Capítulo 34


Meus queridos, peço desculpas pelo atraso! Eu gosto de postar ao menos dois capítulos por semana, quando não não faço.
Acho que a idéia deve ser trabalhada, para ter lógica se ser agradável, se não é melhor nem ler. Sei disso por que também sou leitora, e gosto de ler coisa boa. Por isso, quero pedir desculpas pelo meu atraso.
Agora, sem mais de longas...
Boa leitura.

A felicidade é um estado de espírito que deve ser conquistado, todos os dias... Todos os dias devemos lutar por ela, com as armas que Deus nos dá. Em meio as batalhas diárias, estar firmado na rocha viva, significa ter paz no coração, só assim vencemos a guerra!

Você deve se perguntar: Que guerra?

Ela existe. É tão real, quanto o chão que nós pisamos ou o vento que sopra as folhas das árvores, ao nosso redor. Essa guerra espiritual que enfrentamos se manifesta o tempo todo através de idéias erradas, a falta do perdão diário, a ira injustifiçada, em fim... Coisas das quais não parecem contar na balança do dia - a - dia, porém vai ganhando peso, e com o tempo nos afastara daqueles que amamos.

Andre despiu - se da carteira, o relógio e o celular todos foram parar num pequeno cesto trancado com seu nome num armário, à seguir recebeu o número do mesmo em um cartão. Assistiu o guarda revistar cada uma das bolsas com frutas, bolos, e também algumas peças de roupas.

Para segurança dele, o colocaram na sala reservada onde os advogados conversavam particularmente com seus clientes presos. Sentado à mesa as bolsas em cima dela. Esperava ansioso.

Minutos depois, ouviu as chaves destrancando a fechadura em seguida o ferrolho na porta de ferro. Abrindo por fim dando passagem a bela loira de estatura média vestindo uniforme laranja padrão do presídio.

- Você esta bem! - Ao vê - lo de pé, lindo sorridente ao lado da mesa, Valéria se pôs a chorar. Seu olhar compreensivo a chamou para um abraço de irmão, que devido a sua condição carente, não dispensou.

- A bala desviou do coração, perfurou parte do pulmão... Ah, é... Tive uma infecção hospitalar enquanto me recuperava, mais sim. Estou bem. - falava fazendo chacota do passado.

- Você é um bobo! - Disse rindo contra o peito largo.

- Nunca disse que não era. Como você está?

- Eu? Bem, tenho três refeições diárias, uma cama quente, banho frio (o que faz bem para a pele, eu soube)... Estou ótima!

Afastando - se dela, André acariciou seus cabelos sedosos como um irmão.

- Eu trouxe umas frutas pra você.

- Que bom. - Valéria se afastou indo sentar - se à mesa, tirando de uma das bolsas uma maçã deu nela uma mordida, e sorriu. - Pequenos prazeres desprezados.

- Sei como é. - Teve sua cota de restrições na recuperação. - Tem notícias de sua família?

- Martins vem uma vez por mês dar notícias, diz que estão bem reconstruindo a vida.

- Quando você sair daqui pode ir ficar junto deles.

- Não posso.

- E por que não? - André estava atônito por suas palavras.

- Veja onde eu estou, André. Eles agora estão escondidos por minha causa, você levou uma bala que era para mim e tantas outras que ficaram na linha de tiro em meio aquele ifr! Eles estão mais seguros longe de mim... - Cada palavra dita em tim de amargura, ficou claro pata ele que aquela mulher precisava se perdoar, se desejasse ter um futuro.

- "Eles" são a "sua família" e quando, você sair daqui vão estar lhe esperando.

- Você é um bom amigo.

- Nem sempre fui.

- Sabe eu sempre me coloquei em primeiro lugar, sem dar muito valor aos conselhos dos meus pais, as broncas do meus irmão ou as necessidades dos meus filhos. - Fez uma pequena pausa suplantando as lágrimas. Andre esperou paciente. - Quando você me interceptou, me deu opções boas e ruins... Percebi o mau que traria a minha família caso escolhesse fugir...

- Valeria...

- Andre, eu não posso fazer a escolha errada de novo e causar mais maú a eles... Descobri que os amo de mais para vê - los sofrer...

- Valeria, eu não acho...

- Também peço que você não venha mais. - Um sorriso cheio de dor permaneceu em seu rosto, ela desviou o olhar para a maçã mordida, deu de ombros. - É melhor não arriscar.

- Virei assim mesmo.

- Será perda de tempo.

Não havia como dissuadi - la de sua decisão, soube disso no tom firme de sua voz. Mudando de assunto conversaram sobre o clima, as frutas favoritas dela e o que seria uma especie de emprego na prisão, já que vinha se dedicando à aprender corte e costura básica.

- Vai com Deus, André.

- Vou orar por você todos os dias, Valéria.

- Obrigada. - Disse parada ao lado da porta que se abriu. - Mas, agora eu estou no inferno, será preciso um milagre para que o diabo me deixe sair viva dele.

- Sua vida pertence a Deus, só Ele tem a última palavra.

As palavras de bênção vinda dele eram um conforto para, Valéria, porém ela só conseguiu esboçar um mísero sorriso de gratidão, antes de sair.

- Adeus.

Andre sentiu - se triste por saber da decisão dela, e enquanto voltava para a casa dos tios orava pedindo a Deus que concedesse a Valéria uma segunda chance, assim como fizera com ele.

Martins ao volante dirigia em silêncio, pos tinha consciência de parte da conversa dos dois. Ele também pensava ser um grande equívoco dela, no entanto compreendia seu ponto de vista. Ela nem ao menos pedira o endereço novo, para escrever à eles por medo.

Enquanto seu amigo convalescia no hospital, o Coiote fora julgado com o devido rigor da lei, como pré - visto o testemunho de Valéria foi de extrema relevância, bem como as provas trancadas no cofre do banco.

Ela aguardava o julgamento em prisão preventiva, pois sua condição de subgerente do tráfico de drogas, não lhe favoreceu no pedido de habeas corpus diante do juiz. Esperaria, por tanto o seu julgamento na prisão.

Seriam tempos difíceis para aquela pequena mulher, suas escolhas afastaram - na de sua família, lhe privou de ver o crescimento dos filhos, ver a velhice dos pais, em fim. Tantas coisas boas foram abandonadas, por suas más escolhas.

De volta ao seu cárcere, Valéria chorou sua decepção consigo mesma, o gosto amargo em sua boca a fez vomitar na privada imunda.

Deus... Meu Deus!
Eu não sei orar, na verdade não faço isso desde criança...
Me sinto até um pouco hipócrita, por fazer isso agora... Mas, estou desesperada...


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