Capítulo 36
- Onde está Emília? - Mark pergunta.
- Você está morto Mark. - Estalo a língua.
- Se eu fosse você não iria querer aparecer na frente da Emília agora. - Alice diz.
- Como pode perder o nascimento da sua filha? - Kathe o encara séria.
- Não foi porque eu quis. - Passa as mãos pelos cabelos bagunçados.
De onde estávamos ouvindo os gritos da Emília dizendo que Mark estava morto. Frank deve ter tido trabalho para tranquiliza-la.
Não tem muito tempo que a enfermeira veio nos avisar que Malia já havia nascido. A expressão no seu rosto indicava que achava Emília louca. Mas quem não acharia? Ela estava fazendo um escândalo enorme.
- Por que não atendeu o telefone? - Pergunto.
- Estava em reunião, e meu celular descarregou. - Ele se explica. - Quando vi a mensagem vim o mais rápido possível.
- Sua secretária também não atendeu. - Falo. - Então pedi para Victor ir te avisar.
- Não cheguei a me encontrar com ele. - Ele fala. - Depois da reunião coloquei o celular para carregar, então vi as ligações perdidas e as mensagens.
Victor ainda não chegou, já que perdeu a viagem até a empresa. Não tem muito tempo que liguei para ele.
- Avise a ele que não estou na empresa. - Mark diz. - Se ele ainda não chegou lá, vai perder a viagem se não avisar a ele.
- Sim. - Digo apenas.
Deixo eles conversando e me distancio um pouco para ligar para Victor. Pego meu celular para ligar, mas antes que eu ligue meu celular começa a tocar com uma chamada de Victor.
- Oi. - Atendo a ligação.
- O trânsito está um caos. - Ele diz. - Não vou conseguir avisar Mark muito rápido.
- Ele já chegou no hospital. - Falo. - Ia te ligar agora para avisar, mas você ligou primeiro.
- Tudo bem então, vou para a clínica então agora.
- Ok. - Digo. - Estarei esperando.
Finalizo a ligação e volto para perto do Mark, Alice e Kathe.
- Onde ele está? - Kathe pergunta.
- Ele ainda não havia chegado na empresa, então agora virá direto para a clínica.
- Não posso entrar agora? - Mark pergunta preocupado.
- Se estiver afim de morrer, tente chegar perto da Emília. - Falo.
No lugar dela também ficaria com muita raiva. Em um momento tão importante da vida dos dois, Mark faz uma cagada dessas. É claro que não foi intencional, mas Emília não irá pensar nisso, e sim como matar o marido.
- Que droga. - Ele pragueja.
- Se acalme. - Kathe tenta tranquiliza-lo. - Talvez ela esteja mas calma depois de ter visto a filha.
- Eu sou um idiota. - Ele bate em sua própria cabeça.
- Com certeza você é, mas não foi intencional. - Alice fala. - Então tente se acalmar.
- Algo me diz que terá que pedir perdão pelo resto da sua vida. - Sorrio abertamente.
- Cale a boca Lya. - Ele diz bravo. - Já estou nervoso o suficiente.
- Só estou sendo realista querido. - Dou de ombros. - Se pelo menos for pedir perdão ainda está muito bom, mas sabe muito bem como Emília é estressada.
Não estou tentando colocar medo nele, estou apenas tentando ajudá-lo de alguma forma. Mas bem que eu gostaria de ver Emília lhe dando um boa ligação, ele merece.
- Está gostando disso não é? - Ele pergunta.
- Eu? - Levo as mãos ao peito. - Quanta calúnia.
- Te conheço muito bem, e sei que está adorando me ver na maior enrascada da minha vida.
- Talvez eu esteja um pouquinho animada com o seu castigo. - Assumo. - Você merece então não sei o porque está reclamando.
- Vocês dois se comportem. - Alice fala.
- Ele que começou. - Faço beicinho.
- Você não é nenhuma santa Lya. - Alice sorri.
- Agora vai começar a me caluniar também?
- Só estou falando a verdade.
Mark começa a andar de um lado para o outro, enquanto morde o lábio inferior com nervosismo.
- Onde está minha neta? - Escuto Carmem perguntar.
Ela vem até nos com meu tio ao seu lado.
- Provavelmente já deve estar indo para o quarto. - Alice fala.
Quando Alice fecha a boca Frank aparece com a feição meio abatida.
- Como está Emília? - Mark pergunta.
- Nunca vi algo do tipo. - Ele suspira alto. - Foi o parto mais difícil da minha vida.
- Ela está bem? - Pergunto. - E Malia?
- Estão ótimas. - Frank nos tranquiliza. - Digo difícil porque Emília não se calou um segundo sequer.
- Escutamos daqui seus gritos. - Kathe fala.
- Você está muito ferrado Mark. - Frank lhe dá um aperto no ombro. - Emília ficou furiosa.
- Não é para menos. - Reviro os olhos.
Calo a boca quando sou fuzilada com vários olhares irritadiços.
- Ela está descansando agora, por hora somente Mark poderá entrar no quarto. - Frank diz. - Ou é melhor nem você ir, porque se ela te ver agora irá se exaltar novamente.
- Eu vou então se estiver tudo bem para o Mark. - Carmem diz. - Vou tentar acalma-la.
- Tudo bem. - Mark aceita. - Diga a ela que sinto muito.
- Tudo bem querido. - Carmem lhe oferece um sorriso carinhoso.
- Daqui a pouco a enfermeira irá trazer a bebê para vocês verem um pouco. - Frank fala.
A enfermeira já aparece com um embrulho nos braços.
- Você é o papai? - Ela pergunta para Mark.
- Sim. - Ele diz apenas.
A mulher coloca a bebê em seus braços com cuidado, enquanto meu primo sorri de orelha a orelha.
- Ela se parece comigo. - Ele exibe um sorriso largo.
Olho para o rostinho de Malia e já tenho certeza que não é nem um pouco parecida com ele. Ainda não parece com ninguém, mas pela sua cabeleira loira já tenho certeza que será a cópia da mãe.
- Ela não é linda? - Mark exibe a filha com orgulho.
- É linda. - Meu tio sorri radiante.
- Preciso levar a bebê para a mãe. - A enfermeira fala. - Terá muito tempo depois para admirar sua filha.
Mark devolve Malia para a enfermeira e ela segue seu caminho levando a bebê para a mãe.
- Parabéns. - Kathe lhe dá um abraço.
- Obrigada. - Ele agradece.
- Não irá dormir por um longo tempo. - Alice diz. - Mas vale a pena as noites mal dormidas. Parabéns pela linda filha.
Meu tio e Frank também o parabenizam e logo em seguida faço o mesmo. Meu primo está parecendo um bobão com o nascimento da filha.
- Cheguei atrasado? - Victor pergunta de repente.
- Até o pai chegou atrasado. - Gargalho alto.
Vejo que tem uma mulher atrás do Victor e me pergunto quem é.
- Deixa eu apresentar. - Ele diz ao perceber minha curiosidade. - Essa é minha irmã Camily.
- Olá. - Ela diz meia tímida. - Muito prazer.
- Essa é minha noiva. - Victor aponta para mim.
Me assusto com Camily me abraçando, então retribuo o ato inesperado.
- Até que enfim te conheci. - Ela diz se distanciando. - Ouvi muito sobre você.
- Espero que só coisas boas. - Pisco para ela.
- Algumas não. - Diz com sinceridade.
Finjo irritação e dou um tapa no braço do Victor, e ele diz:
- Cale a boca pirralha.
Camily tem os olhos azuis do irmão, cabelos longos e lábios carnudos. Tão linda quanto Victor.
- Estou brincando. - Camily sorri abertamente. - Mas para falar a verdade já estou me cansando de ouvir suas melações o tempo todo.
- O que está dizendo para sua irmã? - Pergunto.
- O quanto eu te amo. - Ele fala.
Victor me abraça, e beija o topo da minha cabeça.
- Já estou me sentindo com diabetes. - Alice diz. - E olha que não vi nem a metade da melação que Camily já viu.
- Não queira estar no meu lugar. - Camily faz uma careta.
Olho para o lado e vejo Frank meio escondido e todo tímido enquanto olha de relance para a irmã de Victor.
Volto meu olhar para Camily e percebo que ela está da mesma forma que Frank.
- Desculpe a pergunta indiscreta... - Falo. - Você é solteira Camily?
- Sim. - Sorri timidamente.
- E vai continuar assim. - Victor diz sério.
- Tão iludido. - Camily olha para as unhas com desdém. - Vou namorar quando eu quiser, e não será você que vai me proibir.
Frank sorri levemente, e percebo que ele gostou de ouvi-la enfrentar o irmão. Algo me diz que poderá surgir um novo casal. Terei certeza conforme o tempo passar. Espero que eu esteja certa.
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Bom dia
Tudo bem com vocês?
Como passou o fim de semana?
Desejo a todas uma semana abençoada 🙌
Até quarta feira com o próximo capítulo ❤
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