264 madrugadas
Comecei a odiar as madrugadas,
As noites que passava em claro,
Era quando eu mais pensava,
O sono batia mas eu não conseguia;
Era quando eu mais precisava,
De uma conversa amiga ou estranha,
Quando mais queria mostrar algo,
Mas todos já deitados na cama;
E eu madrugando,
E eu andando pela casa,
E eu relembrando tudo;
De madrugada quando estou mais criativo,
Nessas horas criando infinitos planos,
Quem sabe quantos sobrevivem ao dia?
Quem sabe quantos sobrevivem a fazê-los?
Tenho coisas para fazer mas não quero,
Me mantenho acordado para fazê-las em vão,
Estou me enganando mas não é de hoje,
Finjo para eu mesmo, onde parei?
Comecei a odiar as madrugadas,
Odiar estar mais sensível,
Tão capaz de me quebrar;
(Data: 30 de Outubro de 2017)
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