25.

–Já acabaste? – Perguntou Rui observando Sofia a poisar os talheres sobre o prato.

–Já. – Pegou nos dois pratos, depositou-os no lava-loiça, voltou para junto de Sofia e aproveitou o momento para se declarar a ela. Mais cedo ou mais tarde este momento iria acontecer, por isso, de pouco lhe valia adiá-lo. Inspirou fundo e, assim que se sentiu com coragem,deu então início à conversa:

–Há uma coisa que eu te quero dizer. – Iniciou Rui.

–É algo de grave? – Perguntou Sofia temendo que fosse alguma notícia menos boa.

–NÃO, claro que não! – Apressou-se a tranquilizar Sofia. – Quer dizer, pelo menos acho que não. – E prosseguiu. – O que eu quero dizer é que… tu és uma pessoa muito especial para mim. Eu sei que ainda só nos conhecemos há, para aí, um mês mas, não sei bem explicar porquê mas quando estou contigo eu sinto-me bem de uma maneira que mais ninguém me faz sentir, percebes? – Fez uma pausa e retomou o discurso agarrando as mãos de Sofia e olhando-a nos olhos. – Eu gosto de ti, gosto de estar contigo e sempre que estamos juntos só quero que o tempo pare e não quero saber de mais nada. Sofia, eu amo-te e quero fazer-te feliz!

Apanhada de surpresa, por momentos não soube o que responder. Não estava à espera de receber uma declaração destas mas, por outro lado, sentia-se lisonjeada. Rui era exatamente o tipo de pessoa com quem Sofia se via a namorar: simpático, respeitador e bom ouvinte.

–Bem… não fazia ideia que eu era uma pessoa assim tão importante para ti! Ou melhor, tinha uma ideia mas não sabia que aquilo que sentias por mim era assim tão profundo. Mas eu não sei se estou preparada para ter um relacionamento neste momento. – Confessou Sofia.

–Então porquê? Não sentes o mesmo por mim ou acabaste há pouco tempo com alguém? – Perguntou Rui receoso.

–Não tem a ver com isso. Na verdade eu não tenho tido nenhum relacionamento ultimamente…

–Então, melhor ainda! Assim não tens que dar satisfações a ninguém! – Interrompeu Rui esperançoso. - O que é que te impede? – Questionou Rui. – Eu olho para ti e sei que também sentes o mesmo por mim! – Sofia riu-se e corou ligeiramente baixando o rosto. – Oh, estás a corar e tudo! E quando coras é porque é verdade! Já reparei nisso! – Constatou Rui. Levantou-se do lugar e ajoelhou-se à frente dela pegando-lhe na mão. – Sofia, queres namorar comigo? – Perguntou olhando-a nos olhos. – E não saio daqui enquanto não me deres uma resposta!

Sofia gracejou novamente e afastou o olhar. Algo dentro de si impelia-a a dizer que sim mas tinha algum receio de o dizer. Mas qual é que é o teu medo afinal, Sofia? Não querias um homem simpático, respeitador e bom ouvinte? Então aqui o tens! Deixa-te de merdas e diz que sim! Pensou para si.

–Aceito! – Respondeu por fim, soltando um riso de felicidade que contagiou Rui.

–Estás a falar a sério?! – Exclamou Rui contente por ter tido uma resposta afirmativa. Sofia não disse nada e levantou-se do seu lugar. – O que é que vais fazer? – Perguntou curioso.

–Calma. Senta-te e fecha os olhos! – Pediu Sofia e ele assim o fez. Em seguida sentou-se no colo dele e deteve-se durante escassos segundos a olhar para o rosto do rapaz. Quando não aguentou mais, beijou-o carinhosamente acompanhando o beijo com festinhas suaves na sua face.

Rui correspondeu imprimindo no gesto o mesmo carinho com que Sofia o beijava deixando, ao mesmo tempo, que a sua mão passeasse calmamente pela cintura da rapariga e acariciando-lhe, de vez em quando, com o polegar a camisola que lhe protegia a pele.

–És especial! – Sussurrou Sofia ao ouvido dele depois de ter separado os seus lábios dos de Rui. Sorriram um para o outro e beijaram-se mais uma vez.

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