20 - Voyeur;

"Quero que você me trate como uma cadela, eu fui feito para isso". Yasmim Santos.

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— Sejam bem vindos. — Taehyung saudou seus convidados.

Jimin sentiu o rosto aquecer, olhar para Kim o deixava um pouco inquieto, já Jeon mantinha-se sereno, sua canhota envolvia a de seu namorado, num aperto leve para sinalizar um pedido de calma. — Ambos entraram, encarando o quão lindo era aquela casa.

— Tem bom gosto Taehyung. — elogiou Jungkook numa tentativa de afastar aquele silêncio um tanto desconfortável.

O mais velho encarou ambos, umedeceu os lábios, mordendo-o com certa força.

— Obrigado, concordo plenamente. — Sua resposta veio carregada de malícia. — Aceitam uma bebida?

— Sim, por favor. — Jimin quem diz um pouco ansioso.

Duas taças contendo vinho suave foi entregue ao casal, Kim sinalizou para que os siga até a cozinha imensa, Jeon se acomodou na cadeira buscando controlar o nervosismo, já Jimin apreciou o gosto delicioso do vinho encarou o moreno que começara a ficar atarefado na cozinha.

— Precisa de ajuda?

— Não, obrigado. Preparei a maioria, então terminarei logo para enfim jantarmos. — Ditou sorrindo.

— Essa casa é linda. — Jeon elogia antes de tomar um pouco do vinho em sua taça.

Kim sorriu amistoso, a faca reluzia em sua destra, os cortes feitos nos legumes eram quase cirúrgicos, perfeitos.

— Obrigado. As outras são ainda melhores.

— Quantas possui? — Jimin pergunta, a canhota massageava a coxa do namorado.

— Cerca de uns vinte e cinco, a maioria espalhadas por alguns países.

O casal ficou surpreso, porém nada disseram.

— Nos fale um pouco de você Tae. — O loiro pediu, chamando-o carinhosamente.

Taehyung colocou os legumes cortados na frigideira anti aderente, regando com azeite e deixando no fogo baixo. A costela de porco estava temperada, descansando para pegar mais o gosto num pote de vidro.

— Meus pais morreram quando eu era criança... — Começou a dizer, sem preocupações de isso desencadear algum gatilho emocional, afinal, o moreno tampouco se importa. — fui criado por minha babá, tudo que era do meu pai, passou para mim quando completei dezoito. Eu era um garoto com zero convívio social, então ter amigos ou qualquer laço com alguém era complicado. — Parou apenas para arrumar os legumes na forma, antes de colocar a costela e cobrir com papel laminado, o forno já estava pré aquecido. — Conheci Yuna durante um tempo difícil, ela ao que parece era mais adepta a insistir em me conhecer e me mostrar o lado bom da vida...aparentemente deu certo por um tempo.

O casal ficou em silêncio, não era bem a revelação que esperavam de um homem tão centrado e elegante.

— Me casei com ela. Éramos felizes. E nosso amor rendeu frutos... ela estava grávida e foi a melhor notícia que pude receber. — O sorriso era sincero, entretanto, as orbes castanhas eram frias. — A gravidez era de risco, então todo cuidado era pouco. Fiz o melhor que pude por ela, porém, infelizmente ela faleceu durante o parto, e mesmo morto pelo luto, lutei para dar o melhor a minha filha. — O silêncio permaneceu por segundos, Kim serviu um pouco mais de vinho ao casal e continuou. — Alguns anos depois, estava me mudando, e durante a ida até a nova casa, sofremos um acidente; um motorista bêbado e prepotente bateu no meu carro e nisso, perdi minha filha de quatro anos. — A forma foi posta no forno. — O luto me devorou por completo, decidi sair da Coreia e viver longe de tudo que me trouxe amor, porém me trouxe ainda mais dor.

Jimin estava quieto, os lumes levemente marejados, Jeon se mantinha estático. — Saber de tal sofrimento alheio era um choque e tanto; o loiro deixou sua taça sobre o balcão, levantou-se rumo ao moreno e o abraçou, num gesto de afeto que só vinha dele mesmo, Taehyung não sentia nada, mas ele não precisava saber disso. Não agora.

— Sinto muito por tudo isso, Tae. Sinto mesmo.

Kim devolveu o abraço gentilmente.

— Está tudo bem. Tudo acontece como tem que acontecer. Não se preocupe.

Jungkook tomou um gole do vinho e encarou a cena diante de seus olhos, ao que parece, o moreno falou a verdade; não diria nada ao namorado sobre ter puxado metade sobre a vida do homem que conheceram. — Apenas queria se precaver, para proteger o loiro de qualquer possível ameaça. Era errado, ele sabia, mas nem tudo acontece se feito seguindo as regras.

Kim já estava ciente das pesquisas do policial, todavia, tomou medidas para que ele não encontrasse nada mais do que apenas deixou na superfície. A profundidade da sua vida, por hora, não poderia ser descoberta, não quando tudo caminhava conforme queria. — A tempestade serpenteia como uma cobra venenosa, destruiria quaisquer plano que planejara para o casal.

Tudo se revelaria conforme o tempo.

A mesa já estava posta, o jantar havia sido servido junto as melhores garrafas de vinho, os três conversaram sobre assuntos leves e descontraídos, Kim não deixava de notar a singularidade do casal, o quanto eram iguais e diferentes ao mesmo tempo, duas forças extremamente opostas, mas que coexistem perfeitamente, um orbitando ao redor do outro, sem causar dano algum. Era belo.

— Você cozinha muito bem. — Jeon elogia, ainda que levemente desconfortável.

O desconforto era devido ao sexo, ao vídeo que compartilharam, a tensão erótica cobria-os como uma camada fina e invisível, tentavam qualquer tipo de assunto para evitar o motivo real que os levou ali.

Após o jantar, foram para a sala, a decoração era tão bela quanto a estrutura do lugar, não havia decorações exageradas, apenas o necessário para tornar tudo tranquilo e acolhedor; a taça de vinho estava servindo para deixar o casal mais acessível, se acomodaram no sofá e fitaram a escuridão do lado de fora, as enormes paredes de vidro fazia o casal imaginar o quão lindo era acordar diante a visão da natureza sendo beijada pelo sol. — Kim terminou seu vinho e pegou a garrafa quase vazia.

— Vou buscar mais uma garrafa para nós. — Avisou ficando de pé.

Jeon assentiu e Jimin sorriu.

O álcool havia se instalado, Kim se sentou na poltrona que permanecia de frente para o sofá enorme, onde o casal estava. — As pernas levemente abertas, lhe deu uma postura dominadora intensa, as roupas sociais faziam o loiro imaginar obscenidades e salivar, ansiando para tudo acontecer logo.

— Nós conversamos em casa antes de vir. — Jimin começou a dizer. — Se estiver confortável para isso, claro.

— Diga. — A voz rouca e arrastada ordenou e o loiro tremeu.

— Queremos que nos assista.

Taehyung sorriu largo, mordendo o lábio inferior e se acomodando de modo mais confortável e desleixado na poltrona.

— Será uma honra. Está confortável com isso Jeon?! — Perguntou quase num tom retórico.

— Sim. A vontade dele é a minha também Taehyung.

Ambos se olharam, Jungkook sorriu malicioso e colocou sua taça na mesinha de centro, junto a do Jimin.

O beijo fora calmo de início, Jeon mordeu o lábio inferior do namorado, um gemido baixinho e manhoso retumbou até o moreno que os assistia, conforme o ósculo tornava-se lascivo, Kim bebia sem desviar o olhar.

— Kookie! — Gemeu o loiro, apertando o braço do parceiro, implorando por este.

— Tire a roupa para nós bebê. — Ordenou autoritário. — Nos deixe ver esse corpo gostoso.

Park sorriu, de fato, Jungkook é um ótimo dominador, que sabe usar sua autoridade no momento oportuno, a percepção viera para Kim tão rápido quanto. — Mantendo o sorriso perverso, o loiro começou a se despir, adorando a maneira como os homens que o assistiam, o veneravam, o controle era todo dele, e amava isso, se deliciava. Era bom ser desejado por seu namorado, e ainda melhor por aquele que chegara do nada e havia se tornado tudo.

Era um corpo completamente perfeito. Jimin é uma tremenda obra de arte. Suas curvas, o modo como era sensual sem esforço, deixavam os espectadores loucos.

— Sente-se no meu colo amor. De costas para mim. — Jungkook ordena. — Gosta de ser assistido, não é? Então deixe que Taehyung veja suas reações a mim.

Park sorriu e fez como ordenado, a destra de seu parceiro deslizou por sua cintura fina, subindo devagar, a pele arrepiou ao toque, o loiro soltou o ar e fechou os olhos, a mão se fechou no pescoço alheio, tal ato deixou Kim satisfeito e excitado.

— Como quer ser tratado amor? Hum? — A voz rouca de seu parceiro próximo ao seu ouvido era deliciosa e viciante.

— Quero que me trate como uma cadela, eu fui feita para isso. — Murmurou e Jeon sorriu.

— Está se movendo no meu pau sem permissão. — O aperto firme no pescoço do loiro suavizou, deslizou até a nuca, se mantendo ali. — O que devo fazer com ele Taehyung?

Bebericando o vinho, Kim sorriu.

— O trate como uma boa cadela que é.

Jungkook virou Jimin para ficar de frente para si.

— Ajoelha e me chupa.

Jimin abriu o cinto do jeans escuro, não deixando de manter contato visual com Jeon, o membro duro marcava a boxer preta, o loiro lambeu a extensão coberta, rindo como um demônio travesso; um suspiro longo e erótico viera de seu parceiro. — O pau já expelia pré gozo, a cabecinha úmida e levemente inchado, tão duro que fez o menor salivar. E não só ele.

— Chupa. Deixa meu pau bem molhado para entrar em você, babe. — Voltou a ordenar, agarrando os fios loiros.

— Sim, senhor.

Toda aquela submissão deixou Taehyung ainda mais duro, assistindo aquela cena memorável, o moreno desabotoou a camisa, revelando o peito e abdômen trincado, a canhota apertava o pau coberto, em busca de um pouco de alívio. — Jeon e Jimin eram a personificação exata do que é divino e profano.

— Porra! — Esbravejou o policial.

A boca carnuda envolveu seu cacete, chupando e punhetando devagar, o gosto que sempre gostava cobria sua língua quente e macia. — Jungkook gemia rouco, os músculos tensionando a medida que conduzia o movimento de seu namorado, se contendo para não foder a boca alheia até sentir seu caralho na garganta do loiro.

— Que boca gostosa amor. Isso. Chupa. Ah, caralho!

Kim terminou o vinho, e serviu-se de mais, ficou de pé numa elegância perfeita, se sentou ao lado de Jeon, bebeu um gole do líquido rubro, mantendo um pouco em sua boca, deixou a taça no aparador e puxou o rosto do policial, passando o vinho para boca alheia e tomando-o num ósculo bruto e lascivo. — Jimin gemeu com a visão linda de ambos de beijando.

Que beijo.

A língua de Kim envolveu a de Jungkook, entre mordidas e chupadas, o policial gemia agarrado ao seu namorado e quem os assistia. Taehyung mordeu o lábio inferior deste, passando a língua pelos lábios finos e macios, olhando com admiração e desejo.

— Vou gozar. — Murmurou, estocando a boca do namorado devagar.

— Ainda não. — Kim dita. — Jimin, senta nele.

Voltando a ser apenas um expectador, Kim pega uma cereja que estava numa tigela pequena de vidro, a fruta deslizava por seu lábio antes de ser mordida e degustada.

— Me aguenta assim? Hum? — Jeon pergunta, massageando a entrada do loiro, introduzindo um dedo, beijando o pescoço, estapeando a carne macia, deixando um tom avermelhado, a marca perfeita de seus dígitos; Jimin gemia manhoso, implorando por seu namorado.

— Me fode logo. — Implorou, se esfregando contra ereção do policial, pedindo desesperadamente por este.

— Pegue e coloque em você, cadela. Se penetre e se fode gostoso para mim, vai.

Jimin segurou o membro do moreno, sentando devagar, sentindo ser preenchido e o gemido alto envolveu todo o ambiente.

— Quica vai.

O som da bunda farta se chocando contra o quadril do moreno, os gemidos desenfreados de ambos, a maneira como Jeon comandava as ações do loiro, desferindo tapas, apertando aquela carne macia, o fodendo com força, fez Taehyung arfar, gemer baixo e massagear o caralho duro.

— Fode esse filho da puta, Jeon. — Kim ordena sério, se contendo para não participar daquele ato devasso, quente e convidativo.

Jungkook envolveu a cintura do loiro, mantendo-o parado, tomou os lábios grossos, tomando os gemidos sôfregos e meteu.

— Jung-Jungkook. — O menor gemeu alto. — Vou gozar, continua.

— Então goza. Vem para mim, cadela. — Rosnou intensificando as estocadas, punhetando o pau negligenciado que pulsava em sua mão. Não tardou para o loiro gritar e gozar forte, os jatos escorrendo pelo abdômen do policial que gozou junto consigo.

— Pegue-o no colo e vamos subir, Jeon. — Kim ordena já de pé, segurança a garrafa de vinho junto a taça.

A noite seria longa.

E agora é a vez dele participar.

:)

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