Capítulo 29

- Não acredito no que estou vendo. - Escuto uma mulher falando alto vindo em nossa direção. - Frank? É você mesmo?

Frank olha curioso para a mulher que se aproxima de nós rapidamente, e quando está próxima o bastante ela pula nos braços do Frank.

- Abby?

- Vejo que não se esqueceu de mim. - Ela continua o abraçando.

- Como eu poderia? - Frank também a abraça.

- Senti tanto a sua falta.

A tal da Abby se distância, olha para Frank como se ele fosse o homem mais lindo da terra, enquanto me ignora completamente.

- Não achei que iríamos nos encontrar novamente algum dia. - Frank fala.

- Talvez seja o destino meu querido.

Está estampado em sua cara a admiração que ela sente por Frank, então pigarreio alto para lembrá-lo que estou logo atrás.

- Ah me desculpe. - Frank pega a minha mão. - Essa é a Camily, minha esposa.

- Esposa?! - A idiota questiona surpresa.

- Sim. - Frank lhe responde.

Ele coloca o braço em volta do meu ombro e me puxa para mais perto, e eu envolvo sua cintura com as mãos, para deixar bem claro para a tal da Abby que Frank já tem dona.

- Muito prazer. - Forço um sorriso.

- Ah... O prazer é todo meu. - Ela faz o mesmo.

Frank é idiota demais para perceber que essa mulher está interessada nele. Após alguns segundos em sua frente já deu para perceber que ela não está nem um pouco feliz por saber que sou sua esposa, mas meu marido bobão não percebeu nada.

Não pense que estou pensando dessa forma porque sou uma esposa louca e ciumenta, mas sim porque tenho certeza que estou certa. Assumo que estou com um pouquinho de ciúmes, mas eu sei me controlar até certo ponto.

- De onde se conhecem? - Finjo interesse.

- Éramos melhores amigos na faculdade. - Frank responde.

- Na verdade eu era apaixonada por Frank mas ele nunca me deu uma chance. - Abby sorri abertamente, e coloca a mão sobre o braço de Frank.

Minha vontade é de lhe dar um tapa em sua mão, mas eu não faço nada porque sou uma pessoa super controlada, e não quero fazer nenhuma cena desnecessária.

- Nunca me disse que era um galanteador amor. - Falo para Frank.

- Eu não era. - Ele pisca para mim.

- Para onde estavam indo? - Abby questiona.

- Estava levando as mulheres da minha vida para jantar. - Frank lhe responde.

- Mulheres? - Abby olha em volta.

Frank coloca a mão em minha barriga, e no mesmo instante o olhar de Abby vai na mesma direção.

- Você vai ser pai? - Ela questiona.

- Sim. - Ele sorri abertamente. - Nossa pequena Maila está crescendo saudável.

- Que ótima notícia. - Ela diz fingida.

- Sou um homem abençoado por ser amado por uma mulher incrível, e que está me fazendo muito feliz. - Frank olha para mim.

- Quando eu te vi de longe pensei que teria a minha chance para te conquistar, mas pelo...

- É tarde demais. - A corto. - Frank agora é meu, e vai continuar sendo futuramente.

Como uma pessoa pode ser tão indelicada? Fica dando em cima do meu marido na minha frente, e o que me deixa mais irritada é que Frank não fala nada.

Ou ele está gostando de me ver brava, ou ele é muito burro para perceber as investidas da megera.

- Se não for incômodo eu poderia me juntar a vocês para o jantar? - Ela questiona.

- Claro. - Frank começa a caminhar.

Claro que não seu idiota! Essa cobra não pode se juntar a nós, porque eu sei que ela está planejando dar o bote a qualquer momento.

Minha vontade é de socar a cara dos dois no chão, e depois jogar no mar, mas infelizmente acho que isso é considerado um crime.

🌻

O jantar teria sido bom se eu não tivesse que ter dividido a mesa com a megera Abby. Ficar olhando para a sua cara cínica me deu até indigestão e dor de cabeça.

Os dois conversam animados enquanto eu fico de lado parecendo um enfeite. De vez em quando Frank me inclui na conversa, mas logo em seguida pareço estar invisível novamente.

Seria pedir demais para ficarmos a sós? E ter atenção completa do meu marido?  Mesmo que ela seja sua "amiga" de faculdade, não tinha motivo algum para aceitar ela jantar conosco em nossa lua de mel.

Estou ficando de lado enquanto os bonitos parecem não notar a minha presença, então pego a minha bolsa e coloco a alça no ombro e me levanto com calma.

- Onde vai amor? - Frank pergunta.

- Enfim me notou? - Resmungo baixinho.

- O que você disse? Não entendi nada.

- Vou ao banheiro. - Forço um sorriso.

Começo a caminhar em direção ao banheiro deixando os dois para trás, e assim que adentro o ambiente abro uma das portas, abaixo a tampa privada e me sento.

Estou tão irritada com a ousadia daquela megera que minha vontade era de jogar a taça com suco em sua cara, só para tirar aquele sorrisinho falso dos lábios.

- Você não faz ideia de quem eu encontrei em Cancún. - Escuto o que parece ser a voz da Abby do lado de fora do banheiro.

Ela se cala por alguns segundos, e eu me aproximo um pouco mais da porta para ouvir melhor.

- Lembra o meu primeiro amor? - Ela questiona a pessoa. - Encontrei ele com sua esposa, e a idiota já está grávida acredita? Deve ter engravidado para prendê-lo.

Se antes eu tava irritada agora estou pronta para matar alguém. Abby sabe que estou no banheiro e está fazendo isso para me irritar, mas eu não vou cair no seu joguinho. Estou furiosa? Com toda certeza sim, mas eu preciso me controlar.

Em outro momento eu iria fazer ela engolir suas palavras, mas eu não vou colocar a vida do meu bebê em risco por um pessoa sem importância para mim.

- Você sabe que não sou ciumenta. - Ela gargalha alto. - Tenho certeza conseguirei conquistá-lo, sou muito mais bonita que a sua mulherzinha, será difícil para ele resistir ao meu charme.

Eu poderia sair do banheiro e lhe dizer algumas verdades, mas não vale a pena discutir com pessoas assim. É completamente uma perca de tempo.

- Preciso desligar agora, Frank está me esperando. - Ela fala.

Escuto um movimento depois de alguns segundos escuto à porta do banheiro sendo fechada, então eu me levanto da privada.

- Nojenta. - Resmungo baixinho

Saio do banheiro, e de longe vejo que os dois deu início a outra conversa animada, então eu saio do restaurante e decido voltar para a pousada.

Frank está tão feliz por ter encontrado a antiga amiguinha que pelo jeito esqueceu a esposa, por isso seria perda de tempo ficar ao lado dele de enfeite enquanto os dois conversam animados.

Talvez eu devesse ficar ao seu lado para mostrar para a megera que ele tem dona, mas estou cansada demais para isso.

Sou uma mulher madura e vou agir como tal, mesmo que eu esteja irritada e com ciúmes. Quero arrancar a cabeça de alguém? Com toda certeza eu quero, mas eu sou uma pessoa que sabe se controlar quando está brava, caso contrário eu teria acertado a cara da Abby juntamente com Frank.

Estou sozinha na minha própria lua de mel porque meu marido incrível está tendo uma conversa animada com sua querida amiga que está interessada nele. Lua de mel perfeita a minha mão é verdade?

- Idiota, idiota, idiota. - Resmungo. - Eu deveria te matar Frank.

- Tenho pena do coitado do Frank.

Levo a mão ao peito assutada, e olho em volta e não encontro ninguém.

- Estou tão louca que comecei a ouvir coisas? - Pergunto para mim mesma.

- Você não está louca. - A voz fala novamente.

De repente escuto um barulho, e quando olho para o lado vejo um homem descendo da árvore.

- Quem... quem é você? - Pergunto assustada.

- Não se preocupe, não irei te machucar. - Ele levanta as mãos em sinal de rendição.

- Um psicopata diria a mesma coisa...

- Pelo jeito sua imaginação é bem fértil. - Ele me corta. - Mas se alguém deveria estar com medo aqui, essa pessoa seria eu.

- Por que você? - Pergunto.

- Você estava ameaçando alguém de morte, então talvez eu seja uma provável testemunha. - Ele finge estar com medo.

O homem caminha para trás da árvore e quando se aproxima de mim novamente está com um celular na mão.

- Alguém jogou seu celular em uma árvore? - Pergunto incrédula.

- Sim. - Ele confirma com a cabeça.

- Que falta de sorte a sua.

- Ela não aceitou o fim dos nossos encontros e acabou jogando meu celular na árvore. - Ele dá de ombros.

- Sua sorte que não foi no chão ou no mar. - Gargalho alto.

Não conheço esse homem e nem ao menos sei seu nome, ou se ele é um psicopata, mas em apenas alguns minutos que estamos conversando acabou aliviando um pouco da minha irritação.

- Sou Camily, muito prazer. - Lhe entendo a mão.

Ele olha para a minha mão por alguns segundos, mas decide retribuir o cumprimento.

- O prazer é todo meu Camily. - Ele sorri abertamente. - Me chamo Evans, Chris Evans.

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