O imperador fantasma e o rei dragão [Plutão×King]

{ Thanatos narrando }

  

   Thanatos, o mordomo andava calmamente pelos corredores do castelo de seu mestre, o imperador dos monstros, conhecido como imperador fantasma, aquele que com seu poder conquistou vários reinos e os anexou em seu território que era conhecido como submundo, um lugar onde todo o tipo de criaturas monstruosas, lendárias,  místicas, etc... Viviam em plena harmonia.

Thanatos parou em frente a uma porta feita de madeira nobre, bateu três vezes na porta até ouvir um " Entre " e entrou logo em seguida, vendo seu mestre já vestido com suas roupas reais negras como a noite mais escura e sombria, suas vestes reais estavam impecáveis e seu cabelo rebelde estava, por algum milagre, arrumado.

- Eu te chamei aqui porque quero passear pelo meu reino, quero ver como o meu povo está. -  Plutão falou pegando uma capa colocando em si e colocou o capuz, ao contrário do que todos imaginavam, o imperador  fantasma era um homem bom e gentil que se importava com o bem estar de seu povo, não o tirano que diziam por todos os cantos que ele era.

- Mas senhor... - Thanatos arrumou a capa em seu chefe e logo se afastou- e o trabalho? Há uma enorme pilha de papéis em sua mesa que precisam de sua aprovação e assinatura, há também uma reunião com os juízes e... - Thanatos relatou uma pequena parte das coisas que Plutão tinha que fazer, o que eram muitas coisa realmente, o que fazia a cabeça de sua majestade doer, quando Thanatos estava na metade da lista Plutão o parou cansado de ouvir que tinha inúmeras coisas para fazer e  não teria, novamente, um tempo para descansar destes assuntos tão complicados e chatos.

- Apenas hoje, eu não tiro  um dia de descanso desde que me lembro, Thanatos é apenas um único dia. - Plutão disse com um tom de voz cansado, o que fez Thanatos concordar com o pedido.

- Então vamos senhor. - Thanatos sorriu para seu melhor amigo e imperador.

Quando ambos saíram do escritório do Plutão os empregados do castelo se curvaram em respeito ao imperador que os dispensou das formalidades e os empregados logo voltaram a fazer seus  deveres, quando passaram pelos guardas eles abaixaram suas cabeças em respeito e admiração, pois Plutão era um imperador com altas conquistas militares, todos que pertenciam da tropa de cavaleiros do submundo sabiam das coisas que seu imperador tinha feito.

Quando ele e Thanatos passavam pelo comprido corredor viram camus correr com pressa e quando viu o pai parou limpando o suor.

- Este filho cumprimenta o pai imperador. - Camus, o mais velho dos filhos de Plutão cumprimentou o pai com uma reverência formal. Plutão não sabia se elogiava o desempenho do filho por decorar o livro de regras do antigo imperador ou lhe mandava esquecer todas as bobagens que aprendeu naquele livro.

- Filho, você sebe que não é necessária tanta formalidade somos pai e filho afinal. - Plutão suspira e sorriu e deu um leve tapinha no ombro do filho o encorajando- Você será um ótimo imperador um dia filho, só tente escutar sua mente em excesso e escute mais seu coração filho, não haja por impulso mas escute seus sentimentos algumas vezes. - Plutão deu algumas dicas, seu filho Camus era o mais velho e  um bom filho, um garoto determinado e dedicado mas ele usava demais sua cabeça e as vezes esquecia de demonstrar seus sentimentos aos outros que parecia o tornar frio e distante, coisa que não era.

- Me desculpe papai. - Camus se desculpou coçando a nuca- eu vou tentar fazer o que o senhor me disse. - ele sorriu e voltou sua postura mais séria- Pai, ouve um pequeno problema... Ah, o Valentim prendeu uma cabeça em um vaso... Eu estava indo buscar detergente e manteiga, melhor eu ir. - disse se lembrando do que iria fazer inicialmente e saiu correndo.

- Espera, o Valentim prendeu a cabeça em... Ele disse vaso....? - Plutão peguntou confuso, sem saber como diabos um de seus filhos mais novos conseguiu prender sua cabeça em um vaso e Thanatos o puxou para continuar antes que Plutão desistisse de um dia de folga, ele sabia que as crianças dariam um jeito de resolver esse problema sozinho, afinal todos eles eram espertos.

[...]

Plutão observava com interesse o movimento das pessoas com um leve sorriso em seus lábios, era bom ver seu reino prosperando com seus próprios olhos ao invés de relatórios que não mostravam tanta vivacidade como estava vendo.

- É lindo não é? - Plutão peguntou ao melhor amigo, naquele momento ele não era mais o imperador ou o Plutão regrado do castelo era somente ele mesmo.

- O que se refere Plutão? - Thanatos perguntou confuso, o que era lindo? O céu? O homem que vendia facas logo ali ou outra coisa?

- O Reino, ele é lindo é bom ver que estou fazendo um bom trabalho. - Plutão falou comprando uma maçã de casca dourada e comeu era doce e azeda ao mesmo tempo, um sabor unico com as maçãs douradas do submundo que em nenhum outro reino tinha igual.

Eles continuaram seu passeio pelo reino que estava tão próspero, a vida ali não era fácil antes do Plutão ser o imperador, Cronos seu pai, um tirano cruel  sem sentimentos, era quem reinava sobre aquelas pessoas que sofriam muito mas não tinham pra onde fugir até o dia que os três filhos mais talentosos do rei Cronos,  Zeus, Poseidon e Plutão com a ajuda de seus irmãos conseguiram tirar aquele tirano com do trono que ficou com a mãe deles por um tempo até ela passar o reinado para os príncipes dividindo as terras de seu pai entre os três, Plutão ficou com o reino que ele chamou de submundo, Zeus ganhou terras em um lugar belo e distante e chamou o reino de olimpo e Poseidon recebeu um território costeiro o qual ele chamou de Atlântida.

No início o povo estava receoso que Plutão pudesse ser como o pai, mas muito pelo contrário, ele era um imperador justo e bondoso que dava grandes castigos a quem praticava o mal e benefícios a quem praticava o bem, ele logo foi amado por uns e odiado por outros que espalhavam boatos que Plutão era como o pai ou até pior que ele, muitos reinos acreditavam nessas mentiras por isso nunca convidaram o imperador, os príncipes e a princesa para seus bailes e eventos importantes.

- Majestade cuidado!, - Thanatos notou que estavam cercados e que um deles se aproximou tentando esfaquear o rei o que não deu certo, graças a Thanatos que empurrou o Plutão e golpeou o homem que estava tentando fazer isso, não sabia como isso poderia ter passado batido por sua vista, ele deveria ter prestado atenção nas pessoas ao redor deles.

- Obrigado Thanatos, me lembre de aumentar o seu salário depois. - Plutão fala em tom de  brincadeira logo ficando mais alerta.

Logo uma luta acontece ali, aqueles rapazes não foram páreos para eles que sabiam lutar como guerreiros, Thanatos examinou o homens que tentaram matar o rei.

- São de outro reino, não sei qual nunca vi esse brasão nos colares deles. - Thanatos tira o colar de um dos rapazes e mostra o brasão de leão rugindo com patinhas de felino em volta do leão rugindo.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top