Proposta Inesperada
Itachi saiu do elevador ainda atordoado com tudo o que acontecera. Por que Sasuke Uchiha estava agindo como se o conhecesse? Por que Sasuke havia lhe chamado de niisan?
Desnorteado, Itachi sentou na calçada em frente ao prédio e puxou o celular do bolso. Precisava falar com alguém e só havia uma pessoa que podia acalmá-lo.
- Alô?
- Aishi, sou eu.
- Itachi, eu disse que tinha um compromisso com meus irmãos - ela respondeu impaciente enquanto checava as coisas em cima da mesa.
- Eu sei, Izumi. Mas aconteceu algo... eu... eu preciso... acho que se eu falar com você, eu consigo entender o que aconteceu. Vai ser rápido, eu prometo.
- O que aconteceu? - ela perguntou preocupada parando de organizar a bolsa.
- Lembra que eu te contei que minha irmã está grávida?
- Hai.
- Acabei de descobrir que o pai da criança é ninguém menos que o patrão dela: Sasuke Uchiha.
- Sua irmã trabalha para Sasuke Uchiha? - Izumi perguntou chocada.
Obito, que tinha acabado de entrar na cozinha, escutou o que Izumi disse e fez sinal para a caçula colocar o celular no viva-voz.
- Sim. Eu nunca te falei? - perguntou surpreso. - Pois é, a segunda vez que nos vimos eu tinha ido deixar a Sakura na cobertura onde ele mora. Lembra?
- H-hai - gaguejou lembrando-se da ocasião.
Como ela não havia percebido? Aquele dia ela deveria ter ido até a cobertura, mas depois que a velha os expulsara de lá, Shisui tivera que fazer a parte dela.
- Nem acreditei quando ouvi Sakura dizer que ele é o pai do filho dela!
- Também estou surpresa.
"Chocada seria a palavra certa", pensou. Se Itachi, ou melhor, Sakura descobrisse o que Izumi e os irmãos fariam essa noite, provavelmente nunca seriam perdoados.
- Mas não foi isso que me deixou tão atordoado - Itachi disse tirando-a desse pensamento deprimente.
- Tem algo mais chocante do que sua irmã estar grávida de Sasuke Uchiha? - Izumi perguntou preocupada olhando para Shisui que entrara na cozinha para escutar melhor.
- Eu fui tirar satisfação com ele por ter engravidado Sakura e nós trocamos alguns socos...
- Você está bem? - perguntou ansiosa.
- Sim. Não foi o golpe dele que me desestruturou e sim suas palavras. Nós discutimos e ele disse: "eu te odeio, niisan". Na hora, lembrei daquele pesadelo que eu sempre tenho... Eu não entendo, Izumi!
Ela também não entendia. Sabia a qual pesadelo Itachi se referia. Na segunda vez que eles dormiram juntos, Itachi acordara gritantdo e Izumi obrigara Itachi a lhe contar o que sonhava.
Desde que era adolescente, ele sempre sonhava com isso: um garotinho de cabelo e olhos pretos como a noite com aproximadamente dez anos gritava furioso "eu te odeio, niisan". Mas Izumi não entendia o que isso tinha a ver com Sasuke.
- Por que Sasuke Uchiha te chamaria de niisan, Itachi? - Izumi perguntou confusa e então Shisui arregalou os olhos.
- Não acredito - Shisui murmurou.
Izumi o olhou confusa por um momento e então ela lembrou e entendeu. Chocada, Izumi desligou a ligação sem nem dizer tchau.
- Não! Não! Não! Não!
- Izumi... - Shisui a chamou.
Obito olhou de um para o outro sem entender o que estava acontecendo.
- Não, Shisui! Você está errado! Ele não pode ser Itachi Uchiha! - disse desesperada. - Itachi Uchiha está morto! Não pode ser ele! - disse enquanto lágrimas escorriam por seu rosto. - E nosso plano?! Nossa vingança contra Sasuke Uchiha?!
Não! Ele era Itachi Haruno. Ele a tinha pedido em casamento hoje. Eles iriam se casar. Iriam anunciar para a família no domingo. Só não anunciaram hoje porque Izumi e os irmãos colocariam a vingança em prática esta noite.
- Izumi? - Shisui a chamou com um misto de preocupação e pena. Sabia o quanto a morena estava apaixonada pelo namorado, mas, se ele fosse realmente o primogênito de Fugaku Uchiha, Obito e Madara jamais aceitariam esse relacionamento.
- Não pode ser verdade. Ele não pude ser um Uchiha! Estamos fazendo suposições apressadas... Nem ele entende... - disse histérica.
- É melhor você ir deitar, Izumi - Obito disse sério.
- Mas e o plano? - indagou confusa.
- Depois dessa ligação, os planos mudaram - Obito disse simplesmente.
- Mas...
- Obito tem razão, Izumi. Vá se deitar. Você precisa ficar calma. Beba - Shisui ofereceu um comprimido e água para ela.
Izumi hesitou, mas, por fim, aceitou e foi para o quarto chorando. Pegou a aliança que Itachi lhe dera durante o almoço e a apertou próximo ao peito enquanto soluçava.
- Kami, onegai, não deixa ele ser Itachi Uchiha!
Minutos antes...
Sasuke entrou em sua suíte ainda sem entender o que tinha acontecido. Como era possível aquele homem ser Itachi? Seu irmão estava morto!
Movimentou a mão que usara para socá-lo. Não havia dúvidas de que era real. "Mas porque ele me abandonou? Porque ele se preocupava com Sakura e agia como se não me conhecesse?", pensou angustiado.
Sasuke pegou o telefone sem fio que havia no quarto e ligou para a única pessoa que poderia lhe esclarecer o que estava acontecendo.
- Alô?
- Era com você mesmo que eu queria falar. Porque nunca me disse que Itachi está vivo?
- Como sabe que Itachi pode estar vivo?
- Acabei de vê-lo.
- Você o viu? - perguntou surpreso.
Sasuke não repetiu, pois sabia que Hiashi havia entendido.
- Explique-se. - o mais novo exigiu furioso.
- Vou perdoar esse tom porque imagino seu choque ao ver alguém que imaginava estar morto. Eu nunca te disse porque não sabia se Itachi estava vivo ou não. É verdade que o corpo dele não estava nas ferragens como os corpos de seus pais. Também não foi encontrado nos arredores do acidente, mas não havia nenhuma evidência de que ele estivesse vivo. Na época procuramos em todos os lugares possíveis, incluindo hospitais e necrotérios, mas não havia rastro de Itachi. Exigi que não divulgassem essa informação para não atrapalhar as investigações e não te dar falsas esperanças. Quando não encontramos nada, achei que tinha tomado a melhor decisão. Onde você viu Itachi? E porque ele não procurou você até hoje?
- Não sei. Achei que você soubesse.
- Não sei também.
Sasuke passou a mão pelo cabelo. Apesar da raiva e da frustração, acreditava em Hiashi. O Hyūga podia ser a pessoa mais arrogante que conhecia, mas era muito justa.
- Eu acredito, mas você deveria ter me contado. Entendo o motivo de não ter me falado na época, mas já se passaram quinze anos.
- Como não encontramos sinal de Itachi, acabei me convencendo de que ele estivesse morto. E apesar de você ser um moleque irresponsável, não queria que você sofresse com essa possibilidade. Eu te conheço, Sasuke. Você reviraria Konoha atrás de Itachi e ele poderia não estar vivo. Foi melhor assim.
Sasuke bufou irritado.
- Eu deveria ter decidido isso.
- O que importa isso agora? Você encontrou Itachi! Ponto. - Antes que Sasuke retrucasse, Hiashi disse impaciente. - Não tenho tempo de ficar ouvindo suas lamurias. O tal Naruto está aqui.
- Hmp. Imaginei. Espero que não o tenha ameaçado.
Hiashi deu uma risadinha.
- Mas é óbvio que sim. Eles vão se casar o mais rápido possível. - Hiashi completou sério. - Nem precisei ameaçar muito. Ele propôs imediatamente. Pelo menos aquela tola fez uma boa escolha. Naruto Uzumaki é um partido melhor do que Kiba Inuzuka. Andei investigando. Mas não diga isso a eles.
- Eu já tenho muitos problemas. Não tenho nenhum interesse em me meter no problema de vocês - resmungou antes de desligar.
Sasuke também tinha que lidar com uma gravidez inesperada. Sakura. O que faria com ela? Sabia que o bebê que ela esperava era dele. E Itachi confirmara isso. Mas estava pronto para pedi-la em casamento como Naruto?
Eles haviam se visto apenas duas vezes. Seria suficiente? Ele nunca havia pensado em se casar. Estava bem sozinho. Porém não podia negar a química que havia entre eles. Nem podia esquecer a plenitude que sentiu ao acordar com ela em seus braços.
Itachi estar relacionado a ela era uma complicação que não esperava, mas não permitiria que isso o influenciasse. Sempre foi considerado uma pessoa fria por conseguir separar as emoções no momento em que precisava tomar uma decisão. E agora não seria diferente.
Sendo prático e objetivo, o casamento com Sakura era o ideal. Ela era linda e educada. Se não estivesse enganado, Hinata dissera que ela estava cursando Medicina antes de engravidar. Isso indicava que era dedicada e inteligente.
Um casamento seria ótimo até mesmo para os negócios. Empresários conservadores não mais hesitariam em fazer negócio com Sasuke ao saber que ele era casado. Ela certamente seria a acompanhante ideal para os eventos que ele era obrigado a ir. Ela, com certeza, conquistaria todos com aquele jeito meigo e sua beleza encantadora.
Aqueles olhos incríveis que pareciam duas esmeraldas brilhantes. A pele macia. O cabelo incomum. O sorriso deslumbrante. O corpo perfeito. Sasuke gemeu ao lembrar-se da noite que compartilharam. Ela era uma amante bem passional.
Além disso, ela cozinhava muito bem. E saber que ela estava esperando um Uchiha... seu filho jamais nasceria bastardo! Sasuke suspirou. Ela realmente o ganhara pela barriga tanto literal quanto figuradamente falando.
Estava decidido. Ele a pediria em casamento. Ela seria a esposa perfeita.
Ao mesmo tempo...
- Só um momento! - Temari pediu ao ouvir batidas na porta do quarto de hotel onde Gaara ainda estava hospedado.
Tentara convencê-lo a ficar no apartamento que comprara, mas o teimoso recusara afirmando que Matsuri escolhera aquela suíte, logo os sequestradores o procurariam no hotel.
Temari não podia negar o bom gosto da cunhada. A suíte combinava lustres de estilo, cortinas de tecidos franceses e obras-primas originais. Tinha um hall de recepção circular com piso de mármore, uma ampla sala de estar, uma elegante sala de jantar que acomodava até dez pessoas, um quarto de cômodas dimensões com closet, dois banheiros - um com jacuzzi e o outro com TV LCD - além de um toilet. Havia até mesmo uma pequena cozinha com entrada independente. E, segundo Shikamaru, todas as janelas possuíam proteção de segurança através de vidros blindados.
"Infelizmente, Matsuri mal aproveitara o lugar que escolhera", Temari pensou enquanto atravessava o hall.
Ao abrir a porta, a loira viu uma mulher alta de cabelo ruivo claro dourado e, logo atrás, um homem de cabelo castanho e pintura no rosto.
- Obasan! Kankuro! Como foi a viagem?
- Tudo bem - Kankuro respondeu enquanto a cumprimentava com um abraço.
- Como está Gaara? - a tia perguntou após cumprimentá-la.
- Muito preocupado. - Temari respondeu enquanto os conduzia até a sala de estar. - Tive que obrigá-lo a tomar um remédio para dormir.
- Nenhuma pista sobre Matsuri? - Kankuro perguntou sentando-se.
Temari e a tia sentaram-se também antes de a loira responder:
- Não. Por isso, Shikamaru acha que é proposital.
- Quem é Shikamaru? - Kankuro perguntou franzindo a testa.
- Sou eu - Shikamaru se apresentou ao sair do banheiro.
- Então esse é o seu namorado? - sua tia perguntou sorrindo. - Muito prazer. Eu sou...
- Quais são suas intenções com minha irmã? - Kankuro a interrompeu levantando-se imediatamente.
- Kankuro, pare com isso! Já sou bem grandinha para tomar minhas próprias decisões. Nem otosan tem direito de agir assim.
- Mas...
- Deixe sua irmã em paz, Kankuro e sente-se. Tema-chan, você pediu quartos para nós?
- Hai. Eu preferia que vocês ficassem lá em casa, mas sei que preferem ficar perto do Gaara. Consegui os quartos ao lado. O seu é a direita, Kankuro, e o seu é à esquerda, obasan - Temari disse entregando as respectivas chaves que estavam em cima da mesa de centro.
- Deixarei vocês descansar. Não quero acordar Gaara agora que ele conseguiu dormir. Estarei em meu quarto. Amanhã cedo eu venho vê-los.
- Ok. Até amanhã, obasan - Temari despediu-se.
- Você também deveria descansar, Kankuro.
- Tem razão, obasan. Até amanhã, Temari - Kankuro encarou o moreno, mas apenas acenou a cabeça enquanto dizia: - Shikamaru.
- Até amanhã, giri no ani* - disse Shikamaru calmamente.
Kankuro fuzilou o moreno com o olhar antes de sair batendo a porta.
No dia seguinte...
11 de maio de 2016
Sakura saiu para o trabalho um pouco ansiosa. Temia encontrar Sasuke mesmo sabendo que a essa hora ele já estaria no trabalho.
Na noite anterior havia desabafado com Ino e, mesmo assim, Sakura não sabia o que fazer. Jamais esperara encontrar o pai do seu bebê, menos ainda descobrir que ele era seu patrão.
O que aconteceria agora? Qual seria a atitude de Sasuke em relação à gravidez? Temia que ele se interessasse pela criança, mas também ficaria arrasada se isso não acontecesse.
Quem podia entendê-la?!
O apartamento estava silencioso como sempre quando ela entrou, por isso Sakura suspirou aliviada. Poderia pensar mais um pouco. Trancou a porta como sempre e dirigia-se à cozinha quando seus passos pararam abruptamente ao ouvir um inesperado cumprimento:
- Ohayo, Sakura.
Sakura levou a mão ao coração assustada e virou-se ao ouvir a voz profunda. Sasuke Uchiha levantou-se do sofá enquanto a fitava intensamente.
- O-ohayo, Uchiha-san - gaguejou quando recuperou a voz.
- Acho que depois de tudo não há necessidade de ser tão formal. Pode me chamar de Sasuke.
- E-eu... tudo bem... - disse nervosa enxugando as mãos suadas na calça jeans. - Precisa de alguma coisa? Achei que já estivesse no trabalho.
- Não podia ir sem conversarmos. Ontem você não me esperou.
- G-gomen. Mas foi muito chocante descobrir que você é meu patrão.
- Entendo. Sente-se. - convidou. Sakura sentou-se e Sasuke fez o mesmo antes de continuar: - Ontem também foi um dia muito turbulento para mim. Hiashi me ligou furioso porque Hinata está grávida de Naruto.
- Hinata está grávida? - perguntou surpresa.
- Hai.
- Kami, e agora? O que ela vai fazer?
- Não sei e, no momento, não me importo. Quero saber o que nós vamos fazer.
- C-como assim?
- Você está grávida e sei que esse bebê é meu.
Sakura abaixou a cabeça. Não podia mentir.
- É verdade.
- Precisamos nos casar o mais rápido possível. Vou pedir para a Rin organizar tudo.
- Não.
- Você quer organizar o casamento? - perguntou confuso.
- Não vou me casar com você.
- Como é?
- Não posso, Sasuke.
- Tem alguém em sua vida? - perguntou irritado.
- Não! - Sakura apressou-se a negar.
- Então por quê?
Sakura respirou fundo antes de explicar:
- Não vou te culpar pelo que aconteceu aquele dia porque eu também fui fraca. Eu sei que se eu tivesse dito não, você teria me respeitado. Mas eu tinha um sonho. Eu sempre sonhei em me apaixonar por alguém que sentisse o mesmo por mim e me casar com que essa pessoa e então perder minha virgindade na noite de núpcias. É brega, é careta, é antiquado. Eu sei. Mas era o meu sonho e naquele dia perdi parte desse sonho. Não vou abrir mão do que resta dele. Quero me casar com alguém que eu ame.
- Vai me separar do meu filho por causa de uma bobagem?
- Não é bobagem, Sasuke. É a minha vida! Não vou me casar com você só porque estou grávida! Não posso me casar com alguém que só vi duas vezes na vida. Não conhecemos nada um do outro. As únicas coisas que sei sobre você é que você ama tomate, mas odeia doces; é viciado em trabalho e trabalha mais de doze horas por dia. Se um dia eu me casar será por amor com alguém que me ame e me valoriza. Pra você serei apenas a mãe do seu bebê e a empregada desse apartamento. Com sua carga horária de trabalho, você não terá tempo nem de ser pai nem marido. Não, Sasuke, não posso me casar com você. Não quero isso para mim - disse categórica. - Quanto ao nosso filho, não vou separá-lo de você. Jamais faria isso. Tenho certeza de que vamos encontrar uma boa solução.
A melhor solução era o casamento. Sasuke havia chegado a essa conclusão na noite anterior. E sabia que não precisavam misturar sentimentos. Isso só atrapalharia. Porém, embora mal a conhecesse, sabia que ela não mudaria de opinião só de observar a firmeza nos lindos olhos verdes.
Como faria para que ela mudasse se ideia? Então um sorriso de canto apareceu em seus lábios quando uma ideia surgiu em sua mente.
- Venha morar comigo então.
- Nani???
- Você tem razão. Eu não tenho um horário de trabalho normal. Não conseguiremos nos conhecer se continuarmos morando em casas separadas. Morando aqui podemos nos ver quando eu chegar do trabalho. Além disso, você vai saber como será sua vida com Sakura Uchiha porque eu não desistirei. Nós dois sabemos que o casamento é a melhor solução.
- Não acho - negou teimosa.
Sasuke ignorou.
- Quando vem morar comigo?
Sakura hesitou.
- Essa ideia é relevante, mas eu preciso pensar. Ino, com certeza vai surtar e Itachi vai me matar.
Sasuke apertou os punhos quando ouviu o nome de Itachi. Ficou tentado a questioná-la sobre ele, mas resolveu não fazer isso. Seu assunto com Itachi não tinha nada a ver com Sakura.
- Sabe que é a melhor opção no momento.
- Eu sei. Mesmo assim quero pensar.
- Tudo bem. Tire o dia livre para isso. Amanhã você tem ultrassom, não é? - Sakura assentiu e Sasuke continuou: - Eu vou com você. Na volta você me diz o que decidiu. Pode ser?
- H-hai.
- Vou para o escritório agora. Quer que eu te deixe em casa?
Sakura pensou em dizer não, mas era necessário que ele soubesse onde ela morava.
- Hai, onegai.
Alguns minutos depois...
- Ohayo, Gaara.
- Ohayo, obasan.
- Alguma notícia? - ela perguntou sentando-se.
- Nada ainda.
- E seus irmãos?
- Temari dormiu aqui, mas Shikamaru veio buscá-la, pois ela precisava resolver alguns problemas no escritório. Kankuro está no banheiro.
- Falando de mim? - Kankuro perguntou entrando na sala.
- Ohayo, Kankuro.
- Ohayo, obasan.
- Ia dizendo que você não precisava ter vindo - disse Gaara quando o irmão sentou-se.
- Precisava sim. Nesses momentos, a família deve estar unida.
- Mas, obasan, como você veio, otosan precisa de Kankuro. Os negócios...
- Podem esperar. Não devia nem estar pensando nisso, Gaara.
- É, mano. O mais importante agora é encontrarmos a Matsuri.
- Eu... Arigato - Gaara disse por fim. Os dois tinham razão. Matsuri era mais importante. - Por que eles não ligam? Não entram em contato? Será que ela está bem? Está se alimentando? Está sendo bem tratada?
- Ela está bem, mano. Eles só querem te desestruturar. Ouvi Shikamaru falando com Temari e acho que ele está certo. Isso não é um sequestro comum. Alguém quer deixá-lo desesperado.
- Pois está conseguindo! - disse tenso.
- Quem poderia ser?
- Ah, obasan... você sabe que otosan tem muitos inimigos - Gaara disse desanimado.
- Mas se Shikamaru está certo, não acho que seja algum inimigo de seu pai. Se quisessem atingir Rasa, sequestrariam você ou seus irmãos. Mas a única pessoa que seria diretamente atingida pelo sequestro de Matsuri é você.
- Concordo com obasan - disse Kankuro.
Eles discutiram por um bom tempo tentando descobrir quem poderia ser, mas não chegaram a nenhuma conclusão.
- Vou me arrumar para a reunião. Cuide de seu irmão até eu voltar, Kankuro.
- Hai, obasan. Boa sorte.
.*.*.*.*.*.
NOTAS FINAIS
* Giri no ani: cunhado
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