Capítulo 24

"Confio em todas as pessoas, só não confio no demônio que existe dentro delas!"
Filme - Uma saída de mestre

Após a entrada na CIE o número de perseguições em que presenciei aumentou drasticamente. E me tornei muito boa nisso. Dirigir trazia uma sensação imensurável para a minha pessoa, porém fazer isso durante uma investigação era ainda melhor.

Entro em meu carro rapidamente. Começo a dar ré para sair da rua sem saída. Não podia permitir aquela fuga. Deixo o celular no banco do passageiro e coloco no viva voz, ligando para a agência logo em seguida.

Viro saindo da rua. O carro do suspeito estava em velocidade média, a uma distância considerável do meu.

- Sim? - Alana atende.

- Mande a ambulância para a rua de Alessandro. Ele se encontra morto em frente a sua casa - digo alto.

O carro a minha frente aumenta a velocidade percebendo que estava sendo seguido. Começo a acelerar ainda mais o carro, não podia perdê-lo de vista.

- Certo. Está acontecendo alguma coisa? - Alana diz.

- Estou perseguindo um carro suspeito. Não posso explicar agora - digo.

- Me dê a descrição do carro - ela continua.

- Um Impala 67, preto.

- Irei mandar reforços, tome cuidado - ela diz preocupada.

- Sempre! - digo acelerando.

Ela desliga e eu continuo a persegui-lo. O carro do suspeito, desvia rapidamente de um grupo de pessoas que estavam atravessando a rua e acaba batendo na lateral de um carro branco, fazendo-o subir na calçada. Porém, nem o acidente o fez diminuir a velocidade e ele acelera cada vez mais sem se importar com a destruição que estava causando pelo caminho. Nem mesmo a escuridão da noite o amedrontava.

Fico poucos metros de distância, logo atrás de seu carro. Aumento a velocidade, escutando as buzinas de reclamação ao desviar dos poucos veículos que dividiam a estrada conosco.

Chegamos em uma parte deserta da estrada. Seria minha chance de ultrapassá-lo. Rapidamente nossos carros estão lado a lado,na mesma velocidade. Pego minha arma e aponto em sua direção, ainda com uma das mãos no volante.

- Pare esse carro, imediatamente! - grito.

Ele bate seu carro na lateral do meu, fazendo-me perder o controle por poucos instantes, porém continuo apontando a arma em sua direção.

- Eu não vou obedecer você e quero ver você me obrigar a parar esse carro. Posso não sair dessa vivo, mas vou fazer questão de levar você junto - ele grita.

- Você não tem ideia com quem está se metendo! - digo atirando em sua direção.

Cacos de vidro explodem por todo lugar e o tiro passa de raspão em seu corpo. Ele perde a direção do carro o fazendo sair da estrada, mas logo se recupera o batendo com violência contra o meu.

Meu carro desliza sobre a pista, segundos antes de voltar ao controle ele já está aumentando a velocidade.

Estamos próximos de uma curva. Repentinamente, um outro carro em direção contrária aparece na estrada e os carros se chocam. O Impala 67 que estava em altíssima velocidade voa para fora da pista.

Desvio rapidamente para não me envolver no acidente. Saio do veículo observando a cena a minha frente: o carro capota algumas vezes até parar metros a distância e totalmente destruído e era possível ver seus destroços espalhados pela via.

O outro carro havia sofrido um forte impacto e sua frente estava totalmente desfigurada. Vejo um homem sair do carro com alguns sangramentos. Corro em sua direção, o suspeito provavelmente estaria morto e era necessário proteger as vítimas primeiramente.

- Tem mais alguém no carro? - digo me aproximando.

Ele se senta próximo ao carro sem forças, havia um enorme corte em seu abdômen.

-Mi..nha esposa, está desacordada.

Dou a volta no carro rapidamente. Abro a porta e finalmente vejo a mulher. Ela estava presa em meio as ferragens do veículo. Verifico sua pulsação e estava fraca, ela precisava de ajuda. Precisava ligar para a emergência imediatamente.

Corro em direção ao meu carro, pegando meu celular e ligando para eles, não iam demorar para estar no local. Vou em direção ao carro do suspeito, precisava verificar se havia algo no carro que ajudasse na investigação.

Ao me aproximar percebo o que já imaginava, estava morto, os destroços do carro haviam atravessado seu corpo. Uma poça de sangue envolvia toda a área. Dou a volta pelo carro a procura de algo. Abaixo-me lentamente, até que vejo algo que me interessa: um celular. Sua tela estava ligada e indicava uma chamada ainda ativa.

- Otávio! Resolveu nosso problema? Responda - um homem do outro lado da linha diz.

Continuo calada. Não podiam saber que estava com o celular, poderia atrapalhar todo o processo investigativo.

- Seu idiota, responda logo. E que barulho todo foi esse? Espero que esteja realizando seu trabalho e não em mais uma de suas farras.

Era o chefe dele. Ótimo! Provavelmente teria envolvimento com a morte da garota. Ou quem sabe até mesmo com os desaparecimentos.

Percebendo que ninguém respondia o homem desliga o telefone, gritando algo incompreensível. Pego o telefone e coloco em meu bolso.

Nesse momento o resgate chega ao local. Vários paramédicos indo em direção ao carro da vítima, começando os primeiros socorros e planejando a retirada da mulher do veículo. Enquanto eles realizavam o seu trabalho, resolvo ligar para a agência.

- Estamos a caminho! Reconhecemos a localização do seu carro. Capturou o suspeito? - Arthur diz.

- Ele está morto, mas achei um celular e o número do chefe deles está nele, podemos localizá-lo.

- Excelente! Quando chegarmos resolvemos isto. Algum ferido? - ele pergunta.

- Duas vítimas. Um casal, a mulher está correndo risco de vida, mas o marido está bem, sofreu apenas escoriações.

- Quer que ligue para o resgate? - Arthur diz

- Já providenciei isso. Já estou se retirando do local.

- Era de se imaginar, você sempre resolve tudo. Não iremos demorar! - ele diz desligando.

Os feridos são levados e o corpo de Otávio já foi retirado. Vejo o carro de Arthur chegando ao longe.

- Seu carro também se envolveu no acidente, Luna? - ele diz saindo do carro.

- Não, consegui desviar a tempo.

- Então o que aconteceu com ele? - Willian diz também saindo do carro.

- Durante a perseguição o suspeito bateu em meu carro, irei levar para o conserto imediatamente, não se preocupe - digo séria - Agora me diga, onde você estava quando tudo aconteceu?

Ele fica meio desconfortável com a situação.

- Diga! O Alessandro entrou na rua de carro, o encontrei em seus últimos minutos de vida e ainda persegui o carro que apareceu no local para vigia-lo. Porém, não obtive sua localização momento algum.

- Estava nas redondezas, assim como vocês haviam me ordenado - ele diz sério.

- Se você estivesse onde mandamos teria visto isso tudo acontecendo, agora fale a verdade, Willian! Não posso confiar a vida de alguém da equipe em quem desconfio - digo me aproximando.

- Não lhe devo satisfações, Luna. Eu estava vigiando a todo momento. Eu apenas entrei em uma casa por alguns minutos para ajudar uma mulher com suas bagagens. Apenas isso - ele diz sério.

- O que você disse? Você só pode estar está brincando. Você parou o trabalho para ajudar uma mulher ? - grito chegando ainda mais próximo.

- Você não devia ter feito isso, Willian. Você podia ter ajudado a Luna. Você foi realmente irresponsável - Arthur diz.

- Vocês irão ficar me culpando agora? Foi apenas por alguns minutos - Willian responde.

Rapidamente pego minha arma e aponto para sua cabeça.

- Alguns minutos que podiam ter custado minha vida e a daqueles dois inocentes - digo - E em minutos, ou melhor, segundos, eu posso atirar e acabar com você. Quer que eu te mostre a importância de alguns minutos ou você já entendeu?

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