Capítulo 2


Segundo Capítulo

Desprezado. Eu?

Kim Koon Dong

Não era a primeira vez que via essa mulher linda entrar, ou sair do hotel, sempre apressada e eu nunca com uma oportunidade saber de quem se tratava. Agora ela estava bem a minha frente no bar, aparentemente tranquila e sem pressa.

Não tinha me enganado, pois além de linda, sua aparência demonstrava ser uma pessoa de fino gosto. Ao contar pelos trajes e assessórios. Roupas e bolsa caras são conhecidas de longe.

O garçom a recebeu com um sorriso de canto a canto da boca. Demonstrou intimidade, estranho para alguém simples com uma moça tão elegante.

Pensei ir até o bar e pagar-lhe uma bebida e me apresentar. Na verdade, conhecê-la, pois ela já devia saber quem eu era. Minha figura encontrava-se estampada em outdoor pela cidade, na entrada do hotel e toda hora na mídia.

Quando levantei, o assistente de meu empresário veio ao meu encontro.

— Oi, Senhor Kim, tenho um recado.

— Sim. — Continuei com os olhos na mulher à frente. - Pode falar.

— O senhor Garcia pediu para estar pronto em quarenta minutos.

— Tudo isto? Ele disse que seria já! — Irritou-me saber do atraso, pois era para ser uma gravação rápida de uma publicidade.

— Não sei. Vim apenas trazer essa informação.

— Tudo bem, pode ir.

Voltei minha atenção para a bela à minha frente com aqueles cabelos caramelos e de corpo escultural. Chamei o garçom.

— Faça-me um favor.

— Sim, senhor. Pode dizer.

— Quem é a moça? — Olhei em direção ao bar.

— Senhorita Humália, uma hóspede.

Ele disse senhorita...

— Pode entregar-lhe meu cartão e dizer que a convido para um jantar hoje após a gravação da publicidade? — Apontei o número. — Peça que me ligue neste aqui.

— Sim. Posso entregar para o senhor.

Quando ele se afastou, eu fiquei de olho, queria ver a reação dela ao receber meu convite. Neste instante, estaria pronto para me aproximar, esperaria ela me olhar e sinalizar com seu belo sorriso a confirmação. Ou quem sabe, a aproximação partiria dela. Mas não foi bem o que aconteceu.

Ela ignorou o cartão e nem deu confiança para meu convite. Eu tive a impressão de ler em seus lábios:

— Diga não!

Fiquei totalmente perturbado com o que veio em seguida. Além de não me olhar, nem sorrir, ela levantou pegou sua bolsa e, antes de caminhar para a saída do restaurante, lançou-me um breve olhar, nem retribuiu meu sorriso e o brinde.

Fiz o mesmo. Levantei-me e fui em sua direção. Ninguém faria uma desfeita dessa com Kim Koon! Apressei o passo para alcançá-la.

Chamei-a.

— Hei! Ya!

Corri.

E sabe o que ela fez?

Entrou apressada no elevador. Tenho certeza que percebeu o meu sinal para que me esperasse, mas a porta fechou enquanto eu estava a poucos passos. Frustrado bati a palma da mão na parede soltei um xingamento na minha língua nativa. Apertei o botão várias vezes, como se pudesse fazê-lo voltar. Tive vontade de chutar a porta de metal, mas me contive.

Olhei ao redor, pessoas me observavam. Balancei a cabeça, distribuí meu sorriso e voltei ao bar, perguntei ao garçom:

— Você deu meu recado àquela moça?

— Sim, senhor.

— E qual foi sua resposta?

— Que sentia muito, mas que iria recusar, desculpe-me.

— Ela pediu desculpa por recusar meu convite?

Ele me olhou por dez segundos calado e seus olhos disseram tudo. Não imaginei. Claro que nem se desculpou. Foi um simples não.

— Hei! Estou esperando uma resposta!

— Sinto muito, ela disse apenas não.

Como pode? Quem ela pensa que é para nem me dar uma resposta direito? Não, e pronto? Assim... Eu, Kim Kwan Koon, que todas as garotas, mulheres e senhoras querem conhecer, tirar fotos e morreriam por um jantar a sós comigo, sendo descartado sem maiores explicações. Ela se arrependeria por isso. Tenho certeza.

— Com quem ela pensa que fala? — perguntei-me, retoricamente — Ou quem ela pensa que é para nem me dar atenção?

O garçom somente me olhou com um semblante de deboche na fisionomia que me deixou mais irritado. Nesta fúria interna, eu tirei o celular do bolso e liguei para o meu empresário.

— Paulo Garcia, sou eu! Se a gravação não for agora você poderá cancelar tudo!

Voltei atenção para o garçom que inspecionava as bebidas e falei áspero.

— Ei, você! — Ele virou seu olhar para mim — Serve-me uma bebida!

— Vou chamar um garçom para atendê-lo, aguarde um minuto.

— Você me serve! — insisti, afinal o que acontecia aqui?

— Não sou garçom.

Saiu e me deixou com a boca aberta.

O que acontecia com as pessoas hoje? Será que era uma brincadeira comigo? Tinha câmera escondida e eu não sabia? Olhei para ambos os lados a procura delas. Nada parecia fora do normal.

O garçom apareceu e perguntou o que eu desejava, seu sorriso estava em toda extensão de sua boca. Que ódio!! Parecia que ele sabia o que tinha acontecido e ria de mim. Quase perguntei o motivo de mostrar todos os dentes daquela maneira. Mas simplesmente, pronunciei:

— Ssibai!! — que significava vai se ferrar em coreano.

— Não entendi senhor, Kim. — Olhei de novo para ele, agora com novo interesse. Afinal ele sabia quem eu era. — Posso pedir um autógrafo para minha filha. Ela adora suas músicas.

Parecia que as coisas voltavam ao normal. Peguei um guardanapo e escrevi algo e perguntei o nome da garota. Então ele me estendeu um pequeno caderno todo decorado com fotos e trechos de músicas minhas. Ele abriu no local. Iria amassar o guardanapo, porém ele pegou e guardou no bolso.

— É Janaina. Pode colocar Janah. — Escrevi e ele me corrigiu. — Tem um h logo aqui. Isso!

O senhor olhou o caderno e sorriu. Pronto. Acalmei meus ânimos. Mas foi voltar a pensar naquela mulher... A raiva veio como neve na hora errada.

— O senhor, por acaso, sabe quem era aquela mulher que saiu do bar agora a pouco?

— Sinto muito, eu não me encontrava aqui, posso perguntar para o nosso Sommelier, ele deve ter visto.

Então era isso, ele atendeu a bela, mas a mim se recusou.

— Não precisa.

Levantei para saber da tão filmagem.

— Sua bebida, senhor! O que vai querer?

Pensei melhor e desistir de beber. Não pegaria bem chegar nas filmagens com cheiro de álcool. Faria isso mais tarde. No íntimo do meu quarto. Pensaria num meio de me vingar daquela... daquela... Não consegui achar um termo que poderia xingá-la. O que vinha a minha cabeça era: linda, Deusa e maravilhosa.

Espantei tais absurdos ao lembrar que estava bravo, ou melhor furioso com seu desprezo a minha pessoa.

Meu celular tocou. Tudo pronto para a gravação. Já não era sem tempo.

Mais tarde, deitado em minha cama, eu articulava uma maneira de impressionar aquela mulher e arquitetava um plano. Sorri da minha genialidade.

*****

Olá, espero que tenha gostado de conhecer o nosso coreano estressado.

O que será que passa na cabeça dele?

Coitado, ele não sabe com quem se engraçou. A Huma não é como suas fãs estéricas e apaixonadas. Este é o motivo de tornar este livro engraçado e o coreano, que se acha, provar do seu próprio veneno.

Beijos e até mais.

Lena Rossi

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