Capítulo 32
Sina Deinert
— Juro que ainda corto o seu pescoço. — grito irritada enquanto caminho até o bendito cassino.
Leitores também gostaram de histórias de
Aquela lata velha, acreditei nele sobre o carro ainda funcionar e faltando 10 minutos a Judite dá pra trás. Mereço mesmo.
Agora estou aqui, correndo contra o tempo e mais atrasada do que deveria, além de pegarmos um trânsito que surgiu da puta que pariu, estou tendo que correr de salto. Sorte a dele minha maquiagem estar intacta.
— Chegamos, calma. — ele me pegou de uma vez e eu quase caí. — Seu nome não está na lista. — saiu me puxando com calma até o lado de trás.
Assim que chegamos, reconheci dois dos homens que estão me ajudando. Controlei minha respiração e andei até a porta que era uma saída de emergência.
Mike arrombou a porta e me deu passagem entrando em seguida.
— Ok. — ele fechou a porta. — Arthur disse que já estava tudo feito, segundo informações, Noah está rodando o salão conversando com algumas pessoas. — assenti.
— Vamos nessa!
Tivemos que cruzar aqueles enormes corredores, graças a Deus que um mês de exercício realmente me ajudou no condicionamento físico.
Abri uma porta lentamente e ali eu tinha a visão do palco. Ao percorrer meu olhar notei alguns que trabalhavam comigo, só deduzi pelas máscaras, já que Arthur me informou de algumas.
Algumas máscaras me impossibilitaram de reconhecer todos, mas ao ver uma cabeleira morena passando por alguns, me fez ter a certeza de que era ele. Alto e muito bem vestido, bonito demais até para morrer Joshua.
— Ok, hora do show. — digo colocando a máscara de gata e ajeito meu cabelo.
Mike me disse que ia cobrir minhas costas e eu respirei fundo antes de fazer isso.
"Nossa história,nosso lugar,nosso nome e um único propósito. — Minha mãe dizia me olhando."
"Sermos grandes e temidos.— Digo e ela sorria."
"Seja você Maria,conquiste seu lugar,honre nossa história..."
— Faça com que temam seu nome. — sussurro confiante e ergo minha cabeça.
Vi um garçom passar ao meu lado e quando ele piscou passei junto.
Andei pelo salão com toda a calma do mundo e peguei uma taça de champanhe para disfarçar.
Rodei meu olhar pelo salão e vi Mike me seguindo de longe. Ele inclinou sua cabeça de lado e eu vi Noah conversando com várias pessoas.
Mereço!
Dei um único gole na minha bebida e deixei a taça vazia com outro garçom.
Caminhei discretamente até ele, e assim que passei por trás esbarrei de propósito.
— Me desculpe. — digo e ele me olha. Sorri rapidamente e caminhei até o canto do salão.
— Está te seguindo. — disse um garçom ao meu lado e eu virei indo ao banheiro. Não vi sinal de Clary, mas se ela me ver me reconhece na hora.
Abri a porta do banheiro e como era esperado, lá estava ele. Noah passou de uma vez e fechou a porta.
— Maria? — disse tirando a máscara e eu olhei as cabines.
— Miau. — digo manhosa e o olhei após ver que estávamos a sós.
— O que faz aqui? — cruzei os braços.
— O que você faz aqui? — retruco irritada.
— Negócios Maria, deveria saber disso. — ri debochada.
— Ainda está noivo? — pergunto desacreditada e ele não diz nada.
— Como conseguiu entrar? — fechei minha mão ao ver que ele fugiu da pergunta.
— Não é da sua conta. — me olhei no espelho. — Mas se eu fosse você ia embora. — passei o dedo de leve no canto da boca tirando um borrado.
— Como? — revirei os olhos e me virei.
— Olha não sei de muita coisa, mas ao que parece, estão querendo estourar essa sua cabeça. — coloquei meu indicador na sua testa e empurrei sua cabeça para trás rindo.
— Como sabe? — sorri de canto.
— Sabendo. — dei de ombros. — Se quiser acreditar, acredite. Já fiz o que tinha que fazer. — passei ao seu lado, mas ele segurou meu braço.
— Onde vai? — virei o rosto vendo o seu a milímetros do meu.
— Onde você acha? — olhei em seus olhos. — Se cuida Noah. — me soltei e abri a porta do banheiro. — Aliás. — me virei. — Obrigada pelo vestido, fiquei extremamente sexy nele. — pisquei e deixei o banheiro.
Idiota, nem o ao menos tem coragem de assumir as merdas que faz. Sério que mesmo depois de ouvir aquilo ainda vai se casar?
Obcecado por poder, é isso que ele é. Deveria ter deixado se ferrar nas mãos dos Louise 's, ao menos eu teria o prazer de dizer "eu avisei".
Caminhei novamente pelo salão e peguei mais uma taça virando de uma vez.
Seja o que Deus quiser!
De longe reconheci Arthur e ele mexeu a cabeça uma vez. Segui até o palco respirando fundo e levantei o vestido suavemente para subir as escadas.
Segui até o meio do palco e quando aquele monte de gente me olhou, meu coração disparou.
"Sabe dos riscos que vai correr quando anunciar isso,não sabe? — Encarei Arthur que sorria de canto."
"Sei.— Fiz uma careta debochando. —Já está na hora de botar a cara a tapa,não vejo oportunidade melhor."
"Aí gatinha,serei seu guarda-costas se quiser. — Encarei Mike e não demorou muito até eu começar a rir."
"Você é impossível cara. — Digo dando um gole na minha bebida."
Nascida e criada nesse meio, você sempre soube seu papel Sina. Vivos ou mortos, seus pais apenas esperam que você faça isso.
"Seus pais não erraram na decisão Maria,você só precisa aceitar."
Respirei fundo e abri um sorriso de canto.
— Signore e signori, è un piacere essere tornato. — digo olhando todos que pareciam perdidos e cochichavam juntos. — Oh, não entenderam? — digo com deboche na voz.
Dei dois passos para frente e meu olhar se encontrou com o de Noah que já tinha todos seus amigos à sua volta.
Limpei minha garganta e levantei o microfone novamente.
— Senhoras e senhores, é um prazer estar de volta. — repito a fala agora em inglês. — Sabe, vocês estavam prestes a pegar algo que era meu e matar, que coisa feia. — digo negando lentamente.
— Tirem essa mulher dali!. — ouço uma voz gritar e logo vejo duas figuras se aproximarem.
— Ah, se acalmem. — digo fingindo estar triste e eles param de andar. — Eu só queria fazer um comunicado.
— Isso é uma festa privada, não me lembro de você. — dei risada após ver que a fala ridícula veio de Érico.
— Não lembra de mim, meu caro Érico? — me aproximei e me agachei no palco. — E dos meus pais? Aqueles em que você tentou passar a perna? — ele se livrou de sua máscara de uma vez.
— O que?—Dei risada e tirei minha máscara.
— Olha bem na minha cara, e diz que não se lembra de mim. — fiquei encarando ele até seus olhos crescerem. — Penso che ti sei ricordato.
(Acho que você se lembrou)
Sorri e me levantei.
— Matem ela! — desviei meu olhar e vi Clary que gritou.
— Maria, se abaixa! — escutei o grito de alguém, mas não soube identificar, apenas ignorei a fala e segui de pé no mesmo lugar.
As armas estavam apontadas, mas nenhum som era ouvido.
— O que foi? — digo com uma voz de pena — Estão sem bala? — dei risada. — Para vocês com essas caras confusas. — olhei todos. — Me chamo Sina Maria Deinert. — alguns murmurinhos começaram. — Filha única e herdeira legítima da Itália!
— Matem ela agora! — gritou Clary novamente e eu sorri vendo todos parados.
Os que estavam comigo tinham armas apontadas para todos, exceto para o grupo de Noah, que ao meu ver, também já tinham armas em mãos.
Me virei para sair do palco, mas voltei ao me lembrar de algo.
— Ah, me façam um favor. — digo ainda no microfone. — Digam ao Henri Velaz, que o pesadelo dele está prestes a atormentá-lo. — sorri e desci do palco.
Segui com Mike e todos ali presentes ainda estavam com as mãos para cima.
Pelos fundos, saímos novamente e eu soltei meu ar de uma vez sentindo meu corpo inteiro tremer.
— Eu vou desmaiar. — digo rindo e sigo Mike pela parte de fora.
Viramos a rua e tínhamos que achar um jeito de conseguir uma carona.
— Arthur disse que vem nos pegar. — assenti após a fala de Mike.
Um carro para na nossa frente de uma vez e eu me assusto. Pensei que era Arthur, mas uma figura desceu com a arma apontada para mim e eu levantei as mãos.
— Entra senão eu atiro. — engoli seco e encarei Mike.
Sem paciência, ele apenas me pegou pelo braço e me colocou no carro. Estava prestes a pegar minha arma, mas ao notar a figura loira do meu lado quis gritar.
— Desgraçado! — bati nele e o carro saiu de uma vez. — Espera, não!
— Aí Maria menos.—Abri a boca.
— Para esse carro Noah! — ele ficou calado. — Porra, o que você quer? — digo irritada.
— Acabou de anunciar que está viva, acha mesmo uma boa ideia ficar no meio da rua? — segurei minha vontade de pegar essa arma e meter uma bala na cabeça dele.
— Chefe, estão nos seguindo. — me virei para trás e reconheci o carro.
— Atira pra matar. — disse Noah e eu arregalei os olhos.
— Não! — gritei. — Estão comigo. — ele riu. — Para esse carro, agora.
— Maria eu só quero conversar.
— Eu não quero te ouvir. — gritei irritada.
— Eu estou falando sério. — se virou e eu ri completamente irritada.
— Estou pouco me fudendo para isso. — digo séria. — Não acreditou no que eu te disse, então não pense que pode simplesmente me sequestrar e querer conversar. — Noah ficou me olhando. — Para agora esse carro. — mandei encarando seus olhos.
Noah passou a mão no rosto e logo deu o comando para parar.
Abri a porta mas antes de descer ele me segurou pelo braço.
— É sério Maria, vão todos atrás de você. — fechei os olhos respirando fundo.
— Pensasse nisso antes Noah. — me soltei. — Ficarei bem. — puxei o vestido de leve e sai do carro. — Enquanto a aliança não se preocupe, ainda está de pé. — sorri debochada e bati a porta do carro com força.
Idiota!
______________________________________________
Nós vemos no próximo capítulo☆
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top