Capítulo 59

Desperto ao som do chuveiro ligado. Solto um resmungo ao tentar me levantar, mas meu corpo implora para que eu continue deitada. Acabo me virando, ficando de barriga para cima, e uma risada abafada escapa enquanto apoio a mão na testa.

— O que foi isso? — Murmuro, olhando ao redor. O quarto está impecavelmente arrumado, sem nenhum sinal de bagunça.

Ergo a coberta que me envolve e percebo que estou de calcinha e vestindo uma camisa do Matteo. Ontem à tarde, passei um bom tempo organizando tudo e trouxe algumas das nossas roupas para cá.

O chuveiro se desliga, e eu me sento na cama, esperando pelo meu moreno. Em poucos minutos, ele sai do banheiro, com uma toalha enrolada em torno dos quadris, deixando os músculos definidos e o abdômen trincado à mostra, ainda úmidos. A visão é... muito sexy.

— Bom dia — ele cumprimenta, passando a mão pelos cabelos molhados, fazendo gotas de água caírem no chão.

Fico em silêncio, apenas o encarando. Como ele consegue ser tão irresistível? Sinto que vou enlouquecer por esse homem. Suspiro enquanto ele se aproxima, mas logo percebo algo diferente.

— Cadê a bengala? — Pergunto, me ajoelhando no colchão. Matteo se aproxima, respirando fundo. — Matteo?

— Não preciso da bengala, estou ótimo — ele murmura, segurando meus ombros. — Me curei depois de tomar o seu chá.

— Bobo — reviro os olhos e dou um tapa leve nele. — Queria pular em você e fazer tudo de novo, mas estou dolorida — resmungo, me jogando de costas na cama.

Matteo ri e se deita entre as minhas pernas, deixando um beijo suave na minha bochecha, depois no pescoço.

— Vou fazer você gozar... sem nem precisar entrar em você — diz ele, me fazendo sentir um frio na barriga, ansiosa pelo que está por vir.

As mãos dele deslizam para dentro da camiseta, alcançando meus seios e apertando-os de uma forma que me faz gemer de satisfação. Amo sentir suas mãos sobre mim, o calor do seu corpo no meu, a proximidade de sua respiração. Amo cada detalhe dele, tudo o que ele faz.

Afasto as pernas, deixando-o ter livre acesso enquanto ele continua a descida dos beijos até onde meu corpo já o espera, ansioso. 

— Matteo — suspiro quando ele retira minha calcinha devagar, os olhos fixos nos meus, como se enxergasse minha alma. — Eu amo você.

— Também te amo, linda — diz ele, beijando o interior da minha coxa e mantendo o olhar firme. — Amo tanto que quero ouvir você chamando por mim.

— Moreno… — mal consigo terminar de falar, pois sua língua desliza do meu clitóris até minha fenda, me fazendo revirar os olhos e agarrar os lençóis com força. — Caralho.

Ele intensifica o toque, movendo a língua com uma precisão que só ele sabe. Meu corpo se contorce, e cada toque parece acender um fogo que só ele é capaz de controlar. Meu peito sobe e desce com a respiração acelerada, enquanto a pressão dentro de mim cresce, cada vez mais forte.

Seus olhos encontram os meus por um instante, e vejo um sorriso satisfeito brincar em seus lábios, como se soubesse exatamente o que está fazendo comigo. Ele se move, me provocando, explorando cada centímetro, cada sensação. A cada deslizar da língua, sinto um prazer quase insuportável, e minhas mãos vão parar no cabelo dele, puxando-o de leve, como se pudesse guiá-lo, embora ele já saiba o caminho.

— Matteo… — minha voz sai embargada, implorando, mesmo que as palavras falhem.

— Isso, minha linda — ele sussurra, a voz baixa e rouca, deixando um rastro de beijos ao longo de minhas coxas antes de voltar a me devorar com intensidade.

Meu corpo inteiro responde a ele, e quando sinto que estou prestes a me perder completamente, ele para, subindo devagar pelo meu corpo até nossos rostos se encontrarem. Seus lábios encostam nos meus, me permitindo sentir o meu próprio gosto.

— Eu disse que queria ouvir você clamar por mim — ele murmura, os olhos escuros e intensos, cheios de desejo.

Sorrio, puxando-o para um beijo urgente, tentando transmitir a ele tudo o que sinto. Minhas mãos percorrem seu corpo, explorando cada músculo, enquanto ele se ajeita sobre mim. O calor entre nós é incontrolável, e já não há espaço para qualquer pensamento, apenas a necessidade de tê-lo cada vez mais perto, de sentir cada parte dele como se fosse a última vez.

— Matteo… — suspiro de novo, entregue completamente, consciente de que, neste momento, ele é tudo o que existe no meu mundo. — Me fode, por favor, eu preciso de você. Quero sentir você todo em mim.

Minhas mãos apertam seus braços fortes, tentando transmitir o quanto o desejo, o quanto o quero aqui e agora. Não há nada além dessa necessidade urgente de tê-lo, nada mais importa. Só quero me perder nele, ser dele, corpo e alma, como se o mundo inteiro pudesse desaparecer à nossa volta.

— Mas você não disse… — Não o deixo terminar. Inverto nossas posições, ficando por cima dele, e nossos olhares se encontram enquanto ele cruza as mãos atrás da cabeça, sorrindo de lado.

— Não importa o que eu disse. — Tiro a camiseta, deixando meus seios expostos. — Você vai ou não me tomar?

— Faça o que quiser, sou todo seu, meu amor. — Sorrio e me inclino para beijá-lo, nossos lábios se encontrando em um beijo intenso, feroz e carregado de desejo.

Me inclino o suficiente para segurar seu pau e posicioná-lo na minha entrada, deslizando-o devagar pela minha buceta já sensível, fazendo Matteo entreabrir os lábios e gemer de satisfação. Aos poucos, começo a descer, sentindo cada centímetro dele me preencher lentamente, fazendo meu corpo estremecer com ondas de prazer que se espalham por todos os meus sentidos. Solto um suspiro profundo enquanto ele se acomoda totalmente dentro de mim, e a sensação de tê-lo ali, completamente, me faz querer mais a cada segundo.

— Sou louco por você, Aurora — ele murmura, retirando as mãos de trás da cabeça enquanto começo a rebolar, intensificando o prazer que compartilhamos. — Mato qualquer homem que ouse olhar para você. Você é minha. Só minha.

— Ah… — Jogo a cabeça para trás, sentindo as mãos firmes de Matteo apertarem minha pele. — Eu sou sua, Matteo. Sempre fui. — Volto a olhá-lo, vendo seu olhar escurecer, e sou surpreendida quando ele se senta, puxando-me para o colo dele.

Em um movimento rápido, Matteo me pressiona contra a parede, segurando minhas pernas abertas enquanto seu pau se acomoda ainda mais fundo em mim. Fecho os olhos ao senti-lo preencher cada espaço, sua intensidade me fazendo gemer enquanto ele me toma com a brutalidade que, secretamente, sempre desejei.

— Isso, moreno… assim… por favor — imploro, o corpo inteiro pulsando. Ele me beija, mordendo meu lábio inferior, e então desvia o olhar para onde nossos corpos se encontram, observando cada movimento enquanto me fode, completamente.

Estamos tomados pelo desejo, como se nada pudesse conter essa fome que nos consome. Matteo me pega nos braços, me leva até a sacada, e com um sorriso lascivo, me vira de frente para a grade, me deixando exposta ao ar fresco da noite. Ele posiciona o corpo atrás do meu, suas mãos deslizam pela minha cintura e me puxam contra ele, me fazendo sentir cada centímetro dele entrando em mim. A floresta abaixo não importa, somos só nós dois, em uma urgência crua e irresistível. Ele me penetra devagar, fazendo cada centímetro ser sentido enquanto meu corpo estremece.

— Você é minha — ele rosna contra meu ouvido, a voz rouca, e minhas pernas ameaçam ceder. Meus gemidos são altos, como se toda essa intensidade fosse impossível de conter, enquanto ele movimenta o corpo com firmeza e precisão, cada estocada me levando ao limite. A sensação de tê-lo assim, sem barreiras, na sacada, apenas amplifica o desejo, e eu quero ainda mais.

Quando nossos corpos desaceleram, ele me carrega, ainda ofegante, até a sala. O sofá de couro é frio contra minha pele quente, e ele me deita com força ali, com um olhar possessivo e lascivo. Matteo não me dá tempo de recuperar o fôlego, ele está sobre mim outra vez, seus olhos me devorando enquanto suas mãos percorrem cada curva do meu corpo, segurando, apertando, reivindicando. 

— Por favor, mais rápido — Suas investidas são profundas, rápidas, e me deixam sem ar. O som de nossos corpos se encontrando ecoa pela cabana, e tudo que consigo fazer é me agarrar a ele, perdida nesse prazer que não parece ter fim.

Ele me leva então para a pequena cozinha. Me apoia sobre a mesa de madeira, me prendendo ali como se fosse sua última refeição. Ele segura minhas coxas e me abre com uma intensidade feroz, me deixando completamente exposta para ele. Matteo se inclina e me devora com a boca, sua língua se movendo sem piedade. Meus gemidos são altos, e quando penso que já não posso mais aguentar, ele se ergue e me toma com força. A mesa range sob o ritmo de nossos corpos, e meu corpo é arrebatado por uma onda de prazer selvagem, incontrolável.

Antes mesmo de me recuperar, ele me pega pela mão e me conduz para fora, até o balanço de madeira. Matteo se senta e me puxa para seu colo, e não espero nenhum sinal para me mover. Encaixo-me sobre ele e começo a cavalgar, sentindo-o me preencher profundamente a cada movimento. Ele segura minha cintura com força, guiando o ritmo, e o balanço se move com nossos corpos, aumentando a intensidade. O prazer é tão intenso que quase me sinto fora de controle, entregue completamente a ele.

Por fim, sem fôlego e consumidos pelo desejo, ele me leva até o lago. A água fria nos envolve, mas o calor entre nós é mais forte. Matteo me puxa para si uma última vez, e ali, no lago, deixo que ele me possua por inteira. Nossos corpos se movem com uma intensidade insana, o prazer é brutal, e me perco nos meus próprios gemidos. Nossos corpos estão mergulhados no lago, e sinto o calor crescente de Matteo, o ritmo dele se intensificando até que ambos estamos à beira de um clímax inevitável. Meu corpo inteiro parece se contrair, a tensão construindo-se em cada célula, cada toque e cada investida trazendo-me mais perto do êxtase.

E então, de repente, o momento chega. Meus gemidos se misturam com o som suave da água ao nosso redor, e sinto meu corpo desmoronar em um prazer profundo, como ondas que me atravessam e me fazem perder qualquer controle. Matteo chega logo em seguida, apertando meus quadris, sua respiração quente contra minha pele enquanto ele se rende completamente.

Exausta, deito minha cabeça em seu ombro, sentindo uma calma invadir meu corpo, uma paz que só ele pode me proporcionar. Sinto sua mão acariciando minhas costas, o toque suave e protetor, enquanto seus lábios pousam em minha testa em um beijo calmo. Permanecemos assim, em silêncio, recuperando o fôlego, nossos corpos ainda entrelaçados sob a superfície do lago, como se o mundo inteiro tivesse desaparecido ao nosso redor.

— Até quando vamos ficar aqui? — Matteo pergunta, e eu me solto dos seus braços, apoiando os pés no chão.

— Até amanhã à noite — respondo, e ele assente com um sorriso. — Está ficando frio, vamos sair dessa água. — Abraço meu próprio corpo, e Matteo concorda, avançando na minha direção.

— Você é tão linda... sou louco por você. — Ele ri e começa a distribuir beijos pelo meu pescoço. — Quando vamos nos casar?

— Precisamos escolher uma data. — Passo as mãos pelos seus cabelos, e ele concorda, olhando-me intensamente. — Tem certeza que quer se casar comigo?

— Absoluta, nunca tive tanta certeza. — Sorrio enquanto ele me pega no colo e caminha para fora da água fria. — Por que está perguntando isso?

— Porque casamento é uma coisa séria, Matteo. — Ele para na margem do rio, me olhando com seriedade. — Eu amo você, mas preciso saber se para você também isso é para sempre.

— Aurora — ele segura meu rosto entre as mãos, aproximando seus lábios dos meus —, é claro que é para sempre. Vamos ter cinco filhos.

— O quê? — Minha testa se franze automaticamente. Ele só pode estar brincando. — Eu não vou ter cinco filhos!

— Mas, meu amor, sempre sonhei em ter uma família grande. — Nego com a cabeça, me afastando dele, mas ele me segue enquanto caminho em direção à cabana. — Aurora, meu amor...

— Nem começa, Matteo. Eu não vou ter cinco filhos. — Ergo o dedo indicador enquanto sigo decidida para dentro da cabana. Sério? Ele deve estar de brincadeira para me pedir algo tão absurdo.

Entro no quarto e sigo direto para o banheiro. Ligo o chuveiro e, logo, sinto o toque de Matteo no meu braço, virando-me para ele.

— Você só pode ser maluco. — Apoio as mãos em seu peito, mordendo o lábio inferior. — Cinco filhos, nunca!

Matteo entra no box, me puxando para mais perto e envolvendo meus braços ao redor do seu pescoço. Seus lábios encontram os meus com intensidade, enquanto a água morna nos cobre. Aos poucos, ele desce os beijos pelo meu pescoço, fazendo meu coração acelerar.

— Precisamos contar sobre o nosso contrato para os seus pais — Entre um suspiro e outro, deixo escapar.

Ele solta um resmungo, parando os beijos e me olhando nos olhos com uma careta de desgosto.

— Sério? Estamos quase transando, e você fala dos meus pais... Perdi a vontade — Não aguento e caio na risada, dando um leve tapa no ombro dele.

— Ah, que exagero! — digo, ainda rindo. Matteo joga a cabeça para trás, acompanhando minha risada, e depois volta a me olhar com aquele brilho provocador no olhar.

— Você sabe como acabar com o clima, hein? — Matteo me solta, fingindo estar profundamente ofendido, e cruza os braços, me encarando com uma expressão teatralmente séria. A minha risada só aumenta com o drama dele, e ele revira os olhos.

— Tá rindo de quê? — Ele tenta segurar o sorriso, mas eu vejo o canto dos lábios dele tremendo.

— Do seu exagero, né? — respondo, ainda tentando recuperar o fôlego entre as risadas. — Só mencionei seus pais, não disse que ia convidar eles pra cá.

Ele solta um suspiro resignado, balançando a cabeça.

— Às vezes eu realmente acho que você gosta de testar meus limites, Aurora.

— E quem disse que não gosto? — provoco, erguendo uma sobrancelha.

Ele se aproxima novamente, encostando a testa na minha, com um sorriso contido e os olhos fixos nos meus.

— Você é impossível, sabia?

— E você me adora assim — respondo, segurando o riso e sentindo as mãos dele deslizarem pelas minhas costas.

— É, eu adoro mesmo — O olhar dele se suaviza, e o sorriso volta aos poucos — Adoro você toda! Eu te amo, mais que tudo nessa vida.

— Eu também amo você, moreno — Faço um biquinho e ele me dá um selinho demorado.

Acho que nunca estive tão feliz como agora. Eu poderia gritar para o mundo inteiro que me libertei de um lunático e estou em paz com o homem que amo.

Depois de uma sessão quente e divertida no banheiro, nós nos enxugamos e nos vestimos, indo direto para o sofá. Matteo escolhe uma camiseta preta e uma calça moletom, mas nem consigo prestar atenção no que visto, porque meus olhos não conseguem sair dele.

Finalmente, nos acomodamos no sofá, e ele me abraça, puxando-me para seu peito. Sinto seu perfume misturado ao sabonete fresco, e não consigo evitar um sorriso enquanto me aconchego mais. Matteo estende o controle e seleciona "As Branquelas", um dos meus filmes favoritos.

— Sabia que você é a única pessoa que consegue me fazer ver esse filme pela quinta vez? — ele comenta, rindo, enquanto o filme começa.

— Ah, moreno, só você para reclamar. Esse filme é um clássico! — retruco, virando meu rosto para olhá-lo.

Logo, a cena clássica da Tiffany gritando "Vou ter um ataque!” aparece, e eu não consigo segurar o riso, o que faz Matteo me apertar ainda mais. Ele sempre finge que não acha graça, mas vejo o sorriso crescendo no canto da boca dele.

— Não acredito que você ainda ri dessas falas, meu amor — ele diz, tentando manter o rosto sério, mas já começando a rir também.

— Não sei como você não ri disso! — exclamo, batendo de leve no peito dele. — É hilário!

A medida que o filme avança, o sofá se torna o lugar mais aconchegante do mundo, e tudo parece perfeito. De vez em quando, Matteo murmura comentários sobre como as piadas são bobas, mas logo o pego rindo alto junto comigo nas cenas mais exageradas.

Quando chega a icônica cena da dança na boate, onde Latrell dança como um maluco, não conseguimos nos conter. Eu estou rindo tanto que mal consigo respirar, e Matteo, rindo com aquela risada baixa e irresistível, me aperta, tentando me fazer parar de rir.

— Você vai morrer de tanto rir, Aurora — ele diz, os olhos brilhando enquanto me encara.

— E que jeito melhor de morrer do que assistindo "As Branquelas"? — respondo, ainda entre risadas.

Por um momento, ele me olha como se eu fosse a pessoa mais preciosa do mundo. O filme continua rolando, mas sinto o olhar dele se intensificar, como se estivesse prestes a dizer algo importante.

— Sabe, nunca imaginei que estar com alguém pudesse ser tão fácil — Matteo diz, suavemente, acariciando meu rosto. — Você me faz rir, me faz me sentir em casa.

Eu me afasto um pouco para vê-lo melhor, surpresa e tocada pelas palavras.

— Matteo, você é o meu lar. E... eu sou a pessoa mais feliz do mundo por estar aqui com você — sussurro, sentindo meu peito se aquecer.

Ele sorri, e nos aproximamos para um beijo suave, enquanto os créditos finais do filme começam a subir.

Me aconchego em seu peito, enquanto ele acaricia meus cabelos. Não precisamos de palavras para preencher o silêncio, tudo já foi dito. E ali, deitada com ele, sentindo o seu coração bater em um ritmo constante e seguro, sei que não preciso de mais nada. Ele é meu refúgio, meu amor e, acima de tudo, meu lar.

— Eu te amo — Ele murmura afagando meus cabelos, fecho meus olhos sentindo minha alma descansada, e meu coração calmo e sereno, tendo a certeza que desta fez não serei machucada ou humilhada.

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