Vermelho como o amor
Estava sendo um dia agitado para Pedro, tinha que repetir a rotina em sua cabeça frustrada pelo excesso de gente o cercando por todos os lados no maldito supermercado, afinal, era véspera Natal e todo filho da puta da terra resolve fazer compras em cima da hora da comemoração, atrapalhando um cara que só queria relaxar em casa depois de um dia exaustivo com a merda de um pote de sorvete de abacaxi ao vinho.
Na pressa de chegar ao caixa antes de 5 pessoas que concorriam a mesma vaga, o homem não viu o carrinho vindo de contra sua direção. Pedro foi atropelado por um carrinho de supermercado. Quando levantou a cabeça, disposto a xingar até o papa, seus olhos foram parar em um homem ruivo que parecia extremamente apressado em sair dali, tanto quanto ele.
Pedro sentiu seu coração bater intensamente enquanto observava cada pequeno traço do rosto daquele homem para a sua lista de não esquecimento. Como poderia esquecer alguém assim de toda forma? Um sorriso bobo apareceu no rosto do atropelado e um rubor nas bochechas do ruivo.
Ouviu um pedido baixo e envergonhado de “desculpas” e ele mal teve forças para sair do chão depois daquilo. Seus braços tremiam e suas pernas? Mal as sentia. Apenas o fez quando o ruivo voltou a andar com o carrinho a sua frente e Pedro ficou a ver a fila de 5 pessoas no caixa antes dele:
— Droga de amor! — resmungou.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top