2.

[Dia seguinte]
Hoje chegava Bianca e, sendo a hora de chegada do voo apenas às 15:35, Sofia aproveitou e almoçou com o namorado no Vasco do Gama.

–Eu quero aproveitar este momento para te fazer uma pergunta. – Introduziu Rui poisando os talheres e pegando na mão da amada.

–Diz lá então. – Respondeu Sofia poisando igualmente os seus talheres e mantendo as suas mãos agarradas às de Rui.

–O que é que achas de vires viver comigo? Nós já namoramos há mais de um ano e meio e tu sabes que eu te amo muito e que não vivo sem ti! – Propôs Rui sorrindo para a rapariga. Sofia sorriu de volta mas não lhe respondeu logo. – Então, o que é que dizes?

–Já tinha pensado nisso mas, para dizer a verdade, não estava à espera que me fizesses oficialmente a proposta! – Respondeu Sofia apanhada de surpresa.

–Mas aceitas ou não? Se quiseres, eu até me ponho de joelhos e tudo! – Insistiu Rui levantando-se de imediato.

–Não, não é preciso! – Impediu Sofia rindo-se. – Eu também te amo muito e tu sabes disso mas eu preciso de pensar primeiro.

–Mas pensar em quê? Não estou a perceber!

–Porque este é um passo muito grande e eu quero ter a certeza que não nos estamos a precipitar. Mas eu amanhã dou-te uma resposta. Prometo! – Respondeu Sofia.

–Está bem. Mas olha que eu vou mesmo cobrar essa promessa! – Exclamou Rui. E em seguida disse num tom de voz mais baixo e olhando a namorada nos olhos. – Não consigo estar longe de ti muito tempo! – Sofia fechou os olhos e sorriu deliciada com a declaração do namorado.

Terminaram de almoçar e vieram-se embora. Encontravam-se no último piso do centro comercial, o que implicava descer pelo menos dois lances de escadas rolantes até chegar ao parque de estacionamento.

Desceram o primeiro com alguma calma e quando desceram o segundo, à medida que continuavam a caminhar, várias pessoas não puderam deixar de reparar no casal a passear abraçado.

–As pessoas também não têm mais sítio nenhum para olhar? Até parece que nunca viram! – Reclamou Sofia discretamente para Rui.

Já não era a primeira vez que acontecia mas, por mais que o tempo passasse, Sofia não conseguia habituar-se aos olhares alheios centrados em si.

–Já sabes que as pessoas olham sempre. Mas se preferires vamos antes por aqui. – Rui apercebeu-se do desconforto de Sofia e mudaram de trajetória, seguindo antes por uma escadaria secundária até chegarem ao carro.

–Vens ao aeroporto buscar a Bianca? – Perguntou Sofia enquanto punha o cinto de segurança.

–Não vai dar, tenho treino daqui a duas horas. Mas posso deixar-te lá, se quiseres! – Respondeu Rui.

–Sim, pode ser! – Em pouco mais de cinco minutos, Rui deixou Sofia numa das entradas de acesso ao aeroporto, onde cerca de uma dezena e meia de táxis aguardava pacientemente pelos passageiros que abandonavam o edifício atafulhados de bagagem.

–Dá cumprimentos meus à Bianca. - Pediu Rui.

–Dou sim. Beijinho, amor! - Despediram com um beijo nos lábios para depois Rui apanhar a ponte Vasco da Gama em direção a Alcochete.

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