Capítulo 32

- A água está fria Frank. - Reclamo.

- Eu te esquento. - Ele sorri com malícia.

- Você é impossível. - Sorrio largo.

Frank me levanta nos braços, e começa a caminhar em direção ao mar, e antes mesmo dele me por na água já estou sentindo frio.

- Pare de tremer Camy. - Ele pede.

- Não consigo. - Assumo.

- Acha melhor voltarmos para a pousada? - Ele pergunta.

- Você pode banhar se quiser, eu ficarei observando de longe.

- Está bem. - Frank suspira alto.

Ele não me abaixa na água, se vira e começa a caminhar em direção a areia novamente, enquanto eu agradeço mentalmente por isso.

- Você é tão mole. - Ele sorri abertamente.

- Eu sei. - Assumo.

Frank me coloca no chão, me dá um rápido beijo nos lábios e corre em direção a água mais uma vez.

Me sento na areia e fico observando meu marido gato de longe, e nem me importo se estou babando ou não.

Frank queria ver o sol nascendo na praia, e me acordou bem cedinho para podê-lo acompanhar.

Ainda está um pouco escuro e o louco está entrando na mar extremamente frio como se não fosse nada. Eu apenas coloquei os pés na água e já senti meu corpo se arrepiar todo, imagina ir nadar.

Assumo que preferia estar dormindo nesse momento, mas as vezes é preciso abrir mão das nossas vontades pela do nosso conjugue.

Se fosse eu no seu lugar Frank teria feito a minha vontade sem reclamar, então nada mais justo que eu faça o mesmo por ele. Isso se chama união, companheirismo e amor.

- Olha o corpo daquele homem.

Olho para o lado quando escuto isso, e vejo duas mulheres olhando para Frank enquanto ele corre em minha direção.

- Seria pedir demais um homem assim? - A outra fala.

Pigarreio alto, mas elas me ignoram e continuam o encarando descaradamente.

- A água está uma delícia, tem certeza que não quer entrar? - Frank pergunta ao se aproximar de mim.

- Prefiro ficar de longe admirando seu corpo, enquanto agradeço por ter um marido incrivelmente lindo igual você.

As duas me olham sem graça, e mais do que depressa saem de perto de nós cochichando.

- O que foi isso? - Frank se senta ao meu lado.

- Acho que devo te trancar no quarto. - Semicerro os olhos.

- Eu adoraria isso. - Ele me olha com malícia. - Mas já que ganhamos uma viagem devemos aproveitar.

Eu sei disso, mas preciso ter paciência para não sair por aí arrancando os olhos de toda mulher que ficar o observando com interesse.

- Você é muito bonito para ficar se exibindo. Acho melhor colocar sua camiseta.

- Você fica linda quando está com ciúmes. - Frank me abraça.

- Você está todo molhado. - Faço uma careta. - E não, eu não estou com ciúmes.

- Mentirosa. - Ele beija meu rosto.

- Não estou mentindo. - Dou de ombros.

- As outras podem até olhar amor, mas eu sou todinho seu. - Frank beija meu ombro. - Então não precisa ficar com ciúmes.

- Eu já disse que não estou. - Retruco.

- Está bem. - Ele sorri largo. - Vou fingir que acredito.

Não me coloco na categoria de loucas possessivas, mas eu assumo que sou um pouco ciumenta. Confio em Frank como também confio em mim, mas é impossível não sentir raiva quando uma mulher fica desejando seu marido na sua frente.

- Eu te amo minha cagona ciumenta. - Frank fala sorrindo.

- O que você disse? - Questiono fingindo irritação.

- Que eu te amo?

- A outra parte? - O encaro de perto.

- Cagona ciumenta? - Ele me olha enquanto segura o riso.

- Você quer morrer Frank? - Pergunto.

O empurro e monto sobre ele, e começo fazer cócegas em sua barriga.

- Pare Camy! - Ele pede enquanto gargalha alto.

- Estou... te... castigado por ser tão... impertinente.

Paro de fazer cócegas em Frank, e ele fica me observando ofegante, e então coloca uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

- Sou um homem de sorte por ter uma mulher tão incrível quanto você. - Ele me olha com ternura.

- Pode ter certeza que é, por isso me dê muito valor. - Sorrio convencida.

- Eu te amo. - Frank diz baixinho. - Te amo tanto que não sei o que seria da minha vida sem você ao meu lado Camy.

Me aproximo do seu ouvido lentamente e cochicho:

- Eu também te amo meu amor.

Dito isso lhe dou um beijo demorado, mas quando me lembro que estamos ao ar livre me me distancio de Frank.

- Por que parou? - Ele pergunta.

- Estamos em uma praia pública. - Falo. - Quer ser acusado de atentado ao pudor?

- Não tem nada de mais beijar a minha esposa. - Ele diz.

- Eu sei, mas nem todo mundo pensa como nós.

Saio de cima do Frank e me sento, e ele se levanta e se senta ao meu lado. Coloco a minha cabeça em seu ombro enquanto Frank segura minha mão, e então começamos a observar o sol que começa a nascer.

- É lindo não é? - Ele me questiona.

- É perfeito. - Sorrio largo.

Me assusto quando Maila chuta minha barriga, então Frank se vira para mim e pergunta preocupado:

- O que foi? Está sentindo alguma coisa?

Pego sua mão e coloco em minha barriga, e não demora muito ela chuta novamente.

- Nossa garota é forte. - Ele diz emocionado. - É a primeira vez que ela chuta?

- Não. - Nego com a cabeça. - Ontem foi a primeira vez.

- Me desculpe por não estar ao seu lado. - Frank pede.

- Você está agora, e para mim já é o suficiente.

Coloco minha cabeça em seu ombro novamente, e ele beija meus cabelos demoradamente, e então volta observar o nascer do sol.

Começo a me sentir sonolenta de repente, e a última coisa que vejo antes de adormecer é uma linda visão da natureza, e a perfeição que Deus criou.

🌻

Abro os olhos lentamente, e quando olho em volta percebo que não estamos mais na praia. Frank está deitado ao meu lado, e parece dormir profundamente.

Como eu não vi ele me trazendo para a pousada? Meu sono é pesado, mas não o suficiente para não perceber que estava sendo carregada.

Faço menção de me levantar, mas ele me abraça por trás e não me libera.

- Onde pensa que vai? - Ele questiona.

- Já está tarde, precisamos nos levantar. - Olho para o relógio sobre o criado mudo.

- Só mais um pouquinho. - Ele pede baixinho

Me viro, e então Frank deita a cabeça sobre meus seios, enquanto passa a mão por minha barriga.

- Por que não me acordou? - Pergunto.

- Você dormia tão tranquilamente, não quis atrapalhar seu sono.

- Deveria ter me acordado. - Mexo em seus cabelos. - Vai acabar com problemas de coluna por me carregar.

A pousada fica a poucos metros da praia, mas ainda assim é uma distância consideravelmente longa se for carregar alguém nos braços.

- O que foi isso? - Frank me olha rindo quando minha barriga ronca alto. - Tem um monstro no seu estômago amor?

- Estou com fome. - Assumo.

- Então vamos comer. - Ele se levanta rapidamente.

Também faço o mesmo, e com a ajuda do Frank arrumamos a cama. Eu sei que a pousada tem empregada, mas eu não acho que custe nada ser gentil com as pessoas.

Me viro em direção ao criado mudo e pego meu celular que está tocando, e atendo a ligação em seguida:

- Oi Lauren.

- Oi Camy. - Sua voz parece estranha.

- Aconteceu alguma coisa? - Pergunto aflita.

- Poderia se sentar por favor? E me prometa que não vai ficar preocupada?

- Você sabe que me fazendo essa pergunta já me deixa aflita não é? - Retruco.

Coloco o celular no viva voz, e depois de alguns segundos em silêncio Lauren joga a bomba.

- A Adele sequestrou o Henry. Vocês precisam voltar para casa rapidamente.

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