C : 20


N/A:  Mais um capítulo para vocês.

A partir desse, não vou alterar mais nada. Apenas vou corrigir os erros, nada alem.
Para não demorar tanto para trazer atualizações tudo bem?

Espero que tenham gostado.

Esse é  +18 leve. 🔥🔥🔥

Obs: Fiz um grupo do livro, quem quiser envio o link no PV.

FUI.

Você tem que estar preparado para-se
queimarem suaprópriachama: como se
renovar sem primeiro se tornar cinzas?
— Zaratustra.



JÉSSIKA VELARK


Sebastian tem tido ações estranhas, tenho observado minuciosamente cada passo dado, encarando a equipe removendo as câmeras fiquei questionando o motivo dele ter exigido isso, não sabia se ficava impressionada por ver os objetos em lugares que jamais cogitaria a hipótese de estar ou no fato dele estar escondendo alguma coisa. Todos os ferimentos causados por ele estavam cicatrizados, ainda sentia pouco desconforto na região em que o infeliz acertou a flecha, tirando isso me sentia bem, ao menos o máximo que consigo estar estando nesse maldito inferno. 

Graças a Deus minha menstruação desceu, e com isso as dores vinham fortes, todavia não reclamei, permaneci na cama até que o tédio me desse coragem para sair do quarto e procurar algo para fazer, não sei se é devido ao fato em questão, mas me vi tendo desejos estranhos, um tesão desenfreado naquele maldito, o que trouxe mal humor de imediato, ainda mais ao vê-lo correndo pela propriedade, sem camisa, o suor brilhando nos músculos e abdomen trincado — não tinha notado minha presença, parecia absorto a tudo ao redor, conquanto ali permaneço, como se estivesse com os pés descalços colados no chão; a temperatura estava amena, tempo fechado, mas parece que não irá durar muito.

Me assusto quando o vejo parar, respirando de modo descompensado e olhando fixamente para mim, sustento seu olhar até sentir um frio percorrer meu estômago,  um sorriso ladino brotou de seus lábios, pensei que poderia haver algo em meu rosto, no entanto, dei as costas e procurei outro lugar para se estar.

Estava exausta de ler livros, queria falar com minha mãe como fiz mesmo que diante de uma arma carregada — sentia falta de passear, de ir a lugares como quebra de rotina, e sei que nem implorando aquele capeta daria permissão para isso. Parei diante de um quadro renascentista, conhecia tal pintura, ainda sim fiquei alguns minutos observando, visto que por tudo, não o tinha notado antes. 

— Conhece Botticelli? — Enrijeço o corpo devido a voz rouca soando atrás de mim. 

— Sim. — não faço menção de me virar. — Isso não deveria estar em Florença? 

— Sim. 

Sua expressão era como nas outras vezes, fechada e impossível de ser interpretada, as vezes haviam mudado para o terno, este em cinza e branco com um pingente dourado de ouro do lado direito. 

— Estarei viajando, não faça nada do que possa lhe trazer arrependimento futuro. — induz, nisso consigo ver a mala preta a seus pés. 

— Vou pensar no seu caso. 

Este dá um passo em minha direção, prontamente recuo, ciente de que seria impedida pela parede, Sebastian avança de novo, seu cheiro me envolve rapidamente, as íris azuis como o oceano pareciam petrificadas, adurente a meus movimentos. 

— Pense mesmo. — prendo a respiração, minha pele dói pelo arrepio devido a seus dedos deslizando por seu rosto. — Até porque, consigo sentir sua tensão a distância, não pense que está sendo discreta. 

— Alucinações significam distúrbios mentais. — Sorriu.  

— Ah é? — desafia. 

A aproximação se extinguiu, seu corpo prensa o meu, devido a regata fina, o leve roçar deixou meus mamilos duros e doloridos. 

— Dá para sentir a alucinação que mencionou. — cretino. — Prometi a mim mesmo de que não a foderia, que esperaria você pedir, para então fazer valer a pena. 

— Não vou pedir. — diminuo a respiração no exato segundo em que sua mão aperta minha cintura com força. 

— Parece que está fadada a se opor a mim e isso será interessante. — sua respiração fica pesada, o roçar da pontinha do seu nariz em meu pescoço pareceu o suficiente para incendiar cada célula que me constitui. 

— Fique longe do Kenji. A não ser que deseje vê-lo como viu seu ex namorado. — o balde de água fria me trouxe a realidade.

— Está com ciúmes? — Debocho. 

Sua destra envolve meu pescoço, sinto sua perna se colocando entre as minhas, o joelho pressionando minha intimidade. 

— Não mesmo mocinha. É bom tomar cuidado. E espero que não tenha esquecido do que sou capaz de fazer e do que já fiz. — evito qualquer tipo de barulho que possa vir dos seus atos. — Sua luta não vingará comigo, fique ciente disso. 

— Vamos ver. Fique longe de mim. 

Velark se afasta com um sorriso vitorioso, pegou a mala e saiu, próximo a mim havia um espelho, e ali pude ver meu rosto corado quase febril. É um desgraçado mesmo. 

Não vejo Kenji em lugar algum, portanto volto ao quarto e procuro algum biquíni, ele não estava aqui, então não iria me sentir desconfortável com sua presença, escolho um vermelho, visto rapidamente antes de mudar de ideia…devido a menstruação não entraria na piscina, seria bom apenas tomar um pouco de sol e esquecer um pouco do quão confinada estou nessa droga de lugar. A água da piscina brilhava pelo aquecer dos raios solares, deixo as coisas em uma das espreguiçadeiras e me sento em outra, com um livro em mão e suco natural de laranja, não fazia ideia de como poderia dobrar aquele troglodita, ainda sim, penso em diversas possibilidades, umas fugiu de meu controle e precisei me molhar um pouco, e me manter dispersa com o livro que trouxe.

Passo as horas dessa forma, ignorando o problema que estou envolvida, apreciando o sol em minha pele já corada e a brisa fresca. Fui informada de que o cão voltaria daqui três dias, então pude estar um pouco em paz, depois de muita relutância as cozinheiras me deixaram explorar a cozinha, não pude mexer em nada tecnológico, optei por uma receita criada por minha mãe e comecei a me ocupar. 

— Com licença. — ouço a governanta dizer no momento em que coloquei o doce no forno.

— O que foi?

— Senhor Velark deseja saber como está. 

— Mande-o ao inferno perguntar ao diabo como estou. — respondo rispida. — Aliás, a quanto tempo trabalha para ele? 

— Muito tempo. 

— Como consegue dormir à noite estando ciente do quanto aquele homem é miserável e assassino? 

— Costume. — suspirou. — Senhor Velark, o pai dele era pior. Muito pior do que ele. — explicou. — Todos os funcionários desse lugar tem ordens de não dizer nada sobre o que acontece, pois as consequências não seriam boas. 

— Odeio você. 

— Sei disso, e peço desculpas. Não é apenas sua vida que corre risco, temos famílias, filhos e netos. Fazemos tudo por quem amamos, e acredito que a senhora também. — ajeitou a postura. — Meu marido foi morto por seu sogro anos atrás, por ter se recusado a trabalhar sabendo do que acontece aqui.

— Sinto muito. 

— O que digo para o senhor Velark?

— Diga que está tudo bem. — A vontade de mandá-lo para o inferno era grande. 

Fico sozinha na cozinha, até o que tinha feito não me era mais atrativo, antes de voltar ao quarto informei as cozinheiras sobre o bolo no forno e sai. 

[...]

Parecia um sonho, este em que estamos conscientes. O vestido em mim era em um vermelho vibrante, o quarto era diferente, do chão ao teto era preto fosco, com led de mesma cor, a cama com dossel preto e lençóis em tons de ébano me deixou confusa. Onde caralhos eu estava? Que droga de lugar é esse? Me olho no espelho e consigo vislumbrar a ausência das cicatrizes em minhas costas.  

Me assusto com a porta sendo aberta, revelando Sebastian, belíssimo em trajes de gala, seu olhar era diferente, brilhante e orgulhoso. juntamente com o sorriso que nunca vi. Parecia feliz. 

— Parece nervosa. — O ouço dizer, vindo até mim. 

Meu corpo que parecia não ser meu aqueceu, seu toque trouxe um prazer imensurável, era calmo e intenso ao mesmo tempo. Era bom.

— Irei cuidar de ti agora. Esqueça o evento, agora somos apenas eu e você. 

Confusa não recuo, muito menos o impeço de me beijar. Porra o beijo me desarmou por inteira, sentia cada efeito que suas mãos causavam, com a forma como dominava, como exercia poder sobre mim. 

— Isso não é real. — Digo. 

— Acha mesmo que não? — refutou, me empurrando para cama. 

O desespero em sentir mais  do que me era proporcionado era absurda, deixo que tire o vestido, que admire meu corpo que não foi destruído por ele mesmo.

— Estou louco para provar sua buceta. — Sussurrou contra meus lábios.

Acordo ofegante, a pele grudenta devido ao suor,  sentia a excitação do maldito sonho, o horário indicava sete e meia da noite, o silêncio sepulcral era tão horrivel quanto. 

— Merda. 

Para meu alívio ele não estava, sendo franca, não seria bom olhá-lo depois disso, dessa droga de sonho. Depois de tomar um banho frio volto a deitar.  

Estou enlouquecendo  neste lugar, é a única resposta plausível para o que sonhei e quando senti quando me tocou antes de ir. 

[...]

Três dias haviam se passado, dentro da piscina observo o céu noturno, as estrelas dando brilho à escuridão, a água estava na temperatura ideal — havia passado o dia dormindo à base de remédios, sinceramente não estava aguentando mais viver desse jeito.

Tomo um pouco de vinho antes de mergulhar, nado de uma ponta a outra, ao emergir a superfície engulo o susto por vê-lo parado na beirada, a postura relaxada e olhar como sempre vazio e superior. 

— O que está fazendo aqui? — Não penso antes de falar. 

— Essa é minha casa, então eis sua resposta. 

Não respondo, apenas me afasto da borda, ficando um pouco mais na parte funda, o mais longe dele para não recordar demais daquele sonho quase erotico. Arregalo os olhos ao vê-lo tirar as roupas, deixando cada peça na espreguiçadeira, usando apenas uma cueca boxer azul escuro entrando na piscina. 

— Está fugindo de mim? 

— Não. — me afasto mais um pouco, não sentindo nada sob meus pés. — O que está fazendo?

— Sentiu minha falta?

— Nem um pouco. — reviro os olhos. 

— Está corada. O que andou aprontando em minha ausência? 

— Nada que seja da sua conta. 

Velark me puxa, agarrando minha cintura, me segurando até apoiar minhas costas na borda da piscina. 

— Tão atrevida. 

— Sério, vou voltar para o quarto, pensei que teria um pouco mais de paz sem sua presença. — tento empurrá-lo sem muito sucesso. 

— Não está com fome? — perguntou sereno. — Eu estou. Morrendo de fome. 

Sinto novamente aquele frio na barriga, meus seios mais pesados e o maldito calor por meu corpo, e ele sabe, o suficiente para me apertar e suspirar contra meu pescoço. 

— Não pode fugir de mim por muito tempo. 

— Não? Vamos ver. 

— Sim. E quando parar de fugir, prometo te chupar até gozar na minha boca. — Se afastou, saindo da piscina. 

— Babaca. — mergulho, desistindo de ficar ali. 

Inacreditável. 

Insuportável. 

De toalha me sento na cama, ainda excitada e nervosa devido aos pensamentos impulsivos, nunca me toquei, talvez nem fosse muito difícil — tiro a toalha e me deito nua na cama, deslizando as mãos por meu corpo, sentindo os mamilos duros, suspiro alto, levando a canhota até o meio das pernas, usando o indicador para colher o prazer que aumentava ao ponto de escorrer, abro um pouco mais as pernas e contenho o gemido. Massageio meu ponto sensível, deixando-me levar pelo prazer que aumentava, no calor, precisava de alívio, um que não me deixasse com nojo de mim mesma ou pelo ato. 

Mordo o lábio inferior ao tremor que vinha, anunciando o ápice, abro os olhos e o vejo parado, olhando para cada movimento meu, para respiração e o suor que escorria por meu colo. 

— Continue. Me deixe ver. Não vou te tocar. — Sentou na poltrona, deixando as pernas separadas, em uma postura desleixada e convidativa, conseguia ver seu membro duro sob o tecido da calça de algodão que usava. 

— Não. Saia daqui. 

— Quer que eu continue por você?

— Não. 

Seus músculos tensionam ao ficar novamente de pé, em dois passos parou ao lado da cama, procuro me cobrir e o mesmo me impede. 

— Continue. Não para. — Pediu rouco, a luxúria queimando em seus olhos. 

— Pensei estar sozinha, a porta estava trancada, não vou fazer uma pergunta óbvia. — Está com o coração acelerado, não está? Não quer continuar porque estou aqui? — ajoelhou na cama. — Abra as pernas para mim. 

— Não, saia desse quarto agora. 

— Quer mesmo? — crispou os lábios. — O desejo queima em você, até perguntaria no que estava pensando ao se tocar, porém não o farei. — apertou minha coxa. — Deixe o prazer vir, vai gostar de sentir. Se quiser te dou um incentivo. 

Não o respondo, muito menos o afasto, não fecho os olhos nem por um minuto, permanecendo ao meu lado, afasta minhas pernas, soltando um chiado pela visão que estava tendo, levou dois dedos até a boca, molhando-os com saliva antes de tocar na minha buceta, os movimentos circulares vinha lento, queria afastá-lo, queria correr, todavia estava ali, implorando com ações o quanto precisava gozar. 

— Quente e molhada. — enfiou os dedos dentro de mim. — Gostosa. 

Meus gemidos preenchem o quarto, enquanto me masturba, sua mão livre massageia meus seios, estimulando a sensibilidade, satisfeito por me ver  tremer, ainda mais quando atingi o ápice é gozei enquanto lágrimas escorriam por meu rosto suado e corado. 

— Deliciosa. — chupou os dedos, descendo da cama e deixando o quarto. 

— Sou muito idiota. Puta que pariu. — Xingo, sabendo sem dúvidas de que a culpa viria quando a adrenalina deixasse meu corpo. — Filho da puta. 



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