140 Crônica de um pai atormentado
Leia sem preconceito ;)
Já era tarde da noite mas ele continuava
Há cada passo ele deveria estar mais perto
E o som de musica ficava ainda mais alto
Pessoas que ele nunca viu ou ouvir falar
Tinha gente que não queria ser vista
E poucos outros tão drogados ou alcoolizados
Tinha uns caras armados e com cara da maldade
Porém ele precisava chegar o quanto antes
Chegou próximo ao alguém mais receptivo
(Pelo menos para ele parecia ser)
Pediu a ele para falar urgente com ''Cascada''
Era o nome que ele ouvira falar na farmácia
Foi levado entre as casas e entre fios embolados
Até o homem que lhe dava certa esperança
Mesmo com tanto medo, fez seu pedido a ele
Um pouco de remédio para seu filho único
Ao redor, dependentes se debatendo
Lembrou do seu filho se debatendo em casa
Contudo, Carlinhos se debatia por outro motivo
E seu pai estava ali para conseguir um alívio
Conseguiu o famoso ''remédio proibido''
Que não poderia ser vendido nas farmácias
Que não poderia ser encontrado nos hospitais
Mas indicado por doutores e não por senadores
Saiu tão apressado e se sentia um herói
Pegou dois ônibus para poder chegar em casa
Antes que seja muito tarde para seu filho
Hoje ele conseguiu, amanhã quem sabe?
Nem poderia acreditar que um vendedor de drogas
O poderia ajudar a salvar seu filho por um tempo
Tempo que não espera esse remédio ser autorizado
Teria que achar tempo para aumentar o tempo do filho
(Data: 06 de Junho de 2017)
Lembrando que o texto/poema não faz apologia ao uso desenfreado de drogas! Apenas quero fazer apologia a uma discussão abrangente sobre o uso medicinal e recreativos daqueles que precisam e gostariam. Uma discussão inteligente, sem tabus e sem o pensar apenas no próprio umbigo.
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