Capítulo 42
Sina Deinert
— Não, eu me recuso. — digo irritada enquanto Josh me segura com força pela cintura. — Eu juro que vou gritar.
— Maria, pare de fazer tempestade em um copo de água. — abri a boca.
— Está me dizendo que terei que dividir o quarto com o Urrea, por que diabos eu tenho que aceitar isso? Dorme você com ele. — digo ainda irritada e ele segue me segurando.
Era só o que me faltava, como se já não bastasse toda a merda em minha vida tenho que engolir mais essa.
Nós já estávamos no México, a viagem foi super tranquila pois viemos de jatinho, entrar no país foi super de boa e o caminho até o hotel foi maravilhoso, isso até eu chegar aqui. A moça da recepção simplesmente vira e fala. "Temos apenas 7 quartos disponíveis" mas isso foi muito antes de eu chegar.
Tive que vir em um carro separado e atrasei cerca de 20 minutos, mas esse foi o tempo de todos escolherem seus colegas de quarto e pra mim sobrar somente Urrea, eu me recuso!
— Escuta, Noah tentou achar outro hotel, mas estão lotados, é o México Sina.
— Que fosse Bahamas, Josh! — digo sem paciência.
Eu não quero isso, não porque não o suporto, mas porque sei que ele não perderá a chance de me provocar. Acredita que ele teve a cara de pau de me seguir até o banheiro do jatinho? Pois é, mas eu consegui me controlar, fiquei extremamente molhada, mas me livrei.
Após alguns segundos eu parei de me debater, Josh me soltou e eu ajeitei meu cabelo.
— São só quatro dias Sina. — neguei.
Se ele já me deixa louca em uma hora, quem dirá 4 dias? Não, nem pensar, prefiro a morte!
Maldita hora que aceitei essa palhaçada.
Cansada de passar vergonha, entramos no hotel e eu peguei o cartão do quarto. Eu vou dar um jeito de ir dormir com as meninas, nem que eu durma no corredor do quarto, a cama com esse cara eu não divido.
Meu andar era o último, o que me deixava ainda mais brava, achei que ia curtir um momento tranquila, mas não.
Abri aquela porta com ódio e coloquei a pequena mala para dentro. Olhei em volta e vi apenas a mala de Noah ao lado da cama.
Me livrei dos tênis e caminhei até a janela do local. Abri aquelas cortinas e puxei os vidros tendo uma enorme visão do mar.
— Uou. — digo me aproximando da ponta da varanda.
O hotel tem uma boa localização, estamos apenas 30 minutos do local onde haverá a festa.
Os que estão aqui são, Shiv, Lamar, Sabina, Diarra, Sav, Hina, Yoon, Alex, Josh, Joalin, Bay, Sofya e o senhor esquentadinho. Os outros ficaram, pois tinham assuntos lá, exceto Nour que vai ver as coisas da casa.
Voltei para o quarto e andei pelo local que parecia bem grande. Do que notei, é daqueles hotéis com cozinha, o que eu acho lindo.
A cozinha era branca, o balcão com mármore também era lindo e as cadeiras vermelhas davam um contraste melhor. Abri a geladeira e ela tinha coisas dentro… abri um meio sorriso e peguei uma garrafinha de água.
Saio da cozinha e ando até o banheiro. Para um quarto de hotel ele é bem grande, até banheira tem.
Escutei a porta sendo destravada e saí do banheiro. Noah passou com uma sacola na mão e logo seu olhar se encontrou com o meu.
— Resolveu parar de fazer show na frente do hotel? — revirei os olhos e dei um gole em minha água.
— Vem cá, que tipo de pessoa inventa de fazer uma viagem e arruma um hotel que não tem quarto para todos? — Noah se aproximou colocando a sacola sobre a cama e me olhou.
— Imprevistos acontecem Sina. — cruzou os braços. — Estávamos em outro hotel, que ficava a 15 minutos do salão, mas ele foi fechado, ocorrerá um evento lá hoje a noite. — neguei lentamente.
— E eu sou obrigada a dividir um quarto com você. — digo debochada. — Devo estar pagando meus pecados.
— Como se isso fosse um problema para você. — escutei seu tom provocativo e ignorei indo até a cozinha.
Guardei minha garrafinha e fiz um coque no cabelo voltando para o quarto, porém no meio do caminho tropecei em meus pés e fui de encontro ao chão.
— Aí. — me sento de lado massageando meus joelhos.
— Como você está viva ainda é um milagre. — escuto seu tom risonho e olho ele.
— Urrea, não me estressa. — me levantei e voltei para perto da cama. — E isso? — apontei para a sacola.
— Sua encomenda. — a olhei desconfiada e me aproximei da sacola me sentando na cama de lado.
Abri ela e dentro havia duas caixas. Retirei com cuidado e coloquei sobre a cama.
Abri a maior e dentro continha um salto que fez a minha boca abrir de tão lindos. Analisei os detalhes e arregalei meus olhos ao notar algo...
— Isso é diamante? — pergunto incrédula olhando ele.
— Talvez. — neguei desacreditada.
— Maluco. — digo soltando uma risada. Deixei sobre a caixa e afastei para o lado.
Aproximei a outra de mim e abri com cuidado, ela estava protegida com um papel de seda que eu também retirei com cuidado.
Peguei o conteúdo pelas alças e contive um sorriso vendo o belo vestido.
O vestido era dourado e com um pequeno brilho sobre ele. Me levantei colocando sobre o meu corpo e fui para frente do espelho.
Ele também tinha um corte na perna e suas alças eram as que caiam sobre os ombros deixando seu colo totalmente livre.
Sorri dando um leve giro e olhei Noah.
— Você tem um bom gosto Urrea. — digo e ele sorri de canto.
— Espero que sirva. — estreitei os olhos me aproximando.
— Você sabe que vai servir. — dei dois tapinhas em seu ombro e levei o vestido para deixar pendurado.
Já estava anoitecendo, Noah e eu passamos a tarde no quarto, ambos resolvendo assuntos nossos. Era ele no celular de vez em quando xingando alguém, e eu no celular recebendo informações de Arthur e Mike sobre os problemas na casa.
Fora isso, também me mantive informada sobre Henrique, ao que parece ele teve uma viagem de urgência para a Itália. Isso foi até bom, não me preocupo com ele me caçando aqui no México.
Mais tarde eu pedi comida no quarto, já o moreno desceu para jantar. Nesse meio tempo tentei convencer as meninas para ir dormir no quarto delas, mas os reservados eram todos de casal e elas já estavam em duplas, sério vida, o que eu te fiz mesmo?
Eu ainda acho que esse moreno armou foi tudo, esse safado pervertido. Onde um cara podre de rico vai dar um mole desse? Nunca!
Fui tomar meu banho e tratei de ser rápida, vai que esse louco surge.
Sai do banheiro já de pijama e me sentei na cama passando um creme de corpo. Enquanto alisava minhas pernas minha mente se afastou.
Amanhã às 20h estarei indo para uma festa, com o intuito de roubar algo. Todos estão confiando em mim, dá para acreditar? Se der merda e eu for pega todos tomam no cu…
Terei que ficar calma na hora, porque como todos sabem, eu adoro agir na emoção. Atravessar a segurança, achar a sala, invadir o computador, localizar o arquivo e transferir, não tem segredo, você consegue Any.
Me assustei quando algo tocou meu ombro também me tirando do transe.
— Você está muito tensa. — escuto a voz de Noah me fazendo engolir seco.
Em que momento ele entrou no quarto e se sentou atrás de mim que eu nem percebi?
Noah pressionou meus ombros com seus dedos e eu fechei os olhos aliviada com aquilo. Seus movimentos eram leves e precisos, isso me fazia suspirar à medida que mexia a cabeça.
Meu corpo se arrepiou com seus lábios quentes que tocaram meu pescoço. Sem parar com a massagem ele apenas beijava o local e puxava minha pele me fazendo arfar.
— Noah … — digo fraca e ele morde minha orelha.
— Não fala nada. — sussurrou voltando a me beijar.
Suas mãos me empurraram com calma até a cama e eu me deitei de barriga. Noah passou suas pernas em cima de mim e levantou meu pijama massageando da minha cintura para cima.
Meu corpo estava quente e suas mãos geladas me traziam uma sensação de alívio surreal. Com meus olhos fechados eu apenas o deixava fazer isso, sua massagem subia pela minha coluna e apertava meu pescoço de uma forma totalmente prazerosa.
É ridículo o efeito que ele tem sobre mim, é estranho pensar que só de ouvir sua voz rouca próxima a mim me deixa completamente excitada, que eu realmente o imagino me fodendo de uma forma que só ele deve saber.
Mas eu também sei que no momento que isso acontecer as coisas passarão a ficar estranhas, e é por isso que eu não posso deixar isso acontecer. Mesmo que eu queira, mesmo que seja tentador, serei apenas mais uma em sua cama.
Me virei na cama e Noah ainda estava em cima de mim. Seus olhos verdes tinham um tom mais escuro, era algo que mesmo que eu tentasse jamais iria entender.
Então seu corpo se inclinou em minha direção, e antes que eu pudesse evitar, nossos lábios se encontraram, aquela corrente passou pelo meu corpo e eu novamente estava indo contra a minha cabeça.
Passei minha mão em seus cabelos, enquanto a sua agarrou minha bunda me fazendo sentir seu membro contra minha intimidade. Nossas línguas brigavam por espaço e eu senti sua outra mão entrando por debaixo da minha blusa agarrando meu seio. Soltei um leve gemido quando ele pressionou o bico entre os dedos fazendo o beijo ser interrompido.
Foi nesse momento que recobrei os sentidos vendo o sorriso ladino dele.
— Isso não vai acontecer Noah. — digo tentando sair, mas ele segura minhas mãos na altura da minha cabeça.
— Isso o quê? — voltou a se aproximar beijando meu pescoço.
— S-sexo. — digo com dificuldade e ele desce os beijos chegando em meus seios.
A sensação de sua boca os chupando era extremamente prazerosa e me fazia gemer baixo, seus lábios eram macios demais e os barulhos que ele deixava soltar só me deixava mais molhada...
— Quem falou em sexo? — me olhou e minha respiração estava um pouco pesada. — Pode falar Maria. Sua cabeça diz isso. — sorriu descendo sua mão. — Mas seu corpo diz outra coisa. — sua mão alisou minha intimidade por cima do pijama e eu suspirei fechando os olhos.
Seus lábios voltaram me dando um selinho demorado e puxando meu lábio inferior ele deixou a cama.
Escutei ele caminhar pelo local e logo uma porta fechar. Alguns segundos depois e eu ouvi o barulho do chuveiro ligando me fazendo suspirar.
— Puta merda Maria. — resmungo afundando minha cabeça no travesseiro.
Não vou sobreviver quatro dias aqui!
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Nós vemos no próximo capítulo☆
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