139 Vício Elegante
É doce morrer em teus braços
É sereno ouvir o barulho da tua respiração
É confortante o teu perfume
Melhor ainda é ser envolvido por ti
Percorra meu corpo com seus beijos
Traga algum calor para minha pele
Como se me fizesse algum favor
Me dê o que as rosas anseiam tanto
É calor, é toque e bastante paixão
Por trás de uma carência de gente
Feita de carne e pelo, feito de vontade
Carência de gente que você é feito
Se o céu e a terra se beijam no horizonte
Só queria meu corpo ao seu numa paisagem
Meu amor pode durar para todo o sempre
Até que meus poemas sobrevivam ao tempo
Morrer em teus braços é um vício elegante
Porque não me haveria final melhor
Qualquer outra coisa perturbaria minha alma
Não quero morrer mas assim seria perfeito
Quando seu reflexo no vidro for meu guia
Pode contar comigo para tentar te fazer feliz
Nem que seja dando amor ao teu corpo
Fibras, pedras, cantos, arte, corpo, templo, (s)eu, servo
(Data: 06 de Junho de 2017)
O título do poema é em homenagem ao título de álbum/musica (1996) do já tão saudoso Belchior.
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