#47#

É o medo que me molda
Em toda a minha forma
Me olhe e você verá
A face da covardia
Me toque e você sentirá
O tremor que me consome
Me beije e você sentirá
O gosto azedo do pavor
Diga que me ama
E como um sádico observe
Enquanto eu desmorono
Deixando ainda mais visível
Que o medo não é um estado de espírito
Ele sempre foi meu dono

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