Capítulo XXXI
Bom dia, boa tarde, boa noite príncipes e princesas...
Adivinhem só quem chegou com um novo capítulo?! Pois é, aqui a Nai veio surpreender-vos, mas bem...
Antes de mais queria confidenciar-vos que escrever esse capítulo fora um desafio para mim e fez explorar alguns novos horizontes digamos, e eu espero verdadeiramente que vocês gostem dele e aproveitem e sintam cada emoção nele contido.
Dito isto, vou deixar que leiam ao mesmo a vontade, e por favor, se possível comentem sobre aquela que fora a vossa opinião com relação ao mesmo, sim?
Desejo-vos uma boa leitura, e cuidem-se.
Até breve!
Beijos e abraços. Não se esqueçam de cuidar-se sempre e de sorrir, sorrir faz bem a saúde mental.
Atenciosamente,
Naira Tamo.
05.02.2022
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Cᥲρίtᥙᥣo 31
Preguiçosamente, os raios solares deslizavam sorrateiramente pelas aberturas que em seu caminho encontravam e paulatinamente douravam a pele de Alissa, tornando-a radiante e de um tom mais caramelizado. E como um leque negro, seus fios negros encontravam-se dispersos pela almofada com a fronha em algodão egípcio, ao passo que sua cabeça descansava no peito dele, que subia calmamente ao ritmo da sua respiração. Sem que conseguisse evitar, Ian perdera-se novamente a analisar cada um dos detalhes que a compunham, tal como os lábios róseos em formato de coração, e o pequeno ponto negro que tinha longo acima destes do lado esquerdo. Este, que ele sempre achara ser um pequeno charme que ela possuía e que nas últimas horas descobrira que em verdade, ela tinha mais alguns tantos espalhados por certas partes de seu corpo que felizmente só ele podia ver. Se ele era possessivo com relação a ela? Era claro que não! Porquê o seria?
Ah... Mas ele era, mesmo que naquele momento não se apercebesse, com o tempo o faria. Afinal? Levamos algum tempo a perceber algumas coisas, não? Principalmente quando tais coisas dizem respeito a sentimentos.
Contudo...
Como sempre, havia um porém quando tratava-se de Ian.
O facto era que o jovem príncipe nunca antes se havia apegado a alguém e com o tempo, Alissa despertaria nele certos sentimentos, que ele nunca antes havia experimentado com nenhuma outra mulher. E ao passo em que ele achasse estar a desvendar cada uma das camadas que compunham a mulher enigmática que naquele momento descansava a cabeça em seu peito e nele tranquilamente dormia, ele também desvendaria algumas camadas suas que ao seu ver... Talvez fossem ser vistas como fraquezas.
Sutilmente, sem que nenhum dos dois percebesse, as coisas entre os dois mudavam lentamente e nos mais ínfimos detalhes tal mudança era mais do que visível, era necessário apenas que como Ian dissera na noite passada "fossem atentos aos detalhes", no entanto, desta vez, nem ele que tanto se gabava de tal feito fora capaz de fazê-lo, pois era algo que como uma semente se torna uma flor, seu processo de desenvolvimento e de germinação, não era visível em razão da camada de terra que a cobria e a tal átimo, na situação dos dois, a terra que a semente cobria e ocultava o seu desenvolvimento e germinação, eram seu orgulho, teimosia e negação.
Inconscientemente, Alissa remexera-se na cama e suas pernas nuas roçaram nas dele, fazendo-o arrepiar-se todo e sem que se conseguisse conter, flashes da noite anterior surgiram em sua mente.
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Flashback On:
Ele certamente desejava-a.
Desejava-a intensamente.
Porém, ele nunca pensara que fosse ser tão intensamente.
Caso os perguntassem como, ou em que momento haviam regressado ao hotel, nenhum dos dois saberia explicar exactamente como o haviam feito, apenas que o haviam feito.
Com a destra fixa em sua cintura, Ian apertara levemente a mesma, fazendo-a arfar baixinho, acto esse que apenas incentivara-o a continuar, principalmente, quando sentira a mordida que fora dada em seu lábio inferior ao passo em que em uma ginástica que certamente seria desnecessária se eles se permitissem afastarem-se um do outro por alguns míseros segundos para então subirem as escadas que faltavam, no entanto, tal possibilidade parecia impossível para o casal que em um beijo intenso e cheio de desejo, tomavam os lábios um do outro.
Ao alcançarem o terraço em que ficava seu quarto, sem quebrar o contacto ou interromper o ósculo no qual estavam presos, ambos dirigiam-se ao quarto, ou pelo menos tentaram, pois em algum momento, o espírito tropeçante de Alissa decidira pregar-lhe uma partida e bem...
O encontro com o chão estava próximo, contudo, antes que seu corpo chocasse contra o chão, Ian inverteu suas posições e com seu corpo suavizou o impacto.
- Aahh... – gemeu baixinho pelo impacto com o chão. – O espírito da algazarra que te toma não nos podia deixar estar pelo menos esta noite, não? – brincalhão, indagou.
- Eu penso que não – sussurrou e envergonhada, fechou os olhos e escondeu a face.
- Pois diga-lhe que nem assim ele te irá salvar de tudo aquilo que planeio fazer contigo esta noite – sussurrou em seu ouvido, fazendo com que uma carga de electricidade corresse pelo seu corpo e se arrepiasse até ao último fio de cabelo –, eu planeio fazer-te minha de todas as formas possíveis, até que o teu corpo sucumba a exaustão e manter os olhos abertos seja para ti um sacrifício enorme.
Ouvir tais palavras a surpreendera tanto, que seus olhos arregalaram-se e dos seus lábios escapara uma exclamação, esta que fora a brecha perfeita para que Ian capturasse seus lábios e os tomasse em um beijo voraz.
Sem aviso prévio, Ian invertera suas posições e sem que a mais nova percebesse como seu indicador deslizara para dentro da sua blusa e, com um sorriso matreiro como que avisá-la que havia encontrado o que desejava e que para aquilo ela se devia preparar, Ian passou o indicador lentamente sobre a renda da sua peça íntima, mais precisamente, onde descansava seu mamilo já sensível, fazendo-a gemer baixinho e seu corpo contrair ligeiramente e era isso o que tornava tudo melhor...
As reacções que a mais nova tinha aos seus toques eram todas tão puras, tão cruas... Seu corpo reagia a mais leve das investidas que ele fazia e céus... Suas expressões.
Ele beliscou seu mamilo e um grito de surpresa deixara os róseos de Alissa e seu corpo arqueara ligeiramente, acto este que o fizera sorrir e apertar sua cintura com um pouco mais de força. E então a curiosidade o tomara e fizera-o questionar-se como reagiria a mais nova se ele...
Calmamente, e com os olhos fixos nela, Ian afastara o sutiã que Alissa vestia, assegurando-se que este roçasse sua pele e principalmente, seu mamilo, acção esta que resultara na mais nova a morder o lábio inferior e em seu corpo a ficar tenso em expectativa. E quando o pequeno botão pulara para fora da peça de renda, Ian acariciara-o com o polegar, fazendo-a gemer um pouco mais, porém fora ao sentir sua respiração tão próxima que a respiração dela travara e seu olhar surpreso encarara-o, ao passo em que com um sorriso, Ian aproximava-se cada vez mais até que...
Seus dentes roçaram o botão já rígido pelo desejo e ele sentira-a contrair-se toda e suas unhas fazerem caminho por entre suas roupas até alcançarem a pele de suas costas e...
- Aaaahhh
Gemeu alto e suas unhas cravaram-se nas costas dele ao sentir sua língua lamber seu mamilo e de seguida suga-lo avidamente, ao passo em que sua canhestra massageava o outro seio, sua destra fazia caminho até...
Alissa gemeu.
E seus olhos que outrora estiveram fechados enquanto das suas carícias desfrutava, abriram-se e as labaredas de desejo que neles dançavam foram contra ele com tanta força, que Ian tivera de lutar com cada célula de seu corpo para não tomá-la naquele exacto momento. Ela não fazia ideia, porém aquele olhar... Tê-la a olhá-lo daquele modo fazia-o louquejar e... Céus! Não era apenas ela quem sentia o corpo em chamas. Ele não estava muito diferente, seu membro latejava e de algum modo, parecia que todo seu sangue para lá havia descido e ter as calças vestidas nunca fora algo tão incómodo para si como o era naquele momento. No entanto, iria conter-se até ter a certeza de que ela estaria pronta para si e então...
E então ele a tomaria sem hesitar e/ou conter-se.
- Querida esposa...
- Hum?
- Hoje eu irei devorar-te.
Sob o manto negro decorado com pontos cintilantes, bem ao fundo em seu encontro apaixonado com o mar, a Lua beijava a superfície calma deste último, ao passo em que testemunhavam também a entrega apaixonada e ardente daquele casal, que a luz da lua...
Tornaram-se um só.
Flashback Off.
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Novamente, Alissa remexera-se na cama, e desta vez, parte do lençol que cobria seu corpo deslizara pelo mesmo e revelara seu tronco e quando isso acontecera, um sorriso adornara os lábios de Ian ao ver as marcas vermelhas que mapeavam alguns pontos do mesmo. Ele devia ter ido com um pouco mais de calma com ela, entretanto, havia algo naquela mulher, que o fazia perder o controlo e...
- De que é que te ris? – indagou Alissa ao ouvir o pequeno riso incrédulo que fluíra pelos rubros de Ian.
- Acordaste?
- Não! Pois certamente não me importo de dormir um pouco mais – resmungou e puxou o lençol aconchegando-se mais junto a ele.
- Mas não podes.
- Posso sim, e vou! – declarou ainda com os olhos fechados. – Tenho de aproveitar enquanto estiver fora do palácio e poder dormir a vontade, sem ter uma comitiva de mulheres a tentarem acordar-me para lidar com os inúmeros compromissos reais que tenho TODOS os dias.
Uma risada fluíra pelos lábios de Ian ao ouvir as ditas da esposa. Ela estava certa, a vida no palácio era complicada e dormir até mais tarde, era considerado um luxo que poucos... Ou quase ninguém tinha.
- Além do mais, alguém assegurou-se de fazer o meu corpo sucumbir a exaustão e manter os meus olhos abertos ter-se tornado um sacrifício esta noite – acusou, dando ênfase em cada uma das palavras que na madrugada anterior haviam deixado seus lábios.
- E ele fez um bom trabalho? – Com o semblante pensativo, indagou e a face da morena corou tão violentamente, que fora impossível para a mesma escondê-lo. – Penso que sim – concluiu e passou o indicador pela marca que havia deixado logo acima do seu seio esquerdo –, ele fez um excelente trabalho.
- Ian! – exclamou Alissa sem esconder a vergonha.
- Não te preocupes – segurou a canhestra dela e puxou-a, passando-a em suas costas –, também fizeste um excelente trabalho – sorriu. – Durante os próximos dias, andar sem camisa será impossível para mim. A menos que queira que toda a gente saiba quão... Intensa a minha querida esposa pode ser.
Seu olhar fixou-se nela, e desta feita, pôde ver uma lapela de... orgulho? Mesclado com... Vergonha? Surgir em seus olhos. Era interessante ver a miscelânea de sentimentos que nela era capaz de produzir apenas com algumas palavras, e sinceramente? Ele gostava mais do que gostaria de confessar.
- E então...
A mais nova encarara-o.
- Não irás acordar nem mesmo para fazer um passeio turístico pelas aldeias Firostefani e Imerovigli? – indagou e então ele vira o brilho dos seus olhos mudar para um mais entusiasmado. – Ou então a Praia Vermelha? Eu já havia tratado de tudo para levar a minha querida esposa em um passeio turístico, porém... – esticou-se para pegar telemóvel na mesinha de cabeceira – parece que ela não quer sair da cama hoje, então vou cancelar tudo e...
- Não! – Alissa interrompeu-o. – Podemos ir, eu irei acordar – anunciou e espreguiçou-se. – Dê-me apenas meia hora para tirar uma pequena soneca e...
Ian puxou-a para si, colocando-a sobre si e abraçou sua cintura.
- Não vais não, ou então perdemos o dia e já não conseguimos ver e fazer tudo o que devíamos.
O contacto de suas peles nuas fizera o corpo da mais nova contrair ligeiramente, e tal acto não passara desapercebido para Ian que dera um sorriso ladino e apertara-a um pouco mais, aproximando os lábios da orelha alheia.
- Se continuares assim, definitivamente não sairemos da cama hoje – sussurrou – porém, asseguro-te de que não a usaremos para dormir.
Ao entender a conotação daquelas palavras e sentir algo mais cutucá-la, facto este, que ele sabia que ela havia sentido, pois também ele sentira e vira a face da mesma adoptar uma coloração mais rosada, Alissa afastou-se dele rapidamente e deixou a cama em um pulo.
- Estarei pronta em vinte minutos, meia hora mais tardar – anunciou e seguiu á passos rápidos para a casa de banho.
Quanto a Ian?
Bem, ele cruzara os braços atrás da cabeça e soltara uma risada ao ver a reacção da esposa.
Se aquilo era o que ser casado era e significava... Bem, a vida de casado talvez não fosse assim tão má. Principalmente, tendo a esposa que tinha.
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