Capítulo 1
Fernanda
Acordo com o barulho ensurdecedor do despertador, o sol já batia forte no meu rosto olho para janela tentando ofuscar o brilho do sol. Com muito custo me levanto da cama e caminho até o banheiro, retiro minha camisola e entro debaixo do chuveiro, a água está morna isso faz com que meus pêlos se arrepiem, enquanto tomo banho fico repassando na minha mente tudo que tenho que fazer. Me enrolo na toalha e caminho até meu guarda roupa a procura do meu uniforme, uma blusa e saia social visto minhas peças íntimas em seguida ponho meu uniforme. Me aproximo do espelho e apenas ajeito minhas sombrancelhas e passo um rímel, calço minha sandália e desço.
- Bom dia Fernanda - meu pai diz e eu apenas aceno com a cabeça-
- Não irá comer nada - minha mãe pergunta- Desse jeito você vai sumir Fernanda
- Não seja exagerada mãe, eu vou comer algo na rua - dou um beijo na bochecha dela e pego as chaves do carro- Até mais tarde
Caminho até a garagem aonde entro no carro e dou partida em direção ao trabalho, como sempre aquele trânsito maravilhoso de segunda-feira, ligo o rádio e começam as notícias, sempre algo de ruim acontecendo. Ligo meu celular no bluetooth do carro, e ponho umas playlist aleatória, observo a hora e eu chegar atrasada de novo meu chefe me assassina, mas é difícil chegar cedo com esse trânsito do Rio de Janeiro. Talvez eu devesse acordar mais cedo, mas é impossível ultimamente ando muito cansada devido a rotina corrida de trabalho e faculdade.
- Bom dia dona Fernanda - o simpático Luís o porteiro da empresa me cumprimenta-
- Bom dia seu Luís, como vai a família?
- Está tudo bem minha filha. Bom trabalho - ele sorri simpático e eu retribuo-
- Pro senhor também - digo entrando no elevador-
- Fernanda - Rodrigo entra no elevador me dando um susto-
- Bom dia senhor Rodrigo - digo e pego meu celular-
- Não há necessidade de me chamar se senhor, temos quase a mesma idade - ele diz com aquele sorrisinho que todas garotas amam-
- Continuarei o chamando de senhor , tenha um bom dia - digo e saio do elevador-
Faz 2 anos que entrei na empresa de advocacia Mendes & Cia, desde então Rodrigo luta para que eu entre na lista dele de garotas que ele já dormiu, não posso negar que o cara é bonito mas no momento não procuro por isso. Estou focada em terminar minha faculdade e consegui um lugar pra mim, lá em casa já está pequeno demais para todo mundo.
- Oi Nanda - Luísa me cumprimenta com um beijo-
- Oi Lu, como foi o final de semana ? - pergunto enchendo uma caneca de café pra mim-
- O de sempre e o seu? - nos sentamos na mesa-
- O mesmo também, muito estudo e briga - dou um sorriso fraco -
- Seu pai anda brigando muito com você? - ela diz solidária-
- Bastante, ele diz que com essa idade minha mãe já estava casada - digo com desgosto na voz - Ele diz que criou a filha pra casar e não para ser independente
- Mas que pensamento mais pré-histórico - Luísa diz indignada- Ele não é o dono da sua vida Nanda, se você quiser pode vim morar comigo e meu irmão
- Muito obrigada, mas eu preciso achar um lugar pra mim - me levanto e pega minha bolsa-
Caminho até minha mesa e suspiro eu já estou cansada de toda essa loucura, quando recebo uma mensagem de Rodrigo pedindo pra ir até sua sala , respiro fundo.
- Espero que ele não venha de gracinha - sussuro pra mim mesma-
Ao chegar na sua porta dou uma batidinha e escuto ele dizer " pode entrar".
- Pode se sentar Fernanda - ele aponta pra cadeira - Então você ficou sabendo do caso dos Silva ?
- Sim, foi horrível o que eles fizeram com o próprio filho - digo me lembrando daquela notícia-
- Pois bem, nós fomos chamados para sermos os promotores desse caso - ele se senta a beirada da mesa - E eu gostaria que fosse trabalhasse comigo nesse caso o que acha?
- Mas Sr. Mendes eu não me formei ainda, estou no último ano - digo nervosa-
- Não há problema, eu serei seu tutor - ele pega a pasta do caso e me entrega - Confio no seu potencial Fernanda
- Muito obrigada Sr. Mendes - me controlo para não abraça-lo -
- Já que vamos trabalhar juntos me chame apenas de Rodrigo, por favor - ele diz sorrindo e pela primeira vez retribuo- Estude esse caso hoje e amanhã iremos no presídio conversar com os reús
- Pode deixar , não irei decepcionar o senhor, digo Rodrigo - sorrio e me levanto- Posso ir?- ele assente e me retiro da sala-
Parecia um sonho para mim, meu primeiro caso na promotoria, e ainda mais um caso grande, caminho até minha mesa.
O dia passa rápido e quando vejo já está na hora de ir embora.
- Fiquei sabendo que pegou aquele caso - Luísa diz e eu dou um mega sorriso-
- Sim peguei, o Rodrigo me chamou pra trabalhar com ele- digo e pego minhas coisas-
- Nossa já estão bem íntimos hein - Luísa diz e me cutuca-
- Não começa Luísa, somos colegas apenas isso - digo e reviro os olhos-
- Ok, não está mais aqui quem falou- ela diz rindo - Quer beber algo?
- Sim, vamos comemorar - digo e caminhamos até meu carro- Putz esqueci que vim de carro, vou deixá-lo aqui na empresa e volto de táxi
- Ok, vamos - Luísa me puxa pelo braço pra entrar no táxi-
Entramos no táxi e partimos até um barzinho perto da orla de Copacabana, ao chegarmos pago o motorista e descemos. Mesmo sendo uma segunda o bar está lotado, tivemos que esperar um pouco até conseguir uma mesa.
- O que vão querer meninas ? - o garçom nos pergunta-
- Pode trazer duas cervejas e um rodada de petiscos - digo e ele anota-
- Caramba que saudade que eu estava disso- digo soltando meu cabelo do coque-
- Eu também, eu tô precisando pegar alguém- ela diz e eu gargalho-
- Você não muda hein Luísa - digo e retiro meus saltos - Nossa que alívio
- Olha quem tá aqui Nanda - ela aponta pra porta e vejo Rodrigo entrando- Oi Rodrigo
- Oi meninas, que surpresa encontrar vocês aqui - ele diz e eu o olho sem graça-
- Senta aí com a gente - Luísa diz e eu a olho-
"Que vergonha, meu Deus. Em vez que eu estar estudando o caso tô bebendo e com meu chefe ainda"
-Aqui meninas - o garçom deixa na mesa nossos pedidos- O senhor deseja alguma coisa?
- Pode me trazer uma cerveja - Rodrigo responde-
Comemos em silêncio , apenas as vezes Luísa e Rodrigo conversavam e eu apenas observava.
- Escuta Nanda tá tocando sua música - Luísa diz e eu arregalo os olhos-
- Como assim a música dela? - Rodrigo pergunta -
- Uma vez viemos aqui e a Nanda bebeu tanto que subiu em cima da mesa do bar ali e dançou essa música - ela diz rindo e Rodrigo ri também -
"Se eu pudesse eu a matava aqui mesmo", penso comigo mesmo.
- Aceita dançar comigo? - Rodrigo estende a mão -
- Não, que isso - digo mais sem graça que tudo-
- Relaxa Fernanda é só uma dança- ele diz -
- Vai Fernanda se divertir - Luísa praticamente me empurra da cadeira-
Rodrigo me guia até a pequena pista de dança aonde outras pessoas dançavam.
- Não fica nervosa, se solta - ele diz próximo ao meu ouvido-
Eu fiquei arrepiada com a sua voz grossa perto do meu ouvido, tá ficando louca Fernanda ele é seu chefe!
Sinto as mãos de Rodrigo em minha cintura me guiando levemente no ritmo da música, no começo estava difícil dançar, mas depois comecei a me soltar, ele segurou minhas mãos e me girou me trazendo mais perto dele, sinto meu coração da uma leve acelerada. Só eu que nunca percebi que esse homem é muito cheiroso.
Havia começado a tocar um forró e ele colou nossos corpos, e ele sabe dançar muito bem.
- Você dança muito bem - ele sussura no meu ouvido-
- Obrigada - digo e sinto meu pescoço todo arrepiado-
Dançamos mais algumas músicas e quando voltamos para a mesa, Luísa já havia ido.
- Meu Deus, já está tarde vou me embora- digo pegando o dinheiro - Aqui
- Não precisa Fernanda - ele diz e pede - Posso te dar uma carona?
- Não precisa, obrigada - digo e dou um beijo em sua bochecha-
" O que deu em mim? Beijando meu chefe ", pensei e andei o mais rápido que pude pra um táxi.
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