Capítulo XXXII

P.S.: Olá!

Leiam o capítulo enquanto ouvem a música Let's Fall in Love for the Night do Finneas.

Boa leitura.

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Cᥲρίtᥙᥣo 32

          - (...) E então o Jeremy achou que seria interessante passar alguns dias em Londres sem que o nosso pai soubesse sobre.

- Eu nunca imaginei que tu e o teu irmão algum dia tivessem ido contra a vontade do vosso pai – pensativa, ponderara sobre –, aliás, o teu irmão... Parece ser algo bem típico da sua personalidade. Já tu... Tu pareces ser do tipo que segue a risca tudo o que o teu pai diz.

- E se eu te dissesse que é exactamente o oposto disso?

- Eu diria que me estás a mentir e que isso é apenas o teu ego a falar, para não permitir-se ser ferido.

- Devo lembrar-te quem é considerado o Príncipe Boémio de Limerance?

- Isso não é algo do que te devas orgulhar, querido esposo – repreendera-o. – Especialmente a frente da tua esposa.

- Pensar nisso deixa-te enciumada, querida esposa? – indagara Ian visivelmente provocador e então sentiu a vibração do telemóvel em seu bolso, estava a ser assim desde que amanhecera e ele sequer precisava olhar para saber quem era, porém tal como em todas as outras vezes, ele pura e simplesmente optara por ignorar.

- Eu não diria enciumada, porém, certamente faz-me repensar as minhas escolhas, querido esposo.

Uma risada fluíra pelos rubros de Ian e o mesmo arranjara seus óculos de sol, ignorando totalmente as chamadas que entravam em seu telemóvel, tinha a sensação de que não gostaria do que ouviria se a atendesse.

- Tarde demais, querida esposa – começara a dizer e puxara-a para si depositando um beijo estalado em sua bochecha mesmo que ainda entre risos Alissa tentasse escapar a ele –, agora estás presa a mim para toda a vida e não há mais volta atrás.

- Oh não! – exclamou e em um tom dramático, acrescentou. – Estou condenada.

- Estás! Condenada a ficar para sempre do meu lado.

E não tardou até que ambos explodissem em uma gargalhada, esta que ecoara pelo espaço e chamara a atenção de alguns indivíduos que tal como eles, eram turistas que calmamente faziam a caminhada que os levaria ao topo da Caldeira de Fira, o tão famigerado ponto turístico tido como um dos locais mais belos de Fira.

- OH – exclamou como se tais ditas a tivessem surpreendido. – Eu devo ter sido muito má em minha vida passada, porque eu devo ter sido demasiado cruel para merecer um castigo tão grande nesta vida.

Sem se deixar recuar, Alissa prosseguira com a brincadeira que parecia estar a agradar tanto a ela, como a Ian, pois ambos sorriam, riam e gargalhavam de suas ditas, acções essas que não passavam desapercebidas aos guarda-costas que os acompanhavam e principalmente aos turistas e/ou locais que por eles passavam. Porque bem, hajamos e convenhamos, não era todos os dias que se fazia uma trilha na qual havia um casal rodeado por um número – ao qual era impossível se ficar indiferente sobre – de homens fortes e... armados?!

- Estou certo de que sim – concordara Ian. – Uma ladra presumo.

- Uma ladra?

Com a expressão curiosa e consideravelmente confusa, Alissa olhara para Ian a espera que ele prosseguisse.

- Sim, uma ladra.

- Então, eu provavelmente era uma ladra muito astuta.

- Oh... Imenso e bem perigosa.

- Perigosa?

Assentiu Ian, em concordância.

- Famosa por roubar os mais extraordinários e imensuráveis tesouros das nações mais poderosas e emergentes na diáspora e além-fronteiras.

- Ena! Eu era assim tão boa?

- Hum, tão boa que ninguém era capaz de apanhar-te. Eras imparável.

- Era? – indagou a mais nova curiosa.

- Eras. As tuas estratégias eram infalíveis e a tua astucia? Eras escorregadia nas mãos de quem te tentasse domar ou parar, tudo em razão da tua arma secreta.

- Arma secreta? – Alissa sorriu. – Ok, esta história está cada vez mais interessante, e qual é que era a minha arma secreta?

- Tu eras famosa por imensos motivos, porém... a tua arma secreta era a tua melhor especialidade. Era ela a responsável por seres indomável e imparável.

- E esta seria?

Com um sorriso arteiro, Ian aproximou-se do ouvido da esposa e começou:

- Roubar corações alheios, especialmente de príncipes regentes de nações política e economicamente poderosas e emergentes, de algum modo, eles eram os teus alvos preferidos.

- Idiota! – Essa fora a primeira palavra que deixara os lábios de Alissa após ouvir os dizeres do esposo, essa fora a sua reacção, essa e a leve palmada, não tão leve assim dada no ombro do mesmo, ao passo em que seus olhos arregalavam-se em surpresa e sua boca formava um perfeito O como forma de mostrar sua incredulidade em meio a tais ditas e empurrara-o ligeiramente afastando-se dele.

Quanto a Ian?

Bem, este fartava-se de rir. Ele ria-se tanto, mas tanto, que suas maçãs do rosto tornavam-se rubras e pequenos pés de galinha formavam-se no canto de seus olhos.

- Tu és inacreditável! – replicou Alissa indignada ao passo em que Ian acelerava o passo com o intuito de alcança-la.

- Sou? – facto este que não tardara a acontecer, pois já ele tinha a mão em volta a sua cintura prendendo-a junto a si.

- Indubitavelmente! – taciturna, respondeu Alissa.

- Tanto quanto esta vista? – indagou Ian e só então ela percebeu.

Lenta e cuidadosamente, Ian virou-a e seu olhar fora de encontro com uma das paisagens mais belas alguma vez por si vista.

Um arfar escapara dos róseos de Alissa, seus olhos pura e simplesmente não podiam acreditar no que viam. Em meio a uma mescla de azul que parecia gradualmente clarear, ao passo em que seus olhos seguiam da lagoa para o céu de um azul ciano brilhante, acompanhado de nuvens das mais diversas formas e tamanhos na cor branca. A grande lagoa em formato de meia-lua que por algum milagre da natureza mescla-se às águas do Mar Egeu, forma uma paisagem exótica entre as pedras e o mar que a circundam, em um perfeito contraste criado pelo azul do céu, o cristalino do mar e o negro das rochas vulcânicas criavam um cenário surreal, que a colocava a oscilar entre o real e o irreal, entre os contos de fadas e a realidade. Como se de algum modo, tivesse sido puxada para uma dimensão em que tudo era possível, o real tornava-se irreal, e o mítico em verídico.

Parecia um ultraje, pensar que para que tal cenário surgisse, o mesmo fora resultado de uma erupção vulcânica – doze (12), em verdade – que dera ao mesmo tal forma, ao que no lugar de onde em um passado distante havia uma enorme extensão de terra e pessoas, nos dias que correm as águas descansam pacificamente na caldeira que com uma extensão de aproximadamente 12 km por 7 km de profundidade e circundada por três paredões rochosos de até 300 metros é actualmente um lugar digno de cenário do mais belo conto de fadas de todos os tempos e sem dúvida alguma, o mais inesquecível.

Um sorriso adornara os lábios de Alissa e um calor expandira-se pelo seu peito ao passo em que um sentimento de satisfação a tomava por completo, lentamente, a jovem de pele negra fechara os olhos e elevara um pouco a face para o alto. Lentamente, os raios solares aqueciam sua pele, porém, era o calor dos braços de Ian a volta da sua cintura para o qual sua atenção toda virara-se e o qual mais a agradava. Ao dar-se conta de tal facto, seu sorriso alongara-se um pouco mais ao passo em que sua mente tornava-se consciente de que não tardaria muito para que seus sentimentos mudassem por completo e seu coração passasse a pertencê-lo.

E sinceramente?

Após os últimos acontecimentos e umas tantas mudanças significativas no comportamento de ambos e em seu relacionamento, tal constatação não mais a assustava tanto quanto o fazia antes, pois fosse como fosse...

Ela não podia vê-las, mas as emoções estavam cravadas em seu coração e em algum momento, perceberia que relacionamentos são votos silenciosos.

Uma vez entregue...

Não há mais como voltar atrás.

- E então?

A voz de Ian tornara a soar, e os olhos de Alissa finalmente abriram-se, do céu, eles fixaram-se novamente na paisagem que tinha diante de si e então para Ian voltaram-se.

- Estou aprovado? – indagou sorridente. – Achas que consegui impressionar a ladra?

Uma risada deixara os róseos de Alissa.

- Definitivamente conseguiste.

E prontos, ambos riam-se e novamente, algo mais adicionara-se a quota de sentimentos que nutriam um pelo outro. E era simplesmente incrível que eles sequer se dessem conta do modo como as coisas estavam a mudar e como seus sentimentos e o modo como se portavam um com o outro mudara completamente.

Entre vielas estreitas, ruas pitorescas e janelas e jardins floridos, Alissa e Ian caminhavam ao passo em que desfrutavam das belas vistas que Fira os proporcionava. Seu passeio estendera-se por pontos como a Igreja da Virgem de Agios Theodorios, que em meio a sua arquitetura simples com a característica pintura branca que fazia parte de cenário que constituía Fira e... Toda a Grécia os cativara pela sua simplicidade, seguindo para a Catedral de Ypapanti, esta que diferente da anteriormente citada, possuía uma arquitetura mais trabalhada e com o interior mais ostentoso chamara a atenção pelos detalhes minuciosamente trabalhados e escolhidos.

Permitindo-se aventurar um pouco mais, eles usaram e abusaram dos meios de transporte oferecidos pelos locais, e claro, o teleférico fora um dos pontos altos do passeio, pois hajamos e convenhamos, apreciar a paisagem surreal que Santorini os oferecia quando vista de cima, era sem dúvida um dos pontos altos da viagem, de salientar que Ian que já conhecia a maior parte dos pontos turísticos de lá, tomava seu tempo a explicar um pouco da história e/ou curiosidades de cada um deles para a Alissa curiosa que tinha do seus lado que perguntava sobre tudo e todos. E embora meses atrás tais perguntas certamente o fossem incomodar, naquele momento, ele tinha o maior prazer em explicar para a esposa sobre. Contudo, havia algo mais que Ian optara por não contar a esposa, tendo ele decidido que seria melhor ignorar tal facto por completo e os sinais que seus guarda-costas o passavam vezes e vezes sem conta com relação ao mesmo. Este, que claramente, estava relacionado com as inúmeras chamadas que entravam em seu telemóvel.

A medida em que faziam seu passeio, as paisagens mudavam gradualmente, de falésias e do mar, passaram por aldeias, igrejas de cúpula azul e, claro, vinhedos.

- O chá está do teu agrado?

A voz de Ian soara, quebrando o encanto no qual Alissa se havia envolvido, ao passo em que seus olhos fixavam-se na paisagem que tinha diante de si, era tudo tão lindo que era necessário tomar o seu tempo para analisar cada detalhe.

Com uma chávena de porcelana na cor branca em mãos, de onde emanava uma leve nevoa de vapor, o que demonstrava que o mesmo ainda estava quente.

- Oh sim! Uma delícia – com um sorriso, a mais nova respondera e então seu olhar fixou-se nele.

- Tanto quanto o nosso chá?

- É claro que não!

Uma risada escapara dos rubros de Ian, a rapidez com a qual Alissa respondera sua pergunta, deixara claro o que ele já imaginava, tal como seu pai, ela era uma amante do chá de Limes.

Sentados confortavelmente em uma mesa ao ar livre no terraço do restaurante que ambos haviam escolhido para almoçar, faziam alguns minutos desde que haviam findado a refeição e diferente de Ian, que optara por tomar um café preto puro, Alissa escolhera tomar algo mais leve, ou seja, um chá.

- Se a pessoa que fez-te o chá ouvisse quão rápido respondeste-me, questionaria seriamente, se o seu chá realmente está uma delícia como disseste estar, ou se estavas apenas a ser educada.

Um breve riso deixara os róseos de Alissa.

- Nada disso, o chá realmente está uma delícia. É só que para mim, o chá de Limes é melhor – deu de ombros.

- Já vi que tal como o teu pai, és apaixonada pela chá de Limes.

Com o semblante curioso, Alissa olhou para Ian.

- Como é que sabes que o meu pai é apaixonado, para não dizer viciado, no chá de Limes?

- Tu melhor do que ninguém sabes que os nossos pais são... Amigos, eu diria...

- Com uma pequena impingidela e uma coerção sutil?

- Oh vá lá – começou Ian descrente das ditas da esposa –, não me digas que pensas que pelo facto do meu pai ser o Rei e do teu ser o Conde de Limes, a amizade deles gira apenas em torno d-...

Suas palavras perderam-se no ar ao ver o modo como com a sobrancelha arqueada, Alissa olhava para ele.

Um pequeno sorriso adornara os lábios de Alissa.

- Tens só de olhar para nós – dissera dando de ombros e calmamente, a mesma pousara a chávena que tinha em mãos sobre a mesa.

Não foi necessário que ela dissesse algo mais. Aquelas seis palavras foram suficientes para dizer tudo, até mesmo, para tornar o clima mais pesado, pois infelizmente, aquela era uma verdade que passasse o tempo que passasse, seria sempre a verdade responsável por torná-los um casal.

Ou pelo menos, era assim que um deles pensava.

Sua mão que estivera antes a mexer ansiosamente no bolso de suas calças parara subitamente, e como se de alguma forma, uma força desconhecida o tivesse puxado e o fizesse voltar a si, Ian tirara a mão do bolso deixando com que o que quer que láestivesse repousasse no mesmo lugar.

- O meu pai ama tanto o nosso chá – tornou Alissa a falar, como se o rumo da conversa nunca tivesse sido alterado e o tópico tivesse continuado sempre o mesmo –, que sempre que ele regressava do trabalho eu fazia-lhe um, e quando não o fazia ele ficava furioso comigo.

Um sorriso desenhara-se em seus lábios ao deixar-se envolver pelas memórias.

- Penso até que é bem provável que fanático seja o termo que melhor o define quando se trata do nosso chá – prosseguiu.

- Acredito que ao seu ver não se tratava apenas do chá – a voz de Ian soara novamente, após ter ficado em silêncio como resultado das ditas de Alissa com relação ao casamento de ambos.

- O que é que queres dizer com isso?

- Exactamente isso, que talvez não se tratasse apenas do chá, mas do que esse proporcionava.

- Explica-te, querido esposo.

- Tu mesma o disseste, sempre que regressava do trabalho, ele tinha uma chávena de chá preparada para ele pela filha com muito amor e carinho, e não apenas isso. Creio que com o chá, vinha um momento de conversa, em que vocês colocavam-se a par do dia-a-dia um do outro. Era um momento vosso, algo que certamente, ele passara a prezar imenso. Era o vosso momento de pai e filha.

Em silêncio, Alissa ponderou sobre as palavras Ian e realmente talvez fosse sobre isso. Fosse sobre aquele momento em que enquanto ela servia-lhe o chá, pacientemente e sorridente, Rance ouviu os dizeres da filha, sobre as suas peripécias e aventuras, sobre quão produtivo e/ou quão frustrante seu dia havia sido.

E ela sorriu.

- É. Talvez tenhas razão.

- Talvez?

Como se tivesse vida própria, a sobrancelha de Ian arqueara-se formando um perfeito arco. E seus lábios? Bem, estes por um sorriso ladino foram adornados.

- Ok! Tens razão! – confessou. – Pois sempre que ele viaja para fora do país é do que ele mais sente falta. Agora fizeste-me perceber que em verdade, é da família e dos momentos que aqueles breves minutos enquanto colocamos a conversa em dia e ele toma seu chá, que ele sente falta. Embora em alguns poucos episódios tenha tido umas dúvidas quanto a isso – acrescentou a última frase com um tom brincalhão no mesmo.

- Certamente era da família que ele mais sentia falta.

- De facto. Olha, mostraste-me uma visão diferente de como via aqueles momentos. Até porque, sempre que ele chegava das viagens, assegurava-se de dar-nos um abraço bem apertado e um beijo em nossas testas, claro que com o tempo e a medida que foram crescendo, os meus irmãos passaram a dispensar o beijo na testa.

Riu-se, e Ian acompanhara-a.

- Tu certamente continuas a recebê-los e a adorá-los.

- Ei! Eu sou a caçula de casa, é claro que continuo a receber! E é CLARO que eu adoro.

E ele rira-se ainda mais.

- Mas então e tu?

- Eu? – perguntou Alissa confusa. – Eu o quê?

- Do que é que mais sentiste falta quando foste para o Reino Unido?

- Hum... Do que eu mais senti falta? – pensativa, a mais nova indagara – Eu nunca pensei realmente nisso – confessou –, pelo menos nunca de uma forma tão profunda, pois ao longo daqueles anos, eu sentia falta de inúmeras coisas em determinados momentos – sorriu. – Porém, penso que foi da minha família, eu sentia falta deles todos os dias, e a todo momento. Principalmente no primeiro ano, tudo lembrava-me deles.

- Não creio, pareces ser alguém demasiado independente.

- Isso não quer dizer que eu não o seja, é só que... Naquele momento, eu estava sozinha em um país novo e...

- Era tudo uma novidade.

- Exactamente!

- Mas não deve ter sido assim tão mau, foi?

- Eu senti falta das provocações do Marc! – uma exclamação silenciosa, fora a reacção de Ian a aquela ditas, como se ele de facto estivesse surpreso com tais ditas. – Da personalidade ranzinza e desmancha-prazeres do Max...

- Não creio!

- Pois creia, pois tem mais.

- Há mais?

- Eu senti falta da protecção excessiva dos meus irmãos.

- Ok, isso já é demais – declarara Ian como se não pudesse mais –, não podemos permitir que chegues a esse ponto.

Novamente, eles gargalhavam. Era algo tão natural, que como o dia punha-se e dava lugar a noite, eles passavam bons momentos juntos.

- É, não é? – concordou Alissa ainda entre risos. – E também senti falta da lagoa.

- Da lagoa? – curioso, questionara sobre.

- Sim, é o lugar de que mais gosto em Limes.

- É? Devo então perguntar o que é que essa lagoa tem, querida esposa?

- Bem, querido esposo, ela proporciona-me paz e tranquilidade. Digamos que ela é o meu refúgio e porto seguro.

- Ah! Que ultraje! – dramatizou Ian e levou as mãos ao peito, como se tivesse sido ali apunhalado. – Estás tu a dizer que o teu querido esposo não te proporciona isso, querida esposa? Achei que gostasses de estar comigo. E que ter-te levado a explorar cada canto de Mykonos e Satorini me tivesse feito ganhar alguns pontos extras.

- Não... Digo, é... É diferente.

- É? Onde? Não acho que seja.

- É claro que é! É só que... – começou a justificar-se – a lagoa é mais calma e menos complicada que tu.

- A sério? É que eu não tenho pedregulhos que te podem fazer tropeçar ou até mesmo te fazer cair.

Uma risada fluíra pelos róseos de Alissa, incrédula com aqueles que foram os dizeres de Ian.

- Não, mas podes fazer bem pior, querido esposo.

Um sorriso fraco adornara os lábios da jovem princesa e antes que Ian pudesse dizer algo mais, o chefe da segurança deles naquele momento, aproximara-se de Ian e pedira permissão para aproximar-se um pouco mais e falar. O que lhe fora imediatamente permitido.

- Sua alteza real, o Rei, ele insiste em ligar e...

Antes que ele terminasse suas ditas, Alissa pegou no telemóvel – que desde a noite anterior havia deixado no modo silencioso – para nele encontrar 34 chamadas perdidas, facto este que a deixara consideravelmente preocupada. A jovem de olhos cor de ónix desbloqueara o telemóvel e a primeira coisa que chamara a sua atenção fora a foto que havia sido para si enviada pelo seu irmão mais velho com a legenda:

"Alissa Kattyss Jory!

O que cargas de água significa isso?!"

E ela definitivamenteestava perdida...     

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Olá Príncipes e Princesas!!!

E então...?

O que é que acharam do capítulo? Pessoalmente, estou a amar o modo como eles estão cada vez mais próximos e como as coisas parecem... Bem, não tarda nada e penso que teremos o shipp AlIan a tornar-se oficial, não acham?

Não sei vocês, mas eu estou ansiosa pelos próximos capítulos.

Mas a sério, digam-me o que acharam do capítulo e da estória engraçada que o Ian contou da ladra de corações astuta e imparável. Ashshshshshsh

Ah! E feliz Dia Internacional do Trabalhador.

Até breve!

Beijos e abraços. Não se esqueçam de cuidar-se sempre e de sorrir, sorrir faz bem a saúde mental.

Atenciosamente,

Naira Tamo.

01.05.2022


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