Pedido Inesperado


Sakura! Sakura! Encontrei o pai do seu bebê.

Sakura olhou chocada para Ino que tinha os olhos brilhantes de entusiasmo.

– Como assim, Ino?

Ino entrou no apartamento e sentou-se no sofá antes de explicar:

– Lembra o que você me disse hoje? Ele é mais alto que você, tem cabelo preto como azeviche, os olhos frios são preto como ônix, boca perfeita e... é o homem mais lindo que você já viu. Esqueci algum detalhe?

Sakura sentou-se também. Afinal o mal-estar ainda não passara.

– Corpo de um deus grego? – perguntou corando.

Ino abriu um sorriso malicioso.

– Sabia que você não era tão santinha assim.

Sakura corou ainda mais e jogou uma almofada na amiga.

– Foco, porquinha. Por que você acha que encontrou o pai do meu bebê?

– Quando eu estava chegando no elevador, as portas estavam se fechando e eu pedi para esperarem. A pessoa segurou a porta e eu dei de cara com o homem que se encaixa em tudo o que você disse. Ele é lindo. É mais alto que a gente, tem cabelo preto como azeviche, os olhos frios são preto como ônix, boca perfeita, o corpo maravilhoso. E... mora nesse prédio. Mais especificamente no 23º andar. Ou seja, ele é rico.

– Como sabe que ele mora aqui? – Sakura perguntou desconfiada.

– Talvez eu tenha pressionado o botão segurando as portas abertas para ver em qual apartamento ele entrava e depois eu voltei lá para ver o número.

– Por isso você demorou? – perguntou e Ino assentiu. – Não acredito que fez isso!

– Claro que fiz! É pelo bem do meu afilhado. Ou afilhada. Agora me passa o telefone. Quero descobrir o nome do seu deus grego.

– Você não vai fazer isso!

Ino a ignorou e levantou-se indo até o aparelho. Amava telefone sem fio, pensou discando o número do apartamento enquanto voltava a se sentar.

– Alô? – a chamada foi atendida no segundo toque.

– Gostaria de falar com Chouji.

– Aqui não tem ninguém com esse nome – a voz grave dele parecia acariciar a pele de Ino.

"Foco, Yamanaka" ordenou-se antes de dizer:

– Mas ele me passou esse número!

– Deve ter havido algum engano então. Esse é o meu número.

– Eu tenho certeza que disquei o número certo. Quem está falando?

– Sai.

– Sai de quê?

– Acho que não é da sua conta, loira.

Ino engasgou.

– Na-nani?

– Eu sei que é a garota do elevador. Reconheci sua voz. Além disso, tenho identificador de chamadas. Você está ligando da cobertura. Por que quer saber meu nome?

Ino sentiu o coração disparar. Kami, o que diria agora? Esse jeito direto dele a deixou completamente sem palavras. Pela primeira vez não sabia como reagir a uma situação.

– Ino? – Sakura chamou preocupada ao ver a expressão confusa da loira.

Ino se repreendeu. Essa ligação era por sua amiga.

– Você já foi na Hot Dreams?

– Ino! – Sakura sibilou chocada com a audácia da amiga.

– Você é uma prostituta de lá?

Ino tornou a engasgar.

– I-iie! Iie!

– Então por que quer saber?

– Na-nada. Sayonara – disse desligando o telefone ainda desconcertada e muito curiosa a respeito dele. Ninguém nunca tinha deixado Ino Yamanaka sem graça ou sem palavras como aquele cara fizera.

– O que foi?

– Ele reconheceu minha voz, mas não disse se foi ou não ao Hot Dreams. Ao invés disso perguntou se eu era uma prostituta de lá.

Ino pegou sua bolsa e começou a procurar o celular.

– Você é louca, Ino. Não devia ter ligado. Sabe quantos homens tem o cabelo e os olhos pretos em Konoha? Centenas.

– Mas que mora nesse prédio são poucos – Ino disse. Então encontrou o celular na bolsa.

– Esse não é o único prédio em que pessoas ricas moram.

– Eu sei, mas meus instintos dizem que o pai do seu bebê mora nesse prédio. E meus instintos nunca erram.

Sakura revirou os olhos e pegou a marmita que a amiga trouxera e ficara esquecida enquanto ela ligava para Sai.

– É melhor esquecer essa bobagem. Vamos comer – chamou.

Ino a seguiu enquanto ouvia a ligação ser completada.

– Pronto.

– Oi, Shikamaru. É a Ino.

Sakura virou-se para a amiga com o cenho franzido.

– O que você vai fazer? – Sakura perguntou, mas Ino a ignorou escutando o que Shikamarau Nara dizia.

– Oi, Ino. O que você precisa?

– Como sabe que preciso de algo?

– Sabe quando foi a última vez que você me ligou?

Ino mordeu o lábio inferior.

– Mês passado?

– Não. Quando você precisou de algo.

– Não seja mau, Shikamaru. Você mora ao lado da casa do Otosan. Eu te vejo toda semana.

– Mas só me liga quando precisa.

– Não tenho culpa se você é o melhor hacker que eu conheço.

– Ino, não. – Sakura reclamou.

– Não disse que queria algo?

Ino ignorou os dois.

– Preciso que você descubra tudo sobre um homem chamado Sai. Vou te mandar o endereço dele por mensagem.

– É algum ex-namorado seu?

– Iie! É coisa minha e da Sakura. Vai nos ajudar?

– Ino... – Shikamaru hesitou. Ino sempre lhe arranjando problemas.

– Em troca eu te arranjo um encontro com aquela loira.

Shikamaru ficou em silêncio por um tempo.

– Que loira?

– Nem vem dar uma de desentendido. Aquela loira que você ficou secando da última vez que foi lá na floricultura. A loira de olhos verdes que usa o cabelo amarrado em dois rabos de cavalo e uma franja caída parao lado direito do rosto. Toda semana ela vai lá na floricultura...

– Você é tão problemática. Vai demorar uns dois dias.

– Eu te adoro, Shika!

– Manipuladora! – Shikamaru e Sakura exclamaram ao mesmo tempo. E Ino podia jurar que Shikamaru também revirou os olhos.

Ino desligou o telefone sob o olhar reprovador de Sakura.

– Não devia ter ligado para o Shikamaru.

Ino pegou o prato que Sakura tinha deixado em cima da mesa e se serviu.

– Quando você estiver feliz e rica com seu deus grego, a gente conversa.

– Não é ele, Ino. Ele jamais perguntaria se você era uma prostituta da Hot Dreams. Ele perguntaria: "Por que quer saber?".

– Só vamos descobrir daqui a dois dias quando Shikamaru tiver todas as informações sobre ele.

Sakura analisou o rosto corado da amiga.

– Você não está fazendo isso por mim, não é? Você está interessada nele! – Sakura percebeu.

– Na-nani? Não é nada disso!

Sakura riu.

– Ino, se você realmente acreditasse que ele era o pai do meu bebê você teria me arrastado até o 23º andar.

Ino engoliu em seco. Não havia pensado em levar Sakura até lá. Era uma boa ideia. Nem precisaria ter envolvido Shikamaru nisso. Teria sido bem mais simples mesmo.

– Confessa que ele é o homem mais lindo que você viu – Sakura a provocou.

Sim, ele era o homem mais lindo que Ino já vira. Mas ele se encaixava nos quesitos do pai do bebê de Sakura. Não era fura-olho. Não se interessaria pelo mesmo homem que a amiga. Não podia, pensou um pouco desesperada. Elas eram irmãs por amor. Tinham jurado jamais brigar por homem nenhum. Não podia estar interessada nele.

Mesmo que Sakura não confessasse, sabia que o estranho tinha mexido muito com ela. Sakura jamais se entregaria, mesmo estando embriagada, a qualquer um. Além disso, sabia que a amiga sonhava com ele e ainda pensava nele. Já a flagrara várias vezes pensativa e com o rosto corado.

Felizmente foi poupada de responder a pergunta da rosada quando Hinata apareceu na cozinha sobressaltando as duas.

– Agora que vocês estão almoçando? – Hinata perguntou surpresa.

– Eu já terminei – Sakura respondeu. – Mas Ino estava tentando encontrar o pai do meu bebê e ficou pendurada no telefone.

– Como você está? – Hinata questionou preocupada.

– Com um leve mal-estar ainda. Podemos adiar as compras para amanhã? – Hinata assentiu e Sakura indagou: – Como foi o almoço?

– Bem. Fomos no Restaurante Ichiraku – disse corando levemente.

Ino que realmente queria uma distração para seus pensamentos confusos aproveitou a chance.

– Você e seu primo? – perguntou curiosa.

– E o amigo dele, Naruto – disse corando ainda mais e isso tomou completamente a atenção da Yamanaka.

– E como é esse Naruto?

– Ele é alto, loiro, olhos azuis, sorriso encantador – Hinata suspirou.

Ino sorriu maliciosamente. Sakura que conhecia a loira muito bem lançou um olhar repreensivo para a amiga.

– E ele é legal, Hinata? – Sakura resolveu perguntar antes que a amiga soltasse algum comentário inapropriado.

– Hai. – ela desviou os olhos antes de acrescentar: – Mas meu primo disse para eu não me apaixonar por ele.

O sorriso de Ino cresceu.

– Existe essa possibilidade? – perguntou curiosa.

– I-iie. Eu estou noiva – Hinata disse jogando com os dedos nervosa.

– Mas...? – Ino estimulou e Sakura chutou a perna dela por baixo da mesa. Ino gemeu.

– Eu não sei... quando ele me olha... eu sinto algumas coisas que eu nunca tinha sentido antes – disse corando. Ela olhou para Ino e Sakura que olhavam para ela com curiosidade. Desviou os olhos novamente antes de explicar: – Meu coração dispara e minhas mãos começam a suar. Eu me arrepio e sinto como se uma corrente elétrica passasse por meu corpo. Eu sempre fico gaguejando perto dele porque quando eu encaro seus olhos eu esqueço tudo ao meu redor. O sorriso dele aquece meu sangue. E.. e...

– E o quê? – Sakura perguntou curiosa.

– Meus seios ficam sensíveis e... – Hinata corou violentamente e nenhum som mais saiu de sua boca.

– Você se sente atraída por ele, Hinata – Ino explicou quando percebeu que a morena não diria mais nada. – Essa reação é normal. Seu corpo está se preparando para o sexo.

– Na-nani?

Ino virou-se para Sakura em busca de ajuda, mas a rosada estava tão corada quanto Hinata.

– Francamente, Sakura! Você está grávida! Quando vai parar de corar quando ouvir a palavra SEXO?

– Ino!

– Como é que você sobreviveu às aulas de anatomia na faculdade?!

– É diferente. – Ino bufou. Sakura acrescentou chateada: – Até parece que você é muito experiente, Ino. Você só teve dois namorados!

– E fiz muito sexo com eles. Kami, fazer sexo é normal! – exclamou ao ver as duas ainda coradas. – Hinata, você vai se casar! Sua mãe não te explicou nada sobre sexo? – perguntou irritada.

Hinata abaixou os olhos triste.

– Okaasan morreu quando eu era pequena.

Ino quis se bater por sua gafe.

– Gomen. Eu não imaginava – Ino disse gentilmente. Então perguntou: – Você nunca leu nada sobre sexo?

– Só os livros de biologia. Otosan não deixava a gente ler romance.

– Filmes?

Hinata sacudiu a cabeça.

– Sakura disse que você mora em uma fazenda. Você já viu os animais...?

– Iie! A fazenda é enorme e a sede fica afastada.

– Kami, seu pai ia deixar você descobrir isso na noite de núpcias?!

– A-acho que sim.

Nisso o celular de Ino começou a tocar indicando o fim do horário de almoço.

– Kuso. Estou atrasada. Sakura, conte para Hinata como você perdeu a virgindade. Com todos os detalhes – Ino viu as duas corarem novamente. – Kami, vou ter que baixar uns filmes pornôs para vocês pararem de corar por bobagem.

Ino saiu deixando as duas mulheres coradas para trás. Sakura pegou tudo que sujaram e levou para a pia ainda sem coragem de encarar Hinata.

– C-como você perdeu a virgindade? – Hinata perguntou surpreendendo a Haruno.

– Eu sabia como seria fazer sexo. Ao contrário de você, eu sempre li muito romance e vários deles eram eróticos. Mas não foi como eu esperava. Eu sempre sonhei que perderia a virgindade com a pessoa que eu amasse no dia do meu casamento. Bem clichê, eu sei – Sakura comentou ainda de costas para Hinata.

Sakura ficou em silêncio por tanto tempo que Hinata comentou:

– Se não quiser contar, tudo bem.

Sakura terminou de enxaguar a última vasilha e virou-se para Hinata.

– Foi numa boate. Eu nem o conhecia. Não teria rolado nada se eu não tivesse me desequilibrado e ele não tivesse me ajudado. Mas quando ele me segurou em seus braços, a atração que tinha cozinhado em fogo brando durante toda a noite ferveu e saiu do controle quando nós nos beijamos.

Sakura desviou os olhos e contou todos os detalhes para Hinata. Foi bem constrangedor principalmente porque como sempre começou a se excitar ao se lembrar daquela noite.

– No dia seguinte, eu acordei sozinha. E só então percebi o que tinha feito. Não vou ser hipócrita e dizer que não gostei. A verdade é que eu adorei cada momento. Mas eu perdi a virgindade com um estranho. Estou grávida e poderia ter pegado alguma doença sexualmente transmissível. Nos romances tudo se resolve, mas a vida real é bem diferente.

Hinata assentiu e as duas ficaram em silêncio por um tempo.

– Acha que eu estou atraída por Naruto?

– Pelo que você descreveu, sim.

– Mas eu estou noiva! – argumentou desesperada.

– Mas você não está se casando por amor, Hinata. Então, se não quiser trair seu noivo, eu te aconselho a não deixar Naruto te beijar em hipótese nenhuma. Porque eu posso afirmar por experiência própria que um único beijo pode iniciar um incêndio que só pode ser apagado por dois corpos suados ao atingir o clímax.

Hinata arregalou os olhos. Seria possível que por causa dessa atração por Naruto Uzumaki ela cometesse um ato que ela tanto condenava? Seria capaz de trair Kiba só para desfrutar dos beijos de Naruto? Arriscaria seu futuro por uma aventura com um homem sedutor que a dispensaria com um sorriso?

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top