Berros dramáticos

     Suki continuou apontando para a criatura com a espada, pondo-se entre eles. A "coisa" tentou se levantar.

— Não. Chega. Perto. — falou, ameaçando com a arma.

— Você realmente ' me ameaçando na minha própria casa!? — questionou com incredulidade, se levantando enquanto massageava a área atingida.

— Tecnicamente, isso não é uma casa. É um castelo. — pontuou Poppy.

Foi naquele momento que a criatura olhou-a nos olhos. Aquelas orbes eram tão azuis quanto o céu estrelado — jurava que podia até ver estrelas piscando neles. Eram hipnotizantes e ... humanas.

     A criatura pareceu estupefata ao ver a castanha, logo recompondo-se.

— Não importa. Como e por que estão aqui?!

As duas amigas se entreolharam por um segundo.

Longa história, dona.

— Eu sou homem.

— Então "longa história, senhor".

— COMO VOCÊ TEM A AUDÁCIA DE DAR AS CARAS AQUI, ANTÔNIO!!?

     Suki até largou a espada pelo susto. A criatura suspirou, como se aquilo já fizesse parte de sua rotina.

     As duas achavam que todos os Antônios num raio de três quilômetros correriam por suas vidas depois daquele berro.

— De novo não, Anny ... — resmungou, passando pelas duas , indo na direção de onde elas vieram.

     Sem terem mais opções, seguiram-no à uma distância segura. A mesma voz feminina e jovem berrava como se sua vida dependesse daquilo sobre não ter se casado para o marido ficar fora o tempo todo, que pediria divórcio e algo em espanhol antigo que com certeza falava mal da mãe do coitado.

     Quando chegaram, viram como uma garota de uns catorze anos quase enforcava ...

— Tony? — soltou a castanha, chamando a atenção do mencionado e da garota.

— Poppy?

— Quem são vocês e como conhecem ele!!? — questionou a menor, furiosa.

     E, então, reconheceu-a da descrição do ruivo de mais cedo.

Olhos verdes como um gramado verdinho perfeito para piqueniques. Pele acobreada e brilhante como o metal de uma armadura de bronze. A boca rosada e meio carnuda fazia Poppy questionar sua heterossexualidade. O cabelo ondulado era tão preto que mais parecia azulado.

Ela era tão bonita de um jeito tão natural que ambas quiseram sumir perante seu olhar fulminante – ok, só pelo olhar fulminante quereriam sumir.

— Anny, calma. — pediu a criatura, irritado com a menor — Vocês se casaram já faz 276 anos. Toda vez é a mesma coisa. Sossega.

— Ele me chega depois de DOS JODIDAS SEMANAS, no meio da noite, e logo depois dessas duas aparecerem de penetra. — pontuou — ¿¡¡Y TU ME PIDES PARA CALMARME!!? ¡¡VETE A LA MIERDA CON LA PINCHE CALMA!!

Tony riu de leve — até hoje não sabem se porque a situação era cômica ou de nervoso, mesmo.

— Ramón, acho que eu meio que dei uma brecha p'ra elas virem aqui ...

— EU SABIA QUE VOCÊ 'TAVA ME TRAINDO!! — gritou a garota, desolada e se desmanchando em lágrimas.

Poppy e Suki não faziam a mínima ideia de como se meteram naquilo, muito menos como sairiam.

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Palavrinhas rápidas:

     Já conhecem o discurso: bloqueio criativo, escola lotando a minha agenda, etc. De verdade, sinto muito pela demora.

     Eu esperei MUITO p'ra fazer essa cena. Eu tive a ideia da fic meio que por esse cap todo. Amei como ficou o resultado!

     A DISNEY VAI ADAPTAR PERCY JACKSON!! UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!

Beijos e roteiros,
                     Aliindaa.

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