Capítulo 37

Cerca de três meses depois...

André estava em cólicas, tamanho era o seu nervosismo antes a expectativa de subir no altar! Seu Tonico fez questão de ajudar na reforma da casa, que se realizou em tempo recorde. Em pouco tempo, tudo estava em seu devido lugar, nenhum detalhe fora desprezado afim de acolher a família bem aventurada que se afirmaria.

Em seu terno bem alinhado, André fez os últimos ajustes em Pedro, antes de sair para o carro.

O menino não cansava de repetir, que logo seria oficialmente filho de André, o policial. Era importante frisar a parte do policial.

- Eu já posso te chamar de pai? - O menino indagou enfiando um dedo na gola da camisa, já agonizando com o aperto.

- Pode, claro. - Andre respondeu, contente em conquistar também o coração do filho de sua amada.

- Legal, você vai nas festas do dia dos pais? - Os olhos brilhantes dele emocionaram André, que se lembrou do quanto sentia falta dos seu pai e mãe.

Eles ficariam apaixonados por Ana Carla e Pedro.

- Vou fazer o máximo para ir em todas as festas, reuniões e tudo o mais. - Prometeu sinceramente. Feliz Pedro abraçou - o com carinho, seu sonho do menino estava se realizando, ter um pai que fosse seu amigo. E, André foi seu amigo, antes mesmo de começar a namorar a sua mãe.

Deus havia lhe dado um pai/amigo, e por isso agradecia todos os dias.

- Você está linda! - Dona Sol voltou a chorar, pela quinta vez no dia. Já havia acorda naquela manhã chorando de alegria, e antes do almoço enquanto a filha recebia uma massagem relaxante chorou de novo. - Seu pai ficaria orgulhoso de você.

- Mãe, de novo? - Desta vez já com o vestido de noiva, Ana Carla deu razão à mãe, ficou ainda mais lindo depois que perdeu os cinco quilos que a incomodavam.

A extravagância do vestido ficou por conta da fenda na perna. Bia ajudou a por uma pequena tiara, para enfeitar os cabelos, comprada por André. Lhe deu dias depois da festa de noivado na praça, dizendo "ser para a única rainha da sua vida." Combinou perfeitamente com o vestido encontrado na mesma semana.

O local do casamento seria o patio do centro social, o local onde o romance dos dois tomou um rumo exato.

Tudo estava perfeito... A decoração simples de fitas cetim salmão e flores de brancas de laranjeira. Andre reformou um pequeno altar de madeira com um lindo arco com flores entalhadas, Beatriz fez arranjo de flores artificiais lindos para o arco. Cada toque foi feito com amor e carinhos de todos os envolvidos.

Às quatros horas da tarde, de um sábado de abril, Ana Carla entrou no local da cerimônia sob a marcha nupcial, de braços dados com o avô à sua frente caminhava conforme o ensaio Pedro, responsável pelas alianças.

Sua mãe chorava amparada por seu Clovis, pai de Martins, que estava namorando sua prima Cristina. Tio Oto e tia Alda pareciam que explodiriam de orgulho. Alguns membros da igreja e amigos também compareceram e emocionados louvaram à Deus pela vida dos noivos.

Chegando ao altar André cumprimentou seu Tonico que beijou a neta. Entrelaçando os dedos de joelhos no altar, o pastos começou.

- Queridos irmãos, estamos reunidos para celebrarmos o amor desse casal que finalmente culminou no ato mais intenso de amor: o casamento. O casamento é a prova de fogo do amor. É nele que aprendemos a conviver com as diferenças, a amar incondicionalmente, a superar as barreiras. Nesse ato o mundo espiritual e o nós páramos para ver a união de duas almas com as bênçãos de nosso Senhor Jesus, o Cristo!...

O sermão não demorou muito, ale quase se acabou em lágrimas, com as lindas palavras do pastor o tempo todo sentindo o aperto dos dedos de seu noivo, devidamente emocionado.

Os dois viajaram para a cidade de Parati no início da noite. A lua de mel de uma semana na casa à beira mar, foi presente de seus tios. Afinal, não se preocuparam com as despesas de hospedagem. A casa em Parati ficava em um local afastado e de certo modo seria paraíso particular dos recém casados.

Ansiosos pela vida à dois... Três...? Ou não... Quer dizer, é isso aí!




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