Capítulo 1
Cicatrizes, é tudo o que tenho
Dor, é tudo que sinto
As pessoas param e olham
Mas eles não têm ideia
E através dessas lágrimas
E através dessa dor
Vou ficar mais uma vez" - A Light To Call Home da Julia Brennan
Deus! Espero que não seja mais um maldito trote, passou mais de cinco anos desde o desaparecimento de minha irmã. Não aceito que ela esteja morta, isso nunca! A polícia como de praxe não se esforçaram na busca, já era de se esperar.
Mas hoje alguma alma bondosa ou não me disse ter visto uma moça com as características da Angel, Deus queira que seja ela mesmo. Sai de minha casa na pequena cidade de BonJovi, sim a cidade Texana em homenagem a banda.
Cada curva das estradas eu tenho fleches de lembranças, todas da pequena menina desengonçada. Junto de suas marias Chiquinha, era uma marca registrada dela. Quando aquela cabeça de vento sumiu, ela tinha indo passar o final de semana na casa da melhor amiga.
Qual não foi minha surpresa ao ir busca-la na casa dos Thomas, quando eles me disseram que ela havia indo embora antes do final de semana acabar e achei isso muito estranho. Até entrei e fui conversa um pouco com Betty, mãe de Ally e a mesma disse que a última vez que viu minha menina foi na direção do riacho.
Junto com Ally e as primas dela, naquele momento não sabia o que fazer e a única coisa que pode foi ligar para a polícia, fiz o um boletim de desaparecimento. Os mesmos fizeram uma buscar nesse riacho e acabaram achando uma das benditas chuchas que ela usava.
Minha menina naquele tempo só tinha quinze anos, mas parecia ter mais por causa do corpo. Ouvir que ela poderia ter morrido afogada não batia, pois ela amava natação e era uma das melhores da turma.
Passei meses a fio tentando acha-la até que parei, mas nunca desistindo de que minha pequena estivesse viva. Desde então passaram se cinco anos, em cada aniversario meu peito doía por não a ter ali ao meu lado. Já tinha perdido gente demais em minha vida, e só queria acha-la para cuidar de minha Angel.
A viagem já estava quase terminando, GPS apontava que mais uns quinhentos metros e chegava no tal bar. Poderia ser uma cilada ou coisa assim, mas preciso ver se e verdade, se não for saio e volto para minha casa.
As casas nesse bairro são bem quietas, dava para ouvir os latidos dos cachorros e o som do bar tocando alto. Será que os moradores estão mortos ou o que? Deixei meu carro estacionando nas vagas em frente o estabelecimento e entrei, aí sim eu vi onde os moradores estavam.
O local estava cheio e fui logo para va bancada e pedi uma cerveja preta, até eu pôr as mãos no volante o álcool tem saindo da minha corrente sanguínea. Sabe quando você não deveria estar ali? Então era isso que estava sentindo ali, paguei a cerveja e fui ao banheiro antes de ir embora.
Entrei no banheiro e logo depois ouvi alguém entrar, fiz minha necessidade e me sequei. Assim que sai fui e lavei minhas mãos, aí sai do banheiro e senti algo acerta no meu pescoço. Fiquei meio tonta e quase fui ao chão, mas me mantive firme tentei seguir.
— Mas que kisberis! –A mulher falou zangada e virei meu rosto em sua direção.
— Vai a merda, sua vadia!
Ela tentou me apagar com as próprias mãos, aí que começou uma briga feia entre nós e acho que uma terceira pessoa entro, mas antes que eu desse uma cabeçada na maldita sou acertada com mais uma agulha, acho que era uma agulha.
— Essa e das difíceis.- Disse uma voz grossa. — Leve logo ela daqui!
Isso foi tudo que ouvi antes do escuro me abraçar.
Horas Mais Tarde...
Sinto um cheiro forte de mata seco, como diabos estou sentindo esse cheiro? Tento me levantar e não consigo mexer meu corpo, mas que porra de inferno! Abro meus olhos e me deparo com um teto de ferro polido, viro minha cabeça e vejo grades parecendo raios contidos por barras de vidro.
— Nem pense em toa-las! –Adverti uma voz baixa.
— Como?! –Perguntei virando o rosto para onde a voz vinha.
— Não toque nas porras, elas de tão choques fodidos. –Era uma moça loira baixinha de olhos castanhos.
— Ok, não irei tocar. –Minha voz sai rouca. — Quem e você? E onde estamos? –Sei que sou curiosa mais preciso saber.
— Em uma maldita nave. –Resmunga. — E me chamo Cassey, talvez você deve me dizer seu nome.
— Merda! –Digo achando surreal a parada da nave. — Ok, me chamo Vanessa e seria um prazer te conhecer, mas a ocasião não da. –Falei e ela deu uma risadinha.
Passamos alguns minutos conversando e consegui me sentar, a roupa que estou usando e tipo um macacão preto com algumas placas duras pelo corpo. E acho que estou usando a droga de um corpete, pois está me sufocando um pouco.
Ela disse que esta nessa merda a quase duas semanas, parece que estamos sendo levadas para bum planeta ou coisa do tipo, sem ela mesma sabe direito. Porém a mulher sempre vem deixar comida e água diz que em brevê estaremos em solo.
Não sei como vim parar nessa porra, pera eu sei sim! Quando eu fui no maldito banheiro, foi isso que me aconteceu e agora estou fora do planeta. Mas que inferno dos grandes eu fui me meter, as horas aqui estão sendo um verdadeiro purgatório.
—Van, me diz como veio para nessa fria? –Cas pergunta.
— Fui em um bar, onde pensei que encontrar alguma pista da minha irmã. -Digo. — Mas não deu em nada e quando estava saindo do banheiro fui atacada por uma vaca louca e aqui estou! –Cas cai rindo no chão da sela dela.
— Pelo menos o seu foi assim. – Diz ela se sentando novamente.
— E como foi a sua captura? –Seu olhar e de quem se lembrou de alguma safadeza.
—Fui para um motel trepar, mas acabei sendo sedado e acordei aqui! –Diz chateada, até entendo ela.
— Isso foi sacanagem deles, não foi?
— Claro que foi! –Diz indignada. — Nem trepei e estou numa seca dos infernos!
Rimos muito e nas outras três selas estavam outras mulheres, mas essas ainda estavam inconscientes e espero que para onde estamos indo não seja um inferno. Mas por que sinto que vai ser? Não sei quantas horas eram, quando uma senhora veio deixar algo para comer, ainda bem que eram frutas. Já pensou se fosse alguma coisa estranha? Eu nem comeria e consequentemente passaria fome até chegar nesse lugar. Comi e depois me senti com muito sono, mas que filhos da pu...
***
Acordei sentindo minha língua pesada, ou seja, fui dopada nessa porra e onde estou? Olho para todos os lados um quarto bem simples com uma cama onde estou, guarda-roupas e um banheiro? Não era diferente dos que já usei, consegui me virar naquele banheiro estranho. Não tinha torneira e tudo era em touch ou sensor, passei quase uns trinta minutos só mexendo e depois tomei um banho e vesti de novo um mesmo conjunto só que agora em vez de preto e um vinho com preto.
— Vejo que a senhorita ficou muito bem no traje. –Disse uma voz em um sotaque estranho. — Mas agora terá que se apresentar assim como as outras! –Diz me pegando pelo braço e arrastando.
Para onde eu não sei, mas logo saberei. Passamos por vários corredores e isso estava me deixando enjoada, o homem parou em frente uma parede e digitou alguma coisa. Para meu espanto ela se abre e começa a me arrastar de novo.
Agora estamos indo para um local arborizado em fresco, mas tenho medo de saber o porquê disso tudo. Não basta me abduzir, tem que me trazer para o maldito mato e agora o que esse filho de uma cadela vai faze?
Até que chegamos em o que parecia uma grande arena coberta, isso não vai ar certo e tenho certeza assim que entro. Pôs volto para a maldita sela com barras de choque, isso seria para me manter longe de uma possível fuga, mas para onde eu iria? Não tem como voltar para casar? E aqui que eu ficarei contra minha vontade. Aqui pelo menos tem ar puro e não aquele zunido da porra que a nave faz, nem acredito na merda que me meti.
Deus sabe que eu não sou de me meter em merda, mas agora estou eu, em algum lugar do universo e não faço a mínima o que devo fazer agora. Da para ver as outras celas e as outras mulheres ainda estão dormindo, que merda de sonífero e esse afinal?
Quero sair correndo daqui, mas não tenho como fugir e esperar para saber o que me aguarda. Não vi a Cassey ainda, será que ela ficou? Não sei e estou preocupada c0om ela, mas que bosta! Me levanto e ando de um lado para outro na sela, pensando se alguma alienígena vai vir aqui ver seus prisioneiros.
Pensando bem o homem que me trouxe aqui e bem humanoide, tirando aquele tem presas e a cor da pele e meio dourado puxada para o pêssego. Isso e estranho e seus cabelos eram de um vinho bem escuro, o contraste dos olhos com o cabelo era perfeito.
Mas saio de meus pensamentos sobre o filho da mãe, quando uma mulher musculosa entra e fala em alto e bom som.
— Preparassem fêmeas. –Diz. — Nosso Soberano irá escolher uma de vocês! –E o que porra!?
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