpo do platinado que agarrou os fios escuros, gemendo contido, sussurrando palavras desconexas, deixando o espanhol escorrer como mel por seus lábios, apimentar aquele momento tão devoto, era quase religioso a forma como a língua de Yoongi deslizava por seu cacete.

— Yoongi.

Impulsionando o corpo para cima, Min chupou com mais força, engolindo o máximo que conseguia, Jung mordeu o lábio para não gritar, para não chorar de tesão.

— Fode minha boca Hobi. Vem para mim, vem. Me deixa beber de você.

O mesmo soltou um palavrão, apertando os dedos entre os cabelos do marido, movendo o quadril para cima e pra baixo, buscando seu prazer, procurando pelo apice que não demoraria para vir. E quando veio, grunhiu, segurou a respiração e mordeu o lábio com força, se desfazendo na boca do moreno, que bebeu todo o líquido quente e doce, sem desperdiçar uma gota sequer.

— Eu quero você. Pele na pele Yoongi.

A ordem seria levada como uma oração, este terminou de se despir, o desconforto pela dureza de seu membro não era ruim, afinal, ele é um maldito masoquista.

— Como você quer amor?

— Quero sentar em você. — Respondeu ofegante.

Yoongi se sentou na cama, encostando as costas na cabeceira da cama, o puxou devagar, ajudando-o a se acomodar em seu colo.

— Estou sem lubrificante, não quero te machucar. — avisou.

— Cala a boca.

Hoseok tomou seus lábios faminto, gemendo grave, rebolando no pau do moreno que segurava-o pela cintura, aqueles movimentos que o faziam perder totalmente o juízo. — parando para encaixar o membro em sua entrada sensível, se penetrou devagar, a dor o fez fechar os olhos com força, seu marido estava preocupado, entretanto, não ousou repreendê-lo, deixou que seguisse sua vontade, seus anseios sem pestanejar.

— Tan sabroso. Tão gostoso. — Gemeu manhoso, ao sentir toda a extensão dentro de si, o desconforto dera lugar a um frio gostoso no estômago que se alastrou.

— Hobi. Dança para mim.

E ele dançou.

Dançou como fez da primeira vez, quando jurou amar aquele homem com cada célula que o constitui. Gemeu a cada sentada, beijou Yoongi conforme seu quadril se movia com excelência. Chorou por amá-lo, chorou pelas más ações dele. Deixou seu coração sangrar até que seu prazer abafasse seus sentidos, sua dor, sua angústia.

Yoongi segurou seu prazer, levando o marido a um terceiro orgasmo, antes de deitá-lo na cama e sair de dentro dele, beijando os lábios em formato de coração; enquanto a respiração se normaliza, o moreno limpou o platinado com calma, admirando as bochechas levemente coradas, o suor que fez a pele leitosa reluzir; seu pau ainda estava duro, dolorido, era a puniçāo que incubiu a si mesmo. Hoseok notou.

— Me deixe te aliviar também.

— Não precisa Hoba. Minha intenção era cuidar de você, apenas de você. É o mínimo que posso fazer. — Respondeu, saindo para jogar os lenços umedecidos no lixo. — Tomarei um banho, não vou demorar.

De fato, banhou-se rápido, colocou uma boxer azul junto a uma bermuda confortável, enquanto Jung banhava-se, trocou as roupas de cama, anos casado com o platinado o suficiente para saber que devia trocar os lençóis sempre que transavam ou faziam amor. O horário era desconhecido, parecia estar bem tarde, não demorou para que Hoseok adormecesse, o silêncio se estendeu, e o vazio fez companhia ao moreno, que fumava na varanda, chorando em silêncio.

O que haviam feito, não foi um ato de reconciliação, muito menos a tentativa de um.

Era uma despedida.

Sozinho. Yoongi acionou seu advogado para que ele dê entrada nos papéis do divórcio o quanto antes; quando pisarem em Seul, o fim de uma vida, de um futuro estaria o esperando. — Era sua consequência.

E tinha que lidar com ele como um homem, aceitar os erros e seguir em frente.

A noite seguiu em claro,

Velando o sono de Hoseok, Min sorriu.

Era a última vez que o veria.

Foi a última vez que o sentiu.

Em meio a ruína que era seu interior, Yoongi vestiu a camisa e saiu do quarto, prometendo voltar antes de alguém acordar.

Sem Hoseok ele não era nada, não era ninguém. E seguiria não existindo se isso puder trazer a felicidade que o platinado merece.

Com o copo de whisky na mão e a garrafa na outra, se sentou no sofá da sala imensa, encarou a escuridão através da parede de vidro e constatou ali que: conforme se observa a escuridão, quando enxerga certa familiaridade dela, ela passa a te reconhecer e o encarar de volta.

E ela o viu.

E ele a recebeu de braços abertos.

:)

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