A verdade.
Eu havia batido apenas uma vez e foi o suficiente para que Brad a abrisse.
- Eu demorei para encontrar sua casa.- Disse.
Ele olhou para fora, conferindo se eu estava acompanhada. O braço se esticou me guiando para dentro da casa. Que por sinal era até grande, nada do que eu tinha imaginado.
- Você está bem?.- Ele perguntou fechando a porta.
- Aparentemente sim.- Respondi.- Brad, quero que me conte tudo. E por favor, seja totalmente sincero com suas palavras. Eu preciso saber o que aconteceu naquela época.
Ele me olhou pensativo por um minuto e pediu para que eu me sentasse antes de começar:
- Quando conheci Tessa, ela devia ter a sua idade. Estava procurando homens para se juntarem a Phillip. Eu claro, me alistei.- Ele sorriu alegre.- E tenho que dizer, deus, como Tessa foi complicada...Acho que foi isso que me fez cair totalmente por ela. Eu estava trabalhando a quase dois anos para Phillip quando ela ficou grávida de você. Eu e Tessa nunca chegamos a nos casar de verdade, eu achava bobagem um anel no dedo ter mais significado do que as palavras que cruzavam nossos corações.- Ele parou um pouco antes de continuar.- Você devia ter dois anos quando os problemas começaram. Um dia eu cheguei na mansão dos Edwin e Tessa estava em prantos, dizendo que não queria mais aquilo para a filha dela e eu concordei e disse que nós iriamos cair fora dali. Phillip ficou sabendo que iríamos embora e ele teve a brilhante ideia de fazer a cabeça de Tessa dizendo que eu iria rouba-la.- Ele riu. Permaneci paralisada no sofá.- Eu e ela tivemos uma discussão e fui embora. Phillip me seguiu e eu capotei o carro...- Ele deu uma longa respirada.- Mas ele fez questão de ter certeza que estava terminando o serviço e atirou três vezes em mim.
- Não é possível...- Disse boquiaberta.
Brad levantou a camisa e mostrou as cicatrizes das balas no peito e na costela bronzeada.
me encostei no sofá, com o coração quase saindo da garganta. Se o que ele dizia era realmente verdade, tudo que achava que Phillip era...
- pois é.- Ele disse.- Phillip teve uma briga séria com ela depois disso. Ele queria praticamente, vende-la para theodore white....então ela fugiu.
"Los Angeles, Costa Oeste 1998.
- não pode ir, não pode me deixar.- Phillip segurou o braço de Tessa quando ela tentou por a pequena Eleanor no carro. - como pode abandonar sua família?
- vai querida.- Tessa beijou a testa da garotinha de cabelos loiros cacheados que caminhou em direção ao carro.- me solte, Phillip! .- ela disse.
- não pode leva-la de mim.
- ela não é sua filha. O pai dela é Luke. Agora me deixe ir.
- você entendeu errado, Tessa.
-entendi? A então me explique melhor. Você vem me manipulando desde o primeiro dia que eu te vi. Eu não vou ser seu bichinho de estimação, Edwin.
- deus, não foi isso. Era só uma conversa de amigos, eu e Theodore só estavamos...
- você estava me vendendo a Theodore, como se eu fosse uma vadia! Nós eramos irmãos, Phillip. - ela começou a chorar.- não é a primeira vez, eu venho engolindo suas atitudes, Phillip, a muito tempo. Nem Carmen está te aguentando mais!.- aquilo foi como um tapa na cara dele.- Carmen está doente, Phillip! Ela está morrendo, enquanto você não faz nada para ajuda-la.
- me deixe explicar.
- solte o meu braço agora!.- ela puxou o braço e se afastou indo até o carro.
- fiz bem em ter matado Luke aquela noite, salvei sua vida!.- ele gritou.- você me deve sua vida, Tessa.
- vai se ferrar, Phillip. E fique longe da minha filha."
Foi como se eu pudesse vê as lembranças rodopiando na cabeça dele.
- O que você disse aqui é verdade? tudo?
- Encontro minha filha depois de dezenove anos e eu mentiria para ela? Por favor, não preciso mais disso. Phillip não é mais problema meu.
- Eu fui um brinquedo para ele...- Disse indignada.
- Tem que abandonar esse nome, Elle. Tem que ir embora e fingir que isso nunca aconteceu...
- Não posso, não com Blake me seguindo e tentando matar a mim e a todos que me cercam.
Brad pareceu pensar em algo.
- maldito...Vamos cuidar disso.
Olhei para ele com as sobrancelhas juntas.
- Vamos? não, não. Não somos uma duplinha. Não é porque você apareceu e me disse o seu lado da história que eu vou te abraçar e dizer que está tudo bem!
- E eu não espero que faça isso.- Ele disse.
- Não quero mais um problema para mim.- Disse me levantando.- Vou acabar com Blake sozinha.
- Imagino como fará isso, durona.- Ele soltou, ironicamente.
- Voltarei para Chicago amanhã.- Disse indo para a porta.
- Ok, me dê dois dias.
encarei ele e segurei a maçaneta.
- Certo. Não me decepcione.- Abri a porta e dei de cara com Marte.- Mas o que...?
Ele levantou os ombros.
- Eu rastreei seu celular.- Ele continuou nos encarando e eu continuava esperando uma explicação.- Não vou pedir desculpas.
- hãn...tudo bem, vamos.- Disse saindo da casa.- Sr. Thorto...- Olhei para Brad parado na porta.- Tem dois dias.
*************
Quando acordei ela ainda estava do meu lado, dormindo e confortável com seu corpo alinhado ao meu. Ainda era tarde, por volta das quatro da manhã, mas a cidade continuava iluminada.
Não sei o que me prendia a ela, mas sempre foi assim. Ophelia sempre foi dona de mim, assim como ela me completava, ela era meu vazio, ela por completo.
Não deixei nem um recado quando vesti minhas roupas e sai do seu apartamento sorrateiramente. No fundo, eu sabia que teria que parar ali, ela era passado agora e não era uma boa hora para me envolver com ela.
Quando peguei um Taxi de volta para casa, que percebi a mensagem de Eleanor e lembrei que ela estava fora de casa a dois dias, aquilo foi como uma dor forte no peito. Onde eu estava indo? esquecer da própria irmã, minha única responsabilidade. Minha promessa.
Quando cheguei em casa, Calvin estava sentado no sofá com uma garrafa de cerveja na mão. Os olhos castanhos observadores estavam ali, prontos para me por contra a parede como ele sempre fazia, desde o ensino médio.
- Bom...o que devo dizer? Querida, cheguei.- Tentei faze-lo rir, falhei.
- Você é um idiota, sabe disso, não sabe?
Entrei e fechei a porta. Calvin quase nunca deixava a barba crescer, as vezes ela fica rala no queixo e a cima da boca, mas dessa vez ele estava pessimo, a barba ja estava quase do tamanho da minha e aquilo era preocupante.
- Eu não fiz nada, pare com isso.
- Ah, claro.- Ele colocou a garrafa na mesa de centro e se levantou.- Bom, já que a merda está feita...Eleanor mandou dizer que estava voltando.
Concordei com a cabeça.
- É, ela me mandou também.
Ele me olhou de lado, surpreso.
- Ora, ora, ora. Ele lembrou que tem irmã?
- Me poupe, Calvin. Vou dormir.
Passei por ele, indo até as escadas. Mas ainda senti ele me observando.
***********
Theodore estava sentado ao lado de Blake quando Ben entrou na casa.
- Você matou aquele homem!.- Ben disse.- Perdeu o juizo de vez.
- Não grite a essa hora da manhã, minha cabeça dói.-William disse.
- E os homens de Eleanor estavam me seguindo, isso se não forem a Polícia.
- Ok, Ben.- William continuou bebendo o vinho.
- Will.- Ben se aproximou.-Precisa ficar fora um tempo, ou vão pegar você.
- Ninguém vaie pegar.- Ele discordou.
- Will, você está perdendo o controle.
- Talvez eu perca o controle com você.- William disse entre os dentes.
- Vou por você em um avião, precisa de férias, é disso que precisa.
- Não vou viajar. Não agora, agora é meu auge.
Ben olhou para Theodore que continuava em silêncio.
- Leve ele para algum lugar, White. Antes que ele mate a todos nessa casa também.
Ben deu as costas.
**********
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