negócios de família.

- Pensando bem, fiquem aqui mesmo.- Dorian disse nervoso, quando eu e Paul entramos no jato. Olhei séria pra ele.
- Não. deixa de ser covarde.
- querida, será que eu conheço o seu irmão melhor que você? Ele vai me matar, Eleanor.
- você vai saber se virar, acredito em você.- beijei sua bochecha e me sentei no banco. Ele se afastou do jato quando a moça pediu.
- merda.- Dorian cochichou.

**********

- Você o que?!.- Vince disse quase segurando Dorian pelo pescoço.
- ela é uma mulher independente e que já é capaz de se cuidar sozinha, Vincent.- Dorian disse.
- Ela está sendo perseguida por William Blake seu burro!.- Vince berrou.
- calminha, querido, vamos ficar todos calmos aqui.- Dorian passou a mão na cabeça de Vince.
- Deus...E agora, Allen? Tem certeza que ela está segura?
- Sim, por deus, você acha que eu deixaria a nossa garota em problemas?
- Realmente, eu devo ter chicoteado Jesus pra merecer você na minha vida, Dorian.- Vince empurrou Dorian.
- Você vai vê, vai dar tudo certo.- Dorian sorriu.

**********
São Francisco, Califórnia.

Desci do jato e caminhei ao lado de Paul até o carro que nos levaria ao galpão enorme que parecia bem cuidado e novo.
Paul tinha dito que eu parecia uma advogada de mine séries de TV com minha saia social e meu blazer azul que eu segurava entre os braços. Estava abafado e quente na Califórnia mas mesmo assim com um vento horrível que bagunçava todo o meu cabelo. Chegando perto do portão de entrada fomos barrados por quatro homens armados, nada elegantes. Eles usavam capuz e luvaz com os dedos a mostra. O do lado direito se aproximou e Paul me passou para trás como sempre fazia quando sentia que eu estava sobre ameaçá.
- Senhorita Edwin?.- ele fez um sinal para todos abaixarem as armas. Acenei para ele.
- Me acompanhe por favor.- concordei e o segui para dentro do galpão.
Fique surpresa ao vê que o galpão estava totalmente vazio, sem nem um homem armado, nem qualquer outro tipo de segurança.
Encarei Paul e ele fez uma cara confusa para mim.
Chegamos até a porta do scritorio.
- por favor, entrem.- o homem abriu a porta e saiu, nos deixando plantados na porta.
Abri a porta e entrei na sala, o homem tinha por volta de seus 28 anos, cabelos dourados e um pouco grades, algumas pontas caiam sobre sua testa. Olhos castanhos esverdeados e uma pele dourada que lembrava sol e praia. Ele estava anotando algo na agenda quando me aproximei. Ele me encarou com os olhos cerrados.
- então você é a famosa herdeira de Philip Edwin.- ele se levantou e estendeu a mão.
- Eleanor, apenas.- apertei a sua mão.
- sei que não veio de Chicago para apresentações, então eu vou ser direto.- encarei ele.- não será possivel fazer essa aliança com você.
- como assim? Achei que...
- william Blake.
- O quê? Não pode fazer isso.- encarei seus olhos e apoiei as mãos sobre a mesa.
- sim, eu posso. Mas não é isso que está pensando, deixe-me terminar. William Blake já mandou os capachos dele aqui, neguei. E por favor não se exalte tanto, esta me deixando constrangido.- Ele riu.
- Se negou o pedido dele, óbvio que aceitará o meu, é indiscutível. Quanto você quer? Em?.- ele deu um sorriso largo sem mostrar os dentes.
- porque esta tão desesperada, "Eleanor apenas"? É impressão minha ou você e Blake estão disputando?
Revirei os olhos e fechei o punho.
- vai muito além de uma disputa. Ele matou minha família.
- mate a dele. O que eu tenho haver com isso?
- você não entende...
- me explique.
- não vou expor minha vida pra um hippie drogado.
- você esta indo muito bem.- etava me sentindo extremamente irritada.
- quanto você quer? Não, melhor, quanto ele te ofereceu?
- senhorita, acho que não entendeu. Não vou fechar uma parceria com você.
- é melhor a gente ir, El.- Paul disse com a mão no meu ombro.
- Não! Eu não vou sair daqui sem você aceitar a minha proposta.
- não aceita não como resposta, não é mesmo? Aprenda uma coisa: você não é nem uma rainha e aqui não é o seu reino.
- tem razão. Isso não é um reino.- Apoiei minhas mãos sob a mesa.- È um beco, e eu sou dona dele.- dei as costas arrancando a mala da mão de paul.
- o que esta fazendo?.- Paul perguntou preocupado.
- aqui.- disse colocando a mala sobre a mesa.- duzentos e quarenta mil.- eu estava tão nervosa que percebi o quão desregulada estava minha respiração.- se fechar a parceria conosco levara isso e a mesma quantia por mês.
Ele encarou a mala por um Minuto e depois se sentou novamente.
- porque eu? Se me permite a pergunta.
- porque você é o melhor.
- está profundamente mentindo.
- Na verdade, queríamos Wallace kurt.- ele riu tranquilo, como se esperasse por aquilo.
- isso não foi para aumemtar o meu ego, foi só curiosidade.- ele se levantou e rodou a mesa até parar do meu lado. Fiquei boquiaberta ao vê que ele usava saia.
Ele me encarou, depois olhou para baixo confuso.
- saia?
- kilt. Eu sou escocês. Não vai voltar atrás só porque seu fabricante usa saia, não é?
Parei um minuto e olhei para Paul.
- meu, fabricante?.- dei um sorriso largo.
- sim.- ele estendeu a mão e eu a apertei. Deus, estava me sentindo vitoriosa. - Pode ficar tranquila que eu entrarei em contato com você pra arrumar tudo direito e...
- na verdade, Sr. Doodle...
- Me chame de Marte.
- tudo bem. É que na verdade eu estava pensando em...bem, você terá que ir para Chicago comigo.
- o que?.- ele me seguia pelo corredor do galpão.
- Te darei dois dias para arrumar tudo e ir para Chicago.
- não posso sair daqui. Não tinha me dito isso.
- vai ser mais rápido do que pensa. Quatro meses, Sr.Doodle.
- eu não sei se...
- providenciei um carro para o senhor. Quando chegar em Chicago, meu...- pensei em algo.- Secretário, Dorian Allen irá recebe-lo.- fui em direção ao carro que me aguardava.
- você não está me dando escolha ou é apenas impressão minha?
- será um prazer trabalhar com o senhor, senhor Doodle.

***********

- Calvin?.- Ele atendeu.
- Vince? Ah, oi cara!.- ele disse animado.
- preciso muito falar com você.
Ele pareceu preocupado do outro lado da linha.
- ahm...aconteceu alguma coisa?
- pode me encontrar nesse endereço? .- disse após falar a rua e o nome do café.
- claro. Estou indo.
- obrigado. - respirei fundo.

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