Capítulo 41

- Como foi o encontro Camily? - Pergunto.

- Foi bom. - Diz apenas.

- Só bom? - Anne sorri de canto.

- Sim. - Ela sorri fraco.

Provavelmente aconteceu alguma coisa, pois Camy estava muito animada para o encontro com Frank.

- Se foi bom por quê está tão desanimada?

- Não é nada. - Senta na poltrona de frente para mim.

- Fala logo mulher. - Peço.

A curiosidade está me matando, e Camily não abre a boca para dizer o que aconteceu.

Ela se mexe desconfortável na poltrona enquanto morde os lábios.

- Promete não rir? - Ela pergunta.

- Prometo. - Digo séria.

- Eu... eu... - Passa as mãos pelo rosto. - Eu meio que soltei um pum quando ele foi me beijar.

- Você o quê?! - Anne arregala os olhos.

- Não consegui segurar e peidei perto dele, depois saí correndo feito louca atrás de um banheiro antes que me cagasse toda.

Não consigo segurar e começo a gargalhar loucamente e Anne faz o mesmo.

- Você... você peidou? - Pergunto ainda rindo.

- Você prometeu não rir. - Cruza os braços abaixo dos seios.

- Desculpe. - Peço.

Tento me controlar, mas quando imagino a cena começo a rir de novo. Minha barriga dói, e sinto meu ar acabando de tanto rir.

- Jamais diga isso para alguém. - Ela pede.

- Sou um túmulo. - Anne fala.

- Eu também. - Aceno com a cabeça.

- Já foi vergonhoso o suficiente, não preciso que mais alguém saiba do mico enorme que passei.

- Acontece. - Sorrio abertamente.

Camy fecha os olhos e balança a cabeça em negação.

- Eu queria achar um buraco e me enfiar dentro e nunca mais sair. - Ela diz. - Nunca passei tanta vergonha em toda minha vida.

- Com o tempo irá se esquecer. - Anne a consola.

- Bem improvável. - Suspira frustrada. - Eu peidei no meu primeiro encontro, isso não é uma coisa que normalmente acontece.

- Está exagerando. - Tento tranquiliza-la. - Quem nunca soltou um pum sem querer?

- Não em um encontro e muito menos quando iria ser beijada.

É óbvio que é vergonhoso e cômico ao mesmo tempo, mas Camy está exagerando. Pelo que conheço de Frank ele não se importou nem um pouco com o que aconteceu.

- Esse foi apenas um dos problemas da noite.

- Ainda teve mais? - Arregalo os olhos.

- O derrubei sem querer, e ainda me ajoelhei nas partes íntimas do coitado.

- Sério? - Anne começa a rir novamente.

- Não sei como ele ainda tem coragem de querer sair comigo novamente.

- Acidentes acontecem. - Dou de ombros. - Com certeza você não é a única pessoa a ter um encontro desatrasoso.

Frank é bom demais para se importar com esses pequenos acidentes.

- Quando vão se encontrar novamente?

- Ainda não sei. - Fala. - Ainda não marcamos.

- Gostou dele? - Anne pergunta.

- Quem não iria gostar? - Sorri radiante. - Frank é incrível.

- Tenho que concordar com você. - Confirmo com a cabeça. - Ganhou na loteria.

Ninguém é perfeito, mas se existisse alguém assim seria Frank. Ele é carinhoso, amoroso e um excelente amigo. Será uma mulher de sorte quem irá passar a vida ao seu lado.

- Eu gostei dele. - Camy assume.

- Quase nem da para perceber. - Sorrio com malícia.

Camily não sabe disfarçar nada. Está estampado no seu rosto que está interessada em Frank.

Espero que dê tudo certo entre os dois. Logo de cara já achei que eles formariam um belo casal, e espero estar certa quando a isso.

🌻

- Camy te falou sobre o encontro dela com Frank? - Victor pergunta.

- Sim. - Aceno com a cabeça.

- Como foi?

- Pelo que ela me falou saiu tudo muito bem. - Falo. - Ela gostou muito dele.

Não vou dizer que foi um desastre já que ela me pediu para guardar segredo. Quando prometo algo, normalmente cumpro.

Espero que Anne também mantenha a boca fechada, o que acho meio difícil pois ela tem a língua solta. Provavelmente já contou tudo para Nick, e como ele conta tudo para Victor, logo logo ele saberá os acidentes que aconteceu no encontro da irmã.

Mas de uma coisa tenho total certeza, ele não saberá de nada pela minha boca. Não estou mentindo, apenas omitindo.

- Espero não me arrepender de ter deixado ela sair com ele. - Victor fala.

- Meu amor, você não tem que deixar nada. - Reviro os olhos. - Camily é uma mulher adulta.

- Ela tem que me obedecer.

- A única coisa que terá dela será raiva. - Falo. - Camily sabe o que faz da sua vida, e você não tem nenhum direito de ditar as regras.

- Tenho que protegê-la.

- Protegê-la tudo bem, mas querer ter poder sobre suas escolhas já é exagero.

Só eu sei o quanto sentia raiva de Mark por suas atitudes idiotas. É óbvio que sabia que era para o meu bem, mas na maioria das vezes era proteção exagerada.

Não podia olhar para um rapaz que ele já se intrometia, e conforme o tempo foi passando eu estava perdendo a paciência e o respeito por ele. Ainda bem que ele parou a tempo, e melhorou um pouco.

Ele ainda tenta interferir em alguns dos meus assuntos, mas hoje em dia aprendi como lidar com ele.

- Eu falo isso porque passei pela mesma coisa com Mark. - Digo. - Se não quiser distanciar sua irmã de você, começa a agir de outra forma.

- Tudo que faço é para protegê-la. - Ele diz.

- Você não pode impedir tudo de desagradável que acontece na vida da sua irmã. - Falo.

Não adianta achar que vai conseguir livrá-la de sofrer, porque uma hora ou outra vai acontecer, é assim que é a vida.

- Vou tentar mudar um pouco. - Ele sorri abertamente.

- Pelo seu bem e da sua irmã espero que consiga. - Pego sua mão e aperto de leve.

Não é nem um pouco agradável você viver para outra pessoa. Isso acaba sufocando qualquer um.

Realmente espero que Victor mude algumas de suas atitudes com a irmã, pois não quero vê-los sofrer, e seria exatamente isso que iria acontecer se ele não mudar.

- Vai querer sobremesa? - Ele pergunta.

- Não. - Falo. - Compramos algo no caminho.

Passamos a maior parte do tempo conversando e acabamos deixando a comida de lado.

- Posso pedir a conta? - Ele pergunta.

- Sim. - Falo apenas.

Victor se levanta e vai pagar a conta, estão aproveito e abro minha bolsa e pego a caixinha com as alianças que comprei.

- O que é isso? - Ele pergunta.

- Você me assustou. - Levo as mãos ao peito.

- Deixa eu ver. - Ele estende a mão.

Lhe entrego a caixinha com as alianças, e o observo atentamente.

- Quando comprou?

- Ontem. - Falo. - Estou usando anél, mas você não está usando nada.

Victor coloca sobre a mesa uma caixinha e a abre.

- Mas...

- Comprei ontem. - Ele diz.

- E agora? - Pergunto.

- Vamos usar as duas. - Ele sorri abertamente.

Victor coloca em meu dedo a aliança que eu comprei, e a que ele comprou, em seguida faço o mesmo.

- Agora sabem que você tem dona. - Digo.

- Eu tenho? - Ele pergunta.

- É óbvio. - Falo. - Sou muito boa em cuidar do que é meu.

- Bom saber. - Ele beija a minha mão.

Victor me olha por um tempo em silêncio, enquanto segura minha mão.

- Eu te amo. - Ele fala. - Eu te amo demais.

É incrível como ele faz meu coração acelerar com tanta facilidade, quando diz que me ama.

- Eu gosto de você um pouquinho. - Sorrio abertamente.

- Só um pouquinho? - Faz biquinho.

- Eu também te amo demais. - Assumo feliz.

Ele sorri abertamente, se levanta e pega minha bolsa. Também me levanto logo em seguida, e começamos a caminhar em direção a saída do restaurante.

- Lya? - Escuto uma voz desagradável chamando por meu nome no mesmo instante que alguém chama por Victor.


🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻

Bom dia meninas
Tudo bem com vocês?
Como passou o fim de semana?
Até quarta feira com o próximo capítulo ❤

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top