Capítulo 3: Dúvidas constantes
Aramis: Vocês piratas caminham por aqui como se fossem pessoas civilizadas!
Nicolas: Lamento que meus modos não sejam apreciados por você, mas isso não me incomoda.
Num segundo Nicolas sentiu algo em suas costas e era a arma de fogo de Aramis.
Nicolas: Fará uma cena por pouca coisa??- perguntou.
Aramis: Pouca coisa??- perguntou. - Ratos como vocês pensam que são pessoas , são pragas que devem ser eliminadas! É um favor ao povo!
Nicolas conteu sua raiva diante de suas repugnantes palavras ao se lembrar de seu passado e como a realeza não era melhor do que os piratas.
Aramis: Você vira comigo!
Alessandro: Receio que hoje não, Aramis!- disse Alessandro ao aparecer do lado do homem. Pegou uma maça e pagou. - Sabe, podemos ser "pragas..."- disse se virando para a multidão deu uma mordida. -... mas estamos em toda parte!
Com uma inclinação do queixo. Aramis olhou discretamente e se viu cercado pelos olhares dos piratas próximos do local.
Alessandro: Amaris, você que é um homem prendado , sabe que os ratos não tem medo dos gatos por suas garras afiadas e nem presas mas foge da saliva , já que os predadores tem uma substância química na saliva!
Aramis: Os guardas estão por perto!
Alessandro: Seria ruim para vocês iniciarem uma briga...- disse pegando sua arma.-... mas basta um tiro para esse povo correr e um tumulto iniciar! Pessoas serão derrubadas, pisadas, mortas e a culpa será somente sua por não ouvir o aviso!
A raiva estava estampada no rosto do homem.
Aramis: Não me faça rir, pirata! A primeira oportunidade de um trair o outro é mais alta do que a traição da coroa!- disse ao olhar para ele.
Alessandro: Não para a minha tripulação!
O homem olhou ao redor e viu alguns piratas mostrando suas armas. Deduziu rapidamente que era a tripulação do Capitão Castilho.
Quando voltou a olhar para o mesmo nem mesmo Nicolas estava presente, ambos desapareceram sem deixar rastros e ao olhar ao redor a tripulação do Capitão desapareceu e os demais piratas foram se retirando.
Enfurecido ordenou que os guardas pegassem todos eles e o momento de paz acabou.
O Capitão Alessandro com sua tripulação se retirou ciente da possível perseguição e não demorou para ouvir o som dos cavalos.
Estando próximo do navio, Otávio ao ver os cavalos se juntou a alguns tripulantes que retornaram antes do Capitão e a demais tripulação e ergueram a âncora, subindo no navio o navio se afastou da areia e os guardas naquela redondeza tentaram atirar mas foi em vão, não teve danos graves no navio e com isso os piratas se retiraram.
•••
No amanhecer, Carolina estava com as mãos no parapeito do navio, o cheiro de água salgada , o tempo agradável, o silêncio temporário da tripulação era música para os seus ouvidos. Pois , ela não dormiu direito com as danças e cantorias do navio.
E então, olhou para a sua esquerda vendo o marujo Nicolas, com uma mistura de irritação e frustração.
Pensou duas vezes antes de decidir tentar conversar com o homem, estava sentado no terceiro degrau da escada, ao notar sua presença parou imediatamente.
Nicolas: Não se pode ter um momento de paz?
Carolina: Engraçado ouvir isso vindo de um pirata. Ontem pareciam tão felizes.
Nicolas: Menos eu...- murmurou olhando para outro lado.
Carolina: Esta assim desde que voltou.
Nicolas: Não é da sua conta o que aconteceu.
A mulher ficou surpresa e assustada.
Carolina: Eu não quis...
Nicolas: E o que você quer aqui afinal?- perguntou se levantando. - Por que esta com a gente?
Carolina: Seu capitão me ameaçou jogar no mar.
Um fraco sorriso deu.
Carolina: Eu não pedi nada disso. E não pedi para ser resgatada.
Nicolas: Então, pegue um bote e saia do navio. Alessandro já teve problemas demais com mulheres como você.- com desprezo. - Aparentam ser ingênuas ,mas são piores que as sereias.
Carolina: Acha que eu faria algum mal a ele?
Nicolas: Você pode ser uma espiã da coroa. Seja o que for, eu vou descobrir antes que faça algo que nos prejudique.
Dizendo isso se retirou passando por ela.
•••
Após os marujos levantarem e seu Capitão também, reuniu todos para anunciar um novo trajeto.
Alessandro: Muito bem seus porcos imundos.- disse com um sorriso. - Após nossa visita ao Canadá estamos partindo rumo a terras maravilhosas e ricas, Brasil!
Animados começaram a se preparar. E na cabine do capitão estava seu braço direito.
Alessandro: Melhore essa carranca. Caso contrário não vai arranjar uma esposa.
Nada respondeu.
Alessandro: Já te falei para não dar ouvidos.
Nicolas: Eu não sei do que você está falando.
Alessandro: É, mas sua expressão facial mostra o oposto.
Nicolas: Por que não larga aquela mulher no Brasil e vamos para as Caraíbas?
Alessandro: Entendi, o problema é ela. O que ela fez?
Nicolas: Ela ainda não fez ,mas fará se não se livrar dela.
Alessandro: Veja, Carolina é uma mulher inocente, e mesmo que não fosse seria tolice nos atacar.
Nicolas: E se ela tiver informantes?- perguntou.
Alessandro: Estou investigando sobre ela.
Em silêncio ficou.
Alessandro: Talvez sua intenção não fosse parar nas mãos dos piratas, mas saber um pouco mais dos tripulantes me ajuda a mante-los na linha. - continuou. - Mas, não comente nada a ela, nem a assuste, deixe-a em paz.
Quando Nicolas se irritava qualquer coisa poderia virar o seu alvo, e infelizmente seu alvo foi Carolina, seu aparecimento repentino já o incomodava.
Nicolas: Então , a deixe longe de mim.
Alessandro: Sabe, as vezes me pergunto se sou o capitão. Pega leve com ela.
Nicolas: Certo.
•••
Na cozinha ela bebia um pouco de vinho , e junto a jovem pirata estava o cozinheiro Jay Antônio, um homem de 23 anos, cabelos castanhos acizentados, pele clara e olhos azuis.
Jay: É a segunda garrafa, tem uma boa tolerância ao álcool?
Carolina : Parece que sim. - disse ao terminar metade da segunda garrafa.
Jay: Por que esta chateada?
Carolina: Não se incomoda com a minha presença no navio?
Um leve sorriso deu.
Jay: Entendi, alguns estão falando mal de você?!
Nada respondeu.
Jay: Os piratas não são conhecidos por serem acolhedores, não é da nossa natureza.
Carolina: Ai é que ta, eu não pedi para que isso acontecesse e essa pessoa age como se fosse o contrário.
Jay: Ninguém entrou passando numa prova, temos nossos segredos.
Carolina: Mas, parece que essa pessoa me vê como uma espiã, uma ameaça.
Com isso terminou a segunda garrafa.
Jay: Não é melhor fazer uma pausa?- meio preocupado com a terceira garrafa na mão dela. - Acho que o estoque de vinho vai acabar antes do previsto...
Alessandro: Você esta ai.- disse o capitão entrando.
Carolina: Isso é culpa sua!
Ele estranhou suas palavras.
Alessandro: Peguei a conversa pela metade, pelo o que estou sendo acusado e porque esta bebendo tanto?- notando as duas garrafas vazias.
Jay: Ela esta derramando suas frustrações na bebida.
Suspirou.
Alessandro: Nicolas está com aquela carranca.
Jay: De novo?- perguntou. - Ele fica insuportável quando esta irritado.
Alessandro: Sim, e agora tenho que lidar com uma mulher bêbada.- parando tira a garrafa de sua mão.
Carolina: Por que não me joga no mar?
Alessandro: Eu jogaria os dois, mas temo que um acabe matando o outro.
Jay: Eu aposto que ela ganha de lavada.
Alessandro: Volta pros seus afazeres, quanto a senhorita vem comigo.- a levando pelo pulso.
Jay: Até mais.- rindo um pouco retornou para a sopa de mariscos.
Continua...
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