Capítulo 27

Me distancio do Andrew após beijá-lo, e quando percebo o quão sério e incrédulo ele está começo a me sentir como uma idiota.

- Me desculpe. - Peço sem graça. - Eu não sei porque fiz isso.

Lhe dou as costas e começo a fugir mais uma vez, mas dessa vez sou impedida quando Andrew segura minha mão e me vira para si.

- Onde pensa que vai? - Ele questiona com um sorriso largo nos lábios.

- Talvez eu esteja procurando...

Andrew me cala com um rápido beijo, e repete o mesmo processo diversas vezes me deixando ainda mais confusa.

- Não quero que se sinta envergonhada por me beijar. - Ele passa a mão por meu rosto.

- Achei que havia ficado bravo, ficou tão sério de repente. - Assumo. - Isso me deixou envergonhada.

- Como eu poderia ficar bravo? - Ele retruca. - Só fiquei supreso, por isso agi estranho.

- Tem certeza? - Pergunto.

- É claro bobinha. - Andrew aperta a ponta do meu nariz. - Pode me beijar sempre que quiser.

Estou aliviada, mas ao mesmo tempo não me sinto completamente a vontade com isso.

Ele era o chefe que eu odiava, e agora estou gostando dele e até lhe beijando mesmo tendo a possibilidade de Andrew me ferrar.

- No que está pensando? - Andrew questiona. - Ficou seria de repente.

- Estou curiosa. - Assumo.

- Sobre o quê?

- Irei te perguntar isso pela última vez. - Digo.

- O que quer saber Ane? - Andrew questiona.

- Você realmente não tem nenhuma intenção de me fazer sofrer não é? Não está planejando fazer eu me apaixonar para depois me chutar?

Mesmo se Andrew tivesse essa intenção ele não me diria, mas eu quero perguntar pela última vez para ver qual é a sua reação.

Eu sei que sou neurótica, sou uma pessoa que não confia facilmente, mas eu estou disposta a lhe dar o benefício da dúvida, por isso eu quero que Andrew esteja sendo sincero.

- Pode ter certeza absoluta que não estou tentando lhe usar com a intenção de te descartar depois. - Ele fala. - Eu gosto de você de verdade.

- Irei confiar em você então.

- Eu sei que é difícil acreditar em mim, mas eu estou sendo sincero Ane. - Andrew fala com seriedade. - Irei te provar com o tempo se necessário.

Não posso dizer que confio plenamente em Andrew, mas eu irei seguir meu coração pela primeira vez na vida, só espero que eu não esteja fazendo a escolha errada no final das contas.

- Irei confiar em você. - Sorrio largo.

- Obrigado por me dar uma chance. - Andrew também sorri. - Prometo que não vai se arrepender.

Andrew envolve os braços em volta da minha cintura e me puxa para mais perto de si, e então me beija lentamente.

Envolvo meus braços em volta do seu pescoço enquanto retribuo o beijo, e quando nos distanciamos depois de um tempo Andrew me levanta nos braços e começa a me rodopiar no ar.

- Me coloque no chão. - Peço rindo.

- Não quero. - Ele nega com a cabeça.

Andrew beija meu rosto, e logo em seguida começa a caminhar em direção a sala.

Ele se senta no sofá comigo ainda em seus braços, e então me abraça com força enquanto beija o topo da minha cabeça.

- Aceita ser minha namorada Ane? - Ele questiona.

- O quê?! - Arregalo os olhos supresa.

- Por que está tão incrédula? - Ele pergunta. - Achou que eu iria te enrolar?

- Bem... na verdade eu achei sim. - Assumo.

Andrew já falou que gosta de mim diversas vezes, mas não havia falado sobre relacionamento.

Não achei que ele iria me pedir em namoro por um tempo, na verdade achei que nunca iria pedir.

Assumo que uma parte de mim pensou que ele queria se divertir comigo por um tempo, mas iria me chutar para procurar uma pessoa do seu nível para se relacionar.

Eu sei o quanto sou incrível, mas eu também sei que somos de mundos completamente diferente. Andrew tem tudo e eu não tenho nada, sou apenas uma empregada e nada mais.

Também sei que serei acusada de muitas coisas se esse relacionamento for a público, mas eu estou disposta a enfrentar tudo por ele, porque decidi ser feliz sem me importar com opiniões desagradáveis.

- Quer namorar comigo? - Andrew pergunta sorrindo lindamente.

O encaro em silêncio por algum tempo, e quando percebo que Andrew está prestes a falar alguma coisa eu paro com o suspense e falo:

- Sim, eu quero.

- Achei que não iria aceitar. - Andrew suspira aliviado.

- Pensou errado. - Sorrio largo.

Andrew me abraça com força, e quando se distância me olha com ternura e fala:

- Obrigado por me dar uma chance.

- Não precisa me agradecer por isso. - Passo a mão por seus cabelos.

- Quero que saiba o quanto está me fazendo feliz. - Ele sorri largo.

- Esse sentimento e mútuo.

Pego seu rosto entre as mãos, e então lhe dou um rápido beijo, mas dessa vez Andrew não parece supreso com a minha atitude.

- Posso de pedir uma coisa? - Andrew pergunta.

- O quê?

- Quero que faça alguns exames para ver o que causa suas dores de cabeça. - Ele fala.

- Era apenas cansaço. - Falo. - Tenho certeza que não é nada sério.

- Estou preocupado com você Ane. - Andrew me olha com seriedade.

- Estou bem. - O tranquilizo.

- Mesmo assim quero que faça os exames para ter certeza.

- Tudo bem então. - Sorrio abertamente. - Se isso for te deixar aliviado farei os exames.

Acabei me desgastando por trabalhar demais, por isso tenho certeza que não é nada sério.

- Ficarei aliviado quando fizer os exames e estiver tudo bem com você. - Andrew fala.

- Não se preocupe. - O tranquilizo.

Andrew me puxa para um abraço apertado que é retribuído por mim, e quando se distância ele segura meu rosto entre as mãos e me beija mais uma vez.

- Cheguei A...

Olho para o lado e vejo Julie nos encarando boquiaberta, então me levanto rapidamente do colo do Andrew que também se levanta logo em seguida.

- Por que não está na escola? - Pergunto.

- A escola foi invadida por abelhas, então nos mandaram para casa. - Julie responde.

Ela olha para Andrew com curiodade, esperando eu apresentá-los mesmo Júlia sabendo de quem se trata.

- Esse é meu chefe Andrew. - Falo para ela.

- Chefe? - Ela sorri de canto.

Andrew caminha em sua direção, e então lhe estende a mão e fala:

- Muito prazer Julie. Sou Andrew, o namorado da sua irmã.

- O prazer é todo meu Andrew. - Ela retribui o aperto de mão.

- Fico feliz por enfim conhecê-la. - Andrew fala.

- Não posso dizer o mesmo já que não te conheço, mas eu espero que com o tempo eu me sinta da mesma forma. - Ela retruca.

- Julie! - A encaro incrédula.

- Gosto da sua sinceridade. - Andrew sorri largo.

Julie coloca a mochila nas costas, e então começa a caminhar em direção a cozinha, e após alguns segundos ela volta com uma garrafinha de água na mão e então fala:

- Agora irei para meu quarto, então podem continuar fazendo...

- Calada. - A corto. - Não estávamos fazendo nada.

- Não seja boba Ane, já sou grandinha o suficiente para saber que bebês não são trazidas por cegonhas. - Ela sorri largo.

- Você não deveria saber dessas coisas. - Aponto o dedo em sua direção.

- Não sou mais criança, e provavelmente sei mais coisas que você Ane. - Ela diz baixinho.

Julie é uma garota muito inteligente, então com toda certeza tem razão em falar que deve saber mais coisas que eu. Só não quero aceitar que minha irmã está crescendo, mas uma hora ou outra terei que assumir isso.

- O que está acontecendo com minha irmãzinha? - Pergunto incrédula.

- Acho que ela está crescendo. - Andrew fala rindo.

Julie passa rindo por nós, mas antes de abrir à porta do seu quarto se volta para Andrew e fala:

- Espero que seja bom para minha irmã, ela já sofreu demais para acabar em um relacionamento com um completo imbecil.

- Não se preocupe. - Andrew fala. - Farei o que tiver ao meu alcance para fazer sua irmã feliz.

- Não esperarei menos de você. - Julie retruca.

Ela nos observa por um tempo em silêncio, e então abre à porta do quarto e o adentra.

- Você tem uma boa irmã. - Andrew diz.

- Eu tenho sim. - Sorrio abertamente.

Julie é incrível, e eu sou muito abençoada por tê-la em minha vida, por isso agradeço a Deus todos os dias por ter uma irmã maravilhosa.

- Agora seremos uma família. - Andrew me puxa para um abraço. - Espero que eu seja capaz de cuidar bem de vocês.

- Não é sua obrigação cuidar de nós, mas fico feliz por saber que está disposto a fazer isso.

- Quero ser o melhor para você Ane. - Andrew fala. - Quero te fazer feliz.

- Você fará. - Sorrio abertamente.

Andrew me puxa para um abraço, e mais uma vez encontro conforto em seus braços, e espero que de agora em diante eu seja tão feliz quanto eu desejava ser, porque terei um bom homem ao meu lado.

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