Capítulo 23
- Não acredito que eu confiei naquele sem vergonha. - Victor diz com irritação.
- Todos nós fomos enganados. - Dou de ombros.
- Me desculpe por tentar juntá-los.
- Não se preocupe. - Dou um tapinha em seu ombro.
- O que vai fazer agora? - Lya pergunta.
- Eu não sei. - Me jogo para trás no sofá.
Victor se aproxima de mim, me olha com desconfiança e pergunta:
- Está pensando em voltar com o Frank?
- Eu estaria mentindo se dissesse que não. - Assumo.
- Se o seu irmão abrir a boca para dizer alguma bobeira ignore. - Lya pede. - Faça o que seu coração deseja, e não escute conselhos de ninguém.
- Eu não ia dizer nenhuma bobeira. - Victor faz beicinho. - Se quiser voltar com o Frank faça isso, mas se não quiser estaremos aqui te apoiando seja qual for a sua decisão.
- O quê está acontecendo com o meu irmão? - Pergunto para Lya.
Primeiro ele não me matou por eu estar grávida, e agora está me apoiando se eu quiser voltar com o Frank?
- Eu me preocupo com você, mas eu sei que você é uma mulher adulta e vai opitar pela melhor decisão, por isso estou confiando em você Camy. - Victor fala.
- Meu marido está cada dia mais maduro. - Lya sorri abertamente. - Estou tão orgulhosa.
- Eu sempre fui maduro, vocês que não perceberam. - Ele finge irritação.
Eu tenho o apoio da minha família e dos meus amigos, agora eu tenho que decidir sozinha o que é melhor para mim, mas por quê é tão difícil?
Eu sei que tenho que me arriscar se eu quiser ter um relacionamento novamente, mas depois do meu namoro fracassado com Frank eu me tornei uma mulher desconfiada.
Eu serei feliz se não lhe der mais uma chance? Irei me arrepender futuramente? No mesmo instante que eu desejo correr até ele e lhe dizer o quanto eu o amo, eu também fujo por medo.
Assumo para mim mesma que sou uma covarde e idiota, porque não lhe dou uma chance, e ao mesmo tempo não quero esquecê-lo.
- Eu sei que está com medo, mas se continuar assim não vai a lugar algum Camy. - Lya fala. - Se você o ama o suficiente para apagar o passado, o que está esperando para ir atrás do homem que ama? Vai mesmo deixar sua felicidade de lado por medo?
- Você tem razão. - Me levanto rapidamente. - Por quê estou perdendo tempo?
Tenho que me arriscar pelo menos uma vez na vida, por isso vou deixar de lado todo receio, e então vou ser feliz sem pensar em coisas ruins.
- Já tomou uma decisão? - Victor pergunta.
- Sim. - Lhe respondo.
- O quê vai fazer? - Lya me olha com curiosidade.
- Vou atrás do homem que amo agora mesmo.
- Isso garota. - Lya bate palmas.
- Eu realmente desejo que seja feliz minha irmã, então não perca tempo e vá atrás da sua felicidade. - Victor se levanta e segura minha mão.
Dou um rápido abraço em Victor, em seguida faço o mesmo com Lya e então corro em direção à porta da casa.
- Dirija com cuidado! - Victor grita.
Aceno com a cabeça, e logo após fechar à porta e ando rapidamente em direção ao meu carro.
Assim que entro no carro ligo para Frank, e depois de algumas chamadas ele atende:
- Oi Camy.
- Você está em casa? - Pergunto.
- Sim. Hoje é meu dia de folga. - Ele responde.
- Tem algum compromisso agora? Posso ir até você?
- Não tenho nenhum compromisso. - Ele fala. - Aconteceu alguma coisa?
- Não. Só preciso conversar com você.
- Tudo bem então, estarei te esperando.
Finalizo a ligação, e então coloco o cinto de segurança, dou a partida no carro e com toda coragem do mundo vou em direção ao desconhecido.
🌻
Estou parada em frente à porta do apartamento do Frank há algum tempo, tentando criar coragem de tocar a campainha.
Agora que estou prestes a vê-lo não me sinto tão corajosa como antes. E se ele mudou de ideia sobre mim? E se Frank não me quiser mais?
- Coragem Camy. - Digo a mim mesma.
Aperto o botão da campainha rapidamente antes que eu acabe mudando de ideia, e enquanto espero à porta ser aberta começo a roer as unhas.
Olho para cima quando Frank abre à porta do apartamento, e no mesmo instante começo a babar.
Parece que ele acabou de sair do banho, pois está apenas com uma calça moletom. Fico o encarando quando a água do seu cabelo escorre pelo seu corpo, e eu nem ao menos tento disfarçar.
- Camy?
- Hum? - Resmungo. - Oi?
- Entre. - Ele me dá espaço.
- Ok. - Digo apenas.
Pigarreio alto enquanto Frank fecha à porta, e olho em volta procurando por Henry.
- Aconteceu alguma coisa? - Ele pergunta se aproximando de mim.
Parece que estou hipnotizada pelas gotas de água que percorre seu corpo, que nem me preocupo em responder sua pergunta.
- Camy? Você está bem?
- Poderia colocar uma camiseta? - Pergunto. - Não estou conseguindo me concentrar...
- Gosta do que vê? - Ele me corta.
- Pode ter certeza que sim. - Assumo.
Tapo minha boca quando percebo que acabei falando demais, e Frank começa a rir enquanto caminha em direção ao seu quarto.
- Boca grande. - Dou uma tapa em mim mesma.
Me sento no sofá, pego uma almofada e coloco sobre meu rosto.
- Pronto, já coloquei uma camiseta. - Frank fala.
Tiro a almofada do rosto quando sinto ele se sentando ao meu lado, e então sorrio sem graça.
- Onde está Henry? - Pergunto.
- Está dormindo. - Ele responde.
- Já pegou o resultado do DNA?
- Sim. - Ele balança a cabeça em confirmação.
- E então? Ele é seu filho? - Pergunto curiosa.
- Sim, Henry é meu filho.
- Está feliz?
- Com toda certeza. - Ele sorri abertamente. - Fiquei surpreso quando soube da sua existência, e também fiquei em dúvidas se ele era realmente meu filho, mas agora que tenho certeza estou feliz. Não sei porque a Jessie escondeu a gravidez de mim, e nunca saberei, mas o mais importante é que Henry e eu estaremos juntos de agora em diante.
Eu tinha certeza que Henry sendo seu filho ou não, Frank ficaria com ele do mesmo jeito, porque apesar de Henry ser respondão quando se conheceram, Frank se apaixonou pelo garoto instantaneamente.
- Henry está te tratando melhor? - Pergunto.
- Sim. Agora estamos nos dando bem. - Ele sorri.
- Fico feliz por vocês. - Também sorrio.
Frank se vira de frente para mim, me olha com curiosidade e pergunta:
- Sobre o que queria conversar comigo?
- Bem... é que...
Me viro em sua direção, e lhe dou um rápido beijo no rosto.
- O que foi isso? - Ele pergunta com a mão na bochecha.
- Quer namorar comigo Frank? - Pergunto.
- Eu... eu... - Frank me encara de olhos arregalados. - Eu ouvi bem? Você acabou de me pedir em namoro?
- Sim, você ouviu bem.
Ele se levanta rapidamente, e começa a caminhar de um lado para o outro. Depois de algum tempo ele para, e se senta ao meu lado novamente.
- Você está falando sério Camy? - Ele pergunta.
- Sim, estou falando sério Frank.
- Se tem certeza então eu aceito. - Ele sorri abertamente.
Frank segura meu rosto entre as mãos e beija meus lábios rapidamente, e repete o mesmo processo diversas vezes.
- Eu te amo. - Ele fala.
- Eu também te amo. - Assumo.
- Por que mudou de ideia de repente? - Frank pergunta. - Havia deixado bem claro que não queria nada comigo novamente.
- Eu te amo e você me ama, então seria bobeira sofrermos separados se podemos estar juntos. Mas eu quero que tenha certeza que me ama de verdade, e que esteja disposto a se abrir comigo, porque se for continuar me distanciando como no passado, será perca de tempo tentarmos novamente.
- Eu tenho certeza que te amo, como também tenho certeza que você não vai se arrepender de me dar uma nova chance. Quero passar o resto da minha vida ao seu lado te provando o quanto você é importante para mim, e me redimindo dos meus erros anteriores.
- O passado não importa mais, e sim o que vamos construir juntos de agora em diante. - Passo a mão por seu rosto.
Frank me puxa para sentar no seu colo, em seguida ele me abraça com força e eu faço o mesmo.
- Fui idiota o suficiente para te perder uma vez, mas isso não vai acontecer novamente. - Ele fala.
Seguro seu rosto entre as mãos, aproximo meu rosto do seu e então lhe dou um beijo.
- Eu senti a sua falta. - Assumo.
- Você não faz ideia de como eu também senti a sua. - Frank suspira alto. - Mas agora vamos compensar o tempo perdido, e eu não quero sair do seu lado nunca mais.
Frank me abraça novamente enquanto eu passo a mão por seus cabelos molhados, mas de repente ele se distância e me olha nos olhos e fala:
- Acho que devemos nos casar.
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