XI

- Repete. - continou a com faca apontada.

Qualquer coisa, ela podia enfiar a faca brutalmente no pescoço dos dois, já que estava fora de si, até entendo, ela estava sobrecarregada e com os últimos acontecimentos!

Gabriel e Analu não sabiam o que fazer, ficaram surpresos e caldos.

- Vamos, repete, quero ouvir direitinho.

— Malu se acalma, a gente veio em paz. - se aproximou um pouco Gabriel.

- Em paz? Você sabe que eu vim até essa merda para fazer o que? Ouvir os dois pombinhos debochado de mim.

- Não estamos debochando de você. - disse Analu, que olhava ao redor a procura de alguém, mas nada.

Não havia ninguém, as crianças que estavam ali já haviam ido embora e com certeza não perceberam o que estava acontecendo de longe, como disse tem poucas casas na rua, o parque praticamente é a rua toda – uma rua muito pequena.

- Ah não? Seus idiotas! - gritou, e os dois se assustaram, Malu com certeza.

- Malu! - falou Gabriel perdendo a paciência. - Chega! - Malu apenas gargalhou e lançou a faca que por sorte, ou azar, caiu no chão – sem machucar ninguém.

Malu correu para um outro lugar, precisava se acalmar, sua cabeça rodava e rodava. Parou em um bar da mesma rua.

Ela bebeu e bebeu, e quando viu já eram 22:00, ouviu a badaladas do sinos da igreja, que fechou mais cedo.

Ela saiu esbarrando nos outros, ela estava descontrolada, estava louca, não tinha nem a noção de quem era.

***

No dia seguinte. João Vitor sentiu falar de Malu, que não acordou ele como todos os dias, mas dessa vez não. Foi até o quarto de Júlia que já estava penteando o cabelo.

- Júlia? - perguntou João Vitor.

- O que foi?

- Cadê a mamãe?

- Deve está na loja.

- Não! Ela não me acordou e também ela está doente, não iria para loja.

- Ah eu não sei. Ela está bem Jô, ela é bem grandinha para saber o que faz. - disse Júlia terminando de pentear seu cabelo.

João Vitor ficou meio perplexo, pois desconfiava que sua mãe esteja numa encrenca, ele sente isso. Voltou no quarto da irmã que estava colocando a bolsa nas costas, enquanto ele estava ainda de pijama.

- Júlia! Acho que a mamãe está numa encrenca, ela nunca deixou eu dormi até tarde. Como você acordou?

- Eu já sou acostumada, mas é claro que você não é.

- Júlia... Por favor ela é a nossa mãe, precisamos encontrar ela. - diz João e Júlia assentiu.

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