Capítulo 14

Proibido?
Sim, para Ana Carla aquele homem era proibido. Durante aqueles dois dias de distanciamento tentara em vão se convencer dessa falsa verdade. Porém ao vê - lo encostado no capô do carro perdera toda a determinação.

Quando André chegou dias atrás estava com uma barba espessa da cor dos cabelos castanho, um tanto magro e tinha olheiras profundas. E ao iniciar a convivência com seu avô ele mudara muito para apenas poucos dias. Seus músculos saltavam na camisa azul e calça jeans preta. O rosto sem barba estava jovial e de fato o maxilar quadrado era de um charme absurdo quando sorriu para a pobre Ana Carla. Esta por sua vez disfarçara muito mau seu ciúme ao ver o jeito como a loira o analizou.

Lindo de mais em um pose clássica de galã encostado no carro. Se ela não estivesse tão furiosa pela cena, teria indo falar com ele sem pensar duas vezes, afinal foi bem educada pelos pais.

Ha conta outra, ficou com ciuminho? Coitada... Não pode resistir a esse homem! tão caída por ele quanto ele está por você! Admita logo e chame o bonitão para um jantar romântico...

Sentiu a garganta fechada durante todo o trajeto para o local da cachoeira. Valéria fazia questão de gargalhar bem auto fazendo a tarefa de ignora - la impossível. Ela pensou em agarra - la pelo pescoço e... Ana Carla fechou os olhos.
Amar o teu próximo como a ti mesmo...
Amar ao próximo como a ti mesmo...

***************

Quatro horas depois...
A situação piorou ao ver a forma como Valéria se insinuava para André desde que voltaram da cachoeira. Ele parecia não estar interessado. Mas poderia estar disfarçando, pensou.

O acampamento era grande acomodava facilmente entre dez e quinze barracas com banheiros químicos na área norte para os homens e na área sul para as mulheres em cada área um privativo de seis boxes para um banho gelado refrescante ao ar livre.
Quando voltaram da cachoeira boa parte das barracas já estavam armadas. Andre se animou mais ainda ao ver Ana Carla com os cabelos num coque improvisado e com um avental escrito "beije a cozinheira".

- Isso é sério? - perguntou apontando com o olhar para o avental.
- Não. - ela respondeu seca.
- Nossa o que aconteceu de tão grave pra você estar com esse humor num lugar tão lindo desse? - ele já sabia mas queria dar a Ana Carla a chance de dizer.
- Muito trabalho pra vocês poderem ficar passeando. - falou como se tal coisa fosse um crime.
Andre olhou para trás e viu Valéria as voltas com Miguel e uma barraca.
- O passeio foi bom. Teria sido melhor se você tivesse comigo. - declarou olhando - a nos olhos desconcertando - a.
- Hum. - Ana Carla sempre dava essa resposta quando não sabia o que dizer Andre percebeu.
- Não vai perguntar o que eu achei da cachoeira?
Ela soltou o ar de uma vez impaciente.
- Você gostou?
- De você e da cachoeira também, ambas são linda.
- Escuta eu tenho muita coisa pra fazer não posso conversar agora.
Disse pegando um tabuleiro enorme.
- Sei... Então vou procurar seu avô.
Ana Carla nem se deu o trabalhos e olhar para ele.Pensando que Andre já estivesse longe virou - se para pegar mais tempero numa caixa de isopor. Quando ele surgiu na sua frente fazendo com que ela quase derrubasse o pote com o tempero.
- Eu não quero nada com ela.
- Com quem? - se fazendo de inocente. Não deu certo. Andre apenas sorriu sedutor.
- Eu estava com saudades de você, desse seu jeito... - deu - lhe um olhar demorado ficou evidente que André queria beija - la mas se conteve, dando - lhe apenas um beijo no rosto.
E se foi sem olhar para trás.

Meu Deus como pode umas poucas palavras fazer com que ela esquece totalmente de respirar. Teve de se apoiar mesa com medo de cair.

Que brincadeira era essa? André não podia jogar uma bomba dessas e sair assim sem mais nem menos. Oras, eu não sou mulher de bagunça, não! Se é isso que ele pretende que ficar com a loira!

No entanto só de pensar nele com aquela mulher ou qualquer outra já a fez ficar com a cabeça zumbindo.

************

- Você está gostando da minha neta? - seu Tonico foi direto ao ponto como André gostava, mas quase o fez derrubar a bolsa com as pecas da barraca com o susto da pergunta.
- Se eu disse que sim? - respondeu olhando o vô postiço nos olhos.
- Direi: cuidado para não machuca - la.
- Não vou.
- Mas um dia você vai embora certo.
- Não vou embora.
- Não entendo.
- No momento certo o senhor vai saber. Mais por hora saiba que eu gosto da sua neta e que não quero brincar com os sentimentos dela.
Seu Tonico ficou um bom tempo analisando a expressão de Andre, tipo aquela coisa de macho dominante checando uma situação de provável perigo, que a gente vê nos documentários sobre o mundo selvagem na tv.
- Vou te dar um voto de confiança, por causa da sua tia Alda que tem um afeto enorme por você. Mas tenha modos! Caso contrário vou perseguir você até o fim do mundo, não se deixe enganar pela minha aparência amigável. Vou pegar os sacos de dormir.

Quando seu Tonico se afastou André sorriu da forma como o idoso falara. Tenha modos? Quem fala assim? Pensou. Porém, teve de admitir que era no mino louvável sua atitude protetora para com sua neta. Cada vez mais amava essa família. Desde sua tia Alda até o menino Pedro todos lhe cativaram o coração, sem falar na cidade, cheia de pessoas que realmente se conheciam. Era dessa forma, por que fulano que é casado com ciclano é irmão de Beltrano que era avô de todo mundo!

Cidade pequena é assim mesmo todo mundo é parente ou conhecido de alguém e todos querem saber da sua vida. Andre não se importava com esse fato, desde a morte do seus pais tivera apenas a família de Estevão ao seu lado, de repente estar cercado de tanta atenção era novidade. E mesmo gostando dessa novidade não se deixou enganar como um tolo, notou algumas indiretas maliciosas sim, no entanto, ás ignorava pois julgava não valer a pena crescer o assunto, e seguia se deleitando do ambiente hospitaleiro.

- Você é o André, neto do seu Tonico? - Miguel o guia se aproximara. Ele era um homem baixo de corpo forte parecia agiu em esportes o oposto da irmã Valéria que lembrava uma modelo.
- É isso ai, neto. - ainda achava isso cômico. Cumprimentaram - se.
- Então, o que achou do passeio?
- O local é lindo, deixa a gente sem fôlego.
- Quando você ver as outras quatro ai sim perderá o fôlego de vez.
- Você é nascido aqui?
- Sim, morei longe durante a faculdade de turismo quando terminei voltei correndo.
- É um trabalho fantástico.
- Que dura o ano inteiro. Tanto na pousada quanto aqui.
- Você é irmão da Valéria?
Antes de responder Miguel suspirou franzindo o cenho.
- É sou. To tentando enfiar um pouco de juízo naquela cabeça oca.
Os riram.
- As pessoas só tomam juízo quando realmente precisam.
Miguel concordou com um aceno de cabeça.
- Verdade, ei espero que a Anika não estejais sendo muito rabugenta.
- Na verdade, um pouco sim.
Miguel se aproximou como para lhe contar um segredo.
- Ela é assim mesmo até conhecer a pessoa, depois a amizade flui.
- Valeu a dica. - André agradeceu sincero.
- De nada. Conversei com a Bia, ela gosta de você, então espero sermos amigos.
Andre apenas balançou a cabeça afirmativo. O fim da conversa foi um abraço de Miguel em André.
- A gente se fala irmão.

Saiu sorrindo, porém antes de chegar onde a irmã estava passou pela Ana Carla disse algo no seu ouvido que a fez sorrir e beijo - lhe o rosto num gesto cheio de carinho.

O sorriso no rosto de André morreu! Bem que podia ser apenas carinho entre amigos, mas deixou André fervendo por dentro. De algum modo Ana Carla percebeu seu olhar irado e deu ombros pra ele.

***************

A tarde foi transcorreu tranquila, mesmo que André se sentisse perseguido pela Valéria não se deixou abater. Já Ana Carla se sentiu borbulhando por dentro, a cada aproximação da loira do seu André! Meu como assim meu? Você é louca mulher?

A noite foi mais calma, após o jantar todos se sentaram ao redor da fogueira cantando hinos, alguns conhecidos para André por que eram cantados pela sua mãe em casa enquanto fazia as tarefas do lar. E no mesmo instante foi invadido por uma nostalgia latente por algo ou alguém que não se lembrava ao certo.

Contudo, dessa vez foi diferente, sentiu confiança de orar ali mesmo, curvou a cabeça enquanto a música ao violão, um pequeno tambor e pandeiro faziam seu coração transbordar.

* Revela a nós, Senhor

Parte 1
Jesus meu Rei, Mestre e Senhor
O sei amor revela a mim
Enquanto eu aqui viver,
Até eu ver da vida o fim

Refrão
Revela a nós Senhor Jesus meu Salvador as maravilhas mil
Do seu divino amor
E com veraz louvor fervente gratidão
Eleva a ti Jesus o nosso coração

Parte 2
As bênçãos mil do seu amor
Qual esplendor me cercarão
O teu olhar será, Jesus,
A grata luz do coração

Parte 3
Sorrisos teus verei brilhar
Se não andar no mundo vil
Desfrutarei prazer veraz,
Tempo de paz primaveril

Parte 4
E, quando for no céu morar,
E descansar dos dias meus,
Feliz viver receberei de ti,
Meu Rei, meu Santo Deus


Naquele momento André se esqueceu de onde estava, cada palavra cantada e a melódia tocavam fundo.

Tinha uma nessecidade de dizer a Ele... Dizer que...

Eu te amo, Senhor...

Foi fácil admitir o que já era evidente, aos seus olhos, amava esse Deus sim, porém sempre fugira por medo ou seja lá o que mais for!
Uma emoção nova o envolveu por completo, a paz de saber que fora amado antes mesmo de o aceitar como seu único e suficiente Salvador. A dor de saber que cada espinho, todas as chibatadas... Cada um dos cravos... E por fim a vergonha da cruz lançada sobre um homem santo, a saber o filho de Deus! Ha, como ardia seu peito!

Deus como ardia sua consciência, por ter passado anos dentro da igreja dando trabalho aos outros irmãos e nunca nem ao menos ter orado por eles.
André confessou em meio as lágrimas derramadas que durante esses anos de dormência espiritual entrava e saia dos cultos da mesma forma que ai ao supermercado.

Deus no nome do Senhor Jesus eu me comprimento com sua obra, cada dia da minha vida sera em prol do seu evangelho. Faça de mim Senhor um instrumento útil para a sua obra. Amém!

Andre estava simplesmente exaurido de suas forcas. Sentia alívio, uma paz profunda no seu coração.

Contudo, quando a música parou acabou por se dar conta das lágrimas e levou uma pontada de vergonha no coração.
Manteve a cabeça baixa com a mão na testa buscando esconder - se quando sentiu alguém sentar ao seu lado no chão. Não se virou para ver quem era, viu uma mão que lhe estendeu um lenço.

André agradeceu o silêncio. Enxugou o rosto molhado e finalmente levantou a cabeça para constatar que muitos se encontravam da mesma forma que ele. Ninguém se importava com suas lágrimas por saberem que na presença desse Deus lindo não temos como conter - nos, uns choram, outros gritam, alguns se calam e apenas oram, mas todos concordam que esse Deus é tremendo!

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* Hino número 88 da Harpa Avivada e Corinhos
Autor desconhecido

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FELIZ ANO NOVO POVO DEUS!
Oi pessoal como vocês estão?
Oxi, que eu to muito feliz!
feliz com os comentários!
feliz com os votos!
Mas principalmente por que vocalista s ainda estão aqui comigo.
Obrigada pela
presença de vocês!
Ate a próxima.
Beijo...

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