Capítulo 14

Victor se afasta de mim logo após nos beijarmos. Ele passa a mão pelo meu rosto de uma forma tão carinhosa que até estranho sua atitude.

- Eu sei que você também me quer. - Sorri convencido.

Tudo acaba no instante em que ele abre a boca.

- Você está certo. - Afirmo com a cabeça. - Mas não podemos ter tudo o queremos.

Victor da um passo para trás, enquanto me olha.

- Lya...

Me aproximo dele novamente, e cochicho em seu ouvido o interrompendo de dizer algo.

- Sou fraca e assumo isso, mas não confunda as coisas Victor.

- Você...

- Não quero e não vou ser usada e descartada.  - O corto novamente. - Nos beijamos e até que foi legal, mas não vai passar disso. Então pode parar de me beijar, já que não vou cair no seu joguinho.

Uma carranca enorme se estampa em seu rosto, mas pouco me importa se ele está bravo ou não.

Gosto de ser beijada por Victor, e gostaria que ele fosse um tipo diferente de homem, mas suas atitudes acabam com todo o encanto que surge em alguns momentos.

Assumo que sou fraca quando se trata dele. Está se tornando cada vez mais difícil fugir e resistir. Não pretendo desistir, e irei lutar até não conseguir mais.

Me apaixonar por Victor está fora de cogitação. Seria muita burra se entregasse meu coração para um babaca como ele. Estaria pedindo por sofrimento.

Talvez ele mude com o tempo, mas não pretendo me arriscar quanto a isso. Prefiro minha vida solitária, a ser brinquedo nas mãos de um homem.

Apesar de não amar meu ex noivo como eu pensava que amava, a dor da traição foi uma das piores coisas que já me aconteceu. Confiei cegamente em um homem que queria apenas meus bens materiais, por sorte descobri tudo antes que fosse tarde demais. Não quer dizer que não doeu, mesmo não o amando.

Prometi a mim mesma que iria seguir em frente e consegui graças a Deus. Não adianta de nada viver presa ao passado, tudo o que trás é mais dor, mais sofrimento. Então decidi seguir em frente, com a cabeça levantada.

Victor deveria fazer o mesmo. Se jogou em um mundo de amargura, e não quer sair dele. Deveria se dar um chance de ser feliz. Torço para que isso aconteça com ele algum dia.

- Por que você retribuiu o beijo Lya? - Victor pergunta.

- Porque eu quis. - Dou de ombros. - Beijo você como poderia beijar qualquer um.

Uma mentira deslavada, já que não sou tão moderna assim. Ainda prefiro conhecer a pessoa, e pegar uma certa intimidade.

- Mentira. - Ele sorri com malícia.

- Por que acha isso? - Retruco.

- Você não é assim.

- Como você sabe que não?

- Eu apenas sei. - Ele fala.

Vejo um rapaz ao lado do meu carro, e em um momento de loucura o chamo.

- Moço.

Ele se vira para mim e caminha em nossa direção.

- Olá. - Ele cumprimenta.

- Muito prazer. Me chamo Lya. - Lhe estendo a mão.

- O prazer é meu Lya. - Retribuiu o aperto de mão. - Me chamo Jack.

- Poderia me responder uma pergunta?

- Claro. - Ele sorri abertamente.

Victor me encara sério, tentando descobrir o que estou tentando fazer.

- Você namora Jack? - Pergunto.

- Não. - Diz.

- Sei que não nos conhecemos, e com toda certeza vai achar que sou doida... - Pisco para ele. - Mas poderia me beijar?

Jack arregala os olhos e Victor o acompanha.

- Está falando sério? - Pergunta curioso.

- Muito sério. - Falo.

Victor da um passo em minha direção, segura meu braço e cochicha em meu ouvido.

- O que pensa que está fazendo?

O ignoro e me volto para Jack novamente.

- E então... - Sorrio de canto. - Aceita?

- Está mesmo falando sério?

- Sim. - Digo apenas.

- Tudo bem então. - Jack da de ombros.

Ele caminha para mais perto de mim, envolve minha cintura com as mão e me puxa lentamente contra si.

Antes que eu possa beija-lo, Victor me puxa com brusquidão do aperto de Jack, e fica entre meio nós dois.

- Cai fora. - Ele resmunga para Jack.

- Mas...

- Agora! - Grita.

Jack praticamente sai correndo, e nem ao menos olha para trás.

- Você é louca? - Victor pergunta. - Iria mesmo beijar um desconhecido?

- Eu não te conheço. - Retruco. - Seria a mesma coisa.

- Totalmente diferente. - Ele passa a mão pelo rosto.

- Não tem nenhuma diferença. - Digo com desdém. - Como eu falei antes, é apenas um beijo e nada mais.

É óbvio que estou com meu coração a mil, por quase ter beijado um estranho. Mas se com isso conseguisse me livrar de Victor, faria esse sacrifício.

- Você só pode estar louca. - Ele diz.

- Está com ciúmes amor? - O provoco. - Me ama tanto que não suportaria me ver nos braços de outro?

- Lya não me provoque. - Ele murmura.

- Se não o quê? - Chego para mais perto. - Vai me beijar de novo?

- Não seria uma má ideia.

Victor me puxa contra si novamente, e cola nossos lábios em um beijo sôfrego. Nos beijamos por um longo tempo, e quando nos separamos estamos ofegantes.

- Você não resiste. - Victor diz convencido.

O pior de tudo é que ele tem razão. Não sei o que acontece comigo que não consigo me manter fria quando ele me beija. Acabo cedendo uma vez atrás da outra, e isso não é nada bom.

Me distancio de Victor, e lhe dou uma joelhada no meio das pernas. Não resisto, mas também não deixarei barato suas provocações.

- Está louca Lya?! - Ele pergunta com a voz meio fina se contorcendo de dor.

- Louco é você em achar que vai me beijar quando bem entender, e depois agir como um cretino. - Falo.

- Vai acabar matando nossos filhos desse jeito. - Ele provoca.

Dou um passo em sua direção novamente, mas ele levanta a mão e diz:

- Estou brincando.

Mesmo ferrado, o imbecil ainda tenta manter a máscara da vitória. Ele mal sabe que quem irá ganhar essa guerra sou eu, custe o que custar.

- Vai acabar me deixando aleijado. - Ele suspira alto pela dor.

- Seria uma pena. - Finjo inocência.

- Você teria problemas com as mulheres que costumo sair. - Ele sorri cínico.

- Talvez elas me agradeçam. - Cruzo os braços abaixo dos seios. - Não teria sua valiosa arma de usar as mulheres.

Victor começa a gargalhar mas para e leva as mão ao documento.

- Uma valiosa arma que quero usar com você. - Ele diz sem vergonha alguma.

- Querer não é poder amor. - Falo com desdém. - Use sua arma com quem não se importa em ser usada, sou totalmente ao contrário então não perca seu preciso tempo comigo.

Abro a porta do meu carro, e me sento no banco em seguida. Victor não me impede, então agradeço mentalmente por isso.

Coloco o cinto de segurança, e ligo o carro, mas antes de partir abro o vidro do carro e digo:

- Tudo isso é apenas um joguinho para você Victor, mas no final estará apaixonado por mim.

Só espero que não seja ao contrário, e que eu acabe me apaixonando por por um completo cafajeste.

🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻

Bom dia amores

Tudo bem com vocês?

Como passou o fim de semana?

Espero que gostem do capítulo, até quarta feira com o próximo. ❤

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top